Sonda II

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Sonda II
Função Foguete de sondagem
Fabricante IAE, Avibras
País de origem  Brasil
Tamanho
Altura 4,1 m
Diâmetro 0,300 m
Massa 368 kg
Estágios 1
Capacidade
Estado Fora de serviço
Locais de lançamento Brasil
Vôo inaugural Julho de 1969
Primeiro nível
Motores 1 motor S20
Propulsão 36 kN
Tempo de queima
Combustível Sólido

O Sonda II, foi o segundo foguete da família Sonda de foguetes de sondagem. Diferente do que possa parecer, ele não é uma evolução do Sonda I, tendo uma origem completamente diferente. Esse modelo, teve como base os conhecimantos adquiridos com os treinamentos sobre o foguete Black Brant IV Canadense, usado no projeto SAAP.[1]

Origens[editar | editar código-fonte]

Ao final de 1967, a NASA propôs à CNAE a implantação no CLFBI do projeto SAAP, que faria uso do foguete Black Brant IV (BBIV). A principal consequencia desse projeto, mediante um treinamento iniciado à partir de maio de 1968, foi uma significativa transferência de tecnologia da empresa canadense BRISTOL AEROSPACE, para técnicos do CTA, da CNAE, da Marinha, e de indústrias associadas, indicados pelo GETEPE, além do seu próprio pessoal.[1]

Foguetes Black Brant IV (centro), III (esquerda) e V (nos extremos).[2]

Esse treinamento, consistiu de:[1]

  • Exposição total do projeto, suas intenções, componentes do foguete, da carga útil e seus sensores, além da forma de processar os dados obtidos.
  • Foi feito um estudo minucioso de um foguete atualizadíssimo, incluindo todo o processo de fabricação e materiais utilizados.
  • Foi entregue uma documentação completa sobre: o veículo, carga útil e procedimentos, permitindo um total domínio dos processos de produção, montagem e lançamento.
Esquema com as dimensões do foguete Black Brant III.[2]

Isso foi um verdadeiro "banho de tecnologia", que permitiu à equipe do GETEPE/CTA, tomar contato direto com os meios para o planejamento e construção de veículos muito mais sofisticados. Foi a inspiração inicial para a série Sonda de foguetes.[1]

Na verdade, o foguete DM-6501, passou a ser conhecido como Sonda I, nessa época.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Os foguetes Brasileiros, desenvolvidos pelo pessoal do GETEPE/CTA, depois do projeto SAAP, faziam parte de uma novíssima geração de foguetes. Em julho de 1969, foram lançados os dois primeiros foguetes do modelo Sonda II, sem muito sucesso. Mas o Sonda II, foi a materialização do primeiro foguete moderno completamente projetado e fabricado no Brasil, mesmo que bastante inspirado no foguete Sonda III.[1]

Diagrama com as dimensões de um foguete Sonda II.[2]

Legado[editar | editar código-fonte]

O Sonda II foi considerado o foguete-escola da moderna indústria de foguetes Brasileira. Os principais desenvolvimentos que caracterizaram esse primeiro patamar tecnológico foram:[3]

  • aços da classe cromo, níquel, molibdênio (laminados e forjados) de alta resistência (SAE 4130, 4140 e 4340);
  • processos de tratamentos térmicos para estruturas de propulsores;
  • sistemas de separação de estágios com parafusos explosivos;
  • instrumentação básica embarcada: telemetria, telecomando;
  • proteções térmicas rígidas; e
  • propelente PBLH (Polibutadieno Hidroxilado).

Sobre o modelo inicial, foram desenvolvidas duas versões alongadas: os modelos SII-B e SII-C e uma outra mais curta: o modelo SII-S23.

Foi um foguete Sonda II que deu Início às Operações do CLA, em 21 de Fevereiro de 1990, na Operação Alcântara.

Uma réplica de um foguete Sonda II em exibição.

Assim como o Sonda II, os engenheiros do GETEPE/CTA continuaram a projetar outros modelos da série Sonda usando a mesma estratégia, ou seja, tendo como base a já bastante conhecida família de foguetes Black Brant. Desse veículo, se originaram mísseis produzidos pela Avibras, e mais tarde, o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI).[1][4]

Referências[editar | editar código-fonte]

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Fontes externas[editar | editar código-fonte]

  • (em português) INPE-10467-RPQ/248 - ESBOÇO HISTÓRICO DA PESQUISA ESPACIAL NO BRASIL - Adalton Gouveia (2003)
  • (em português) RELATÓRIO DA INVESTIGAÇÃO DO ACIDENTE OCORRIDO COM O VLS-1 V03 - 2004 - Ministério da Defesa (2004)