Soluções Urbanas

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Soluções Urbanas
ONG Soluções Urbanas - Logotipo
Tipo Organização não-governamental
Fundação 2002 (17 anos)
Estado legal Ativo
Sede Brasil Rio de Janeiro, Brasil
Diretora Executiva Mariana Estevão
Sítio oficial http://www.solucoesurbanas.org.br

A Soluções Urbanas é uma organização não governamental brasileira fundada no dia 10 de dezembro de 2002. Sua finalidade é desenvolver projetos visando o planejamento urbano e oferecendo assistência técnica, mão de obra e materiais necessários na construção de melhorias habitacionais, para famílias que vivem em baixo padrão de habitação, ou seja, locais de riscos que podem impactar não só na qualidade de vida e segurança das próprias famílias, mas também da população.[1]

Essas ações só são possíveis graças ao grupo de voluntários formado por arquitetos urbanistas, engenheiros, geógrafos, sociólogos, médicos sanitaristas, economistas, administradores e comunicólogos.

Fundadora[editar | editar código-fonte]

Mariana Estevão fundadora da Soluções Urbanos e do Projeto Arquiteto de Família graduou-se em Arquitetura pela Universidade Federal Fluminense e fez posteriormente pós graduação em engenharia de saúde pública, com a intenção de trabalhar em favelas. Sua experiência profissional conta com a participação no projeto Favela Bairro, realizado no Rio de Janeiro entre 1993 e 2000 com o objetivo de levar infraestrutura básica e de qualidade para comunidades de menor poder aquisitivo.

Durante esse projeto Mariana testemunhou que as reformas dessas comunidades paravam na porta das casas das famílias, fazendo com que dentro das casas as condições fossem precárias comprometendo a saúde, qualidade de vida, bem estar e segurança da comunidade.

Com base nisso Mariana em 2001 teve a ideia de um projeto chamado “Arquiteto Público”, mas quando apresentou a proposta ao Centro de Arquitetura e Urbanismo, o diretor, Marco Fonseca, realizou alguns ajustes com base no projeto Médico de Família inspirou-se e criou o Arquiteto de Família. O problema é que ela não tinha fundos para colocar esse projeto em rigor, com isso, fundou em 2002 a ONG Soluções Urbanas, no intuito de arrecadar fundos.[2]


Ações[editar | editar código-fonte]

Projeto Arquiteto de Família[editar | editar código-fonte]

Dentre as principais ações da Soluções Urbanas está o Projeto Arquiteto de Familía, projetado para oferecer ajuda às famílias de baixa renda a terem melhor acesso a materiais e equipamentos de construção com qualidade, para a realização de obras habitacionais, contando com a ajuda também dos arquitetos voluntários do projeto.

A execução do projeto piloto aconteceu na Comunidade Tavares Bastos, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. Contudo, somente em 2007 o projeto vem se tornando realidade,na Comunidade do Morro do Vital Brazil, em Niterói, na qual 100 das 450 famílias cadastradas no projeto já tiveram suas casas reformadas, graças à parceria do Instituto Vital Brasil, ITERJ, Au Casulo e da loja Leroy Merlin em Niterói, que também possibilitaram o crescimento demográfico na região depois de algum tempo.

As escolhas das famílias e moradias acontece com base em três critérios: a renda da família deve ser no mínimo de três salários mínimos; os imóveis não podem apresentar situações de riscos sem soluções, pois a intervenção deve ser capaz de reverter a situação precária e para escolher o local a ONG realiza primeiramente uma vistoria no lugar e depois elabora um diagnóstico inicial das necessidades habitacionais e apresenta para toda a comunidade, com a finalidade de juntos definirem as necessidades de reformas no local e as prioridades. Depois, o foco passa a ser individual entre as famílias, na qual junto com o arquiteto desenvolvem o diagnóstico personalizado com as necessidades específicas e depois de concluído elaboram fases por fases do projeto executivo.[3]

As obras para serem realizadas adotam estratégias de viabilização econômica, ou seja, são realizadas conforme a disponibilidade de microcréditos habitacionais, subsídios e Feira de Troca Solidária, no intuito de evitar qualquer tipo de fracasso durante a realização de alguma ação por falta de fundos. Além disso, as obras podem acontecer em mutirões, autoconstrução, com a mão de obra local, ou empreitadas, dependendo do perfil da obra.

Essa Feira de Troca Solidária, realizada uma vez a cada dois meses, é onde as famílias participantes do projeto tem acesso a materiais de construção de qualidade, provindo de doações de sobras de obras ou descartes do comércio.[4]

O acesso a esse materiais acontecem através de uma moeda social local, chamado “trocado vital”, desenvolvida de uma parceria da Soluções Urbanas com a Tetra Pak. Para adquirir essa moeda é realizada uma troca de embalagens de leite longa vida pós consumo, na qual quatro embalagens equivalem a uma moeda vital.[5] Com isso, além de disponibilizar matérias de construções a baixo custo e de qualidade, incentivam também a reciclagem, pois essas embalagens são transformadas em telhas ecológicas que depois retornam à comunidade para serem utilizadas nas obras.

Reconhecimentos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]