TV Excelsior

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TV Excelsior
Televisão Excelsior S.A.
Tipo Rede de televisão aberta
País  Brasil
Fundação 9 de julho de 1960
por Mário Wallace Simonsen
Extinção 30 de setembro de 1970
Proprietário Família Simonsen[nota 1]
Cidade de origem São Paulo São Paulo, SP
Sede Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Bandeira da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro, RJ
Estúdios Bandeira da cidade de São Paulo.svg São Paulo, SP
Teatro Cultura Artística
Rua Nestor Pestana, 236 - Consolação

Bandeira da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro, RJ
Avenida Venezuela, 43 - Saúde
Rua Visconde de Pirajá, 595 - Ipanema
Slogan Eu também estou no 9 (para SP)
Onde você só vê o que é bom (para RJ)
Cobertura 9 estados + Distrito Federal
Emissoras próprias São Paulo TV Excelsior
Rio de Janeiro TV Excelsior Rio de Janeiro
Disponibilidade aberta e gratuita
Analógico
02 VHF (Goiânia, Recife e Rio de Janeiro)
03 VHF (Brasília)
06 VHF (Campo Grande)
07 VHF (Belo Horizonte)
08 VHF (Brasília e Uberlândia)
09 VHF (São Paulo)
12 VHF (Curitiba e Porto Alegre)

TV Excelsior foi uma rede de televisão aberta brasileira sediada nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, sendo elas, matriz e filial, respectivamente. Pertencia ao empresário Mário Wallace Simonsen, que também era sócio da extinta companhia aérea Panair do Brasil. Foi inaugurada no dia 9 de julho de 1960 na capital paulista, e no dia 1 de setembro de 1963 na capital fluminense. Devido a vários problemas financeiros, além de relações conturbadas com o governo militar, foi tirada do ar no dia 30 de setembro de 1970.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Reeleito democraticamente na eleição presidencial de 1950, Getúlio Vargas iniciou um processo de quebrar a hegemonia das oligarquias que comandavam os principais meios de comunicações do Brasil. Um dos seus beneficiados foi o radialista Vitor Costa, que depois de uma carreira vitoriosa na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, adquiriu a Rádio Mayrink Veiga, embrião da Organização Vitor Costa.[2] No final da década de 1950, o grupo detinha as concessões das rádios Excelsior e Nacional e do canal TV Paulista na São Paulo e havia conseguido junto ao governo Juscelino Kubitschek para um segundo canal de televisão na cidade, a futura TV Excelsior.[nota 2]

O exportador de café José Luís Moura, que almejava um canal de televisão em sua cidade, Santos associou-se a Vitor Costa.[2] Com a intermediação do jornalista João de Scantimburgo, Moura se aproximou do também empresário cafeicultor e santista Mário Wallace Simonsen, que assim como ele, queria uma emissora de televisão, moderna e em formato de rede nacional.[3] Simonsen comprou a parte de Vitor Costa na TV Excelsior[3] e se juntou a Scantimburgo, Moura e o deputado federal Ortiz Monteiro para comandar o novo canal.

A concessão foi adquirida por Cr$ 80 milhões (cruzeiros), valor extremamente elevado para época. Além da concessão, foram adquiridos um pequeno lote de equipamentos entre os quais figurava algumas câmeras, uma torre e um transmissor. O sistema de transmissão foi instalado na esquina da rua da Consolação com a avenida Paulista, os estúdios na avenida Adolfo Pinheiro e a área comercial e administrativa na região do centro da cidade.

Inauguração (1960)[editar | editar código-fonte]

A Excelsior entrou no ar em 9 de julho de 1960, com uma programação centrada em jornalismo, séries e filmes estrangeiros. Concorria com a TV Tupi e a TV Cultura, pertencentes ao empresário Assis Chateaubriand (a Cultura hoje pertence à instituição pública Fundação Padre Anchieta), que comandava o complexo dos Diários Associados; com a TV Paulista das Organizações Victor Costa, e com a TV Record da família de Paulo Machado de Carvalho. Distinguia-se de suas concorrentes pela pontualidade nos horários da programação. Seu primeiro diretor artístico foi Álvaro Moya com o auxílio de Manoel Carlos e Abelardo Figueiredo.

A recém-inaugurada emissora alugou o Teatro Cultura Artística, na Rua Nestor Pestana, em São Paulo, conseguindo assim estúdios e auditórios respeitáveis. Com o novo espaço, vieram novas atrações, entre elas programas humorísticos, de auditório e musicais, como o Brasil 60 em 1960 com Bibi Ferreira (que nos anos subsequentes as versões Brasil 61, 62 e 63). Primeira televisão brasileira a se utilizar tanto da programação horizontal, em que a mesma atração é exibida no mesmo horário todos os dias, e a programação vertical, em que a atração que sucede a anterior visa manter o público desta por afinidade de conteúdo, torna-se dentro de seis meses de operação a líder de audiência na cidade de São Paulo.

Em 1962, constrói um grande estúdio no bairro de Vila Guilherme na Rua Dona Santa Veloso, 575 (onde mais tarde seria o SBT (1981-1996) e atualmente (desde 2002) funciona a Igreja Bíblica da Paz), em São Paulo e adquire equipamentos modernos.

Foi em 1962 que se tornou a primeira emissora no país a tentar transmitir em cores. O sistema utilizado foi o NTSC americano e o primeiro programa em cores foi o Moacyr Franco Show, de Moacyr Franco. A TV Tupi somente transmitiria em cores em 1964, quando começou a transmitir o seriado Bonanza aos sábados. A TV Record também começaria a transmitir em cores a partir do seriado Bonanza. O Sistema NTSC não decolou no Brasil, pois os receptores em cores eram muito caros. A primeira transmissão oficial, já com o sistema Germano-Brasileiro PAL-M, foi realizada pela TV Record e TV Rio, em parceria com a Rede Globo, TV Tupi e TV Bandeirantes, a partir da TV Difusora de Porto Alegre, em 1972, com a Festa da Uva de Caxias do Sul.

Em 1963, comprou a concessão do canal 2 VHF do Rio de Janeiro, até então pertencente à Rádio Mayrink Veiga, que nunca desenvolveu sua estação de TV. E assim, a Excelsior começa a implantar o conceito de rede de televisão no Brasil, visto que a TV Tupi São Paulo encarava sua co-irmã homônima do Rio como concorrente. A TV Excelsior Rio de Janeiro entrou no ar em 2 de setembro de 1963, com o programa O Rio é o Show com apresentação da atriz Maria Fernanda e a presença de vários cantores da época como, por exemplo, Jorge Ben Jor (na época seu nome era Jorge Ben), Booker Pittman e sua filha Eliana Pittman, Sílvio César, Miltinho, Os Cariocas e outros artistas. Foi no auditório da TV Excelsior do Rio, onde antes era o Cine Astória, em Ipanema que produziu-se vários programas humorísticos por excelência, como o legendário Times Square, A Cidade Se Diverte, Gira o Mundo Gira (com Chico Anysio), My Fair Show, Vovo Deville com artistas como Walter D'Ávila, Ema D'Ávila, Dorinha Duval, Waldir Maia, Lilian Fernandes, Annik Malvil, Myriam Pérsia, Castrinho, Hugo Brando, Geraldo Barbosa, Roberto Guilherme, Marinalva, Hamilton Ferreira, Ary Leite, Jaime Filho, Paulo Celestino, Flávio Cavalcanti, Daniel Filho, Zellia Hoffman, Iza Rodrigues, Aizita Nascimento e vários outros comediantes famosos da época.

A TV Excelsior do Rio foi também responsável por vários programas de esportes como: Telecatch Vulcan, com Ted Boy Marino, Verdugo e Mongol; Dois no Ring e jogos de futebol transmitidos do Maracanã em video-tape no próprio caminhão da emissora, antes de terminar o segundo tempo (nos anos sessenta, as emissoras de televisão eram proibidas de transmitir jogos locais ao vivo). Foi na TV Excelsior do Rio que grandes cantores como Elis Regina e Gilberto Gil iniciaram a carreira através de programas como Show Dois na Bossa e O Brasil Canta no Rio. A TV Excelsior do Rio inovou no telejornalismo ao lançar o noticioso Jornal de Vanguarda, criado pelo jornalista Fernando Barbosa Lima, que trazia vários locutores e comentaristas em uma linguagem leve e coloquial. A TV Excelsior do Rio também exibiu séries famosas como: Jornada nas Estrelas, Quinta Dimensão, Dr. Kildare, Casey Jones, Missão Impossível e outras mais. A Excelsior usava da tecnologia do vídeo tape, novidade da época, para distribuir programas que eram exibidos na mesma hora pelas várias TV afiliadas. A Excelsior do Rio de Janeiro vieram se juntar outras em Belo Horizonte, (TV Vila Rica), Porto Alegre (TV Gaúcha) e Brasília (TV Nacional) entre outras.

Também de criação da TV Excelsior são jingles musicais para anunciar a próxima atração, previsão do tempo e a hora certa. A emissora foi a primeira a ter um logotipo: dois círculos e uma circunferência que formavam um triângulo voltado para baixo. Suas mascotes eram duas crianças chamadas de Ritinha e Paulinho, que protagonizaram diversas vinhetas.

Criação do humorístico Didi e Dedé

Didi e Dedé foi o primeiro programa humorístico da dupla Didi e Dedé, exibido pela TV Excelsior entre 1964 e 1965.

Esse foi o início, e o salto para um sucesso que acabou atravessando gerações da dupla protagonizada por Renato Aragão e Dedé Santana. Nessa época áurea, os cacos e improvisações de diversos quadros, como esquetes, já eram exibidos. Os programas não tinham cortes, nem censuras.

Dedé era o ator escada para Didi, ou seja, que prepara a graça, para o companheiro também rir. Esse foi o início de uma grande amizade da dupla que, mais tarde, se juntaria ao Wanderley Cardoso, Ivon Cury, Ted Boy Marino, depois Mussum e Zacarias e formar Os Trapalhões, que no início era chamado de Os Adoráveis Trapalhões em 1966. Nos anos 70, já na TV Record, o nome já era outro, Os Insociáveis. Ainda nos anos 70, na Rede Tupi e Rede Globo, o programa ganhou o novo nome de Os Trapalhões.

O programa foi transmitido no horário noturno, na TV Excelsior, com mais de uma hora de duração. Devido ao sucesso do programa contínuo, Renato e Dedé lançam os primeiros filmes campeões de bilheteria, o longa-metragem "Na Onda do Iê-iê-iê" e "A Pedra do Tesouro", ambos exibidos no mesmo ano.

Crise, declínio e extinção (1964-1970)[editar | editar código-fonte]

Em 1964, a Excelsior passou por uma grande crise, sob pressão da intervenção militar, que a forçou a tirar programas do ar, os quais traziam renda à emissora, junto com a Panair do Brasil, empresa da qual Mário Wallace Simonsen era sócio. Tal crise se deveu à perseguição feita pelos militares às empresas do grupo Simonsen, em virtude deste ter apoiado o presidente democraticamente eleito João Goulart, que sofreu um golpe de Estado de 1964, dando início à intervenção militar no Brasil.

Mário Wallace Simonsen era um liberal-democrata que se colocava na defesa da liberdade de expressão e da legalidade. Formado na tradição inglesa, acreditava no poder da constitucionalidade, contrastando com a visão tecnocrática dos militares responsáveis pelo golpe de 1964.

Por isso, o telejornalismo da Excelsior apoiava a democracia, a legalidade e o presidente democraticamente eleito, logo, a intervenção militar não poderia tolerar a Excelsior e maquinou para destruí-la.

A censura imposta à imprensa, no caso da Excelsior, era exposta ao público: seus diretores não reeditavam vários programas que tinham partes vetadas pela censura, e, às vezes, exibiam, no lugar das partes censuradas, os seus mascotinhos com as bocas e os ouvidos tapados, com a legenda "CENSURADO". Isso irritava os elementos militares, que não podiam admitir que suas atividades de repressão fossem desnudadas ao público geral.

Para acentuar a crise, o empresário Celso Rocha Miranda perdeu as concessões de voo da Panair dois anos depois. Cinco dias depois, a Panair "falia", por ato emitido pelo governo militar brasileiro.

A Excelsior, sem dinheiro e com a conta estourada, é vendida ao Grupo Folha de S. Paulo, que a devolve aos antigos donos pouco tempo depois. Em 1969, TV Excelsior era um nome que não podia ser dito no governo militar, pois ela estava perseguida, endividada e abandonada. Ocorreram ainda dois incêndios na TV Excelsior em uma única semana. Um foi simples, de pequeno porte, destruindo apenas um pequeno cenário. O segundo foi na sexta-feira e destruiu boa parte do acervo de imagens.

No final do ano, a emissora perdia mais dinheiro e se encontrava na decadência. A partir daí, a emissora só teve mais problemas com o governo militar: perdeu cerca de 170 milhões de Cruzeiros só em impostos e outras dívidas. Judicialmente, a Excelsior tinha o prazo máximo de até 15 de dezembro de 1970, "acertar as contas" com o governo Médici, ou seja, pagar no mínimo metade de tudo o que devia, porém, no fim do prazo, a emissora não havia pago nem 1%.

Em 30 de setembro de 1970, a Excelsior se encontrava à beira da falência. Por volta das 18h40, Ferreira Neto invade o estúdio, que estava transmitindo o programa humorístico Adélia e Suas Trapalhadas, e anuncia aos telespectadores que o governo militar decretara o fim da Excelsior. Naquele momento, na central da emissora, estavam alguns técnicos do DENTEL, que lacraram as antenas de transmissão, tirando, assim, a emissora do ar; já as concessões dos canais da rede foram cassadas no dia 15 de dezembro daquele ano.

Recuperação judicial[editar | editar código-fonte]

Treze anos depois de o canal 9 paulistano ficar fora do ar, Adolpho Bloch da Editora Bloch ganha a concorrência aberta pelo Governo Militar com a falência da TV Tupi, incluindo também a concessão da Excelsior. Era o começo da Rede Manchete, emissora com padrão diferenciado da Excelsior.

Cinco anos depois do canal 2 do Rio sair do ar, o Governo Militar ganha a própria concorrência para transmissão de uma emissora educativa, a TVE Brasil, que imediatamente se associa com a TV Nacional e a TVE Maranhão, e 19 anos mais tarde, com a TV Cultura e outras emissoras públicas. Hoje, o canal 2 abriga a matriz da TV Brasil. Coincidentemente, a TV Nacional de Brasília também era afiliada a Excelsior. Tanto a antiga TVE, quanto a TV Brasil, também eram emissoras de padrão diferenciado da Excelsior, por operarem uma programação voltada à cultura, à educação e ao serviço público.

Outorga para a retomada da emissora (2013)[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2013, o jornal O Estado de S.Paulo divulgou que o Ministério das Comunicações havia protocolado um pedido do empresário Paulo Masci de Abreu em 31 de outubro daquele ano para outorgar a extinta TV Excelsior.[4] O pedido possibilita a retomada da concessão de um canal no Rio de Janeiro e outro em São Paulo.[4]

Legado[editar | editar código-fonte]

Com o incêndio em 1969 que destruiu a emissora, que estava abandonada e endividada, a maior parte do acervo de imagens foi destruída. Entretanto, mesmo assim, grande parte do arquivo já tinha sido apagado para gravar programas em cima dos programas antigos (prática comum, já que a fita de videotape era cara).

Alguns anos depois, misteriosamente, o caminhão de externas e parte do acervo foram parar na TV Gazeta. Atualmente, o acervo está dividido em alguns lugares: a própria TV Gazeta, a Rede Globo, a Cinemateca Brasileira (que cuida do acervo da TV Tupi) e a TV Cultura (que também tem parte do acervo da Tupi).

Algumas cenas de programas da TV Excelsior foram exibidas no especial TV Ano 50, tais como: Redenção, A Pequena Órfã (a Globo reexibiu esta novela em 1971), Sangue do Meu Sangue (que ganhou nova versão exibida pelo SBT em 1995), além dos programas Times Square e Brasil 61, apresentado por Bibi Ferreira.

Slogans[editar | editar código-fonte]

  • Eu também estou no 9 (para São Paulo)
  • Onde você só vê o que é bom (para o Rio de Janeiro)

Emissoras[editar | editar código-fonte]

Próprias[editar | editar código-fonte]

Nome Cidade UF Canal Período de afiliação
TV Excelsior São Paulo SP 9 1960-1970
TV Excelsior Rio de Janeiro Rio de Janeiro RJ 2 1963-1970

Afiliadas[editar | editar código-fonte]

Nome Cidade UF Canal Situação atual Período de afiliação
TV Gaúcha Porto Alegre RS 12 Atual RBS TV Porto Alegre, afiliada à Globo 1963-1967
TV Paranaense Curitiba PR 12 Atual RPC Curitiba, afiliada à Globo 1965-1970
TV Nacional Brasília DF 3 Atual TV Brasil Capital, canal 2 1963-1967
TV Alvorada Brasília DF 8 Atual RecordTV Brasília 1967-1970
TV Triângulo Uberlândia MG 8 Atual TV Integração Uberlândia, afiliada à Globo 1964-1970
TV Vila Rica Belo Horizonte MG 7 Atual Band Minas 1967-1970
TV Morena Campo Grande MS 6 Atualmente afilada à Globo 1965-1970
TV Anhanguera Goiânia GO 2 Atualmente afiliada à Globo 1963-1969
TV Jornal do Commercio Recife PE 2 Atualmente afiliada ao SBT 1963-1970

Notas e referências

Notas

  1. Devido à crise financeira, causada pelo fechamento da Panair do Brasil em 1965, a emissora foi vendida para o Grupo Folha, mas em pouco tempo, volta ao comando da família Simonsen.
  2. A posse de mais de um canal de TV por um mesmo grupo não era proibida pelas leis da época.

Referências

  1. Thell de Castro. «Assim nasceu a TV Excelsior». Almanaque da Comunicação. Consultado em 22 de fevereiro de 2017 
  2. a b Álvaro de Moya (2010). Glória in Excelsior (PDF). ascensão, apogeu e queda do maior sucesso da televisão brasileira. São Paulo, SP: Imprensa Oficial. p. 31. ISBN 978-85-7060-922-9 
  3. a b Álvaro de Moya (2010). Glória in Excelsior (PDF). ascensão, apogeu e queda do maior sucesso da televisão brasileira. São Paulo, SP: Imprensa Oficial. p. 32. ISBN 978-85-7060-922-9 
  4. a b «Patrão de José Dirceu aguarda por concessão de TV». O Estado de S.Paulo. 28 de novembro de 2013. Consultado em 28 de março de 2014 

Ver também[editar | editar código-fonte]