Soshangane

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Soshangane
Nascimento 1780
Morte 1856 (76 anos)
Cidadania África do Sul
Filho(s) Muzila, Mawewe
Ocupação líder militar

Soshangane, também por vezes grafado como Sochangana, foi um general zulu que durante o período de Mfecane se revoltou contra o domínio do rei Shaka Zulu e fundou o Império de Gaza, um reino angune independente no território que hoje é Moçambique. Quando se assumiu como rei mudou o seu nome para Manicusse ou Manukuse[1], nomes pelos quais ficou conhecido nas histórias portuguesa e moçambicana.

Depois de ter recusado a hegemonia de Shaka na fase inicial do Mfecane, o período de grande instabilidade política e social que engolfou os povos zulu nos princípios do século XIX, Soshangane em 1819 aliou-se com os Ndwandwe, um grupo étnico rival, sendo depois derrotado pelas forças de Tchaka e obrigado a fugir com os seus apoiantes.

Na sua fuga dirigiu-se para o norte, entrando no território que hoje é Moçambique, absorvendo no processo numerosos povos, os quais submeteu e obrigou a se lhe aliarem, constituindo um poderoso exército de angune e angunizados.

O império de Soshangane é creditado por destruir postos comerciais portugueses, pondo fim ao comércio de escravos que tem acontecido antes da chegada dos Nxumalo Ngunis.[2]

O exército de Soshangane venceu os portugueses nas regiões de Lourenço Marques, Inhambane e Sena. Em 1828, uma expedição punitiva enviada por Tchaca para destruir o seu rival não teve êxito e Soshangane consolidou o seu império.

A 22 de Outubro de 1833 conseguiu conquistar a fortaleza de Lourenço Marques, chacinando a sua guarnição, incluindo o seu governador Dionísio António Ribeiro, que se havia refugiado na ilha Xefina. No ano seguinte (1834) será a vez de conquistar Inhambane, matando o governador e 280 residentes.

Após a morte de Soshangane, em 1858, sucedeu-se uma guerra de sucessão, cujo vencedor final foi Muzila, pai de Ngungunhane.

Referências

  1. http://www.krugerpark.co.za/africa_shangaan_tsonga.html
  2. Harries, P. (1981), Slavery Amongst the Gaza Nguni: Its Changing Shape and Function and its Relationship to Other Forms of Exploitation, in JB Peires (ed.), pp. 210-229.