TV Brasil

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TV Brasil
Empresa Brasil de Comunicação S.A. - EBC
Tipo Rede de televisão pública aberta
País Brasil
Fundação 2 de dezembro de 2007 (13 anos)
Pertence a Empresa Brasil de Comunicação (Governo do Brasil)
Presidente Glen Lopes Valente
Cidade de origem Brasília, DF
Sede Brasília, DF
Estúdios Brasília, DF
Rio de Janeiro, RJ
Slogan #vemver
Formato de vídeo 1080i (HDTV)
Audiência 0,18 pontos em julho de 2021 (dados do Painel Nacional da Televisão)[1]
Canais irmãos Rádios EBC
Cobertura partes da América do Sul
Emissoras próprias
Emissoras afiliadas lista de emissoras
Cobertura internacional ver TV Brasil Internacional
Página oficial tvbrasil.ebc.com.br
Disponibilidade aberta e gratuita
digital
Disponibilidade por satélite
Claro TV
Canal 9
Sky
Canal 23
Oi TV
Canais 20 e 21
BluTV
Canal 203
Vivo TV
Canais 199 e 234
Algar TV
Canal 695
Nossa TV
Canal 18
Star One C2
3755 MHz @ 7500 ksps, Horizontal (SDTV)
3747 MHz @ 7500 ksps, Horizontal (HDTV)
Disponibilidade por cabo
Claro TV
Canal 531
Vivo TV
Canal 503
BVCi
Canal 112
CaboNNet
TCM
Canais 22.1 e 226
Cabo Telecom
Canal 111
TVN
Canal 7 (São Luís)
Canal 29 (Canoas)
TV Alphaville
Canal 304
MultiPlay Telecom
Canal 8
SGC A Cabo
Canal 6
Oi TV
Canais 20 e 25
Disponibilidade digital
Website oficial
Simulcast
TV Brasil Play
Google Play
App Store

TV Brasil é a rede de televisão pública do Poder Executivo Brasileiro. Pertence à Empresa Brasil de Comunicação (também conhecida pela sigla EBC), conglomerado de mídia do governo do país. Tem cobertura nacional pela retransmissão de três emissoras próprias — matriz na capital federal Brasília e filiais nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo —, e 63 afiliadas, sendo parte delas componentes da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

A emissora foi formada em 2007 a partir da fusão da TVE Brasil, do Rio de Janeiro, e da TVE Maranhão, de São Luís (canais educativos mantidos pela Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto) com a TV Nacional, de Brasília (canal público da extinta Radiobrás),[2] que passaram a integrar a EBC, também criada no mesmo ano, junto a outros veículos pertencentes a suas mantenedoras, como as rádios Nacional e MEC.

A rede está presente em sinal aberto e via antenas parabólicas, além de ser obrigatoriamente transmitida em operadoras de TV paga,[2] segundo a Lei do Serviço de Acesso Condicionado, junto a seu canal secundário estatal, a TV Brasil 2, subordinado à Presidência da República e a suas ações oficiais.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2007, foi anunciado que o Governo do Brasil planejava criar uma rede de televisão pública com programação gerada a partir da capital federal Brasília e das cidades do Rio de Janeiro, de São Paulo e de São Luís, que recebeu TV Brasil como nome. Para tal, seria realizada uma fusão incluindo a TV Nacional, pertencente à Radiobrás, a TVE Brasil e a TVE Maranhão, mantidas pela Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (ACERP), das quais equipes e espaços seriam utilizadas pela futura rede. O responsável por gerir o projeto foi Franklin Martins, então ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.[4]

Em 10 de outubro, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou medida provisória que criou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), integrando os veículos da Radiobrás e da ACERP, como as rádios Nacional e MEC e a TV Nacional do Brasil (NBR). A empresa teria um conselho curador composto por quinze membros da sociedade civil, quatro representantes do governo e um indicado dos funcionários, e seria financiada por recursos públicos, doações e patrocínios. Seu orçamento seria de R$ 350 milhões.[5] Em 24 de outubro, a medida provisória torna-se o Decreto n.º 6.246, instituindo definitivamente a criação da EBC, publicado no Diário Oficial da União no dia seguinte.[6]

2007–10[editar | editar código-fonte]

A TV Brasil foi inaugurada ao meio-dia de 2 de dezembro em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em São Luís. A data foi escolhida por ser a de lançamento, na capital paulista, do sistema de transmissão digital de televisão no país. Durante o período pós-estreia, sua grade de programação, improvisada, era composta por atrações da Nacional e da TVE. Sua primeira e até aquele momento única produção própria foi o Repórter Brasil, telejornal apresentado em duas edições direto das três primeiras capitais.[7]

Microfone e canopla da emissora em 2008

Até o fim de 2008, apenas Rio de Janeiro, Brasília e São Luís podiam sintonizar a TV Brasil em canal aberto analógico. O sinal aberto chegou a ser disponibilizado em São Paulo, mas sofreu interferências provocadas por uma companhia telefônica, obrigando a mudança para o canal 62.

Em 2008, a emissora passou a cobrir eventos como o carnaval em Recife e em Salvador e festas juninas na Bahia, em Pernambuco e em Sergipe, com o auxílio de suas afiliadas. A emissora transmitiu as cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos Paralímpicos de 2008.

A emissora também fez coberturas integradas com outros veículos da EBC como nos Jogos Olímpicos[8] e nas Eleições 2008.[9]

Ainda no primeiro semestre de 2008, o então editor-chefe do telejornal "Repórter Brasil", Luís Lobo, foi demitido. Na época, Lobo acusou o governo federal de interferir na divulgação de assuntos contrários ao governo. O conselho curador da TV Brasil refutou as acusações de Lobo.[10]

Em 3 de dezembro de 2008, comemorando um ano da TV Brasil, a emissora inaugurou seu canal digital em São Paulo.[11] Nessa data estreou também uma nova logomarca que ficaria até julho do ano seguinte.

Em 16 de outubro, a então presidente da EBC, Tereza Cruvinel, anunciou a criação do canal internacional, voltado para emigrantes e a África foi o primeiro continente a receber as transmissões, em 2010.[12]

O ministro da Secretaria de Comunicação Social Franklin Martins, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da EBC Tereza Cruvinel no lançamento da TV Brasil Internacional em 2010

Em 3 de maio, a emissora começa a operar oficialmente a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), formada pelos quatro canais da EBC, sete emissoras universitárias e 15 estações estaduais.[13]

Em 13 de maio, foi anunciado o início das operações da TV Brasil Internacional a partir de 24 de maio, pela África, como previsto. Com um evento realizado no Itamaraty, foi realizada uma conversa ao vivo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, em Maputo. O canal só não estará disponível em cinco países do continente: Egito, Líbia, Argélia, Tunísia e Marrocos. O início pela África foi justificado por ser o primeiro contrato fechado de retransmissão local por cabo, com a distribuidora Multichoice. Diferentemente de outras estações internacionais, que transmitem nos seus idiomas, mas com legendas em línguas dos países receptores, neste momento inicial, não haverá legendas.[14][15]

2011–15[editar | editar código-fonte]

Em 3 de fevereiro, o repórter Corban Costa e o repórter cinematográfico Gilvan Rocha, que estavam cobrindo a onda de protestos contra o presidente do Egito, Hosni Mubarak, foram presos, interrogados e passaram uma noite dento de uma sala sem comida, água ou janelas. Seus equipamentos foram apreendidos e os dois foram obrigados a assinar um documento para que os dois retornassem ao Brasil.[16]

Desde julho, a rede transmite com exclusividade em TV Aberta os Jogos Mundiais Militares de 2011, que é um preparativo para as Olimpíadas 2016, e a Série C 2011, em conjunto com a maioria das afiliadas públicas.

No dia 1º de novembro, encerrou-se o mandato da diretora-presidente da EBC, Tereza Cruvinel, iniciado em 2007. Para o seu lugar, foi nomeado o jornalista Nelson Breve.[17]

Entrada da sede da EBC no Rio de Janeiro em 2012

Até maio de 2012, a TV Brasil Internacional alcançava 68 países, incluindo Portugal, Estados Unidos, Japão, países da América Latina e da África. A meta é chegar a várias cidades da Europa com grande concentração de brasileiros como Londres, Madrid, Barcelona, Paris, Viena e Bruxelas ainda em 2012.

Logotipo utilizado entre 2012 e 2019

Em 3 de novembro de 2013, a emissora conseguiu, pela primeira vez em sua história, a liderança de audiência em uma capital brasileira. O feito ocorreu no Recife, durante transmissão da partida da Série C, a partida rendeu 20 pontos de audiência para a TV Universitária contra 8 pontos da Rede Globo (TV Globo Nordeste), a partida assegurou a volta do Santa Cruz à segunda divisão do Campeonato Brasileiro.[18]

Com a adoção do lema "O ano do esporte na TV Brasil", passa a transmitir os campeonatos disputados pela Seleção Brasileira de Futebol como o Copa do Mundo FIFA de Futebol de Areia de 2015 disputado em Portugal, a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2015, disputado no Canadá e o Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 2015 disputado na Nova Zelândia.

No dia 12 de agosto, Nelson Breve Dias teve o mandato encerrado e assume como novo presidente Americo Martins que desde a nomeação de Breve como Secretário de Imprensa da Presidência da República, assumia interinamente a presidência.[19]

No dia 11 de agosto, anunciou a transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino.[20] Em 17 de agosto, perde a Rede Cultura do Pará, que volta a retransmitir a TV Cultura de São Paulo, mesmo assim, a emissora ainda exibe alguns dos seus programas, apenas de segunda a sexta, entre o horário das 16:00 às 18:30.[21]  Em 27 de setembro passou a exibir o Campeonato Brasileiro da Série D com o jogo entre Botafogo-SP e CRAC [22] Em 30 de setembro, a emissora anuncia que passará a transmitir o Campeonato Brasileiro da Série B a partir de 2016, tornando-se o único canal a transmitir divisões inferiores do Campeonato Brasileiro.[23]

Em 1º de outubro, a emissora anuncia mudanças na programação, entre elas: a volta da telenovela Windeck, e também passará por mudanças no visual com cores mais vivas, tornando-o mais jovem, alegre e atual. O objetivo é aproximá-la mais do seu público. Esse mesmo conceito será aplicado ao site da emissora, tornando-o mais atraente.[24] Em 24 de outubro, a emissora passa a exibir as últimas partidas do Campeonato Brasileiro da Série B com o jogo Botafogo e Clube Náutico Capibaribe[25]

2016–18[editar | editar código-fonte]

Em janeiro, anuncia a transmissão do Desfile das campeãs em parceria com a Globo,[26] que cede também o grupo de acesso e as campeãs paulistas, além de exibir o Carnaval da Bahia.[27]

No dia 2 de janeiro, a emissora anunciou a transmissão da Copa São Paulo de Futebol Júnior.[28] Em 19, 21 e 23 de janeiro, a emissora passou a exibir a Copa Brasil de Voleibol Masculino, com semifinais e final[29] . No final de janeiro, a emissora passou a transmitir os Campeonato Paulista de Futebol de 2016 - Série A2 e Campeonato Paulista de Futebol de 2016 - Série A3 [30]

Em 2 de fevereiro, foi anunciada a saída de Américo Martins da presidencia da EBC.O ex-presidente disse que saiu por motivos pessoais. [31] Em 28 de março a presidente Dilma Rousseff nomeia Pedro Varoni como novo diretor-presidente da EBC.[32] No dia 15 de fevereiro, a emissora perde seu sinal em Mato Grosso do Sul, após a TVE MS se afiliar a TV Cultura. Em 3 de maio, Dilma Rousseff nomeia Ricardo Melo.[33] Melo ficou por duas semanas até ser exonerado por Michel Temer.[34] Em seu lugar, assumiu Laerte Rímoli, que fez reformulações, demitindo medalhões como Tereza Cruvinel, Emir Sader, Paulo Moreira Leite, Albino Castro e Mariana Kotscho.[35] Em 2 de setembro, devido a mudanças no estatuto da EBC proposta numa medida provisória pelo presidente da Câmara e presidente em exercício da república, Rodrigo Maia exonerou Ricardo Melo.[36] Horas depois a decisão foi revogada.[37] Uma liminar no STF  reconduziu em 8 de setembro por liminar do STF Laerte Rimoli a EBC.[38]

Entre os dias 7 e 18 de setembro, transmitiu os Jogos Paralímpicos de Verão de 2016, em conjunto com o SporTV e TV Cultura.[39][40] Com o slogan "O canal das Paraolimpíadas", exibiu, no período, cerca de 10 horas diárias de programação dedicada, exclusivamente, ao evento. Além das competições ao vivo, exibiu reportagens jornalísticas e transmitiu as cerimônias de abertura e de encerramento.[41]

Neste ano, a TV Brasil exibe, com exclusividade, o Campeonato Brasileiro de Futebol da Série C e o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino.[20]

2019–presente[editar | editar código-fonte]

Em 10 de abril de 2019, a TV Brasil anunciou uma nova programação e uma nova logo, substituindo a TV NBR, devido a cortes de gastos do Governo Federal.[42] Em 19 de agosto de 2019, a TV Brasil anunciou a transmissão dos jogos da Copa Verde de Futebol, em parceria com a Rede Cultura do Pará.[43] Até setembro de 2019, a TV Brasil perdeu 25% da audiência.[44]

Em 10 de dezembro, a EBC encerrou suas operações no estado do Maranhão, e passou o controle da TV Brasil Maranhão para o Instituto Federal do Maranhão por um prazo de 30 anos, da mesma forma que outros veículos de comunicação gerenciados no modelo da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A TV Brasil Maranhão, portanto, deixou de ser uma emissora própria da TV Brasil, que passou a ter operações apenas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.[45] Em 22 de junho de 2020, o canal virtual da TV Brasil mudou de 62.x para 1.x em São Paulo. Em agosto de 2020, foi nomeado José Emílio Ambrósio, com passagens pela RedeTV!, Rede Bandeirantes e Rede Globo.[46][47]

Em maio de 2020, a emissora passa a transmitir a Liga Nacional de Futsal.[48]

Organização[editar | editar código-fonte]

O diretor-presidente da EBC é o publicitário Glen Lopes Valente, no cargo desde 30 de setembro de 2020, podendo ocupá-lo até 31 de outubro de 2021.[49] Atualmente a empresa tem orçamento de R$ 550 milhões, dos quais R$ 412,5 milhões (75% do total) correspondem ao da TV Brasil. Parte dos valores arrecadados em publicidade tem origem governamental/estatal, de venda de conteúdos e de parcerias.[3]

Programas[editar | editar código-fonte]

  • Acervo Musical
  • Atos
  • Brasil Caipira
  • Brasil em Dia
  • Brasil em Pauta
  • Brasil Sobre Duas Rodas
  • Brasil Visto de Cima
  • Caminhos da Reportagem
  • Cai no Vestibular
  • Cena Instrumental
  • Ciência é Tudo
  • Cine Nacional
  • Cine Retrô
  • Conexão Ciência
  • Conhecendo Museus
  • Curta Temporada
  • Faróis do Brasil
  • Fortes do Brasil
  • Governo Agora
  • Impressões
  • Meu Pedaço do Brasil
  • No Mundo da Bola
  • Nova Amazônia
  • Partituras
  • Recordar é TV
  • Repórter Brasil
  • Repórter Brasil Tarde
  • Repórter DF
  • Repórter Nacional
  • Repórter Rio
  • Repórter São Paulo
  • Repórter Visual
  • Programa Especial
  • Saiba Mais
  • Samba na Gamboa
  • Sem Censura
  • Sessão Família
  • Shows Mais Brasil
  • Stadium
  • Todas as Bossas
  • TV Brasil Animada
  • Vida + Leve

Cobertura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lista de emissoras da TV Brasil

Atualmente, a programação da TV Brasil é retransmitida nacionalmente por 66 emissoras, sendo três delas suas filiais (TV Brasil Capital, de Brasília, TV Brasil Rio de Janeiro e TV Brasil São Paulo) e o restante, afiliadas — parte destas integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que associa canais de rádio e televisão não comerciais do país.

Segundo a Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SEAC), o carregamento do sinal da rede pelas operadoras de TV por assinatura é obrigatório junto ao da emissora secundária, a TV Brasil 2, subordinada à Presidência da República, divulgando suas ações e seus eventos oficiais.[3]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Proselitismo religioso[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2020, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) criticou a TV Brasil por ter dado espaço ao "proselitismo" religioso do presidente Jair Bolsonaro:

Viés de informação[editar | editar código-fonte]

Em 10 de julho de 2020, o Aos Fatos publicou uma investigação mostrando que a TV Brasil, e outros veículos de comunicação do governo do Brasil, que pertencem a EBC, está promovendo medicamentos sem eficácia comprovada para tratar COVID-19. As drogas promovidas são defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro.[51] A TV Brasil também transmitiu programas do canal Brasil Paralelo, um canal do YouTube que é próximo do governo.[52]

Jogo do Brasil e propaganda política[editar | editar código-fonte]

Em 13 de outubro de 2020, a TV Brasil transmitiu o jogo do Brasil X Peru. Nas redes sociais, a partida foi alvo de críticas, após o narrador André Marques dizer: "E um abraço especial ao presidente Jair Bolsonaro, que está assistindo ao jogo. Um abraço, presidente!". Rodrigo Mattos, colunista do UOL Esporte no YouTube, chamou o jogo de "instrumento de propaganda do governo Bolsonaro" e que no intervalo do jogo foram apresentados "noticiários/divulgação de feitos do governo" com membros políticos. Ainda segundo Mattos, as falas do narrador André Marques, agradecendo a políticos, pareciam que estavam sendo lidas.[53]  Em rede social, Ricardo Noblat chamou o canal de "chapa branca". Renato Souza, do Correio Braziliense disse que a "TV pública brasileira está parecendo o canal estatal da Coreia do Norte." O Antagonista reportou que o clima do jogo parecia o mesmo do Pra Frente, Brasil, uma das propagandas da ditadura militar brasileira: "O clima de 'Pra frente, Brasil' refletiu-se até no resultado, que foi igual ao da partida do Brasil contra o Peru na Copa de 1970: 4 a 2. (...) Só faltou o Pelé. E o pau-de-arara. Mas a gente ainda chega lá."[54][55] O jornalista esportivo Tiago Maranhão questionou quem pagou o jogo, se a negociação foi feita com a CBF e se o Brasil virou Venezuela.[56] Mais tarde, foi divulgado que a CBF tinha comprado o jogo e cedeu gratuitamente a transmissão à TV Brasil.[53]

A oposição política pediu que o Ministério Público Federal (MPF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue a EBC por promover o presidente Jair Bolsonaro no jogo do Brasil.[57]

Ajuda à canal Bolsonarista[editar | editar código-fonte]

Em 4 de dezembro de 2020, O Estado de S.Paulo revelou detalhes das investigações feitas pela Polícia Federal sobre influenciadores que teriam ganhado dinheiro com ajuda do Palácio do Planalto. Em trecho da reportagem, um depoente declarou que o canal Bolsonarista "Foco do Brasil" recebeu ajuda de funcionários da EBC e da TV Brasil para ter acesso via satélite a imagens oficiais do governo como se fosse um canal de televisão. Procurada pelo jornal, a TV Brasil disse que cede o acesso das imagens do satélite a veículos de imprensa, mas se recusou a informar quais canais do YouTube utilizam ele.[58]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Prêmio Vladimir Herzog
Menção Honrosa do Prêmio Vladimir Herzog por Vídeo
Ano Obra Veículo de mídia Autor Resultado
2018 "Defensores sob Ameaça" TV Brasil

Guará/DF

Mariana Fabre e  Equipe: Marcelo Castilho, Pollyane Marques, Samantha Oliveira, Tatiane Costa, Sigmar Gonçalves, André Rodrigo Pacheco, Francislene de Pa Venceu[59]
2019 "O Paciente Invisível" TV Brasil – São Paulo/SP Aline Beckstein, Bianca Vasconcellos, Thaís Rosa, Paula Abritta, Eduardo Viné Boldt, William Sales, Jefferson Pastori, João Marcos Barboza, Maikon Matuyama, Rodger Kenzo, Adriana Vanin, Lucas Souza Pinto, Caio Araújo, Ivan Meira, João Batista Lima, Wladimir Ortega Venceu[60]
Prêmio Vladimir Herzog de Documentário
Ano Obra Veículo de mídia Autor Resultado
2016 “Mulheres do Zika” TV Brasil – Brasília/DF Luana Ibelli (Luana Fernanda Ibelli) e Débora Brito (Débora Teles de Brito) Venceu[61]
Menção Honrosa do Prêmio Vladimir Herzog por Reportagem de TV
Ano Obra Veículo de mídia Autor Resultado
2015 “A questão racial – da ditadura à democracia” TV Brasil (DF) Débora Brito Venceu[62]
Menção Honrosa do Prêmio Vladimir Herzog por Documentário
Ano Obra Veículo de mídia Autor Resultado
2016 “Racismo na Escola” TV Brasil – São Paulo/SP Venceu[61]
Menção Honrosa do Prêmio Vladimir Herzog por Documentário de TV
Ano Obra Veículo de mídia Autor Resultado
2014 "A Pele Negra" TV Brasil e EBC Bianca Vasconcellos e equipe Venceu[63]
Outros
  • 2019: 7º Prêmio Abear de Jornalismo, da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), na categoria Competitividade, pela série de reportagens Mudanças na Aviação, tansmitidas no Repórter Brasil (Venceu)[64]

Referências

  1. Gabriel de Oliveira (3 de agosto de 2021). «Julho: Globo estanca queda e ganha público, Record perde 12% de audiência». TV Pop 
  2. a b «TV Brasil». EBC 
  3. a b c Ricardo Feltrin (11 de março de 2021). «Exclusivo: Dos R$ 550 mi que a EBC custa, R$ 378 mi são só em salários». Splash 
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  5. «TV Pública nasce com orçamento de r$350 milhões». O Globo. TV-Pesquisa. 11 de outubro de 2007. Consultado em 12 de março de 2021 
  6. «Decreto nº 6.246, de 24.10.2007». Palácio do Planalto 
  7. Bernardo Mello Franco (2 de dezembro de 2007). «TV Brasil estréia hoje com grade improvisada». O Globo. TV-Pesquisa. Consultado em 12 de março de 2021 
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