Stefan Aust

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Stefan Aust
Nome nativo Stefan Aust
Nascimento 1946 (72 anos)
Stade
Cidadania Alemanha
Ocupação jornalista, roteirista
Prêmios Goldene Kamera
Empregador Die Welt, Norddeutscher Rundfunk
Stefan Aust.

Stefan Aust (1 de julho de 1946) é um jornalista e escritor alemão, ex-editor-chefe da revista Der Spiegel.[1]

Filho de um fazendeiro e ex-estudante de sociologia, como jornalista trabalhou primeiramente na revista independente de esquerda Konkret, com a futura fundadora e uma das líderes do grupo extremista Baader-Meinhof, Ulrike Meinhof, passando a editor depois da entrada de Meinhof na clandestinidade, e com ela chegou a participar de manifestações de rua da esquerda alemã no fim dos anos 60.[2] Foi também responsável, mais tarde, por retirar as filhas gêmeas de Meinhof da Sicília, a caminho de um campo de órfãos na Palestina, enviadas por membros do grupo para longe da mãe, já na clandestinidade, e devolvê-las ao pai, Klaus Rainer Röhl, ex-editor da Konkret.

Em sua carreira, de jornalista free-lancer no começo dos anos 70, após deixar a Konkret, à direção da Der Spiegel, entre 1994 e 2008, ele trabalhou na Panorama, uma grande revista de televisão alemã e numa rádio no norte da Alemanha.

Aust escreveu doze livros, e dois deles foram transformados em filmes: Der Pirat, de 1997, e Der Baader Meinhof Komplex, o mais famoso deles, em 2008, do qual também participou do roteiro. É considerado o maior dos biógrafos do grupo terrorista alemão, de quem conta, em seu livro, com a autoridade de quem conviveu com alguns e viveu de perto aquela época, a história desde os primórdios da formação do grupo até a morte de seus principais líderes em 1977.

O jornalista alemão Stefan Aust reflete a difícil relação com o passado traumático de seu país, em seu novo livro sobre o movimento terrorista iniciado por Andreas Baader, Ulrike Meinhof e Gudrun Ensslin. Aust, editor da Der Spiegel a maior revista semanal alemã, por muito anos, tem uma longa história de ligação com a RAF - Fração do Exército Vermelho, nome oficial da organização. Ele mesmo já teve uma pequena participação nas façanhas do grupo, quando ajudou a resgatar as filhas gêmeas de Meinhof na Sicília, de onde seriam enviados para um campo palestino de órfãos. Mas o escritor, que define a si próprio como um 'observador participante, nunca dá detalhes de sua relação com os membros do grupo, e dá apenas pequenas pistas sobre suas participações nos anos de sequestros, assassinatos e atentados da RAF. [3] Mark Fisher, The Washington Post

O filme baseado em seu livro causou grande polêmica na Alemanha e concorreu ao Oscar[4] e ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro de 2008.[5]

Referências