Solanum lycocarpum

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaLobeira
Lobeira em Brasília, no Brasil

Lobeira em Brasília, no Brasil
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Género: Solanum
Espécie: S. lycocarpum
Nome binomial
Solanum lycocarpum
L.

A lobeira, fruta-de-lobo ou guarambá (Solanum lycocarpum) é um pequeno arbusto ou árvore de até 5 metros de altura.[1] Pertence à família das Solanaceae, a mesma do tomate e do jiló. O fruto da lobeira lembra um tomate na aparência. Calmante, combate a diabetes, epilepsia, hepatite. A saúde do lobo-guará depende do consumo da lobeira, defesa contra o verme que ataca os rins e mata.[2]

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

flor de lobeira

Encontra-se na América do Sul, no Brasil, nas regiões do cerrado e em áreas alteradas pelo homem, onde é uma das espécies pioneiras mais importantes.

A lobeira tem sua frutificação concentrada entre julho e janeiro. Multiplica-se facilmente por sementes. Seus frutos representam até 50 por cento da dieta alimentar do lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), acreditando-se que tenham ação terapêutica contra o verme-gigante-dos-rins (Dioctophyme renale), que é muito frequente e geralmente fatal no lobo-guará, como supracitado. Seus frutos têm o formato arredondado, alcançando até 13 centímetros de largura, e são de cor verde e amarela (madura).

Crescimento[editar | editar código-fonte]

A espécie vegetal Solanum lycocarpum cresce e se desenvolve em condições ambientais desfavoráveis, tais como terras ácidas e pobres em nutrientes. É capaz de suportar um clima árido e períodos de seca prolongados, resistindo ainda a ciclos anuais de queimadas feitas pelo ser humano. É uma espécie invasora em áreas devastadas pelo ser humano e em pastagens. A fruta-de-lobo é encontrada nas vegetações do tipo campo sujo, cerrado e cerradão, cujo período de florada compreende o ano inteiro, porém, com maior intensidade na estação chuvosa. As plantas podem apresentar de 40 a 100 frutos, cuja massa por fruto pode variar de 400 a 900 g, com época de colheita de julho a janeiro. A polpa do fruto maduro pode ser consumida in natura ou ser utilizada para se fazer geléias, e a casca e a polpa nesse estágio apresentam coloração amarelada. Esse fruto tem sido utilizado para produção de massas, substituindo o marmelo na preparação da marmelada e afirma-se que, empregado puro, apresenta vantagens no sabor e no poder alimentício.[3]

Ingestão por ruminantes[editar | editar código-fonte]

A lobeira, erroneamente, foi creditada por causar a morte por envenenamento no gado, principalmente no cerrado. Devido a esta má informação lendária, os donos de terra têm sacrificado os pés da lobeira, provocando a sua extinção num período breve, caso nada for feito em benefício de sua preservação.

Chamada também de maçã do cerrado – devido ao cheiro parecido com o da maçã. Porém a explicaçãodo real fato d’ela ser uma fruta assassina se deve ao sabor “cheiroso” dela madura, o gado pula cerca, atravessa riachos, valas e quintais em busca desta fruta. Ele come até o caroço, ou melhor, a "tampa", que provoca a sua morte. Essa tampa aloja-se na boca de seu estômago, o fechando. Nada mais entra.O gado não consegue ingerir alimentos e acaba morrendo.

Então, a ciência de outrora, que estava longe do campo, e por falta de tal conhecimento pelas pessoas, não sabiam identificar a causa mortis, lhe atribuiu o fatídico da causa: o veneno, inexistente.

Segundo um texto de Paulo Capobianco, essa fruta será muito promissora, neste século, principalmente nas áreas de antibióticos, anticoncepcionais e anti-inflamatórios.

Os trabalhos estão sendo desenvolvidos no Laboratório de Pesquisas e Ensino em Síntese Orgânica da Universidade de Brasília,onde já descobriram fartos indícios da produção de esteróides, matéria-prima de diversos medicamentos, que a lobeira oferece.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. «LOBEIRA (Solanum lycocarpum)». www.colecionandofrutas.org. Consultado em 9 de agosto de 2017 
  2. «Globo Reporter - Rede Globo». globoreporter.globo.com. Consultado em 27 de julho de 2017 
  3. JUNIOR, ENIO NAZARÉ DE OLIVEIRA (agosto de 2003). «Análise nutricional da fruta-de-lobo (Solanum lycocarpum St. Hil.) durante o amadurecimento» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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