Sovietização

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Sovietização é um termo político e histórico usado geralmente com dois significados distintos (mas interrelacionados):

  • a adoção de um sistema político-econômico baseado no modelo dos conselhos operários (em russo, soviet).
  • a adoção de um estilo de vida e mentalidade inspirado na União Soviética.

O termo foi criado como um dos vários neologismos da terminologia soviética, junto como a eletrificação, a coletivização, a korenizatsiya e outros.

Uma notória onda de Sovietização (no segundo sentido) ocorreu durante e logo após a Segunda Guerra Mundial no Leste Europeu. Num sentido amplo, isto incluiu a adoção (às vezes involuntária) de instituições, leis, costumes e tradições similares às soviéticas, bem como do Soviet way of life (estilo de vida soviétivo), do nível nacional ao comunitário. Entre estes, estavam a filiação em massa ao Partido Comunista local (e suas entidades juvenis e infantis, à maneira da Juventude Comunista e do Movimento dos Pioneiros), a criação de polícias políticas, o rebatismo de cidades e logradouros em homenagem a líderes comunistas (Karl Marx Stadt, na Alemanha Oriental; Stalina na Bulgária), a adoção de nomes soviéticos para as instituições públicas (como Milícia para a polícia) e o aprendizado do russo como segunda língua.

Isto era geralmente promovido e acelerado por ações de propaganda com o propósito de criar um estilo de vida comum entre os países da esfera de influência soviética. Em certos casos, a sovietização foi também acompanhada por recolonização forçada resettlement de várias categorias de "inimigos de classe" (kulaks ou osadniks) para campos de trabalho forçado (Gulags)..[1]

Em sentido estrito, o termo Sovietização é muitas vezes aplicado às mudanças mentais e sociais na população da União Sovíetica e seus países satélites[2] que levou à criação da ideia do novo homem soviético (de acordo com os defensores) ou Homo Sovieticus (de acordo com o críticos).[3]

Mais recentemente, o termo "Sovietização" tem sido aplicado, num sentido pejorativo nos países de língua inglesa, aos processos do governo russo sob a presidência de Vladimir Putin em relação à economia e à organização civil.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. various authors (2001). "Stalinist Forced Relocation Policies". In: Myron Weiner, Sharon Stanton Russell. Demography and National Security Berghahn Books [S.l.] pp. 308–315. ISBN 1-57181-339-X. 
  2. (em polonês) Józef Tischner (2005). Etyka solidarności oraz Homo sovieticus (Kraków: Znak). p. 295. ISBN 83-240-0588-9. 
  3. Aleksandr Zinoviev (1986). Homo sovieticus Grove/Atlantic [S.l.] ISBN 0-87113-080-7. 
# Edward J. O'Boyle (1993). "Work Habits and Customer Service in Post-Communist Poland". International Journal of Social Economics [S.l.: s.n.] 20 (1). 

Ver também[editar | editar código-fonte]