Sucre

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Prédio da Prefeitura, na Praça 25 de Maio
Sucre, ao anoitecer

Sucre, com uma população de 230 000 habitantes, é a capital constitucional da Bolívia, sede da Suprema Corte de Justiça (Corte Suprema de Justicia), e capital do departamento de Chuquisaca. Localizada na parte sul-central do país, a 19°2'35" Sul e 65°15'33" Oeste, Sucre fica a uma altitude de 2800m (9.200 pés).

História[editar | editar código-fonte]

Em 29 de setembro de 1538, Sucre foi fundada com o nome de Ciudad de la Plata de la Nueva Toledo por Pedro de Anzures, marquês de Campo Redondo. Em 1559, o rei Filipe II da Espanha instituiu a Audiência de Charcas em La Plata, com autoridade sobre uma área que cobre o que é hoje o Paraguai, o sudeste do Peru, o norte do Chile e da Argentina, e boa parte da Bolívia. Em 1609, uma arquidiocese foi fundada na cidade. Em 1624, foi fundada a Universidade São Francisco de Xavier.

Até o século XVIII, La Plata foi o centro judicial, religioso e cultural da região. Em 1839, depois de tornar-se a capital da Bolívia, a cidade teve seu nome alterado em homenagem ao líder revolucionário Antonio José de Sucre. Após o declínio econômico de Potosí, Sucre viu a sede do governo boliviano, em 1898, mudar-se para La Paz. Em 1991, Sucre tornou-se Patrimônio da Humanidade, segundo a UNESCO.

A cidade atrai milhares de turistas todos os anos graças ao seu centro histórico bem conservado, com construções dos séculos XVIII e XIX.

A cidade de quatro nomes[editar | editar código-fonte]

Ficheiro:Sucre Panorama.jpg
Panorama de Sucre

Cada um dos nomes conhecidos representam uma época específica da história da cidade:

  • Charcas era o nome indígena do lugar em que os espanhóis construíram a cidade colonial;
  • La Plata foi o nome dado à cidade emergente;
  • Chuquisaca foi o nome concebido à cidade durante a época de sua independência;
  • Sucre homenageia o marechal da Grande Batalha de Ayacucho(9 de dezembro de 1824): Don Antonio Jose de Sucre.

Construções[editar | editar código-fonte]

A Casa da Liberdade (La Casa de la Libertad)[editar | editar código-fonte]

Construída em 1621, essa talvez seja uma das mais importantes construções nacionais. A república foi fundada nessa casa por Simón Bolívar, que escreveu a Constituição Boliviana.

Biblioteca Nacional (La Biblioteca Nacional)[editar | editar código-fonte]

Construída no mesmo ano da fundação da república, é o primeiro e mais importante centro bibliográfico e de documentos do país. Possui documentos que datam do século XV.

Catedral Metropolitana (La Catedral Metropolitana)[editar | editar código-fonte]

Construída entre 1559 e 1712, a catedral abriga o Museu Catedralício, que é o primeiro e mais importante museu religioso do país. A pinacoteca conta com uma vasta coleção de pinturas de mestres dos períodos colonial e republicano também de europeus como Bitti, Fourchaudt e Van Dyck. A catedral contém uma vasta coleção de joias feitas de ouro, prata e outras gemas.

Palácio do Arcebispo (El Palacio Arzobispal)[editar | editar código-fonte]

Construído em 1609, foi uma importante instituição religiosa e histórica durante os tempos coloniais.

Cemitério[editar | editar código-fonte]

O maior e mais belo cemitério do país.

Conventos[editar | editar código-fonte]

  • San Felipe Nery;
  • San Francisco;
  • La Recoleta;
  • Santa Teresa;
  • Santa Clara.

Igrejas[editar | editar código-fonte]

  • Santo Domingo;
  • San Lazaro;
  • San Sebastian;
  • Iglesia de la Merced;
  • San Agustín;
  • Santa Mónica;
  • Santa Barbara;
  • San Miguel.

Capelas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]