Strombus pugilis

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Cinco vistas da concha de S. pugilis, de espécime vindo do Caribe.

Cinco vistas da concha de S. pugilis, de espécime vindo do Caribe.
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Caenogastropoda
Ordem: Littorinimorpha
Superfamília: Stromboidea
Família: Strombidae
Género: Strombus
Schlüter, 1838[1]
Espécie: S. pugilis
Nome binomial
Strombus pugilis
Linnaeus, 1758[1]
Sinónimos
Pyramis striata Röding, 1798
Strombus cornutus Perry, 1811
Strombus sloani Leach, 1814
Drillia actinocycla Dall & Simpson, 1901
Strombus nicaraguensis Fluck, 1905
Strombus pugilis peculiaris M. Smith, 1940
(WoRMS)[1]

Strombus pugilis (nomeada em inglês West Indian fighting conch[2] e em português, no Brasil, de Preguari, com diversas variações ao redor deste nome, como Perigoari[3] ou Periguari, Peguari e Praguari; além de ser conhecida como Atapú e Lingueta)[4] é uma espécie de molusco gastrópode marinho pertencente à família Strombidae. Foi classificada por Carolus Linnaeus em 1758[1] (com a Jamaica citada como localidade de coleta de seu tipo nomenclatural).[4] É nativa do oeste do oceano Atlântico; no sudeste da Flórida (EUA),[2] golfo do México, mar do Caribe, norte da América do Sul[1] e por toda a costa brasileira.[5]

Descrição da concha[editar | editar código-fonte]

Conchas de 6 a 10 centímetros,[4] de coloração alaranjada a salmão e constantemente apresentando uma mancha de coloração púrpura na região do canal sifonal, com sua espiral pouco destacada, porém visível, contendo de 8 a 9 voltas com projeções similares a espinhos[6] e com a sua última volta formando uma aba dotada de lábio externo engrossado, quando desenvolvidas. Sua columela é brilhante[4] e suas primeiras voltas são dotadas de costelas axiais,[6] ao invés de projeções espiniformes, o que já o fez ser descrito como outra espécie: Drillia actinocycla Dall & Simpson, 1901.[1] Indivíduos juvenís também apresentam lábio externo fino e podem ser confundidos pelo não-especialista com conchas do gênero Conus. Sua abertura apresenta um opérculo córneo que não fecha completamente sua entrada.[4]

Habitat, hábitos e uso[editar | editar código-fonte]

Strombus pugilis ocorre em águas rasas, entre 2[6] a 20 metros de profundidade e em substrato arenoso-lodoso, onde se alimentam de algas microscópicas[4] (ou macroscópicas, como Halymenia)[7] e detritos vegetais.[4] Quando lançados à praia, tendem a dar saltos para retornar ao ambiente marinho,[3] daí provindo o seu nome West Indian fighting conch ("concha lutadora das Índias Ocidentais"). Esta espécie comum é utilizada pelo Homem como alimento, podendo ser encontrada nos sambaquis litorâneos,[4] além de ser utilizada em artesanato,[8] na indústria de cal e para o colecionismo.[4]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f «Strombus pugilis» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 29 de janeiro de 2017 
  2. a b ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 77. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  3. a b SANTOS, Eurico (1982). Zoologia Brasílica, vol. 7. Moluscos do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia. p. 108-110. 144 páginas 
  4. a b c d e f g h i MOSCATELLI, Renato (1987). A Superfamília Strombacea no Atlântico Ocidental. São Paulo: Antônio A Nano & Filho Ltda. p. 29-42. 98 páginas 
  5. «Strombus pugilis». Conquiliologistas do Brasil. 1 páginas. Consultado em 29 de janeiro de 2017 
  6. a b c RIOS, Eliézer (1994). Seashells of Brazil (em inglês) 2ª ed. Rio Grande, RS. Brazil: FURG. p. 68. 492 páginas. ISBN 85-85042-36-2 
  7. Sánchez, Fabiola Chong; Díaz, Martha Enríquez; Aranda, Dalila Aldana (novembro de 2013). «Acondicionamiento del Caracol Strombus pugilis, Linnaeus, 1758 con Dietas Formuladas en Laboratorio» (PDF) (em espanhol). Proceedings of the 66th Gulf and Caribbean Fisheries Institute. pp. 474–475. Consultado em 30 de janeiro de 2017. . 
  8. Alves, Marcos Souto; Silva, Maria Aparecida da; Melo Júnior, Mauro; Paranaguá, Maryse Nogueira; Pinto, Stefane de Lyra (dezembro de 2006). «Zooartesanato comercializado em Recife, Pernambuco, Brasil». Revista Brasileira de Zoociências 8(2) (UFJF). 104 páginas. Consultado em 29 de janeiro de 2017. Foram contadas 200 conchas compondo peças utilitárias e figurativas, tais como chaveiros e barquinhos.