Sport Club Tabira

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Sport Tabira
Escudo do Sport Club Tabira
Nome Sport Club Tabira
Alcunhas Papai da Cidade e Cacique do Pajeú
Torcedor/Adepto Rubro Negro Tabirense
Fundação 26 de novembro de 1938 (78 anos)
Estádio O Cordeirão
Capacidade 2.000
Localização Tabira, PE
Presidente Brasil Fabrício Cordeiro
Treinador Brasil Ari Miron
Patrocinador Brasil Damol Molas
Competição Pernambucano Infantil e Juvenil
Website http://www.sporttabira.com.br/
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Sport Club Tabira é um clube brasileiro de futebol, do município de Tabira, no estado do Pernambuco.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

1939, um ano após a fundação do clube. No jogo, o Sport Club Tabira enfrentaria uma equipe de Sertânia. Em pé: Tenente Otávio Jurema (de farda), Isaac Mascena, Ismael Mascena, Júlio Cordeiro, Ramiro, Zé Pires e Ivo Mascena. Agachados: Severino Lolô, Nequinho, Esaú Mascena, Caneca e Valdemar Pereira. Legendas: Carlos Celso Cordeiro

O início das atividades futebolísticas em Tabira surgiram por volta de 1924, com a sucessiva criação e extinção de vários clubes, como o Paz e Amor, Tijuca, Central e Fluminense.[1]

O ex-prefeito Dr. José Edson de Moura, em seu livro Notas para a História de Tabira, divide a história do Sport Club Tabira em três fases [2]

Em 1938, um grupo de jovens encabeçadas por Raul Pereira Amorim, seu irmão Otacílio, Bino e Caneca formam o Sport Club Tabira.

A primeira formação da esquadra rubro-negra era composta por Manoel Legada, Elias de Basílio, Esaú Mascena, Laurindo Basílio, Bino, Biu, Manoel Pereira (Caneca), Otacílio Pereira, José Pires, Valdemar Pereira, Júlio Cordeiro, Romão Marques e Raul Pereira.

Em 1945, após uma cabeçada, o jogador e presidente do clube, Raul Pereira Amorim, caiu fulminado por um derrame, em pleno campo de futebol. Nevinha Pires, no livro Tabira e sua gente, acrescenta que a morte de Raul Pereira Amorim abalou não só o futebol, mas também o comércio local e a cidade sofreram um grande abalo, pois Tabira perdera um grande filho.[3] Este episódio ficou marcado na história do Tabira, que depois disso paralisou suas atividades por 5 anos.

Retorno às atividades[editar | editar código-fonte]

Em 1950, o ex-jogador Zequinha Pires assume a presidência do clube, cabendo a ele reorganizar o time, que seria agora formado por Ismael, José Jerônimo, Jola, Luizinho, Jotinha, Batista, Xavier, Washington, Joca Soares e Agenor. Essa formação durou dez anos, quando em 1960, o Sport Tabira paralisa mais uma vez suas atividades.

Terceira Geração[editar | editar código-fonte]

Antiga fachada do Estádio O Cordeirão, na década de 1970.
Sport Club Tabira em 1974, ainda com uniforme azul (doado por Paulo Asa Branca) e escudo vermelho (criado por Gonga)
Sport Club Tabira em 1975, após adotar o rubro-negro e escudo com listras

Em 1974, o Sport Tabira recebe do prefeito da época, João Cordeiro, a doação do terreno onde seria o futuro Estádio O Cordeirão. Com a ajuda da construtora Move Terra, as dimensões do campo aumentaram com a retirada de grandes pedras, e chegaram ao tamanho padrão (100mx70m). Apenas no ano de 1983, após proposta do ex-jogador rubro-negro e vereador Claudionor Cícero Mascena, o Colô, o Estádio O Cordeirão é oficialmente doado ao Sport.[4]

Em 1975, um ano após o reinício, nas comemorações de aniversário de 37 anos, e um ano de retorno às atividades, ocorreu um trágico acidente. No local onde se realizava a festa do aniversário, os dois irmãos rubro-negros, Jurandir, "Jura", e Alberto Cordeiro, mergulharam nas águas do Rio Pajeú, um para salvar o outro que haviam pulado e sumido, e infelizmente acabaram morrendo os dois.

Na missa de 30º dia da morte, o maior poeta da cidade, Dedé Monteiro, escreveu este belo soneto:

SAUDADES DE ALBERTO E JURA
(Dedé Monteiro)

Passa tudo na vida, nada dura…
Passa o tempo e no tempo tudo vai…
Passa a vida de um jovem como JURA
Que depois que morreu foi que foi pai…

Passa ALBERTO, seu mano, (e mais nos dói)
Pois morreu prá dar vida ao mano seu…
Ó, Jesus, dai o céu àquele herói
Que a família ganhou, depois perdeu…

Passa a hora cruel da sepultura,
Passa o pranto, depois de tanta agrura,
Fica a falta daquelas quatro mãos…

Passa um pouco do muito que se sente,
Mas não passa a SAUDADE que esta gente,
Há de sempre sentir dos "DOIS IRMÃOS".

Em homenagem a eles, o estádio do Sport Tabira chama-se Irmãos Cordeiro, popularmente chamado como "O Cordeirão". Por ser o único estádio da cidade, é tido teoricamente como o "Estádio Municipal", apesar de ser patrimônio do Sport Club Tabira.

A década de 1970 representaria o ápice da sua história, chegando a derrotar várias equipes profissionais, dentre elas o Ferroviário de Recife (3º colocado no Campeonato Pernambucano da época), o Nacional-PB, o Comercial de Pesqueira, o Tabajara de Monteiro, etc. Nessa década, o presidente do clube foi Zequinha Pires.

Hegemonia em Tabira e a Era dos Campeonatos[editar | editar código-fonte]

Sport Club Tabira em 1982. 1º Campeonato Tabirense
1985. Foto do time campeão tabirense. Em pé: Moacir (Técnico), Beba, Betinho, Etinho, Tuta e Adelmo. Agachados: Paulo, Beton, Élsio, Cachimbo, Claudino e Dunga.
Equipe campeã tabirense de 1994.
Equipe campeã tabirense de 1997.
Equipe campeã tabirense em 2009.
Sport e Sociedade na final do Campeonato Tabirense de 2011.

Na década de 1980, assumiram a presidência do Sport Tabira: Rosalvo Sampaio, Zé Liberal, Luís Soares da Rocha, Antônio Humberto Amorim, Antônio Moacir Cordeiro, Anchieta Araújo, Claudino Cordeiro Neto, Antônio Saturnino, o Tuta e Expedito de Freitas, o Tida.

Nesta década, começou a se disputar o Campeonato Tabirense, que teve 19 edições realizadas até o momento, das quais 9 ganhas pelo Sport Tabira. Também foi disputada a Copa dos Campeões, em 2005 e 2006, mas foi extinta. Em 2008 começa a ser disputada a Copa Damol, competição patrocinada pela Damol Molas.

Na primeira edição do Campeonato Tabirense, em 1982, a equipe rubro-negra era formada por Tonho da Hora; George, Moacir, Holanda, Mário; Bam, Raul, Chico Machado; Colô, Bituri e Beton. O zagueiro Moacir, o Mocão, também era o treinador da equipe. O Sport Tabira chegou à final e enfrentou o time do Bandeirante, do povoado do Brejinho. Na decisão, o placar terminou empatado no tempo normal, depois do Bandeirante abrir o placar e o Sport Tabira empatar aos 43 minutos do segundo tempo com uma cabeçada de Beton. Na prorrogação, o Sport Tabira ganhou por 1 a 0 com gol de Chico Machado e se tornou o primeiro campeão tabirense.

Em 1984, o clube formava uma nova geração de jogadores: Veinho; Mário, Holanda, Adelmo, Beba; Tuta, Betinho, Elson, Bituri; Nenem e Beton. Moacir deixou de jogar e começou a comandar a direção da equipe, comando que perdura até os dias atuais. Mais uma vez na final, agora o Sport enfrenta o Corinthians, e derrota-o por 2 a 0, com dois gols de Beton.

Em 1985, o Sport Tabira manteve a formação do ano anterior, e mais uma vez chega a final, desta vez contra o Vasco. O "Papai da Cidade" ganhou de 1 a 0, com gol de Batista, de falta. Terceiro título em três campeonatos, todos invictos.[5]

Em 1986, o Sport Tabira foi eliminado pelo Bandeirante do Brejinho, por 1 a 0. O Bandeirante decidiu o campeonato com o Atlético de Campos Novos. Na final, o Atlético bateu o Bandeirante por 2 a 0, e sagrou-se campeão tabirense.

Em 1987, o Sport Tabira volta a decidir e vencer o Campeonato Tabirense, dessa vez contra o Corinthians. 2 a 0 para o Sport, dois gols de Beton.

Em 1988, por divergências com a Liga Deportiva, o Sport não participa. Corinthians e Vasco decidem o título, e o Vasco vence por 1 a 0.

Em 1992, o Sport volta a participar e a vencer o torneio. Sport e Santos da Granja decidem o título, e o rubro-negro tabirense vence por 2 a 0.

Em 1994, o Sport participa com duas equipes: O Sport e o SET (juniores). Os dois chegam ao quadrangular, que ainda contava com Bandeirante e Corinthians. Classificam-se os dois primeiros para a final: Sport e Corinthians. O Sport venceu os dois jogos da decisão. No primeiro, 1 a 0, com gol de Nildo. No segundo, 3 a 0, com gols de Nildo, Dunga e Cala.

Em 1997, o Sport vence mais uma edição. Na decisão, o Sport enfrentou o Bandeirante. Como o Sport jogava pelo empate, o 0 a 0 foi suficiente para conquistar seu 7º título.

Em 1998, o Sport não participa. Coritiba da Borborema e América de Riacho do Gado decidem o título. 1 a 1 no primeiro jogo, 1 a 0 para o Coritiba no segundo jogo. 1º título do Coritiba.

Em 2000, o Sport não participa. Coritiba da Borborema e Botafogo do Brejinho decidem o título. 2 a 0 para o Coritiba, e segundo título do "Furacão da Serra".

Em 2001, o Santos da Granja eliminou o Sport nas semifinais, e derrotou o Coritiba na final por 1 a 0. 1º título do Santos.

Em 2003, o Botafogo do Brejinho eliminou o Sport nas semifinais, e derrotou o Coritiba da Borborema na final por 2 a 0, e conquista seu primeiro título.

Em 2004, o Botafogo elimina novamente o Sport na semi, e vence o Estrela Verde na final por 2 a 0. Bicampeonato do alvi-negro do Brejinho.

Em 2005, é realizada a 1ª. Copa dos Campeões, envolvendo todos os campeões tabirense em atividade: Sport, Santos, Botafogo, Coritiba e Atlético de Campos Novos. Atlético e Coritiba decidem, e o "Furacão da Serra" fatura o título.

Em 2006, no Campeonato Tabirense, o Sport é eliminado pelo América, nos penaltis, nas quartas-de-final. Na final, o Coritiba vence o Bandeirante por 2 a 1, conquistando seu terceiro campeonato tabirense. Na 2ª Copa dos Campeões, o Sport empata por 1 a 1 com o Coritiba, e com a vantagem do empate, sagra-se campeão. A partir de então, a Copa dos Campeões deu lugar a Copa Damol.

Em 2007, segundo bicampeonato consecutivo do Coritiba. Novamente Coritiba e Bandeirante se cruzam na final. No primeiro jogo, 1 a 1, e no segundo jogo, novo empate, 2 a 2. O título é decidido nos penaltis, e o Coritiba vence por 5 a 3 nas cobranças.

Em 2008, a 1ª Copa Damol é realizada, patrocinada pela Damol Molas, do empresário Arimatéa. Envolvia 8 equipes: Sport e Estrela Verde, da cidade; Coritiba e Sociedade, do povoado da Borborema; Bandeirante e Botafogo, do povoado do Brejinho; América e Cruzeiro, do povoado de Riacho do Gado. Foi disputada em pontos corridos, com os dois primeiros colocados chegando a final. Sport e Coritiba são primeiro e segundo colocados, respectivamente. Na decisão, 0 a 0, e o Sport, com a vantagem do empate, sagra-se o 1º campeão da Copa Damol.

Em 2009, o Sport participa de duas competições. Na 2ª Copa Damol, novamente Coritiba e Sport classificam-se para a final, na primeira e segunda colocação, respectivamente. Na decisão, o Sport abriu 3 a 0 no placar, mas deixou o Coritiba empatar. Final de 3 a 3, e título do "Furacão da Serra". Já no Campeonato Tabirense, o Sport vinga-se do Coritiba nas semifinais, vencendo-o por 3 a 1. Nas quartas-de-final, já havia derrotado o Corinthians dos Tanques por 5 a 1. Na grande final, depois de 11 anos de jejum, o Sport duela contra o Estrela Verde por mais um título municipal. No primeiro jogo, vitória rubro-negra por 1 a 0, e no segundo, vitória alvi-verde por 2 a 1, e a decisão vai para os penaltis. 4 a 3 para o Sport, e 8º título tabirense.

Em 2010, no Campeonato Tabirense, o Sport fez uma péssima campanha, não passou da primeira fase e ainda correu o risco de ser rebaixado para a 2ª. Divisão do Tabirense. Nesse ano, o Sport desistiu de participar da III Copa Damol, devida à escalação de um árbitro vetado pelo clube. A competição acabou sendo conquistada pelo Milan, do Bairro da Caixa D´Água. O ano de 2010 é um ano de realização para o futebol do Pajeú, pois foi disputada a Copa Pajeú, envolvendo campeões e vice-campeões de várias cidades dessa região. Sport Tabira e Estrela Verde defenderam as cores tabirenses. Os dois tabirenses caíram nas quartas-de-final. O campeão foi o Sobreirinha, de Afogados da Ingazeira.

Em 2011, o Sport não participa novamente da IV Copa Damol, edição vencida pelo Coritiba. É dado início ao ano I do Bloco SportFolia, com farra carnavalesca na Rua José Vidal. No Campeonato Tabirense 2011, o Sport conquistou seu 9º título tabirense. Na primeira fase, derrotou Coritiba (3x1) e Desportivo (1x0), e empatou com o Corinthians dos Tanques (1x1). Nas quartas-de-final, eliminou o Estrela Verde em jogo eletrizante (4x3). Nas semifinais goleou o Corinthians por 4 a 0, e na final goleou mais uma vez, agora o Sociedade da Borborema, por 3 a 0, com dois gols de Mima e um de Patão. Sport e Sociedade classificam-se para a Copa Pajeú 2012.

Bloco SportFolia[editar | editar código-fonte]

Bloco SportFolia - Ano I
Bloco SportFolia - Ano II
Bloco SportFolia - Ano III

Em 2011, torcedores do Sport decidiram pôr em prática um antigo projeto de criar um bloco carnavalesco, para reunir suas várias gerações de torcedores e arrecadar valores para a reconstrução da Casa de Eventos O Cordeirão, de sua propriedade. Logo no primeiro ano o bloco vendeu mais de 300 camisetas e fechou a Rua José Vidal para apresentação da Banda ConchaSamba e Wagner Fernando, na tarde da segunda-feira de Carnaval, dia que virou marca registrada do evento do bloco.

Em 2012, teve como personagem homenageado Caneca (Manoel Pereira Primo), um dos fundadores do clube e lenda viva do futebol tabirense. Com uma grande exibição na Rua José Vidal, que ficou lotada, o Bloco se consolidou como um dos maiores blocos da cidade.

Em 2013, o homenageado foi Lula de Oscar, dirigente durante a década de 1980 e torcedor apaixonado, e mais uma vez o grande público compareceu para a folia rubro-negra.

Em 2014, ainda na Rua José Vidal, o bloco aproveitou a temática da Copa do Mundo e das cores verde e amarela no abadá.

Em 2015, o público superou as expectativas dos organizadores, com a Rua José Vidal lotada para uma grande apresentação de BKL e Renato Marinho.

Escudos[editar | editar código-fonte]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Municipais[editar | editar código-fonte]

Outras Conquistas[editar | editar código-fonte]

  • Copa dos Campeões de Tabira: 2006.
  • Copa Damol de Futebol: 2008.

Referências

  1. PIRES, Nevinha. Tabira e sua gente. Imprensa Universitária da UFPE: Recife, 1985. Pg. 41
  2. MOURA, José Edson de. «Notas para a História de Tabira. Prefácio do professor Rubem Franca» (PDF). FIAM - Centro de Estudos de História Municipal: Recife, 1985. Pgs. 149 a 151. Cap. 19. Antigas Associações Desportivas. Consultado em 16 de dezembro de 2008 
  3. PIRES, Nevinha. Tabira e sua gente. Imprensa Universitária da UFPE: Recife, 1985. Pg. 40
  4. PIRES, Nevinha. História do Poder Legislativo de Tabira. Sertagráfica: Serra Talhada, 2000. Pg. 59
  5. «História do Sport Club Tabira». Sporttabira.com.br. Consultado em 16 de dezembro de 2008 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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