Sony

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Sony
Sede da Sony Group Corporation em Complexo no Sony City em Minato, Tóquio
Razão social Sony Group Corporation
Nome nativo ソニーグループ株式会社
Nome romanizado Sonī Gurūpu Kabushiki Gaisha
Nome(s) anterior(es) Tokyo Tsushin Kogyo KK
(1946–1957)

Sony Corporation
(1958–2021)

Pública (KK)
Cotação TYO: 6758
NYSE: SNE
TOPIX Core 30
Atividade Conglomerado
Fundação 7 de maio de 1946
Fundador(es) Masaru Ibuka
Akio Morita
Sede Tóquio, Japão
Presidente Kenichiro Yoshida
Empregados 117 300 (2018)
Produtos Eletrônicos de consumo
Semicondutores
Jogos eletrônicos
Filmes
Programas de televisão
Música
Computadores
Telecomunicações
Ativos Aumento ¥ 18,560 bilhões (2018)
Receita Aumento ¥ 487,6 bilhões (2020)
LAJIR Aumento ¥ 712,7 bilhões (2018)
Renda líquida Aumento ¥ 507,6 bilhões (2018)
Website oficial sony.net

A Sony Group Corporation (ソニーグループ株式会社, Sonī Gurūpu Kabushiki Gaisha?) é uma empresa multinacional japonesa, sendo o quinto maior conglomerado de mídia do planeta.[1] Fabrica uma infinidade de produtos eletrônicos, tais como aparelhos de televisão, aparelhos de som, Disquete de Computador, CDs e leitores de CDs de vários tipos, DVDs e reprodutores de DVDs de vários tipos, Blu-rays e reprodutores de Blu-ray de vários tipos, home theaters (todos essas tecnologias criadas pela SONY - a TV Colorida, Disquete de Computador, CD, DVD, Blu-ray e Home Theater são criações patenteadas da SONY), câmeras digitais, softwares de computadores, jogos eletrônicos, etc.

A SONY também foi quem criou a SmartTV (TVs com Internet) através do codinome SONY Bravia Internet Video, no ano de 2009.[2] Também atua na indústria do entretenimento, sendo proprietária do estúdio de cinema Columbia Tri-Star Pictures (Sony Pictures). Proprietária das gravadoras SONY Music e BMG, além dos canais de TV por assinatura SONY Entertainment Television, SONY Spin, AXN Black e AXN, através da subsidiária Sony Corporation of America. Formou com a sueca Ericsson uma holding para a produção de telefones celulares com o nome Sony Ericsson,[3] que tornou-se Sony Mobile em 2012.[4]

História[editar | editar código-fonte]

A Sony foi fundada em 1946 por Masaru Ibuka e Akio Morita, com o nome de Tōkyō Tsūshin Kōgyō. Essa empresa foi a primeira a fabricar um gravador de fita cassete no Japão. Após saber que a Bell Labs tinha inventado o transistor, Morita licenciou a tecnologia para fabricar novos eletrônicos baseados nela. Em agosto de 1955, lançam o primeiro rádio com transistores do Japão, o SONY TR-55. A companhia então passou a se chamar SONY quando o produto começou a ser vendido nos EUA. O nome americano foi adotado para que o produto pudesse ser vendido, já que os produtos japoneses tinham má fama.

A Sony começou então a miniaturizar esses rádios para torná-los portáteis. Lançou então o Walkman, que tocava fitas em K7 e tinha rádio AM/FM. O Walkman teve imenso sucesso e popularidade, sendo um fenômeno de consumo nos Estados Unidos.

A partir deste período, a companhia cresceu e se tornou a maior fabricante de eletrônicos do mundo, produzindo desde televisores até câmeras de vídeo para uso profissional. Nos anos 80 e 90, comprou várias empresas na indústria do entretenimento, se tornando um império no setor com a gravadora SONY Music e o estúdio Columbia Tri-Star Pictures.

Em 1994, lançou o videogame PlayStation, que foi sucesso absoluto no mercado. Hoje em dia, enfrenta fortes concorrências com empresas sul-coreanas como a Samsung, a LG e, principalmente, a japonesa Nintendo. Em maio de 2012, o valor de mercado da SONY atingiu seu valor mais baixo em 31 anos, valendo apenas cerca de US$ 30,0 bilhões.[5] Em setembro de 2000, a SONY tinha um valor de mercado de US$ 107 bilhões.[6]

Origem do Nome[editar | editar código-fonte]

Primeiro modelo da série Walkman de 1979.

Quando a Tōkyō Tsūshin Kōgyō estava procurando um nome romanizado de usar para introduzir no mercado, consideraram fortemente as suas iniciais: TTK. O principal motivo foi a empresa ferroviária Tóquio Kyuko, que era conhecida como TTK[7] A empresa ocasionalmente usava a sigla "TōTsūKō" no Japão, mas durante a sua visita aos Estados Unidos, Akio Morita descobriu que os americanos tinham uma grande dificuldade em pronunciar esse nome. Outro nome inicial que foi julgado por um tempo foi "Tokyo Teletech", que durou até Akio Morita descobrir que havia uma empresa americana que já usava "Teletech" como marca.[8]

O nome "Sony" foi escolhido como uma mistura de duas palavras. Um deles foi, do latim, a palavra "Sonus", que significa a origem do som, e o outro era "Sonny", um termo familiar utilizado em 1950 na América para chamar um menino.[7] O primeiro produto da marca Sony, o TR-55 rádio transistor, surgiu em 1955, mas o nome da empresa não mudou até janeiro de 1958, ano em que se tornou a Sony, pois foi apenas neste ano que a empresa entrou oficialmente na Bolsa de Valores de Nova York.

Na época da mudança, era extremamente incomum para empresas japonesas usar letras do alfabeto romano (Romaji) para soletrar seus nomes. Ao invés disso, preferiam escrevê-los em kanji ou mesmo em Hiragana, geralmente utilizado pelas empresas japonesas com nomes japoneses (por exemplo, a empresa AJINOMOTO). Enfim, a mudança do nome para "SONY" não foi sem oposição. O principal banco da TTK na época, Banco Mitsui, tinha fortes sentimentos sobre o nome. Eles empurraram para outras junções como Sony Electronic Industries ou Sony Teletech. Akio Morita não aceitou, pois não queria que o nome da empresa tivesse algum vínculo com um setor específico. Depois de toda a repercussão, tanto Masaru Ibuka como o presidente do Banco Mitsui deram sua aprovação.

Tōkyō Tsūshin Kōgyō K.K.[editar | editar código-fonte]

Primeiro console da série PlayStation de 1994.

A Sony começou após a Segunda Guerra Mundial. Em 1946, Masaru Ibuka começou uma loja de eletrônicos dentro de uma loja de departamentos em Tóquio. A companhia teve $530 em capital e um total de oito empregados. No ano seguinte, ele juntou-se com seu colega, Akio Morita, e juntos fundaram uma companhia chamada Tōkyō Tsūshin Kōgyō K.K., nome que mantiveram até 1957.[9]

A música de Sony/ATV Music Publishing[editar | editar código-fonte]

Smartphones da série Xperia da Sony Mobile.

Além de sua etiqueta de registro, a SONY opera outros negócios de música. Em 1995, a SONY criou a SONY/ATV Music Publishing em parceria com Michael Jackson, na qual a companhia foi dividida em 50% para SONY Corporation e 50% para Michael Jackson.

A SONY comprou os 50% restantes da parte de Michael Jackson em 2016 e, portanto, passou a ser a companhia de publicação de músicas número 1 do mundo, recebendo até mesmo o ofício de publicar músicas que a Universal Music não dê conta de publicar tão rapidamente, no âmbito de distribuição de mídias físicas (SONY CD, SONY DVD e SONY Blu-ray) mundialmente.

Além de tudo, com a compra, a SONY passou a possuir o maior catálogo de músicas do mundo, considerando que todo o catálogo da falida EMI Records havia sido adquirida pela SONY/ATV Music Publishing.[10][11]

Tratando-se da EMI, a falida gravadora foi 'dividida' entre SONY Music e Universal Music.

A divisão foi feita da seguinte forma:

  • A SONY Music comprou 100% de todo o catálogo de músicas de todos os artistas da EMI. Enquanto isso, a Universal Music ficou com os direitos da marca EMI, isto é, para dar continuidade à marca, que ainda é renomada na Europa, tornando-se basicamente uma forma de produzir e distribuir músicas da Universal Music com nome EMI, aumentando, assim, as vendas da Universal Music na Europa por utilizar um nome da renomada gravadora europeia. Além disso, a Universal Music também adquiriu os prédios e estúdios de gravação de áudio da EMI, vendendo-os posteriormente para a Warner Music;
  • A conclusão da venda da EMI culminou no dia 28 de setembro de 2012. Porém, como a Universal Music deu continuidade à EMI, todos os artistas da EMI acabaram permanecendo na gravadora, que esta sendo revivida pela Universal Music e, com isso, agora todos esses artistas fazem parte da Universal Music. No entanto, todas as músicas de todos esses artistas publicadas até 28 de setembro de 2012 pertencem a SONY Music em direitos autorais.

A SONY, portanto, através da SONY/ATV Music Publishing, é dona do maior catálogo de músicas do mundo em direitos autorais, além de deter todo o catálogo de The Beatles, Michael Jackson e Elvis Presley, e claro, de todas as músicas dos artistas da falida EMI, cujas músicas tenham sido publicadas até 28 de setembro de 2012 (do dia 29 de setembro de 2012 em diante, todas as novas músicas de todos os artistas da EMI passam a pertencer ao catálogo da Universal Music).

A SONY também comprou a companhia de reconhecimento de música digital Gracenote por US$ 260 milhões em 2008.[9]

Pagamentos móveis[editar | editar código-fonte]

A SONY quer combater a Apple e a Samsung em pagamentos móveis na Ásia.

A SONY planeja usar sua tecnologia de contact-less (zero contato) de pagamento para fazer chão na indústria de transporte público na Ásia. O sistema, conhecido como FeliCa, conta com duas formas de tecnologias para fazer isto viável, ou chips embutidos em smartphones ou cartões de plástico com chips embutidos neles.

A SONY planeja implementar esta tecnologia em sistemas de trem na Indonésia logo que Pula 2016.[12]

Sony Brasil[editar | editar código-fonte]

A subsidiária brasileira, Sony Brasil Ltda., foi instalada no Brasil em 1972 através de escritórios de representação. Em 1984, abriu uma fábrica localizada em Manaus para a fabricação de televisores, câmeras e equipamentos de áudio e outros produtos posteriormente homologados para a fabricação.[13][14]

Em setembro de 2020, a empresa anunciou o fechamento de sua unidade fabril no país.[15] Porém, em dezembro do mesmo ano, a empresa vendeu sua planta industrial para a Mondial.[16]

Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Em 2016, o relatório da organização de direitos humanos, a Anistia Internacional, acusou a SONY, Apple, Samsung e outras empresas de trabalho escravo infantil. Mark Dummett, o pesquisador das áreas de negócios e direitos humanos da Anistia declarou: "Companhias cujo lucro global é de US$ 125 bilhões não podem realmente alegar incapacidade de verificar de onde vêm suas matérias-primas essenciais".[17]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dan Simmons (21 de novembro de 2011). «Have Japanese brands lost their way?». BBC News. Consultado em 27 de janeiro de 2012 
  2. Sony (4 de dezembro de 2008), Sony Bravia Link, consultado em 22 de maio de 2018 
  3. Carol Tavares. «MTV Memo Sony é hackeada novamente e 24,6 milhões de usuários são prejudicados». MTV Brasil. Consultado em 27 de janeiro de 2012 
  4. «Página oficial da marca». Consultado em 10 de julho de 2012 
  5. «Sony: Undervalued at $14 Billi - GuruFocus.com». www.gurufocus.com. Consultado em 2 de agosto de 2021 
  6. «Folha de S.Paulo - Tecnologia: Valor de mercado da Samsung ultrapassa marca dos US$ 100 bi - 05/01/2006». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 2 de agosto de 2021 
  7. a b «Sony Corporate History (Japanese)»  www.sony.co.jp. 7 de julho de 2011.
  8. '’Made in Japan'’ - Akio Morita e a Sony (pág. 76) por Akio Morita com [ müzik indir ] Muzik indir Edwin M. Rheingold e Mitsuko Shimomura , Signet Books , 1986
  9. a b «Sony to Buy Gracenote Music Data Company». abcnews.go.com. 23 de abril de 2008. Consultado em 11 de fevereiro de 2015 
  10. «De Beatles a Rihanna: Sony compra parte de Michael Jackson em selo». O Globo. 15 de março de 2016 
  11. «Sony compra parte que herdeiros de Michael Jackson têm na Sony/ATV». Música. 15 de março de 2016 
  12. Pavel Alpeyev and Grace Huang, Bloomberg Business. “Sony's Answer to Apple Pay Is Laying Tracks for Asian Expansion." October 15, 2015. October 19, 2015.
  13. Sony comemora 45 anos no Brasil; relembre essa história marcante Show Metech - acessado em 6 de dezembro de 2020
  14. Sony encerra fábrica no Brasil no ano que vem Mais Tecnologia - acessado em 6 de dezembro de 2020
  15. «Sony vai fechar fábrica e interromper vendas de TVs, áudio e câmeras no Brasil». G1. 15 de setembro de 2020. Cópia arquivada em 15 de setembro de 2020 
  16. Mondial anuncia compra da fábrica Sony em Manaus e contratação de mais de 400 funcionários Portal G1 - acessado em 6 de dezembro de 2020
  17. «Relatório acusa Apple, Samsung e Sony de conivência com trabalho infantil». BBC. 19 de janeiro de 2016. Consultado em 13 de maio de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]