Superclássico do futebol argentino

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Superclássico argentino
Boca versus River
Julio Melendez.jpg

Daniel Onega, do River Plate (à esquerda), e Julio Meléndez, do Boca Juniors, em um Superclássico no final dos anos 60
Boca Juniors 2012.svg Boca Juniors 134 vitória(s), 485 gol(s)
RiverPlateLogo.png River Plate 137 vitória(s), 496 gol(s)
Empates 115
Total de jogos 386
Total de gols 981
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Superclássico do futebol argentino é o maior clássico de futebol de toda a Argentina e reúne os clubes que mais vezes conquistaram o Campeonato Argentino de Futebol e as duas maiores torcidas do país, sendo estas duas torcidas de âmbito nacional e se confrontam desde 24 de agosto de 1913 (Boca 1 - 2 River), o Boca Juniors e o River Plate

História[editar | editar código-fonte]

Capa da revista esportiva argentina El Gráfico, de 1962, que mostra uma foto de Luis Artime marcando um gol na vitória do River Plate no Superclásico contra o Boca Juniors por 3 a 1

As rivalidades de Buenos Aires costumam surgir pela proximidade entre dois clubes; alguns pertencem ao mesmo bairro ou são de bairros vizinhos. A rixa entre boquenses e riverplatenses surgiu assim, com os dois lutando pelo valor de melhor representante do bairro de La Boca, onde ambos foram fundados. O River, depois de alguns anos, necessitou mudar de casa, até fixar-se em Belgrano na década de 1920.

Apesar da grande distância que separa os dois bairros (Belgrano encontra-se ao norte da capital e La Boca, ao sul), o fato só acirrou a rivalidade: os moradores de La Boca, um bairro humilde e operário, não perdoaram o fato de o River ter se mudado para um bairro nobre, sendo adotado pela alta sociedade portenha. A disputa, então, passou a ganhar contornos de "povo versus elite", o que ainda se mantém, apesar de os dois clubes terem se difundido bastante entre todos os segmentos sociais.

Antes do início da Libertadores 2007, o River Plate era o segundo colocado do Ranking de pontos da Libertadores e o Boca Juniors, o quinto. Em conquistas da Libertadores, o Boca tem seis títulos, e o River, quatro.

Em títulos mundiais, a vantagem xeneize é de três conquistas contra um do rival, que tem melhor retrospecto no campeonato nacional: venceu 35 vezes o campeonato argentino, 11 a mais que o Boca. Em confrontos direto, os auriazuis têm 88 vitórias, contra 83 dos alvirrubros.

Jogos Históricos[editar | editar código-fonte]

Supercopa 1994

Além de disputas na Libertadores e Sul-Americana, Boca Juniors e River Plate já se enfrentaram também pela extinta Supercopa da Libertadores, em 1994. O duelo foi válido pela fase de quartas de final e foi marcado pelo equilíbrio e enorme clima de rivalidade. O jogo de ida disputado no Monumental de Nuñez terminou empatado em 0 a 0. No jogo da volta os rivais voltaram a a empatar; 1 a 1 na Bombonera, com gols de Carranza para o Boca e de Francescoli a favor dos Millionários. Com esse resultado a partida foi decidida nos pênaltis e o Boca foi quem saiu vitorioso, pelo placar de 5 a 4.

Copa Libertadores 2000

O confronto era válido pelas quartas de final e o River até conseguiu vencer o jogo de ida no Monumental por 2 a 1, mas sucumbiu no jogo de volta diante do maior Boca de todos os tempos, perdendo a partida por 3 a 0, mas ainda assim jogando com muita dignidade, o que fez a partida ser bastante equilibrada e emocionante, já que o River desperdiçou claras oportunidades de gol.

Copa Libertadores 2004

Em 2004 o bravo time do River teve mais uma vez a infelicidade de encontrar pelo caminho o Boca Juniors de Tévez, Guillermo e companhia, visto como o melhor de todos os tempos. No primeiro duelo da Semifinal vitória do Boca Juniors na Bombonera por 1 a 0 em uma partida que foi marcada pela confusão entre Marcelo Gallardo e Cascini que provocou uma briga generalizada entre os jogadores rivais. No jogo de volta o River venceu por 2 a 1 com direito a provocação do jogador Xeneize Tévez que imitou uma galinha ao comemorar o gol, e que posteriormente seria expulso da partida, resultado que levou a decisão para os pênaltis, na qual o goleiro Abbondanzieri teve uma atuação inspirada a favor do Boca, que saiu vencedor do duelo.

Sul-Americana 2014

Em 2014, com a chegada de Marcelo Gallardo no comando do clube, o River volta a viver momentos de glória e conquista seu primeiro título internacional após 17 anos na fila. O feito foi ainda mais marcante depois da vitória que eliminou o rival Boca Juniors na semifinal por 1 a 0 (o jogo de ida em La Bombonera havia terminado empatado em 0 a 0) , sendo este a primeira classificação do River Plate em uma competição internacional diante do Boca Juniors.

Libertadores 2015

No ano seguinte o Boca pagou de vez sua dívida histórica com o rival, sofrendo sua segunda eliminação para o rival em dois anos. Desta vez o confronto era válido pelas oitavas de final da Libertadores. O jogo de ida no Monumental terminou com vitória do River por 1 a 0 e na volta empate sem gols num jogo marcado pela violência da torcida do Boca que jogaram spray de pimenta no vestiário dos jogadores do River durante o Intervalo, a partida foi suspensa e a CONMEBOL excluiu o Boca Juniors da competição e aplicou uma punição de quatro jogos com portões fechados em competições continentais e outros quatro jogos sem torcida como visitantes e multa de US$ 200 mil

Libertadores 2018

A edição da Copa Libertadores de 2018 foi considerada a maior final de todos os tempos da historia torneio e também da historia do clássico. No primeiro jogo em La Bombonera, em um jogo bastante disputado e com chances desperdiçadas para os dois lados, a partida terminou com o placar de 2-2, a grande decisão estava marcada para o dia 24 de Novembro no Estadio Monumental de Nuñez.

Mas a segunda partida da grande final da Libertadores acabou sendo adiada para o dia 25 de Novembro, devido à violência extrema dos torcedores do River Plate que apedrejaram o Ônibus que transportava os jogadores do Boca Juniors , deixando vários jogadores lesionados ,sendo o mais grave Pablo Perez , capitão do Boca Juniors teve de ser levado de urgência para um hospital de Buenos Aires com estilhaços de vidro no olho esquerdo, também foi atirado gás pimenta no Ônibus da equipe o que deixou alguns jogadores do Boca Juniors indispostos, com estes factores a CONMEBOL resolveu acatar o que disse o presidente do Boca Juniors e adiar a partida para o dia seguinte .

O jogo acabou sendo mais uma vez adiado, no dia 27 de Novembro os presidentes de ambos clubes se reuniram na CONMEBOL e decidiram realizar o jogo fora da Argentina, a entidade decidiu que o jogo seria disputado na Capital da Espanha em Madrid no Estadio Santiago Bernabeu no dia 9 de Dezembro as 17h30 (Brasilia), o River Plate protestou e publicou um comunicado informando que não considera a decisão tomada pela entidade considerando que a decisão desnaturaliza a competência, prejudica quem comprou ingresso e afeta a igualdade de condições. O Tribunal de Disciplina da Conmebol negou ao Boca Juniors um pedido para ser declarado campeão da Libertadores sem disputar o jogo de volta. O clube pedia os pontos da partida contra o River Plate. O Tribunal de Disciplina decidiu multar o River Plate em US$ 400 mil (cerca de R$ 1,5 milhão) e punir o clube com dois jogos como mandante com portões fechados em 2019. O protesto do River Plate não deu certo e o segundo jogo acabou sendo disputado em Madrid e terminou com uma vitória de 3-1 para o River Plate na prorrogação e os Millonarios conquistou seu quarto título da Libertadores contra o seu maior rival.

Libertadores 2019[editar | editar código-fonte]

River Plate e Boca Juniors fazem o primeiro jogo das semifinais da Libertadores no dia 1º de outubro, no Monumental de Núñez. A partida de volta está marcada para o dia 22 de outubro, na Bombonera.

O tão aguardado clássico que abriu a semifinal da Libertadores 2019 não teve o equilíbrio de outros tempos. No Monumental de Núñez, o River Plate foi muito superior ao Boca Juniors e abriu boa vantagem a caminho da decisão de Santiago. Borré e Ignacio Fernández, um em cada tempo, fizeram os gols da partida: 2 a 0 - e cabia mais. Logo aos seis minutos, o River teve um pênalti marcado a seu favor com auxílio do VAR. Borré sofreu e converteu, abrindo caminho para a superioridade dos donos da casa. O time de Marcelo Gallardo teve mais a bola, ocupou os espaços no campo de ataque, mas não conseguiu ampliar no primeiro tempo. Além disso, viu o Boca, que abusava dos chutões, criar uma única grande chance, inacreditavelmente perdida por Capaldo, sozinho na área após passe de Ábila. Na volta do intervalo, a pouca inspiração do Boca Juniors continuou, e os dez primeiros minutos foram mornos. Mas a partir disso o que se viu foi um jogo de um time só. Montiel acertou a trave, a defesa quase se complicou em cruzamento de De La Cruz, e o segundo gol do River passou a ser questão de tempo. Em boa jogada de Fernández, Suárez cruzou bem para o meia deslocar Andrada e balançar a rede. O goleiro do Boca ainda foi exigido mais vezes, mas o jogo terminou "só" com o 2 a 0.

Uma Bombonera pulsando apoio ao Boca durante todo o jogo não foi suficiente para levar os donos da casa para a final da Copa Libertadores. Assim como na decisão do ano passado, o River Plate saiu comemorando após o apito final. Como era de se esperar, Boca e River começou tenso. Mesmo jogando na Bombonera, os donos da casa tinham dificuldades de propor o jogo e apostou mais nas bolas áereas. Já o River, por outro lado, parecia satisfeito com a vantagem e por vezes tentou retardar a partida. Os visitantes até criaram e mostraram mais qualidade, mas faltou efetividade e até mesmo vontade de partir para cima do Boca. A pressão do Boca finalmente surtiu efeito e Hurtado abriu o placar aos 34 minutos. O atacante, que entrou na etapa final, completou o cruzamento de Lisandro López, seguido da falha de Zárate. E aí foi um Deus nos acuda. Se o River já fazia cera antes do gol, depois continuou ainda mais. E se o Boca já tentava jogadas pelo alto, quando viu que deu certo, apostou mais ainda nesse estilo. Mas foi só aquela vez. O River Plate segurou a pressão e saiu da Bombonera com a classificação para a grande final e confirmando sua hegemonia contra o maior rival na era Gallardo.



Maiores torcidas da Argentina

Pesquisa realizada em 2012 pela consultoria Equis em todo o país. Difundida na transmissão oficial "Futebol Para Todos".[1]

Equipe Metropolitana Pampas Patagônia Noroeste Cuyo Mesopotâmia e Chaco Total
Boca Juniors 40,4 % 33,8 % 44,1 % 35,0 % 35,0 % 47,7 % 40,4 % - 16.4 milhões
River Plate 40,1 % 28,5 % 39,8 % 42,6 % 40,7 % 48,0 % 40,0 % - 16

.2 milhões

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Alfredo Di Stéfano foi um grande ídolo do River Plate, mas também já esteve no Boca Juniors. Aqui, Di Stéfano (à direita, de terno) como técnico do Boca, comemora com seus jogadores a vitória sobre o River, em 1969
Competição NP VB E VR BGols RGols
Campeonato Argentino 210 77 64 69 288 270
Copa Libertadores da América 27 10 8 9 31 26
Copa Sul-Americana 2 0 1 1 0 1
Supercopa Libertadores 2 0 2 0 1 1
Copa competição Jockey Club 3 0 1 2 3 6
Copa Centenário de la AFA 2 0 1 1 0 1
Copa Adrián Escobar 1 0 1 0 0 0
Copa Britânica 1 1 0 0 2 0
Supercopa Argentina 1 0 0 1 0 2
Total (oficial) 249 88 78 83 325 307
Amistosos NP VB E VR BGols RGols
Jogos amistosos 122 45 36 41 162 140
Notas
  • NP: Número de partidas
  • VB: Vitórias do Boca
  • VR: Vitórias do River
  • E: Empates
  • BGols: Boca gols
  • RGols: River gols


Livro sobre o Superclásico
  • Duelo de Guapos, de Diego Fucks (2005)

Títulos[editar | editar código-fonte]

Listagem de títulos conquistados por C.A. Boca Juniors e C.A. River Plate nas competições nacionais e internacionais comuns aos dois clubes ao longo da história.

Competições Internacionais CA Boca Juniors CA River Plate
Copa Intercontinental 3 1
Copa Libertadores da América 6 4
Copa Sul-Americana 2 1
Supercopa Libertadores 1 1
Copa Ouro 1 0
Copa Master 1 0
Copa Interamericana 0 1
Recopa Sul-Americana 4 3
Copa Rioplatense 4 6
Copa Suruga 0 1
Competições Nacionais CA Boca Juniors CA River Plate
Campeonato Argentino 33 36
Copa Argentina 15 11
Supercopa Argentina 1 1
TOTAL Geral 71 66

Notas[editar | editar código-fonte]

  • O River Plate possui os apelidos de Los Millionarios e Las Gallinas, enquanto que o Boca Juniors possui os apelidos de Bosteros e Xeneizes.
  • O Boca Juniors foi fundado em 1905, enquanto o River Plate foi fundado em 1901.
  • As maiores goleadas deste clássico foram de 5 a 1, a favor do River em seu estádio Monumental de Nuñes em 1941, e 5 a 0 a favor do Boca em seu estádio em 2015, mas na epoca não profesional 6x0,
  • Bem longe dos maiores artilheiros deste clássico do futebol argentino,dois grandes ídolos recentes destes clubes, Diego Maradona pelo Boca e Enzo Francescoli, pelo River, fizeram cinco gols cada um.
  • Outro ícone do futebol argentino e mundial, ídolo como jogador do River e do Real Madrid, Alfredo Di Stéfano, foi o único treinador que foi campeão argentino nos dois clubes, pelo Boca em 1969 e pelo River em 1981.
  • Por 2 vezes o Boca Juniors eliminou o River Plate na Taça Libertadores da América: nas quartas de finais da edição de 2000(perdeu de 2 a 1 no Estádio Monumental de Nuñez e venceu por 3 a 0 em La Bombonera); e nas semifinais da edição de 2004 (venceu por 1 a 0 em La Bombonera e perdeu de 2 a 1 no Monumental de Nuñez, mas venceu nos pênaltis por 5 a 4).
  • River eliminou o Boca Juniors na Copa Sul-Americana nas semifinais da edição de 2014 ( 0-0 em La Bombonera e venceu por 1 a 0 em Monumental de Nuñez)
  • Semifinais do Nacional 1972: River 3 a 2. E no ano seguinte, o River eliminou seu maior rival nas oitavas de final da Copa Libertadores, 2.015. No jogo de ida, 1x0 para o River no monumental de Nuñez, na volta, a partida terminou em 0x0 e ficou marcada pelo spray de pimenta que torcedores xeneizes jogaram no vestiário do River.
  • Final do Nacional 1976: Boca 1 a 0 .
  • Reinaldo Merlo, do River Plate, é o futebolista que mais vezes disputou o Superclasico: 42 jogos entre 1969 e 1984.
  • O recorde de público do Superclássico é de 69.099 pagantes em final histórica disputada no Estádio Juan Domingo Perón em 22 de dezembro de 1976[2] e vencida pelo Boca por 1 a 0.[3]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]