TUE Sorefame/ACEC/Mafersa - Série 5500 (CPTM)

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TUE Sorefame/ACEC/Mafersa - Série 5500
"Eletrocarro", "Belga"
CPTM 5500 Series (Facelifted).jpg
Série 5500 depois de ser reformado
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Fabricante Portugal / Bélgica / Brasil Sorefame/ACEC/Mafersa
Fábrica Portugal
Família Fepasa
Período de construção 1977
Entrada em serviço 1978–2012
Período de renovação 2007 (série 5550), 2010
Período de desmanche Desde Março de 2018
Total construídos 50
Total em serviço 0
Total desmanchados Todos da Serie 5500 foram cortados em 2016, 1 da Serie 5550 cortado em 2018
Total preservados 0
Formação 8 carros
Capacidade 1884 passageiros (TUE)
Operador Fepasa (1978–1996)

CPTM (1996–2012)

Linhas Nenhuma (aposentado)
Especificações
Corpo aço inox
Comprimento Total 155 metros
Comprimento do veículo 19,55 metros (carro motor) / 19.2 metros (carro reboque)
Largura 3,02 metros
Altura 3,84 metros
Altura do Piso 1,3 metros
Portas 8 por carro (4 de cada lado)
Velocidade máxima 90 km/h
Peso 310 toneladas (TUE)
Aceleração 0,65 m/s²
Desaceleração Serviço: 0,74 m/s²

Freio Emergência : 0,80 m/s²

Tipo de tração elétrica
Potência 1 086 kW
Tipo de climatização Não existente
Captação de energia Catenária
Acoplamento 4 Carros, e mais 4 Carros (8 Carros total )
Bitola 1 600 mm

O TUE Sorefame/ACEC/Mafersa Série 5500, também chamado de Eletrocarro e Belga, foi um trem unidade elétrico que pertenceu ao material rodante da CPTM.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1977, a Fepasa licitou a compra de 50 trens de 6 carros, para utilização no Ramal de Jurubatuba (atual Linha 9-Esmeralda). Os trens foram encomendados à empresa portuguesa Sorefame, em consórcio com a Mafersa e a belga ACEC. Em 1978, a "frota 5500" entrava em circulação.

Seu uso foi restrito, por se tratar de um trem que consumia muita energia elétrica, mas com pouco potencial. No início dos anos 1980, a RFFSA solicitou à Fepasa a realocação desses trens nas linhas da zona leste de São Paulo, que necessitavam com urgência de trens novos. Lá, começaram os problemas. Não era nada raro encontrar um série 5500 quebrado pelo caminho. Ao longo dos anos, quase todas as unidades foram perdidas. Quando a CPTM assumiu, restavam poucos Eletrocarros.

Em 2007, um consórcio entre Bombardier e Tejofran restaurou algumas unidades avariadas, renovando sua máscara frontal e colocando equipamentos mais modernos: assim nascia a série 5550, que também foi aposentada em 2016.

Em 2012, foram finalmente retirados de circulação. Entre trens reformados em 2010 e originais, restaram apenas 6 composições de 50 (excluindo o 5550). Ao longo de sua trajetória, operaram nas atuais Linha 8-Diamante, Linha 9-Esmeralda, Linha 11-Coral e Linha 12-Safira.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • É considerado por muitos operadores e fãs de trens como um dos piores trens da CPTM, pelos fatos de quebrarem constantemente, freios encavalando, pelo alto consumo de energia, e pelo sistema de ventilação inexistente, usando-se apenas das janelas para a circulação de ar.
  • No começo de sua operação faziam o trecho Luz-Carapicuíba (LUZ-CPB) na formaçao de 12 carros, sendo que após a antiga estaçao Barra Funda da Fepasa fazia intercâmbio para as linhas da EFSJ. Diversas vezes faziam o Trecho: Julio Prestes-Itapevi juntamente com a série 5000.
  • No seu projeto original contemplava o uso de ar condicionado nos trens, tanto que vieram com as janelas lacradas, posteriormente foram trocadas.
  • Funcionários brincavam, dizendo que se dois trens dessa série passassem de forma seguida, a subestação de energia seria desarmada, tamanho era seu consumo. O apelido Eletrocarro surgiu dessa lenda.
  • Os seus carros-reboque (3° e 4° especificadamente) eram muito leves e aliados a péssima geometria e conservação da entao Linha Variante (Linha 12) diversas unidades foram baixadas no tempo da RFFSA por descarrilamento inclusive na época da CPTM ate que a companhia removeu os terceiro e quarto carros das composiçoes (12 carros, originalmente 6+6) transformando-as em composiçoes de 8 carros. Ao contrario do que dizem os Eletrocarros sempre rodaram na configuração de 12 carros (6+6) no tempo da RFFSA e algum tempo na CPTM. Em 2010 eles rodaram em unidades triplas (4+4+4) na Linha 8 Diamante devido a avarias na série 5000.

Referências

  1. Eurico Baptista Ribeiro Filho e Márcio Machado (2013). «Renovação da frota de trens eleva padrão de conforto» (PDF) 613 ed. Brasil Engenharia: 87. Consultado em 13 de julho de 2014.