Subdivisões do Império Otomano

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As subdivisões do Império Otomano foram as diversas divisões administrativas utilizadas pelo Império Otomano, baseadas na administração militar, mas que tinham também funções executivas. Além das regiões organizadas por este sistema de subdivisões, o império também contava com um grande número de Estados vassalos e tributários.

A organização administrativa do império pode ser dividida em dois períodos: o primeiro corresponde à organização inicial, que evoluiu com a ascensão do império, enquanto o segundo foi a organização realizada após as amplas reformas administrativas de 1864.

Organização inicial[editar | editar código-fonte]

A organização inicial do império data de seus inícios, quando os otomanos não passavam de um Estado vassalo dos seljúcidas (Uç Beyliği), na Anatólia central. O Império Otomano tornou-se, ao longo dos anos, um amálgama de politéias pré-existentes, os beyliks, que passaram a ser administrados pela Casa de Osman, que dominou o poder no país.

Os novos soberanos basearam-se na estrutura administrativa já estabeleida pelo sistema seljúcida, no qual os governantes hereditários destes territórios, conhecidos como beys, não foram eliminados - e sim foram mantidos no poder, sob a suserania dos sultões otomanos. O termo bey veio a ser usado gradualmente não apenas para estes antigos governantes, mas também para os novos governadores, designados para os territórios onde as lideranças locais tiveram de ser afastadas.

Inicialmente o Império Otomano foi subdividido entre o sanjak do soberano, e outros sanjaks, que eram confiados aos filhos do sultão otomano. Cada sanjak era governado por sanjak beyis, governadores militares que recebiam uma bandeira ou estandarte - um "sanjak" (significado literal do termo, em turco) - do próprio sultão. À medida que o império se expandiu rumo à Europa, a necessidade de um nível intermediário de administração cresceu, e durante o reinado de Murad I (1359-1389), designou-se um beylerbeyi (literalmente "governador dos governadores", ou governador-geral) para governar a Rumélia - a parte européia do império. Ao mesmo tempo estabeleceu-se um beylerbeylik (governo-geral) para a Anatólia, que excluía a província de Rum, em torno de Amásia - então a capital do império - que permaneceu sob o controle direto do sultão (embora quase sempre através de seu grão-vizir). Após a fundação dos beylerbeyliks, os sanjaks se tornaram divisões administrativas de segunda categoria, embora tenham continuado a ter importância em determinadas circunstâncias, como em áreas recém-conquistadas onde ainda não se havia designado um beylerbeyi. Além de suas obrigações como governadores-gerais, os beylerbeyis eram comandantes de todas as tropas estacionadas em suas províncias.

Bibliografia e leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • Imber, Colin. The Ottoman Empire, 1300-1650: The Structure of Power. (Houndmills, Basingstoke, Hampshire, UK: Palgrave Macmillan, 2002.)
  • Inalcik, Halil. The Ottoman Empire: The Classical Age 1300-1600. trad. para o inglês de Norman Itzkowitz e Colin Imber. (Londres: Weidenfeld & Nicolson, 1973.)
  • Magocsi, Paul Robert. Historical Atlas of Central Europe. (2ª ed.) Seattle, WA, USA: Univ. of Washington Press, 2002)
  • Pitcher, Donald Edgar. An Historical Geography of the Ottoman Empire. (Leiden, Netherlands: E.J.Brill, 1972.)
  • Westermann, Großer Atlas zur Weltgeschichte (em alemão)
  • Nouveau Larousse illustré (início do século XX), passim (em francês)
  • Mapa da Europa em 1500, com as subdivisões do Império Otomano
  • WorldStatesmen - Turquia