Solar Ferreiro Torto

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O Solar Ferreiro Torto localiza-se em Macaíba no estado do Rio Grande do Norte e destaca-se por ser um marco histórico[1], que remonta ao ano de 1614, quando era conhecido por Engenho Potengi. É tombado pela Fundação José Augusto.[1]

O museu abriga muitos elementos da história de Macaíba em seu acervo.[2]

História do lugar[editar | editar código-fonte]

O Engenho do Ferreiro Torto, construído no século XVII, inicialmente tinha o nome de Engenho Potengi, e foi o segundo engenho de cana-de-açúcar a ser erguido no Rio Grande do Norte. Não durou muito, devido à má qualidade de suas terras para a produção de cana-de-açúcar. Pertenceu a Francisco Coelho, segundo as sesmarias concedidas ao mesmo de 1602 a 1611.

Foi nesse local onde se deu a primeira matança de colonos depois da ocupação holandesa de 1630. Os holandeses, ajudados pelas ferozes tribos dos Janduís e estimulados pela perversidade do capitão Calabar, atacaram o engenho, onde vitimaram o Cap. Francisco Coelho e toda sua família, além de 60 pessoas que nele haviam se refugiado, praticando ali todos atos de selvageria.

A região permaneceu desabitada por vários anos. Em 1845, o Cel. Estêvão José Barbosa de Moura herdou a propriedade do Ferreiro Torto. Dois anos depois, em 1847, o Cel. Estêvão derrubou as antigas construções de taipa existentes, e construiu o atual casarão, denominando-o de Solar do Ferreiro Torto.

O Cel. Estêvão Moura era também dono do casarão que, atualmente, é o Solar Caxangá, onde residia nesse local. O Ferreiro Torto era utilizado nos finais de semana.

No final da segunda metade do século XIX, o Ferreiro Torto foi vendido e passou a ser proprietário da família Vasconcelos Chaves, onde nasceu em 1875 o notável penalogista Dr. João Chaves.

Anos depois, o Ferreiro Torto passou novamente a pertencer a outro Francisco Coelho, que procedia de Macau.

No início do século passado, a propriedade pertenceu a Bruno Pereira.

O nome Ferreiro Torto, teve origem em um coqueiro muito alto e torto, que existia bem próximo à porteira da fazenda, e quase embaixo dessa árvore um ferreiro havia montado a sua tenda e oferecia os seus serviços aos tropeiros, que por ali passavam e tinham necessidade de corrigir as ferraduras dos seus animais.

Na década de 1920, o rio Potengi vinha até o antigo cais próximo ao sobrado da casa grande e era possível navegar da fazenda até o cais do Passo da Pátria, em Natal.

Era, com certeza, a propriedade mais bonita e que oferecia melhores condições de utilização dos recursos naturais da região. O terreno era coberto por extensa floresta de mata atlântica, em que parte ainda permanece conservada. Havia também o canavial que abastecia o engenho, a plantação de mandioca que fornecia matéria-prima para o fabrico de farinha e nos seus pomares frutas variadas de sabor inigualáveis.

O último proprietário do Solar Ferreiro Torto foi a viúva Machado. Na década de 1980, o Solar foi restaurado para se tornar a sede do Poder Executivo do Município, o que, infelizmente, modificou a estrutura original do prédio.

Referências

  1. a b «Prefeitura de Macaíba celebra marca histórica de visitas ao Museu Solar Ferreiro Torto». agorarn.com.br. Consultado em 4 de outubro de 2019 
  2. «Macaíba sedia encontro estadual sobre Educação Integral». www.macaiba.rn.gov.br. 04 dezembro de 2018. Consultado em 4 de outubro de 2019  Verifique data em: |data= (ajuda)
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