Sociologia da violência e da criminalidade

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Primeiramente, é cabível esclarecer os pontos centrais desse assunto, que são a violência e a criminalidade. Entretanto, isso não será feito com intenção de abranger todas as questões concernentes a eles.

No que se refere à violência, esta pode ser entendida segundo Alba Zaluar (1999) [1] da seguinte maneira: “Violência vem do latim violentia, que remete a vis (força, vigor, emprego de força física ou os recursos do corpo em exercer a sua força vital). Esta força torna-se violência quando ultrapassa um limite ou perturba acordos tácitos e regras que ordenam relações, adquirindo carga negativa ou maléfica. É, portanto, a percepção do limite e da perturbação (e do sofrimento que provoca) que vai caracterizar um ato como violento, percepção esta que varia cultural e historicamente.”

Sendo a violência uma marca que se faz presente em toda a história da humanidade, diferentes áreas do saber a tomaram como alvo de seus estudos, como por exemplo: o direito, a psicologia, a antropologia, como também a sociologia; é possível constatar também a correlação das formas de contenção da violência com a estrutura político-econômica, por exemplo: é sob o pretexto de controla-la, e garantir dessa forma a segurança dos indivíduos e a manutenção da ordem pública, que os sistemas penitenciários se consolidam nos fins do século XVIII, os quais se caracterizam por punições de privação da liberdade (ideal este salvaguardado pela corrente Iluminista, a qual guiou os planos da burguesia), além de, possuírem uma preocupação administrativa com as populações pobres resultantes das desigualdades emergidas pelo avanço do capitalismo.  Sendo importante frisar também o carácter mercadológico que a violência tem assumido no Brasil contemporâneo, ou seja, cotidianamente ela é exposta à população com pouco ou nenhum critério crítico, isto é, os veículos midiáticos não expõem a complexidade que existe por detrás dos atos tidos como violentos (como exemplo: desigualdade social; miséria; baixa escolaridade; inoperância Estatal; dentre outros), usando- a apenas como meio de autopromoção, e como forma de desviar atenção da população de crimes que podem causar muito mais danos à população, como por exemplo, os da ordem econômica e financeira.

Para adentramos na criminalidade é preciso, primeiramente, expor uma definição do que seria crime, tarefa árdua já que essa conceituação pode variar de uma sociedade pra outra, além do que, as práticas inclusas nessa categoria também variam. Mas o autor Pino (2007) [2] nos esclarece um pouco acerca dessa definição: “crime é um conceito de natureza legal que, em si mesmo, significa apenas um ato de transgressão da lei penal, o que assujeita seu autor a penas legais variáveis segundo as sociedades”. Já a criminalidade pode ser conceituada como sendo o conjunto de crimes cometidos em um determinado espaço. Importante destacar ainda que nem todo tipo de ato violento se constitui como crime, mas todo crime é uma forma de violência.

A Sociologia da Violência e da Criminalidade abordará as questões da violência e da criminalidade como fenômenos que decorrem, primordialmente, de fatores sociais (por exemplo: desigualdade social e marginalização, dentre outros). Sendo assim, essa teoria analisará o contexto cultural e social que circundam esses temas. 

  1. Alba Zaluar (julho/setembro 1999). Um debate disperso: violência e crime no Brasil da redemocratização São Paulo em Perspectiva. Visitado em 20 julho de 2015.
  2. PINO, A.. Violência, educação e sociedade: um olhar sobre o Brasil contemporâneo. Educação e Sociedade. [S.l.: s.n.], 2007.