Steve Riddick

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Steve Riddick
campeão olímpico
Atletismo
Modalidade 100 m
Nascimento 18 de setembro de 1951 (67 anos)
Newport News, EUA
Nacionalidade norte-americano
Medalhas
Jogos Olímpicos
Ouro Montreal 1976 4x100 m
Jogos Pan-Americanos
Ouro San Juan 1979 4x100 m

Steven Earl Riddick (Newport News, 18 de setembro de 1951) é um ex-velocista e campeão olímpico norte-americano.

Sem conseguir se classificar na equipe americana para disputar os Jogos de Munique 1972, em 1975 ele correu o mais rápido tempo cronometrado automaticamente naquele ano, 10s5, que permaneceu como o recorde pessoal de sua carreira; ele começou este ano causando espanto e diversão nos adversários quando correu a semifinal de uma prova indoor de calças de moleton porque havia esquecido o calção; venceu a final com um calção emprestado.[1]

Em Montreal 1976 ele foi eliminado na semifinal dos 100 m rasos mas conquistou a medalha de ouro integrando o revezamento 4x100 m junto com Harvey Glance, Lam Jones e Millard Hampton. No ano seguinte, também integrou o revezamento americano que venceu a prova na primeira Copa do Mundo de Atletismo, em Dusseldorf, e estabeleceu novo recorde mundial de 38s03;[2] adicionou mais uma medalha de ouro à carreira no 4x100 m que venceu a prova nos Jogos Pan-americanos de 1979, em San Juan de Porto Rico. [3]

Pós-carreira e prisão[editar | editar código-fonte]

Depois do boicote dos EUA aos Jogos de Moscou 1980, ele tentou mais uma qualificação para Los Angeles 1984 aos 33 anos, mas não conseguiu, encerrando a carreira de velocista internacional. Tornou-se técnico de atletismo da Norfolk State University e teve grande sucesso a princípio, até ser envolvido em um escândalo sobre a apropriação indevida de fundos do curso universitário pelo qual ele e outros técnicos acabaram demitidos.[4]

Em 2006 ele foi indiciado e preso sob acusação de fraude por seu alegado envolvimento num caso de lavagem de dinheiro. Seu ex-aluno, Tim Montgomery, campeão olímpico no revezamento 4x100 m em Sydney 2000 também se tornou réu no caso, assim como a então namorada de Montgomery, a multimedalhista olímpica e mundial Marion Jones .[5] Em 2008 ele foi sentenciado a cinco anos e três meses de prisão por falsificação de cheques. Jones foi condenada a seis meses por papel menor no caso e por seu envolvimento em dopagem com esteroides.[6]

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Scorecard, Andrew Crichton, Sports Illustrated, February 17, 1975.
  2. «12th IAAF World Championships In Athletics: IAAF Statistics Handbook. Berlin 2009.» (pdf). Monte Carlo: IAAF Media & Public Relations Department. 2009. pp. Pages 546, 561–2. Consultado em 4 de agosto de 2009.. Cópia arquivada (PDF) em 23 de novembro de 2012 
  3. «PAN AMERICAN GAMES». gbr athletics. Consultado em 6 de agosto de 2015. 
  4. «Audit Uncovers Fraud At Norfolk State University». Richmond Times Dispatch. Consultado em 7 de agosto de 2015. 
  5. «NY trial opens for Olympian with mention of wrongdoing by another». ESPN. Consultado em 7 de agosto de 2015. 
  6. «The hard truth for Marion Jones is a 6-month term». PilotOnLine.com. Consultado em 7 de agosto de 2015.