Sousa (Paraíba)

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Sousa
  Município do Brasil  
Rua Presidente João Pessoa, no centro de Sousa
Rua Presidente João Pessoa, no centro de Sousa
Símbolos
Bandeira de Sousa
Bandeira
Brasão de armas de Sousa
Brasão de armas
Hino
Lema Labore invictum
"Trabalho invencível"
Apelido(s) "Cidade Sorriso"
"Cidade dos Dinossauros"
Gentílico sousense
Localização
Localização de Sousa na Paraíba
Localização de Sousa na Paraíba
Mapa de Sousa
Coordenadas 6° 45' 39" S 38° 13' 51" O
País Brasil
Unidade federativa Paraíba
Região intermediária[1] Sousa-Cajazeiras
Região imediata[1] Sousa
Região metropolitana Sousa
Municípios limítrofes Norte: Vieirópolis, Lastro e Santa Cruz;
Sul: Nazarezinho e São José da Lagoa Tapada;
Leste: São Francisco e Aparecida;
Oeste: Marizópolis e São João do Rio do Peixe.
Distância até a capital 432 km
História
Fundação 1766 (255 anos)
Emancipação 1854 (167 anos)
Administração
Prefeito(a) Fabio Tyrone Braga de Oliveira[2] (Cidadania, 2021 – 2024)
Vereadores 15
Características geográficas
Área total [4] 728,492 km²
População total (estimativa IBGE/2020[4]) 69 723 hab.
 • Posição PB: 6º
Densidade 95,7 hab./km²
Clima semiárido
Altitude [5] 220 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 58800-000 a 58814-999[3]
Indicadores
IDH (PNUD/2010[6]) 0,668 médio
 • Posição PB: 9º
PIB (IBGE/2018[7]) R$ 1 121 492,05 mil
PIB per capita (IBGE/2018[7]) R$ 16 215,67
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora dos Remédios
Sítio www.sousa.pb.gov.br (Prefeitura)
www.camarasousa.pb.gov.br (Câmara)

Sousa é um município brasileiro localizado no interior do estado da Paraíba, distante 432 quilômetros a oeste de João Pessoa, capital estadual. Pertence à Região Geográfica Intermediária de Sousa-Cajazeiras e à Região Geográfica Imediata de Sousa. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2020, era de 69 723 habitantes, sendo o sexto mais populoso do estado. Ocupa uma área de 728 km².

A cidade de Sousa polariza oito municípios da 10ª Região Geoadministrativa da Paraíba: Aparecida, Lastro, Marizópolis, Nazarezinho, Santa Cruz, São Francisco, São José da Lagoa Tapada e Vieirópolis. É o principal polo do Noroeste estadual, tal como o principal polo de lacticínios industrializados do oeste do estado e principal sítio zooarqueológico.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Situada às margens do rio do Peixe, Sousa foi primeiramente batizada "Jardim do Rio do Peixe".[8] Fundada pelo padre Bento Freire de Sousa e pelo capitão-mor José Gomes de Sá, ambos originários de Sousa, Portugal, batizaram-na segundo o que preconizava a Carta Régia de 22 de junho de 1766, que os administradores de vilas denominassem as novas localidades com nomes de lugarejos e cidades de Portugal, o que deixa clara a origem do atual nome.[8]

História[editar | editar código-fonte]

O início da colonização do oeste da Paraíba, da região das margens do rio do Peixe, por colonos vindos da Bahia, Pernambuco e São Paulo, ocorreu no fim do século XVII, após conquistarem a amizade dos índios Icós.[8] O desbravamento dos sertões nos séculos XVI e XVII foi gradativo, exigindo dos exploradores sertanistas empreenderem um grande esforço para dominar terras menos conhecidas e mais distantes do litoral. Um deles, o sertanista Sargento Mor Antônio José da Cunha em 1691, descobriu um riacho denominado "Peixe" habitado pela nação indígena Icó Pequeno. Em 1708, José da Cunha pleiteou uma sesmaria sendo atendido pelo então governador João da Maia da Gama para, posteriormente, outros sertanistas ali se instalarem com suas fazendas. Coube ao franciscano Frei João de Matos Serra, nos idos do ano de 1700, aldear os índios sobreviventes dando os primeiros passos para a organização da futura Vila.

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, primeira igreja de Sousa e antiga matriz de Nossa Senhora dos Remédios
Atual Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios

Em 1723, chegaram os sacerdotes Francisco e Teodósio de Oliveira Ledo, passaram o território para a Casa da Torre da Bahia, e se tornaram senhores dos vales constituídos pelos rios do Peixe e Piranhas. O processo de habitação aconteceu vagarosamente com os moradores das ribeiras dos rios e dos paulistas que iam chegando para situarem suas fazendas com rebanhos e agricultura. Já nessa época, o lugarejo contava com uma população de 780 habitantes.

A fertilidade atraiu moradores interessados no cultivo das terras, Nesta região Bento Freire de Sousa e José Gomes de Sá também situaram as suas fazendas. Assim, o povoado desenvolvia-se e, em 1730, contava com 1.468 habitantes, segundo informações do Cabido de Olinda. Esse crescimento chamou a atenção de Bento Freire que, residindo na Fazenda Jardim, tomou a iniciativa de organizar um povoado. Bento Freire pleiteou uma concessão, deslocando-se à Bahia a fim de obter da Casa da Torre a doação da sesmaria cujas terras seriam patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios. Conquistado o pleito, coube a Bento Freire erguer a primeira capela em louvor a Nossa Senhora dos Remédios - atual Igreja do Rosário dos Pretos. Bento Freire tornara-se o primeiro administrador do patrimônio da "Freguesia de Nossa Senhora dos Remédios do Jardim do Rio do Peixe elevando-o a povoado.

As terras do antigo Jardim do Peixe pertenciam ao Coronel Francisco Dias D'Ávila e sua mãe D. Inácia D'Araújo Pereira, família fidalga da Casa da Torre da Bahia, que as doaram ao patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios em 1740 por solicitação de Bento Freire. Porém, o processo estendeu-se até 1756 com muitas idas e vindas de Bento Freire à Bahia quando, finalmente em 1760, obteve a sentença que legalizou, em definitivo, a constituição do patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios. Bento Freire administrou o Patrimônio até 1765, coroando com sucesso um esforço de quase meio século de lutara para erguer o que viria a ser o município de Sousa.

O povoado do Jardim do Rio do Peixe, nome primeiro do habitat, foi elevado à categoria de Vila por decisão do Reino, expressa por força de autoridade da Carta-Régia de 22 de Julho de 1766. Mesmo ostentando a condição de distrito, permaneceu o povoado com o seu nome primitivo. Em 1784, a Matriz de Nossa Senhora dos Remédios foi desmembrada da Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pombal.

No dia 4 de junho de 1800, o Ouvidor Geral José da Silva Coutinho, instala oficialmente, a Vila Nova de Sousa através da Resolução do então Governador de Pernambuco, data de 26 de março de 1800 após pleito da comunidade através de requerimento encabeçado por Patrício José de Almeida, Matias de Figueiredo Rocha e Pe. Manoel Vieira da Silva. Um dia antes, o Capitão Alexandre Pereira de Sousa fez uma doação de terras para o patrimônio do crescente povoado. Foi através da Lei Provincial de nº 28, de 10 de julho de 1854 que a Vila de Sousa foi elevada à categoria de cidade passando, na oportunidade, a denominar-se Sousa, conhecida hoje por "Cidade Sorriso".

Praça Bento Freire, nome dado em referência ao fundador da cidade

Geografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017, o município pertence à região geográfica imediata de Sousa, inserida dentro da região geográfica intermediária de Sousa-Cajazeiras.[1] Antes, com a divisão em microrregiões e mesorregiões que vigorava desde 1989, Sousa fazia parte da microrregião homônima, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Sertão Paraibano.[9]

Com 728,492 km² de área,[4] dos quais 14,834 km² em área urbana,[10] Sousa é o sétimo maior município da Paraíba em território, ocupando 1,2901% da superfície estadual. Limita-se com Vieirópolis, Lastro e Santa Cruz a norte; Nazarezinho e São José da Lagoa Tapada a sul; São Francisco e Aparecida a leste e, a oeste, com Marizópolis e São João do Rio do Peixe.[11] Está a 432 km da capital estadual, João Pessoa,[12] e a 2 037 km da capital federal, Brasília.[13]

O relevo do município está incluído na chamada Depressão Sertaneja, com a predominância de superfícies planas cercadas por eventuais áreas mais de maior altitude. Quanto à pedologia, dois tipos de solo são predominantes, sendo eles o podzólico vermelho-amarelo equivalente eutrófico e o vertissolo, havendo áreas menores dos solos litólico eutrófico e bruno não cálcico.[14][15] Tanto este último quanto os podzólicos, na nova classificação brasileira de solos, constituem os luvissolos, os solos litólicos são os neossolos e os vertissolos mantiveram sua denominação original.[16]

Esses solos, por serem pouco profundos, são cobertos por uma vegetação xerófila de pequeno porte, a caatinga, que perde suas folhas na estação seca.[14] Sousa abriga o Monumento Natural Vale dos Dinossauros, sítio arqueológico e unidade de conservação estadual criada pelo decreto 23 832 de 27 de setembro de 2002,[17] que abriga a maior incidência de pegadas de dinossauros no mundo e fósseis de mais de oitenta espécies, com idade estimada em cerca de cem milhões de anos.[18]

O município encontra-se com toda sua área territorial inserida na sub-bacia do Rio do Peixe, dentro da bacia hidrográfica do Rio Piranhas–Açu, sendo atravessado pelos rios do Peixe (este cortando a cidade), Piranhas Velho e Piranhas, além de vários outros riachos.[19] O principal reservatório é o Açude São Gonçalo, no distrito homônimo, com capacidade para 40 582 277 .[20] Este reservatório foi projetado por engenheiros dos Estados Unidos e teve sua construção sido iniciada em 1922, sendo inaugurado em 1936, contando com a participação do presidente Getúlio Vargas.[21] Além de São Gonçalo, outros açudes do município são: Juá, dos Patos e Velho, além das lagoas da Estrada, de Forno e da Vereda.[19]

O Rio do Peixe, afluente do Rio Piranhas, em época de cheias
Píer do Açude São Gonçalo, que abastece as cidades de Sousa e Marizópolis
A caatinga, vegetação encontrada no município
Pegadas fossilizadas no Vale dos Dinossauros

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
registrados em Sousa por meses (AESA)[22][23]
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 118 mm 07/01/1982 Julho 55,3 mm 02/07/2000
Fevereiro 178 mm 06/02/1981 Agosto 40,4 mm 27/08/1972
Março 148 mm 03/03/1947 Setembro 38 mm 18/09/1974
Abril 127,2 mm 06/04/1967 Outubro 119,3 mm 27/10/2013
Maio 154 mm 06/05/2008 Novembro 95 mm 25/11/1947
Junho 72 mm 10/06/1918 Dezembro 159,8 mm 19/12/2013
Período: 1911-1985 e a partir de 1994

O clima sousense é tropical semiárido, do tipo Bsh segundo Köppen,[24] com temperaturas elevadas e chuvas concentradas entre os meses de janeiro e abril.

Conforme dados da Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado da Paraíba (AESA), desde dezembro de 1910, quando teve início o monitoramento pluviométrico na cidade, o maior acumulado de chuva em 24 horas chegou a 178 mm em 6 de fevereiro de 1981. Acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram: 170,4 mm em 16 de fevereiro de 2019, 159,8 mm em 19 de dezembro de 2013 e 154 mm em 6 de maio de 2008.[22][23]

É no município de Sousa, mais exatamente no distrito de São Gonçalo, onde o Sol mais brilha no Brasil,[25] ultrapassando 3 200 horas/ano de insolação.[26] Conforme dados da estação meteorológica operada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) no distrito, referentes ao período de 1961 a 1970, 1973 a 1985 e a partir de 1994, a menor temperatura registrada no local de 12,2 °C em 27 de junho de 2008 e a maior atingiu 39,8 °C em 16 de julho de 1997.[27]

Dados climatológicos para Sousa
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 32,8 32,1 31,4 31 30,8 30,4 31,4 32,6 33,6 34,1 34,7 33,5 32,4
Temperatura mínima média (°C) 21,7 21,7 21,9 21,6 20,6 19,8 19,6 20,1 20,8 21,4 22,2 22 21,1
Precipitação (mm) 98 169 227 183 81 35 17 5 4 9 11 33 872
Fonte: Climate-data.org[28]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
187229 726
190013 784
192023 24168,6%
194038 19564,3%
195051 40834,6%
196062 94822,4%
197062 049−1,4%
198072 88717,5%
199179 1358,6%
200062 635−20,9%
201065 8035,1%
Est. 202069 7236,0%
Fonte: IBGE[31]

No último censo demográfico do IBGE, Sousa era o sexto município mais populoso da Paraíba e o 448° do Brasil, com uma população de 65 803 habitantes[32] (78,84% vivendo na zona urbana),[33] e uma densidade demográfica era de 89,1 hab/km².[34] Do total, 51,68% eram do sexo feminino e 48,34% do sexo masculino,[35] resultando em uma razão de 93,51:100 (9 351 homens para cada 10 000 mulheres).[36] Quanto à estrutura etária, 67,06% dos habitantes tinham entre 15 e 64 anos, 23,88% abaixo de quinze anos e 9,06% 65 anos ou mais.[37]

Conforme pesquisa de autodeclaração, 47,76% dos habitantes eram pardos, 42,98% brancos, 7,5% pretos, 1,74% amarelos e 0,02% indígenas.[38] Todos os habitantes eram brasileiros natos,[39] sendo 77,65% naturais do município, dos 92,29% nascidos no estado.[40] Dentre os naturais de outras unidades da federação, os estados com o maior percentual de residentes eram o Rio Grande do Norte (2,43%), o Ceará (1,39%) e São Paulo (1,23%), havendo ainda pessoas nascidas em ao menos quinze estados e no Distrito Federal.[41]

Santuário do Bom Jesus Eucarístico Aparecido

Ainda segundo o mesmo censo, 87,2% dos habitantes eram católicos apostólicos romanos, 8,61% protestantes e 2,84% não tinham religião; outros 0,06% não possuíam preferência determinada e 0,05% não souberam, enquanto outras denominações somavam 0,24%.[42] Na Igreja Católica, Sousa tem em seu território cinco paróquias: Bom Jesus Eucarístico Aparecido, Nossa Senhora dos Remédios (padroeira do município), Sant'Ana, São Gonçalo e São João Batista.[43] Existem também alguns credos protestantes ou reformados, sendo as principais a Assembleia de Deus e a Igreja Batista.[42]

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do município é considerado médio, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era 0,668, estando na nona posição a nível estadual e na 2 716ª colocação a nível nacional. Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é 0,814, o valor do índice de renda é 0,645 e o de educação 0,567. No mesmo ano, 75,06% da população viviam acima da linha de pobreza, 14,44% entre as linhas de indigência e de pobreza e 10,5% abaixo da linha de indigência. No mesmo ano, os 20% mais ricos detinham 58,36% do rendimento total municipal, enquanto os 20% mais pobres apenas 3,12%, sendo o índice de Gini, que mede a desigualdade social, igual a 0,548.[44][45]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

O atual prefeito de Sousa é Fábio Tyrone Braga de Oliveira, do Cidadania, que está em seu terceiro mandato, tendo sido eleito pela primeira vez em 2008, novamente eleito em 2016 e reeleito em 2020.[46] O prefeito exerce o poder executivo e é auxiliado pelo seu gabinete de secretários. A administração municipal também se dá pelo poder legislativo, exercido pela Câmara Municipal, formada por quinze vereadores. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Tanto o prefeito quanto os vereadores são eleitos pelo voto direto para mandatos de quatro anos. Sousa se rege pela sua lei orgânica, promulgada em 5 de abril de 1990 e atualizada por emendas posteriores.[47]

Existem também alguns conselhos municipais em atividade, entre eles: Alimentação Escolar, Assistência Social, Cultura, Desenvolvimento Rural, Direitos da Criança e do Adolescente, Direitos da Mulher, Direitos da Pessoa com Deficiência, Direitos da Pessoa Idosa, Educação, FUNDEB, Meio Ambiente, Saúde, Segurança Pública e Tutelar.[48][49][50] Sousa possui uma comarca do poder judiciário estadual, de segunda entrância, com sede no Fórum Dr. José Mariz, cujos termos são Aparecida, Lastro, Marizópolis, Nazarezinho, Santa Cruz, São Francisco, São José de Lagoa Tapada, Uiraúna e Vieirópolis.[51][52] Pertence à 35ª zona eleitoral da Paraíba e possuía, de acordo com Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 44 928 eleitores em dezembro de 2020, representando 1,518% do total da Paraíba.[53][54]

Prefeitura de Sousa, sede do poder executivo
Câmara Municipal, sede legislativa
Fórum Dr. José Mariz, que abriga a comarca de Sousa, do poder judiciário da Paraíba

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Bairros da zona urbana[editar | editar código-fonte]

  • Alto Capanema
  • Alto do Cruzeiro
  • André Gadelha
  • Angelim
  • Areias
  • Assis Garrido
  • Augusto Braga (Mutirão)
  • Bancários
  • Boa Vista
  • Centro
  • Dr. Zezé
  • Estação
  • Estreito
  • Frei Damião
  • Gato Preto
  • Guanabara
  • Jardim Bela Vista
  • Jardim Brasília
  • Jardim Iracema
  • Jardim Sant'ana
  • Jardim Sorrilândia I
  • Jardim Sorrilândia II
  • Jardim Sorrilândia III
  • Jardins
  • José Lins do Rêgo
  • Maria Rachel
  • Nossa Senhora de Fátima
  • Projeto Mariz
  • Raquel Gadelha
  • Várzea da Cruz
  • São José
  • Quilombo
  • Lagoa dos Patos
  • Sousa 1

Economia[editar | editar código-fonte]

Fábrica de iogurte da Isis

A economia da cidade é bastante diversificada, embora tenha o setor de serviços o maior responsável pela arrecadação de impostos no município. A cidade se destaca também na produção de coco,produz a melhor água de coco do Brasil. Mas a produção de coco da cidade contribui apenas em 1% da produção nacional gerando uma receita bruta de R$ 5.700.000,00 reais, o que situa Sousa na 15ª posição entre as regiões produtoras de coco do Brasil.

Ainda no ramo agrícola, o projeto do Perímetro Irrigado das Várzeas de Sousa, conta com inovação produtiva no setor biodinâmico, em projetos de grande e pequeno porte, com destaque à recente retomada da cultura algodoeira no estado, através do Grupo Santana, empresa potiguar proprietária de mais de 1000 hectares do perímetro[55].

No Ramo industrial Sousa se destaca como uma das cidades mais industrializadas da Paraíba, com pouco mais de 164 indústrias.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Frota de Veículos (IBGE - 2010)[editar | editar código-fonte]

Tipo de Veículo Quantidade
Automóvel 4766
Caminhão 606
Caminhão Trator 35
Caminhonete 948
Camioneta 155
Micro-ônibus 30
Motocicleta 9154
Motoneta 2287
Ônibus 50
Utilitário 51
Outros 115
TOTAL 18197

Cultura[editar | editar código-fonte]

Sousa conta com o Centro Cultural Banco do Nordeste, um grande equipamento financiado pelo Banco do Nordeste, que se compara ao dos grandes centros e conta com biblioteca, biblioteca virtual, teatro e cinema.

Futebol[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com os clubes de futebol local, como o Sousa Esporte Clube e a Sociedade Esportiva de Sousa.

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Sousa há dois feriados municipais, além de oito feriados nacionais e três pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia 10 de julho, data de aniversário do município, e o dia 8 de setembro, dia da padroeira.[56]

Referências

  1. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. Prefeito e vereadores de Sousa tomam posse Portal G1 - acessado em 2 de janeiro de 2021
  3. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  4. a b c IBGE. «Brasil / Paraíba / Sousa». Consultado em 22 de dezembro de 2020 
  5. «Paraíba». Embrapa. Consultado em 19 de julho de 2011 
  6. «Paraíba » Sousa » índice de desenvolvimento humano municipal - idhm». Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 15 de janeiro de 2017 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2018». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 22 de dezembro de 2020 
  8. a b c José Roberto de Alencar Moreira (2000). «História da família Seixas de Alencar» (PDF). Genealogia Pernambucana. Consultado em 17 de setembro de 2015 
  9. IBGE (IBGE) (1990). «Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas» (PDF). Biblioteca IBGE. 1: 44–45. Consultado em 22 de julho de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 25 de setembro de 2017 
  10. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) (2015). «Áreas Urbanas no Brasil em 2015». Consultado em 22 de julho de 2021 
  11. IDEME, 2014, p. 56.[1]
  12. «Distância de Sousa a João Pessoa». Consultado em 22 de julho de 2021 
  13. «Distância de Sousa a Brasília». Consultado em 22 de julho de 2021 
  14. a b BELTRÃO et al, 2005, p. 3.[2]
  15. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) (1972). «Mapa exploratório - Reconhecimento de solos do município de Sousa - PB». Consultado em 22 de julho de 2021. Cópia arquivada em 19 de abril de 2015 
  16. DOS SANTOS et al, 2018, p. 342.[3]
  17. «Decreto N/ 23.832/2002» (PDF). Consultado em 22 de julho de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 22 de julho de 2021 
  18. «Sudema encerra Semana do Meio Ambiente no município de Sousa». 7 de junho de 2018. Consultado em 22 de julho de 2021. Cópia arquivada em 22 de julho de 2021 
  19. a b BELTRÃO et al, 2005, p. 4.[4]
  20. Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA). «Últimos volumes informados dos açudes». Consultado em 22 de julho de 2021 
  21. WAGNER, George (17 de fevereiro de 2011). «Açude de São Gonçalo chega a sua capacidade máxima e é atração turística no sertão da PB». Consultado em 17 de maio de 2014. Cópia arquivada em 17 de maio de 2014 
  22. a b Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). «Código da Estação: 00638123». Consultado em 22 de julho de 2021 
  23. a b Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado da Paraíba (AESA-PB). «Meteorologia - chuvas». Consultado em 22 de julho de 2021 
  24. «Municípios localizados no Semi-árido». Banco do Brasil. Consultado em 22 de junho de 2014. Arquivado do original em 12 de agosto de 2014 
  25. «Vale dos Dinossauros - São Gonçalo». Consultado em 17 de maio de 2014. Cópia arquivada em 17 de maio de 2014 
  26. a b Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). «Normais climatológicas do Brasil». Consultado em 22 de julho de 2021 
  27. a b INMET. «Banco de dados meteorológicos». Consultado em 22 de julho de 2021 
  28. «Clima: Sousa». Consultado em 5 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 5 de agosto de 2014 
  29. «Clima: Lagoa dos Estrelas». Consultado em 5 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 5 de agosto de 2014 
  30. «Clima: Massapê dos Dias». Consultado em 5 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 5 de agosto de 2014 
  31. IBGE. «Evolução da população, segundo os municípios» (PDF). Consultado em 18 de julho de 2021 
  32. IBGE (2010). «Sinopse municipal: População». Consultado em 18 de julho de 2021 
  33. IBGE (2010). «Tabela 761 - População residente, por situação do domicílio, com indicação da população urbana residente na sede municipal - Sinopse». Consultado em 18 de julho de 2021 
  34. IBGE (2010). «Sinopse municipal: Densidade demográfica». Consultado em 18 de julho de 2021 
  35. IBGE (2010). «Tabela 608 - População residente, por situação do domicílio e sexo - Sinopse». Consultado em 18 de julho de 2021 
  36. IBGE. «Razão de sexo, população de homens e mulheres, segundo os municípios – 2010». Consultado em 18 de julho de 2021 
  37. «Sousa, PB». Consultado em 18 de julho de 2021 
  38. IBGE (2010). «Tabela 2093 - População residente por cor ou raça, sexo, situação do domicílio e grupos de idade - Características Gerais da População». Consultado em 18 de julho de 2021 
  39. IBGE (2010). «Tabela 1497 - População residente, por nacionalidade». Consultado em 18 de julho de 2021 
  40. IBGE (2010). «Tabela 1505 - População residente, por naturalidade em relação ao município e à unidade da federação». Consultado em 18 de julho de 2021 
  41. IBGE (2010). «Tabela 631 - População residente, por sexo e lugar de nascimento». Consultado em 18 de julho de 2021 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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DOS SANTOS, Humberto Gonçalves et al. Sistema brasileiro de classificação de solos. 5 ed. Brasília, DF: Embrapa, 2018, 356 p.
IDEME - Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual. Anuário estatístico da Paraíba 2014. João Pessoa: 2014. 1765p.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Baci-4s.jpg O município possui sítio arqueológico (arte rupestre brasileira) de interesse histórico e turístico!