Southern Astrophysical Research Telescope

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Southern Astrophysical Research Telescope
Cerro Las Tortolas indistance incenter.jpg
Informações gerais
Organização Southern Astrophysical Research (SOAR) Telescope
Tipo de telescópio Óptico Cassegrain, Nasmyth[1]
Informações do telescópio
Localização atual Chile Editar isso no Wikidata
Coordenadas 30°14′17″S 70°44′01″O / 30.238°S 70.73372°O / -30.238; -70.73372Coordenadas: 30°14′17″S 70°44′01″O / 30.238°S 70.73372°O / -30.238; -70.73372
Diâmetro 4,1 m[1]
Instrumentos

O Southern Astrophysical Research Telescope, ou abreviadamente SOAR, é um telescópio óptico com espelho primário de 4,1 metros de diâmetro e óptica do tipo Ritchey-Chrétien f/16. Está situado em Cerro Pachón, uma montanha dos Andes Chilenos com altitude de 2.700 metros acima do nível do mar. Foi financiado por um consórcio com os seguintes parceiros: Brasil (representado pelo CNPq), o National Optical Astronomy Observatory (NOAO), a Universidade da Carolina do Norte (UNC) e a Universidade Estadual de Michigan (MSU).[2][1]

História[editar | editar código-fonte]

O projeto SOAR foi iniciado pela Universidade da Carolina do Norte em 1987. O projeto conceitual foi aprovado em junho de 1998, sendo que a preparação do terreno para a construção iniciou-se neste mesmo ano. A construção começou em janeiro de 2000, sendo que a instalação do espelho principal deu-se em fevereiro de 2004.

Uma vez testado, constatou-se um problema envolvendo os suportes laterais do espelho primário, o que limitava suas capacidades científicas. A despeito disso, as primeiras observações começaram em fevereiro de 2005, sendo que em junho de 2006 um novo suporte lateral foi instalado e o problema sanado.[3]

O custo do telescópio situa-se em 32 milhões de dolares (excluindo a instrumentação associada)[3][4], sendo que o CNPq tem participação de 34%, a National Science Foundation de 33%, Universidade da Carolina do Norte com 19% e a Universidade Estadual de Michigan com 14%. Com respeito ao tempo de uso do telescópio, o Brasil terá direito a usar o equipamento em 31% do tempo disponível, o Chile tem direito a 10% (pois recebe o telescópio em seu território), e as entidades norte-americanas vão partilhar os outros 59% do tempo.[5]

Óptica[editar | editar código-fonte]

O telescópio foi projetado para um campo de visão médio e para espectroscopia do ultravioleta até o infravermelho próximo (0.3 até 2.5 μm).[4]

O telescópio possui um espelho primário de 4,1 m de diâmetro, e espelhos secundário e terciário. Todos são feitos de um vidro especial com baixo coeficiente de expansão térmica conhecido como ULE (em inglês: Ultra Low Expansion) produzido pela empresa Corning.[6] O espelho primário possui apenas 10 cm de espessura e uma óptica ativa com 120 atuadores eletromecânicos que mantêm a curvatura correta do espelho em qualquer posição.[1][4]

O telescópio possuiu uma óptica adaptativa ligada ao espelho primário e secundário para a correção da turbulência atmosférica, além do espelho terciário que também é capaz de corrigir parcialmente essa turbulência pela técnica de tip-tilting operando em 50 Hz.[1][4]

Possui dois pontos de observação com foco Nasmyth e três com foco Cassegrain, sendo que a luz é dirigida para cada um desses pontos por meio do espelho terciário móvel.[1]

O prédio que abriga o telescópio foi projetado nos Estados Unidos e construídos por empreiteiros chilenos, a cúpula foi construída no Brasil usando painéis de fibra de vidro vindo dos Estados Unidos.[7]

Referências

  1. a b c d e f «Escritório Brasileiro do Telescópio SOAR». Laboratório Nacional de Astrofísica. Consultado em 11 de novembro de 2017 
  2. CASTILHO, Bruno Vaz (julho de 2009). «Você sabia que o brasil tem telescópios de última geração fora do próprio território?». ICH. Ciência Hoje das Crianças. 22 (203): 12-12 
  3. a b «History of the SOAR Telescope project» (em inglês). Southern Astrophysical Research (SOAR) Telescope. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  4. a b c d V.L. Krabbendam; S.Heathcoteb, G. Schumacherb, H.E. Schwarzb, T.A. Sebringc, M.Warnerb (28 de setembro de 2004). «SOAR 4.1-m Telescope: from commissioning to early science». Proceedings of SPIE, Ground-based Telescopes (em inglês). 5489. doi:10.1117/12.552602 
  5. Eduardo Geraque (9 de setembro de 2003). «Brasileiro assume presidência do Consórcio Soar». Agência FAPESP. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  6. «Ultra-Low Expansion (ULE) Glass» (em inglês). Corning Inc. Consultado em 12 de novembro de 2017 
  7. «SOAR Technical Specs» (em inglês). Southern Astrophysical Research (SOAR) Telescope. Consultado em 12 de novembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]