Sugar baby

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Relacionamento sugar[1] (do inglês: sugar dating, "namoro de açúcar") refere-se a relacionamentos românticos entre duas pessoas de idades distintas, nas quais uma das partes é sustentada por dinheiro, presentes ou outros benefícios em troca da relação amorosa.[2] Nesse tipo de relacionamento, sugar baby (independente do gênero) é aquela pessoa que recebe os agrados financeiros, enquanto que seu(sua) parceiro(a) é referido(a) como sugar daddy (sendo um homem) ou sugar mommy (sendo uma mulher). Estas pessoas são mais ricas e mais velhas do que o(a) sugar baby. Embora estes relacionamentos possam ser associados à prostituição, são distinguidos pela estabilidade, na qual a pessoa mais nova sente prazer em ser mimada, ao passo que esta proporciona uma maior atenção ao(à) seu(sua) parceiro(a).[3][4] O relacionamento é caracterizado pelo interesse mútuo, no qual características joviais, como a aparência física, são oferecidas em contrapartidas ao conforto proporcionado pelo dinheiro.[5]

Empresas oferecem serviços de namoro online especializados em promover esse tipo de relacionamento.,[6][7][8][9][10] Uma dessas empresas, a estadunidense SeekingArrangement, publicou um relatório em 2015 apontando que a maioria dos usuários de sua rede social virtual está nos Estados Unidos, seguido pelo Canadá, Reino Unido, Austrália e Colômbia, como também destacou a presença de estudantes universitários.[11] No Brasil, estima-se que existam cerca de 2,6 milhões de sugar babies[12] estando a maioria localizada em São Paulo (30%), Rio de Janeiro (14%) e Minas Gerais (10%).⁣[13]

A pesquisadora Kavita Nayar fez um levantamento publicado em 2016 e feito a partir de entrevistas com usuários do serviço da SeekingArrangement. Nesse levantamento, ela argumentou que os relacionamentos "sugar dating cultivam uma disposição para e por meio de intimidade paga que difere de ambos o amor romântico e formas mais explícitas de trabalho sexual." Para ela, quem se relacionam desta forma deixa evidente que o suporte financeiro é necessário para atingirem a intimidade, mas que há sempre uma relação de conectividade, afeto e "química" que se recusa a estabelecer-se em uma lógica de mercado.[14]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Estudo identifica sete formas de se relacionar com um sugar daddy». Blog Daquilo. 16 de outubro de 2019. Consultado em 22 de setembro de 2021 
  2. «Eu, sugar baby». noticias.bol.uol.com.br. Consultado em 27 de agosto de 2018 
  3. Simão, José Fernando (8 de janeiro de 2017). «Sugar daddy e sugar baby: transparência nas relações afetivas (parte 1)». ConsultorJurídico. Consultado em 20 de agosto de 2018 
  4. Griffiths, Josie (6 de julho de 2018). «What is a sugar daddy, how does the relationship work and is a sugar baby the same as an escort?» (em inglês). The Sun. Consultado em 20 de agosto de 2018 
  5. Villar, Patrícia (20 de março de 2018). «Sugar Babies e Sugar Daddies: um jogo de poder nada saudável». Mídia Bahia. Consultado em 20 de agosto de 2018 
  6. Elliott, Josh K. (15 de março de 2016). «Confessions of a college sugar baby». CTVNews (em inglês) 
  7. «The Secret World of Sugar Babies». Cosmopolitan (em inglês). 21 de novembro de 2013 
  8. @KendallTrammell, Kendall Trammell. «Student shares experiences as a sugar baby: Not all gifts, glamour». The Red and Black (em inglês) 
  9. Writer, Mike Bush | Journal Staff. «UNM ranked No. 16 in top 20 Sugar Baby Schools». www.abqjournal.com (em inglês). Consultado em 16 de agosto de 2018 
  10. Reuters (25 de agosto de 2018). «Chinesa WeChat retira site de encontros 'sugar daddy' do ar». G1 
  11. Pardiwalla, Anahita (20 de abril de 2016). «Sugaring: A New Kind of Irresistible». Huffington Post (em inglês). Consultado em 16 de agosto de 2018 
  12. «Brasil tem pelo menos 2,6 milhões de sugar babies». 25 de novembro de 2019 
  13. TEMPO, O. (29 de abril de 2019). «Minas é 3º em clientes de site que 'patrocina' relacionamento aberto» 
  14. Nayar, Kavita Ilona (2 de fevereiro de 2016). «Sweetening the deal: dating for compensation in the digital age». Journal of Gender Studies. 26 (3): 335-346. doi:10.1080/09589236.2016.1273101. Consultado em 20 de agosto de 2018 

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