Sonambulismo magnético

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Menina sonâmbula com uma venda nos olhos

Sonambulismo magnético[1], artificial[2], provocado[3] ou induzido é um estado de emancipação da alma[4] provocado pela ação que um magnetizador exerce sobre outra pessoa, por meio do fluido magnético, onde a lucidez da alma é mais desenvolvida, assim, ela vê as coisas com mais precisão e nitidez[5]. Nessa condição o corpo agindo sob o impulso da vontade da alma [6], dá-se a subjugação corporal à alma[7]

O esquecimento absoluto no momento do despertar [8] é um dos sinais característicos do verdadeiro sono mesmérico, porque a independência da alma e do corpo é mais completa do que no sonho[5].

A frase de Hipocrates que diz: "Aiquid divini latet in morbis (Algo divino está oculto nas doenças)", pode ter sido originado por observações dirigidas ao sonambulismo magnético[9].

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo sonambulismo magnético é um neologismo francês (somnambulisme + magnetique), que seria uma espécie de sonambulismo, só que, gravitando nos atributos do magnetismo animal[3].

A palavra sonambulismo (do francês somnambulisme) é uma palavra-valise que provém do latim, somnus, "sono" e ambulare, "marchar, passear"[5].

E da palavra "magnético" (do francês magnetique, por sua ligação raiz ao "magnetismo animal"), vem especificamente qualificá-lo como pertencente aos fenômenos magnéticos.

O sono magnético[editar | editar código-fonte]

O fluido magnético ao agir sobre o sistema nervoso, produz em certas pessoas, denominadas sonambúlicos, um efeito que se comparou ao sono natural, porém difere-se dele, sobretudo, em várias perspectiva[1]. A maior dissemelhança consiste em que, neste estado, o pensamento é inteiramente livre, o indivíduo tem perfeito conhecimento de si mesmo e o corpo pode agir como no estado normal, em razão de a causa fisiológica do sono magnético não ser a mesma que a do sono natural. Não obstante, o sono natural é um estado transitório que precede sempre o sono magnético; a transitoriedade de um a outro é um verdadeiro alertar da alma. Daí a razão daqueles que são postos pela primeira vez em sonambulismo artificial respondem quase sempre "não" a esta pergunta: "dormis?" E, realmente denota-se como verdade, eis que veem e pensam livremente, para eles isso não é dormir no sentido primeiro da palavra[7].

Casos de sonambulismo conhecidos[editar | editar código-fonte]

Paulo de Tarso, apóstolo, após o comentário de suas próprias visões, fora do corpo denso, relata na segunda carta aos coríntios: “E para que me não exaltasse pelas excelências recebidas, foi-me concedido um espinho na carne…[nota 1]

Dante, apesar de seu monoideísmo político, registra impressões hauridas por ele mesmo, fora dos sentidos normais[nota 2].

Frederica Hauff, na Alemanha, em princípios do século XIX, doente e acamada, entra em auto nível percepção que vislumbrou muita gente [11]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. a b Dicionário O Q Significa (2007). «sonambulismo magnético». oqsignifica.com. Consultado em 17 de outubro de 2015 
  2. Dicionário O Q Significa (2007). «Sonambulismo artificial». oqsignifica.com. Consultado em 17 de agosto de 2015 
  3. a b Dicionário Aurélio (2008). «Sonambulismo». dicionariodoaurelio.com. Consultado em 13 de agosto de 2015 
  4. Rivail, Hippolyte Léon Denizard, Le Livre des Esprits - questão 425, 1857 (em francês)
  5. a b c Jacques, Konrad (28 de setembro de 1980). «Sonambulismo Magnético». bibliadocaminho.com. Consultado em 13 de agosto de 2015 
  6. Itapora News (2009). «Mulher quebra oito ossos após sofrer queda durante sonambulismo». itaporanews.com. Consultado em 17 de agosto de 2015 
  7. a b Allan Kardec (2012). Instruções práticas sobre as manifestações espíritas - 8ª edição. [S.l.]: Casa Editora “O Clarim” – 6.000 exemplares. Matão/SP. 160 páginas. (em português) 
  8. iDicionário Aulete (agosto de 2007). «sonambulismo». Lexikon Editora Digital. Consultado em 17 de agosto de 2015 
  9. Montereggio, Johann Malfatti Von (2012). Estudos sobre a mathesis ou anarquia e hierarquia da ciência: uma aplicação especial à medicina. [S.l.]: Editora Argos. 222 páginas. Português 
  10. Folha Espírita (março de 2005). «Sonambulismo». amebrasil.org. Consultado em 13 de agosto de 2015 
  11. Kerner, Justinus, A Vidente de Prevost - 2 edição, Ed. "O Clarim" - Matão, 1979