Sousa (apelido)

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Sousa (pode também ser encontrado Souza (na grafia arcaica) ou a variação D'Souza) é um apelido de origem portuguesa com origem no nome do rio Sousa, no norte de Portugal. É bastante comum, especialmente em Portugal, Brasil, Timor Leste, Índia (nos católicos de Bombaim, Mangalore e Goa) e na Galiza.[1] Na África, o nome é comum entre pessoas de ascendência portuguesa e brasileira em Gana, Togo, Benim, Nigéria, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.

Origem[editar | editar código-fonte]

A origem do sobrenome vem de famílias que habitavam a beira do rio Sousa que recebeu esse nome através do latim Saxa, significando "pedras". Às vezes, é escrito na grafia antiga Souza ou de Souza. O equivalente espanhol é o sobrenome Sosa, palavra com o mesmo significado.

O primeiro indivíduo a usar este apelido foi, como deduzem os genealogistas, o nobre D. Egas Gomes de Sousa, nascido em 1035 e que o tomou de suas Terras de Sousa. Foi ainda senhor de Novelas e Felgueiras, governador da comarca de Entre Douro e Minho e valente batalhador. Recebeu-se com Dona Châmoa Gomes, chamada Gontinha (ou Goncinha) Gonçalves, filha de D. Gonçalo Trastamires de Maia e de D. Mécia Rodrigues e trineta de D. Ramiro II, Rei de Leão. Deste matrimónio nasceram filhos que continuaram o apelido de Sousa, a saber:

  1. Mem Viegas de Sousa (1070 - 1130) casado com Teresa Fernandes de Marnel
  2. Gomes Viegas
  3. Paio Nunes de Sousa

Sua sexta neta, com uma quebra de varonia, Dona Maria Pais Ribeiro, senhora da Casa de Sousa, casou com D. Afonso Dinis, filho ilegítimo de D. Afonso III, e de Dona Maria Peres de Enxara, dando princípio ao ramo dos Sousa, Senhores de Arronches. Hoje chefiada pelo Duque de Lafões.

De Dona Inês Lourenço de Valadares, também descendente de D. Egas Gomes de Sousa pela mesma forma que Dona Maria Pais, de quem era prima coirmã, proveio pelo casamento com D. Martim Afonso, chamado O Chichorro, filho ilegítimo de D. Afonso III e de Madragana Ben Aloandro (depois chamada Mor Afonso, filha do último alcaide do período mouro de Faro, o moçárabe Aloandro Ben Bakr), o ramo dos Sousa conhecidos por Sousa Chichorros ou Sousas do Prado, por terem o senhorio desse lugar.

Durante a era colonial, os portugueses construíram fortes ao longo das costas brasileira e oeste-africana para comércio. Muitos desses mais tarde foram usados no comércio de escravos. Eles também tinham filhos com as mulheres locais, e essas crianças recebiam o sobrenome do pai.

Alguns afro-brasileiros que retornaram à Africa também mantiveram esse sobrenome. Os Tabons, descendentes de Francisco Félix de Sousa, um homem branco de Salvador, Bahia no Brasil, que já tinha sido um dos homens mais ricos da África ocidental devido ao seu envolvimento com o tráfico de escravos.

Uma proiminente família que carregava o sobrenome "de Sousa" emigrou de Portugal para Goa em 1956, antes de se mudar para Hong Kong. Mais tarde, na década de 1960, mudaram-se para Melbourne, Austrália. A família doou sua propriedade em Hong Kong para as freiras franciscanas.

Armas de Brasão[editar | editar código-fonte]

As armas primitivas dos Sousas eram de vermelho, uma caderna de crescentes de prata.

Brasão do ramo Sousa-Arronches
Brasão do ramo Sousa-Prado

- As armas dos Sousa de Arronches são: Esquartelado: o primeiro e o quarto com as armas antigas do reino de Portugal (de prata com cinco escudetes de azul postos em cruz, cada um deles carregado de cinco besantes do primeiro esmalte dispostos em sautor. Filetado de negro em contrabanda, bordadura de vermelho com sete torres de prata); o segundo e o terceiro de vermelho com uma caderna de crescentes de prata.

- As armas dos Sousa do Prado são: Esquartelado: o primeiro e o quarto de prata, com cinco escudetes de azul postos em cruz, cada escudete carregado de cinco besantes do primeiro esmalte, postos em sautor; o segundo e o terceiro de prata com um leão rampante de púrpura. Timbre: o leão do escudo.

Ver também[editar | editar código-fonte]