Supermarine

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Spitfire, o produto que virou o símbolo da Supermarine.

A Supermarine, formalmente: Supermarine Aviation Works, foi uma empresa britânica construtora de aviões civis e militares. Fundada em 1913 como Pemberton-Billing Ltd, a empresa construiu aviões de caça, de reconhecimento e de competição muitos deles na forma de hidroaviões durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais e o período entre elas, permanecendo ativa até 1960.

Histórico[editar | editar código-fonte]

O Supermarine Nighthawk, 1917-1918.
Silhueta inconfundível de um Supermarine Spitfire Mk.XIX em 2008.
O Swift FR.5 sendo demonstrado em Farnborough, 1955.

Em 1913, Noel Pemberton Billing criou uma empresa para produzir "aviões embarcados" (para porta aviões) com sede em Southampton. O seu endereço telegráfico era: "Supermarine, Southampton". Ela produziu alguns protótipos usando quadriplanos com o objetivo de abater os zeppelins; o Pemberton-Billing P.B.29 e o Supermarine Nighthawk. Eles eram equipados com um Canhão Davis sem recuo e o Nighthawk tinha um motor separado para alimentar um holofote.[1]

Depois de eleito como membro do Parlamento em 1916, Pemberton vendeu a companhia para seu gerente de fábrica e sócio de longa data: Hubert Scott-Paine, que renomeou a companhia para Supermarine Aviation Works Ltd. A companhia ficou famosa devido as suas vitórias na Copa Schneider, especialmente as três vencidas em sequência em 1927, 1929 e 1931.

Em 1928, a Vickers-Armstrongs absorveu a Supermarine que passou a se chamar Supermarine Aviation Works (Vickers) Ltd e em 1938, ela foi reorganizada como Vickers-Armstrongs (Aircraft) Ltd, apesar de a Supermarine continuar a projetar, construir e comercializar sob seu próprio nome. A designação Vickers Supermarine foi aplicada aos aviões.

Depois dos vários hidroaviões, o primeiro desenho da Supermarine para um avião terrestre a entrar em produção foi o famoso e bem sucedida Spitfire. O mais antigo Hawker Hurricane e o Spitfire tornaram-se a "espinha dorsal" do Comando de caças da RAF que contiveram os bombardeios da Luftwaffe com escolta de caças durante a "Batalha da Grã-Bretanha" no verão de 1940.

Enquanto o Hurricane estava disponível em grande número e consequentemente desempenhou um papel maior, o Spitfire ganhou mais popularidade e ficou mais associado à batalha. Ele chegou para desempenhar um grande papel no restante da Guerra, em muitas variantes, e foi o único avião de caça aliado a se manter em produção durante toda a Segunda Guerra Mundial.

Outro avião que se destacou durante a Segunda Guerra foi: o Seafire (versão naval do Spitfire). A Supermarine também desenvolveu o Spiteful e o Seafang, sucessores do Spitfire e do Seafire, respectivamente, e o hidroavião Walrus.

As atividades da Supermarine estavam concentradas em Woolston, subúrbio de Southampton, o que levou a cidade a ser pesadamente bombardeada em 1940. Isso restringiu os trabalhos no projeto do seu primeiro bombardeiro pesado, o Supermarine B.12/36, cujo protótipo foi destruído, deixando o caminho livre para que o Short Stirling fosse escolhido.

Depois do final da Segunda Guerra, a divisão Supermarine construiu o primeiro caças à jato para a Marinha Real, o Attacker, desenvolvido à partir da última versão do Spitfire. Ele serviu em bases nos portos e em porta aviões. O Attacker foi seguido pelo mais avançado Swift que atuou como caça e avião de foto reconhecimento.

O último dos aviões da Supermarine foi o Scimitar. Depois disso, o abalo na indústria aeronáutica britânica, fez com que a Vickers-Armstrongs (Aircraft) foi absorvida pela British Aircraft Corporation e os nomes individuais foram perdidos.

Produtos[editar | editar código-fonte]

Produzidos[editar | editar código-fonte]

Projetos e propostas apenas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. The World's Worst Aircraft James Gilbert ISBN 0-340-21824-X
  2. Andrews and Morgan 1987, pp. 294–196.
  3. Andrews and Morgan 1987, pp. 308–309.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Andrews, C.F.; Morgan E.B. (1987). Supermarine Aircraft since 1914, Second edition. London: Putnam. ISBN 0-85177-800-3 
  • Chorlton, Martyn (2012). Supermarine: Company Profile 1913–1963. Cudham, Kent: Kelsey Publishing Group (Aeroplane). ISBN 978-1-907426-46-9 
  • Shelton, John (2008). Schneider Trophy to Spitfire - The Design Career of R.J. Mitchell (Hardback). Sparkford: Hayes Publishing. ISBN 978-1-84425-530-6 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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