Suicídio por queima de carvão

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Suicídio por queima de carvão
Carvão em brasa, utilizado como fonte de monóxido de carbono quando queimado de maneira incompleta.
Classificação e recursos externos
CID-10 X67
CID-9 E952.1/E982.1
DiseasesDB 12641
MedlinePlus 001554
eMedicine 2013085
MeSH F01.145.126.980.875

O suicídio por queima de carvão consiste na inalação dos gases emitidos pela queima de carvão em lugares fechados por um indivíduo com intuito de cometer suicídio. O mecanismo por trás de seu funcionamento está ligado à associação do monóxido de carbono (CO) à hemoglobina, formando o complexo carboxiemoglobina, que por sua vez compromete o transporte de oxigênio e resulta em morte por hipóxia cerebral. É visto como um método "fácil, letal e indolor"; entretanto, pode ocasionar danos físicos e cerebrais permanentes àqueles resgatados ainda com vida.

Embora haja registros de sua prática desde o século XIX, foi apenas após ser noticiado extensivamente pela mídia asiática durante a crise financeira de 1997 que passou a ter exponencial popularidade, principalmente em Taiwan, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul, Singapura e China. O método é sobretudo praticado por homens, pessoas entre 25 e 54 anos, desempregados, ou por indivíduos sem histórico de aconselhamento psicológico e transtornos mentais diagnosticados. Há várias medidas e recomendações adotadas pela mídia e por governos de países asiáticos para coibir sua prática, dentre elas divulgar mais responsavelmente casos de suicídio e limitar o acesso livre a carvão em supermercados e lojas de conveniência.

Mecanismo de ação[editar | editar código-fonte]

À medida que o carvão queima, a concentração de monóxido de carbono (CO) no ar aumenta. Graças à sua toxicidade — e não por causa da exaustão de oxigênio, como muitos pensam —, concentrações de cerca de 0,1% no ar em um espaço confinado são fatais se inaladas por um longo período de tempo.[1] A combustão incompleta do carbono produz o CO, que une-se rapidamente à hemoglobina, comprometendo o transporte de oxigênio dentro do organismo. Isto resulta em morte por hipóxia causada pela intoxicação aguda por monóxido de carbono.[2]

Alguns sobreviventes que tentaram o método dizem tê-lo empregado por considerarem-no "fácil e indolor" quando comparado a outros métodos de suicídio. Diferentemente de pular de uma grande altura ou cortar-se com uma faca, o suicida não tem que enfrentar o medo da dor.[3] É comum que a prática seja feita associada a álcool ou drogas hipnóticas, e muitos sobreviventes costumam relatar não terem sentido desconforto algum.[4]

Alguns contestam a afirmação de que o processo é indolor, observando que a falta de oxigênio pode causar asfixia e consequente reação involuntária de luta do corpo,[5] mediada pela mudança de pH em quimioceptores do bulbo raquidiano.[6] Entretanto, tal indagação é baseada numa compreensão errônea do método, que causa morte não pela falta de oxigênio, mas pelo acúmulo de CO no soro sanguíneo. Os sintomas de intoxicação aguda por CO includem, entre outros, dor de cabeça, náusea, taquicardia e convulsões.[7] Alguém que seja resgatado ainda com vida necessitará de tratamento intensivo e pode ter danos cerebrais permanentes em decorrência da hipóxia.[8]

Sintomas e riscos da intoxicação aguda por monóxido de carbono (CO), motivo pelo qual a inalação de gases da queima do carvão pode causar morte.

História[editar | editar código-fonte]

Como método de suicídio, o procedimento é mencionado por Eugène Sue no romance Le Juif errant de 1844, de modo que é provável que a prática fosse conhecida desde antes desta época, uma vez que o uso do carvão já havia se estabelecido há muito tempo.[9]

Em 25 de julho de 1994, duas estudantes taiwanesas do prestigiado Taipei First Girls High School (em chinês: 臺北市立第一女子高級中學),[10] Lin e Shi, cometeram suicídio por queima de carvão em um hotel em Su'ao, Yilan, deixando uma nota de despedida sem uma razão especificada.[11] Parte da mídia de massa, entretanto, alegou suspeitas de que elas fossem um casal lésbico, e teriam se matado por esse tipo de relacionamento não ser bem-aceito pela sociedade taiwanesa. Por conta do destaque dado pela mídia ao relacionamento em detrimento do novo método utilizado, o suicídio por queima de carvão não foi popularizado.[12]

Em novembro de 1998, uma mulher de meia idade de Hong Kong cometeu suicídio utilizando este método em seu pequeno quarto selado. Como o método não é citado em O Manual Completo de Suicídio (1993) de Wataru Tsurumi, famoso na região, a mulher pode ter inventado o método por si mesma, uma vez que tinha formação em engenharia química.[13] Na época, Hong Kong atravessava um período de crise financeira, e as mortes por suicídio começaram a aumentar. Após os detalhes deste suicídio terem sido amplamente divulgados pela mídia, outras pessoas tentaram e conseguiram cometer suicídio utilizando este método. Em dois meses, a queima de carvão tornou-se o terceiro maior método de suicídio em Hong Kong,[14] tendo passado de 1,7% em 1998 para 10,1% em 1999.[15] Em 2001 ultrapassou o enforcamento, tornando-se o segundo mais popular, atrás apenas do salto, correspondendo a cerca de 25% de todas as mortes por suicídio.[14] Desde então, o método vem se popularizando — por ordem de incidência — em Taiwan, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul, Singapura e China.[16]

O aumento de casos de suicídio por queima de carvão não foi acompanhado por uma queda em suicídios por outros métodos, tendo levado a um aumento geral de mais de 20% na taxa de suicídio nas regiões de Taiwan e Hong Kong. Isso sugere que não há substituição de um método pelo outro, e que sua invenção, seguida pela ampla divulgação pela mídia, tenha contribuído para o aumento de mortes por suicídio nas duas regiões.[17]

Em 2001, Li De-cheng (李德誠), um psiquiatra da Universidade Chinesa de Hong Kong, afirmou que aproximadamente 70% das pessoas que cometiam suicídio por esse método eram homens; aproximadamente 90% tinham entrem 25 e 54 anos, e 30% estavam desempregados. Muitos deles não tinham histórico prévio de problemas psiquiátricos ou não vinham de "famílias de risco", tornando extremamente difícil para profissionais da saúde e assistentes sociais prover aconselhamento psicológico a potenciais vítimas.[18] Pessoas que optaram pelo suicídio por queima de carvão costumam fazer parte do grupo de indivíduos que não tiveram auxílio psiquiátrico nos últimos seis meses, tendo feito significativamente menos contato com psiquiatras (18%) quando comparados aos que cometeram suicídio por enforcamento (25%) ou envenenamento (23%).[19]

Casos recentes[editar | editar código-fonte]

Mapa mostrando maior concentração de casos de suicídio em países asiáticos (valores a cada 100 000 habitantes, 2004).[20]
  sem dados
  < 3
  3-6
  6-9
  9-12
  12-15
  15-18
  18-21
  21-24
  24-27
  27-30
  30-33
  > 33

Em março de 2003, três residentes da cidade israelense Kafr Qasim, uma mulher e seus dois filhos, morreram sufocados depois de selar o quarto no qual estavam dormindo, enquanto seguiam recomendações contra potenciais ataques químicos ou biológicos. Eles haviam deixado carvão em brasa para manter o ambiente aquecido, sem no entanto saber que essa é a preparação usual do suicídio por queima de carvão. O pai e o outro filho sobreviveram.[21]

Em 9 de março de 2007, o cantor e líder da banda estadunidense Boston, Brad Delp, cometeu suicídio usando este método, trazendo-o novamente à tona na mídia.[22]

Em 8 de setembro de 2008, o ator sul-coreano Ahn Jae-hwan foi encontrado morto dentro de seu carro após inalar a fumaça de carvão em brasa. Embora tenha deixado uma nota de despedida, não se sabe ao certo o que motivou-o a cometer suicídio, mas suspeita-se que tenha sido devido a stress em decorrência de um insucesso financeiro.[23] Imediatamente após sua morte, o método por ele utilizado teve um aumento de 704% em sua incidência na Coreia do Sul; manteve-se alto por mais de um ano; e foi predominante principalmente entre homens jovens, que cometiam o ato dentro de carros, sugerindo que haviam imitado o processo seguido por Ahn Jae-hwan.[24]

Em 18 de março de 2012, Claire Lin, uma taiwanesa, cometeu suicídio por este método dentro de seu quarto enquanto conversava com outros através do Facebook. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte.[25]

Em 30 de julho de 2015, no dia de seu aniversário, o taiwanês Dai Lin (林冠華) foi encontrado morto na casa de seus pais, em Nova Taipé, em um aparente caso de suicídio por queima de carvão. Dai Lin estava envolvido em campanhas contra os ajustes no currículo escolar propostos pelo Ministério da Educação, e segundo mensagens entre ele e um amigo, teria cometido suicídio como maneira de impedir que as mudanças fossem postas em prática.[26]

Prevenção[editar | editar código-fonte]

A divulgação desenfreada pela mídia — que por conseguinte induziu ao efeito Werther — e o fácil acesso a carvão em supermercados e lojas de conveniência levaram pessoas que outrora não cometeriam suicídio a fazê-lo, com particular notoriedade em áreas urbanas. Estratégias de prevenção que visem a esses fatores, como a introdução de diretrizes à noticiação pela mídia e restrição do acesso a carvão, foram propostas como maneira de combater os índices de suicídio.[27]

Um programa de intervenção conduzido em Nova Taipé requiriu que os pacotes de carvão fossem removidos das prateleiras das lojas, sendo necessário pedir a um assistente da loja que o recolhesse de um compartimento trancado. Foi constatado a partir desse experimento uma diminuição de 37% dos casos de suicídio por queima de carvão na cidade, sem que houvesse aumento concomitante de outros tipos de suicídio.[28] Como medida para prevenir mais mortes, o governo de Hong Kong passou a incentivar o uso de churrasqueiras elétricas. Algumas organizações não governamentais (ONG) trabalharam junto a empacotadores de carvão para promover a mensagem "valorize sua vida" junto a números de telefone de ajuda humanitária em pacotes de carvão.[13]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Carbon Monoxide - Health Effects» [Monóxido de Carbono - Efeitos na Saúde]. The Engineering ToolBox (em inglês). Consultado em 25 de novembro de 2016. 
  2. «2. 1. INTOXICACIÓN POR MONÓXIDO DE CARBONO» [2. 1. INTOXICAÇÃO POR MONÓXIDO DE CARBONO]. UniNet (em espanhol). Universidad de Burgos. Consultado em 23 de novembro de 2016. 
  3. Chung, Wai Sau D.; Chi Ming. (1 de junho de 2011). "Carbon Monoxide Poisoning as a New Method of Suicide in Hong Kong". Psychiatric Services 52 (6): 836–837. DOI:10.1176/appi.ps.52.6.836. ISSN 1075-2730 (In interviews with the authors, some survivors who had attempted suicide by charcoal burning indicated that they chose this method because it was easy and painless.). Visitado em 23 de novembro de 2016.
  4. Chan, Kathy P. M.; Paul S. F.. (1 de janeiro de 2005). "Charcoal-burning suicide in post-transition Hong Kong" (em en). The British Journal of Psychiatry 186 (1): 67–73. DOI:10.1192/bjp.186.1.67. ISSN 0007-1250. PMID 15630126. Visitado em 23 de novembro de 2016.
  5. «Life is precious» [A vida é preciosa]. Shanghai Star (em inglês). China Daily. 30 de maio de 2002. Consultado em 24 de novembro de 2016. 
  6. «Chemoreceptors detect the levels of carbon dioxide in the blood by monitoring the concentrations of hydrogen ions in the blood.» [Quimioceptores detectam os níveis de dióxido de carbono no sangue monitorando a concentração de íons de hidrogênio no sangue.]. Boundless Anatomy and Physiology (em inglês). Boundless. 21 de setembro de 2016. Consultado em 23 de novembro de 2016. «In response to a decrease in blood pH, the respiratory center (in the medulla) sends nervous impulses to the external intercostal muscles and the diaphragm, to increase the breathing rate and the volume of the lungs during inhalation.» 
  7. O’Malley, Gerald F.; O’Malley, Rika (Maio de 2015). «Carbon Monoxide Poisoning» [Intoxicação por Monóxido de Carbono]. Merck Manuals Professional Edition (em inglês). Merck & Co. Consultado em 23 de novembro de 2016. «Carbon monoxide (CO) poisoning causes acute symptoms such as headache, nausea, weakness, angina, dyspnea, loss of consciousness, seizures, and coma.» 
  8. «Anoxic Brain Injury» [Danos por Anóxia Encefálica]. BrainAndSpinalCord.org (em inglês). Consultado em 23 de novembro de 2016. «Anoxic brain injury which is also called cerebral hypoxia or hypoxic-anoxic injury (HAI) is a serious, life-threatening injury; it can cause cognitive problems and disabilities.» 
  9. «The Wandering Jew» (em inglês). Project Gutenberg. 
  10. «Taipei First Girls High School». Taipei Municipal First Girls' Senior High School (em inglês). 12 de maio de 2014. Arquivado desde o original em 13 de maio de 2016. Consultado em 3 de março de 2015. 
  11. 管仁健 (2012). 你不知道的台灣: 校園奇案 (em chinês) (臺北市: 文經社). ISBN 9789576636691. OCLC 796392230. Consultado em 23 de novembro de 2016. 
  12. Chen, Ying-Yeh; Feng. (30 de janeiro de 2010). "The Impact of Media Reporting on the Emergence of Charcoal Burning Suicide in Taiwan" (em inglês). PLOS ONE 8 (1): e55000. DOI:10.1371/journal.pone.0055000. ISSN 1932-6203. PMID 23383027 (The media suggested that they were lesbians who killed themselves because such relationships are not approved by Taiwanese society. [...] Additionally, at that time, the news media focused on the deaths of two smart teenage lesbians rather than the use of a novel method. For example, the headlines of this suicide pact on CT on July 26 1994 read “ Two gifted students from Taipei First Girls High School, Lin and Shi, were found dead on the 25th. [...] Charcoal burning suicide did not spread at that time even though the reporting of the suicide pact persisted for about one week.). Visitado em 23 de novembro de 2016.
  13. a b Chan, Kathy P. M.; Paul S. F.. (Janeiro de 2005). "Charcoal-burning suicide in post-transition Hong Kong" (em inglês). The British Journal of Psychiatry 186 (1): 67–73. DOI:10.1192/bjp.186.1.67. ISSN 0007-1250. PMID 15630126. Visitado em 29 de novembro de 2016.
  14. a b «Media coverage boosts 'charcoal burning' suicides» (em inglês). New Scientist. 28 de fevereiro de 2003. 
  15. Leung, Chi Ming; Wai Sau D.. (Maio de 2002). "Burning charcoal: an indigenous method of committing suicide in Hong Kong" (em inglês). The Journal of Clinical Psychiatry 63 (5): 447–450. ISSN 0160-6689. PMID 12019670. Visitado em 24 de novembro de 2016.
  16. Chang, Shu-Sen; Ying-Yeh. (1 de abril de 2014). "Regional Changes in Charcoal-Burning Suicide Rates in East/Southeast Asia from 1995 to 2011: A Time Trend Analysis" (em inglês). PLoS Medicine 11 (4). DOI:10.1371/journal.pmed.1001622. ISSN 1549-1277. PMID 24691071 (They increased to account for 13%, 24%, 10%, 7%, and 5% of all suicides in Hong Kong, Taiwan, Japan, the Republic of Korea, and Singapore, respectively, in 2011.). Visitado em 29 de novembro de 2016.
  17. Liu, Ka Y.; Annette. (1 de março de 2007). "Charcoal burning suicides in Hong Kong and urban Taiwan: an illustration of the impact of a novel suicide method on overall regional rates" (em en). Journal of Epidemiology and Community Health 61 (3): 248–253. DOI:10.1136/jech.2006.048553. ISSN 1470-2738. PMID 17325404. Visitado em 23 de novembro de 2016.
  18. «港人燒炭自殺世界稱冠». 大紀元 (em chinês). 28 de janeiro de 2001. Consultado em 24 de novembro de 2016. «中大精神科板授李德誠說,占七成燒炭尋死是男性,其中近九成年齡介乎二十五至五十四歲,三成七失業,近六成人身負重債。大部分人之前從無精神病紀錄,顯示之前醫護人員或社工极難區分誰是燒炭自殺「高危一族」,令輔導工作難以進行。» 
  19. Law, Yik-wa; Paul WC. (22 de julho de 2010). "Suicide with psychiatric diagnosis and without utilization of psychiatric service" (em inglês). BMC Public Health 10: 431. DOI:10.1186/1471-2458-10-431. ISSN 1471-2458. PMID 20649996 (Specifically, those who committed suicide by poisoning from charcoal burning in Taiwan had significantly fewer contacts with psychiatrists (18%) than those suicides by hanging (25%) and poisoning (23%)). Visitado em 28 de novembro de 2016.
  20. «Mortality and Burden of Disease Estimates for WHO Member States in 2002» (xls). World Health Organization. 2002. Consultado em 13 de novembro de 2009. 
  21. «Israelis suffocate in war-proof room». ABC News Online [S.l.: s.n.] 17 de março de 2003. Consultado em 23 de novembro de 2016. 
  22. «Brad Delp: Details Emerge About His Tragic Suicide» (em inglês). Guitar World. 27 de abril de 2007. Consultado em 23 de novembro de 2016. 
  23. Jee, Yein (9 de setembro de 2008). «Korean actor Ahn Jae-hwan committed suicide» [Ator coreano Ahn jae-hwan cometeu suicídio]. YeinJee's Asian Blog. Consultado em 29 de novembro de 2016. 
  24. Chen, Ying-Yeh; Paul S. F.. (2014). "The impact of a celebrity's suicide on the introduction and establishment of a new method of suicide in South Korea" (em inglês). Archives of Suicide Research: Official Journal of the International Academy for Suicide Research 18 (2): 221–226. DOI:10.1080/13811118.2013.824840. ISSN 1543-6136. PMID 24620837. Visitado em 29 de novembro de 2016.
  25. Huang, Annie (27 de março de 2012). «Claire Lin, Taiwan Woman, Commits Suicide On Facebook Chat» [Claire Lin, uma Mulher Taiwanesa Comete Suicídio em Chat do Facebook] (em inglês). Huffington Post. Arquivado desde o original em 4 de março de 2016. Consultado em 23 de novembro de 2016. 
  26. Gerber, Abraham; Iok-sin, Loa (31 de julho de 2015). «Student protester commits suicide» [Estudante manifestante comete suicídio]. The Taipei Times (em inglês). The Liberty Times Group. Consultado em 24 de novembro de 2016. 
  27. Chang, Shu-Sen; David. (Janeiro de 2010). "The Evolution of the Epidemic of Charcoal-Burning Suicide in Taiwan: A Spatial and Temporal Analysis". PLoS Medicine 7 (1). DOI:10.1371/journal.pmed.1000212. ISSN 1549-1277. PMID 20052273 (Many victims of charcoal-burning suicide would not otherwise have died by suicide if this novel method were not available.[...] Media coverage and easy assess to barbecue charcoal may have contributed to the epidemic.[...] Responsible media reporting of suicide stories[...] [and] restricting the access to barbecue charcoals[...] may also help offset the unfavourable trends.). Visitado em 29 de novembro de 2016.
  28. Chen, Ying-Yeh; Feng. (25 de agosto de 2015). "Assessing the Efficacy of Restricting Access to Barbecue Charcoal for Suicide Prevention in Taiwan: A Community-Based Intervention Trial". PLoS ONE 10 (8). DOI:10.1371/journal.pone.0133809. ISSN 1932-6203. PMID 26305374 (The city required that all charcoal be removed from open shelves. Customers purchasing charcoal have to ask a shop assistant, who would then retrieve charcoal from a locked container.[...] In the intervention site, suicide by charcoal burning decreased from an average annual rate of 6.2 per 100,000 of population in the pre-intervention period to 3.9 per 100,000 after the measure, a decrease of 37%.[...] The change in non-charcoal-burning suicide was not prominent.). Visitado em 29 de novembro de 2016.