Square Kilometre Array

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Square Kilometre Array
SKA overview.jpg
Informações gerais
Tipo de telescópio radio interferometer, phased array Edite no Wikidata
Lançamento 2020 Edite no Wikidata
Páginas Web skatelescope.org
Informações do telescópio
Localização atual Hemisfério sul, África do Sul Editar isso no Wikidata
Coordenadas 30°43′16″S 21°24′40″E / 30.72113°S 21.4111278°E / -30.72113; 21.4111278Coordenadas: 30°43′16″S 21°24′40″E / 30.72113°S 21.4111278°E / -30.72113; 21.4111278
Construido 2018–2030
Área de alcance 1 km2 (1,000,000 m2)
Instrumentos

O Square Kilometre Array (SKA) será o maior telescópio do mundo, capaz de captar ondas de rádio e que deve ficar pronto em 2017.[1]

Quando estiver terminado, o Square Kilometre Array vai estar espalhado pela Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e outros países africanos como Moçambique e talvez Angola. O consórcio internacional responsável por este projecto prevê que se gaste na construção 1500 milhões de euros até 2024. O SKA vai pôr milhares de antenas a perscrutar o universo para responder a questões fulcrais de física. O projecto quer ainda levar energia eléctrica e Internet a milhões de pessoas em África.

O SKA começou a ser concebido em 1991 e tem como membros a África do Sul, Austrália, Canadá, China, Holanda, Itália, Nova Zelândia, Reino Unido e Suécia. Em Maio passado, foi finalmente decidido onde será instalado o grande radiotelescópio, depois de um atraso de três anos. A África do Sul e a Austrália foram os dois países escolhidos para a sua instalação, e onde vai ficar a grande maioria dos instrumentos.

A ideia é instalar milhares de antenas e de discos, distribuídos ao longo de 3000 quilómetros de diâmetro, que vão captar ondas de rádio numa vasta gama de frequências. Com isso, espera-se mapear mil milhões de galáxias para tentar saber mais sobre, por exemplo, a matéria escura, que estará a acelerar cada vez mais a expansão do universo. O telescópio vai ainda procurar vestígios de moléculas orgânicas, que poderão indiciar vida noutros planetas.

Para a localização da infra-estrutura tinha de se escolher uma região remota, para que a captação de ondas rádio vindas do espaço tivesse o mínimo de interferências. Mas isso exigirá um esforço brutal. Não só para construir estradas e transportar materiais mas também para providenciar energia eléctrica e Internet. Em África, as estruturas do projecto vão estender-se até países como Moçambique (que receberá 40 antenas), Quénia ou o Gana[2].

Referências

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