Sylla Chaves

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Sylla Chaves
Nome completo Sylla Magalhães Chaves
Nascimento 1929
Santana do Livramento, Rio Grande do Sul
Morte 30 de maio de 2009
Nacionalidade  Brasil
Prêmios Onisaburo Deguchi (1991)

Sylla Magalhães Chaves foi um famoso esperantista brasileiro. Era filho dos poetas e poliglotas Tullio e Zillah Chaves. Ainda criança, por volta de 1937, transferiu-se, com toda a família, para o Rio de Janeiro.

Segundo contava, foi aos sete anos de idade que conheceu o esperanto, tendo aprendido o idioma por meio dos livros de sua irmã Marília. Desde então, decidiu aprofundar-se nos estudos da língua criada por Lázaro Zamenhof. Em 1946, visitou a Liga Brasileira de Esperanto, localizada, nessa época, no Rio de Janeiro. Dedicou-se, durante todo esse ano, com tal afinco, que foi aprovado pelo professor Porto Carreiro Neto, fazendo jus ao diploma de “profesoro aprobita”.

Em 1954, Sylla Chaves formou-se em Direito pela atual UFRJ. Fez mestrado de Comunicação na Universidade de Stanford (EUA), Ciência Política na Universidade de Paris e Pedagogia Cibernética na Universidade de Paderborn (Alemanha). No campo profissional, trabalhou no secretariado da ONU, em Nova Iorque, e no da UNESCO, em Paris. Ensinou, por mais de 40 anos, comunicação social e disciplinas correlatas na Escola de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas, por onde se aposentou.

Extremamente respeitado no meio esperantista, Sylla Chaves foi presidente da Liga Brasileira de Esperanto, entre os anos de 1978 e 1982. Foi igualmente membro da Academia Internacional de Ciências de San Marino e da Academia Internacional de Esperanto. Em 1992, foi eleito membro-honorário da Associação Universal de Esperanto (UEA).

Gerações de alunos estudaram segundo os inúmeros livros e discos didáticos produzidos por ele. Entre suas obras mais conhecidas estão o LP O Brasil Canta por um Mundo Melhor (1970), Brazila Esperanta Parnaso (2007) Oportuna Poŝvortaro (2008) e o curso Aŭdu kaj Lernu, cuja versão radiofônica é apresentada há alguns anos pela Rádio Rio de Janeiro. Nos últimos dias de vida estava a elaborar um dicionário de esperanto, em conjunto com outros renomados mestres da matéria.

Homem de hábitos simples, Sylla Chaves tinha personalidade forte, evidenciada quando habitualmente defendia com veemência seus pontos de vista. No campo internacional, o reconhecimento à sua obra deu-se em 1991, na cidade de Bergen, na Noruega, quando foi agraciado com o prêmio Onisaburo Deguchi, por sua obra esperantista em prol da paz e da felicidade humana.

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