TV Liberal Belém

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TV Liberal Belém
Televisão Liberal Ltda.
TV Liberal Belém
Belém, Pará
Brasil
Tipo Empresa privada
Canais
07 VHF analógico
21 UHF e 7.1 Virtual digital
Outros canais 25 (Claro TV)
10 (Sky)
07 (Oi TV)
07 e 518 HD (NET Belém)
07 e 507 HD (ORM Cabo)
Sede Bandeira belem.jpg Belém, PA
Avenida Nazaré, 350 - Nazaré
MAPA
Slogan Na frente com você
Rede Rede Liberal (Globo)
Fundador Rômulo Maiorana
Pertence a Organizações Rômulo Maiorana
Proprietário Lucidéa Maiorana
Antigo proprietário Rômulo Maiorana (1976-1986)
Presidente Rômulo Maiorana Júnior
CNPJ 04.832.721/0001-19
Fundação 27 de abril de 1976 (39 anos)
Prefixo ZYB 222
Cobertura Grande Belém e áreas próximas
Potência 30 kW
Página oficial redeglobo.globo.com/pa/tvliberal

TV Liberal Belém é uma emissora de televisão brasileira sediada em Belém, capital do estado do Pará. Opera nos canais 7 VHF e 21 UHF digital, e é afiliada à Rede Globo. Pertence à Rede Liberal, rede de emissoras de propriedade das Organizações Rômulo Maiorana, sendo a cabeça-de-rede para todo o estado (exceto na área de atuação da TV Tapajós).

A TV Liberal Belém segue normalmente a programação da Rede Globo gerada diretamente das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, mas quando entra em vigência o Horário de Verão no centro-sul brasileiro, a emissora segue a programação da Rede Fuso. Durante os domingos, a programação é transmitida em tempo real, devido ao fato dos programas desse dia terem em sua maioria classificação DJCTQ - L.svg ou DJCTQ - 10.svg

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Concessão da emissora[editar | editar código-fonte]

Em 1973, o empresário paraense Rômulo Maiorana já era proprietário da Rádio Liberal e do jornal O Liberal, e havia comprado recentemente o jornal Folha do Norte do jornalista Paulo Maranhão, sendo estes os veículos iniciais do antigo Grupo Liberal. Nesse mesmo ano, o grupo dava seu primeiro passo para conseguir um canal de televisão, quando no dia 18 de julho, Ossian Brito, após receber um telefonema de seu irmão, o engenheiro e diretor técnico da Rede Globo, coronel Wilson de Souza Brito, informa a Rômulo sobre a licitação do MiniCom para um novo canal de televisão em Belém, que fora publicada no Diário Oficial da União.[1]

Em 72 horas, através de uma sociedade formada entre Rômulo Maiorana, Linomar Bahia (jornalista e diretor da Rádio Liberal), Walter Guimarães, Eládio Malato, Guaracy de Brito e Ossian Brito (que seria o futuro diretor da emissora), o Grupo Liberal entrou na concorrência pelo canal 7 VHF de Belém. Em outubro de 1974, pouco depois do Círio de Nazaré, Linomar Bahia recebe um telefonema e avisa a Rômulo que a sociedade que eles haviam formado venceu a concorrência. Em 13 de novembro, o presidente Ernesto Geisel outorga o canal para o Grupo Liberal, e no dia seguinte o decreto Nº 74.979 é publicado no Diário Oficial da União. Em 12 de dezembro, a TV Belém Ltda. (antiga razão social da emissora) é oficialmente registrada no Departamento Nacional de Telecomunicações (DENTEL).[1]

Preparativos[editar | editar código-fonte]

Em 4 de julho de 1975, o DENTEL autorizou a implantação da emissora, tendo inicialmente como local a sede do Grupo Liberal, na Rua Gaspar Viana, 254, no Reduto. Porém o prédio, que já abrigava o parque gráfico e a redação dos jornais O Liberal e Folha do Norte, bem como os estúdios da Rádio Liberal, não tinha capacidade de receber uma emissora de TV. Ossian, Linomar e Wilson tiveram então que rodar a cidade atrás de um terreno para construir a sede da emissora, que acabou por ser o atual Nº 350 da Avenida Nazaré, no bairro do Nazaré, ao lado da Alameda São Luiz. Após as negociações para a compra do terreno e a autorização do DENTEL, começou a ser construído um prédio com 4 blocos independentes e que ocupava uma área de 2.200m². Maiorana viajou para os Estados Unidos, onde participou da feira da National Association of Broadcasters, onde comprou e encomendou equipamentos de última geração para a emissora, como câmeras, ilhas de edição, mesas de corte, entre outros. A TV Liberal, como já era chamada por Maiorana, era na época, a emissora mais equipada e moderna do país.[1]

Em meio aos preparativos, a Rede Globo, que tinha como afiliada em Belém a TV Guajará desde 1969, decide não renovar o seu contrato de afiliação com a emissora. Dentre os motivos, estavam o sucateamento e a crise financeira da emissora, o escândalo religioso entre a TV Guajará e a Arquidiocese de Belém, que teve uma missa transmitida pela emissora antecedida por uma sessão de macumba no início daquele ano, além de pressões políticas do presidente Ernesto Geisel, devido ao apoio que a emissora dava à Jarbas Passarinho. Os diretores da Globo então negociaram a futura afiliação com a TV Liberal, que teria início a partir de 1º de maio de 1976, um dia após o fim do contrato e da afiliação com a TV Guajará.

Operando inicialmente com um transmissor de 5 kW de potência, a TV Liberal, em caráter experimental, foi ao ar pela primeira vez à meia-noite de 2 de abril de 1976. Uma seleção de desenhos animados era exibida, e depois de um momento, os apresentadores Vera Cascaes e Francisco César saudaram os telespectadores e informavam que a emissora estava no ar para testar seus equipamentos. Após 14 meses de trabalho, a TV Liberal estava pronta para ir ao ar em definitivo no dia 27 de abril.[1]

1976 à 1979[editar | editar código-fonte]

"A TV Liberal Canal 7 dá início à sua programação inaugural, num acontecimento histórico para a capital paraense pela alta expressão do empreendimento e sua grande repercussão na vida social e econômica do Estado."

Jaime Bastos, durante a inauguração da emissora em 1976.

A TV Liberal foi oficialmente inaugurada no dia 27 de abril de 1976, dias antes da data estipulada inicialmente, e quase um ano antes do fim do prazo que o DENTEL havia dado para a sua implantação. A festa de inauguração da emissora foi praticamente o assunto do dia na capital do estado do Pará. Cerca de nove quarteirões no entorno da sede da emissora, desde a Travessa Quintino Bocaiúva até a Travessa Doutor José Moraes, além das avenidas Governador José Malcher, Nazaré e Comandante Brás de Aguiar foram fechados ou tiveram o trânsito parcialmente interrompido. Rômulo Maiorana, sua esposa Lucidéa Maiorana e seus 7 filhos, além de uma plateia de cerca de 500 convidados, que incluíam o ministro das comunicações Euclides Quandt de Oliveira, o governador do estado Aloysio Chaves, o prefeito de Belém Ajáx Oliveira, além de representantes do governo militar, artistas, personalidades e diretores da Rede Globo, como Joseph Wallach e Walter Clark, bem como aqueles que ajudaram na construção do canal, estavam presentes no evento.[1]

A capa de O Liberal em 28 de abril de 1976, cuja manchete dizia "TV Liberal voltada para servir o Pará"

Às 19h30, o ministro das comunicações acionou um botão que colocava a emissora no ar, e ao mesmo tempo, a sirene da redação de O Liberal no Reduto soava para a anunciar a entrada da emissora no ar. O radialista Jaime Bastos leu um breve texto sobre a inauguração da emissora, enquanto sua imagem se alternava com a da multidão que o assistia. Os repórteres Ubiratan d'Aguiar e Joaquim Antunes entrevistavam os convidados, e após Bastos concluir seu texto, seguiram-se os discursos de Rômulo Maiorana, Euclides de Oliveira e Aloysio Chaves. A multidão dentro e fora da emissora aplaudia, e no prédio vizinho da Aliança Francesa (não mais existente), ninguém queria assistir as aulas. Em seguida, os convidados seguiram para a Assembleia Paraense, onde foi servido um banquete em homenagem a fundação da emissora. No dia seguinte, seguiu-se uma programação especial até o dia 30 de abril, que mostrava a reprise da inauguração da emissora e o histórico da conquista do canal.[1]

Em 1º de maio, a TV Liberal passava oficialmente a ser afiliada da Rede Globo no estado do Pará, condição que ostenta até os dias atuais, em substituição à TV Guajará, que passou por um período de independência até sua afiliação com a Rede Bandeirantes em 1º de novembro. Sua programação inicialmente era composta apenas dos blocos locais do Hoje e do Jornal Nacional, que se resumiam em pouco mais de cinco minutos de duração. Poucos programas da Globo eram exibidos via satélite na época, razão pela qual a emissora recebia malotes vindos de avião do Rio de Janeiro e que passavam antes pelas outras afiliadas até chegar em Belém. Como retaliação por perder a afiliação com a Globo, a TV Guajará, que ainda detinha contrato com a Embratel, não deixava o Canal 7 utilizar o satélite para retransmitir os programas ao vivo da Globo, razão pela qual muitos programas ao vivo chegavam a ser gravados em Brasília para depois serem enviados à Belém e serem exibidos logo depois, como o Jornal Nacional. Isso acabou anos depois, quando toda a programação passou a ser transmitida em tempo real a partir de 1981.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

A partir de 1980, a TV Liberal sofre as primeiras reformas administrativas. Ribamar Gomes, que era supervisor de operações do canal 7, deixa a emissora. Ossian Brito, diretor de programação, foi substituído por Fernando Nascimento, que havia sido contratado por Maiorana para cuidar da Rádio Liberal, e teve suas funções estendidas à televisão, mesmo sem experiência na área.[1] A emissora, que era a mais bem equipada da cidade, não demorou muito a conquistar a liderança de audiência, desbancando a TV Guajará e sua maior concorrente, a TV Marajoara, que viria a falir naquele ano devido a crise da Rede Tupi.

Em abril de 1986, o fundador da emissora, Rômulo Maiorana, acaba falecendo vítima de um câncer. Todas as empresas do Grupo Liberal (que futuramente mudaria o nome para Sistema Rômulo Maiorana de Comunicação, e posteriormente Organizações Rômulo Maiorana), incluindo a TV Liberal, passam a ser administradas pela viúva Lucidéa Maiorana, e pouco tempo depois, Rômulo Maiorana Júnior assume o cargo de diretor-presidente da emissora.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

A emissora chega na década de 1990 firmando sua posição como líder de audiência na Grande Belém, e promovendo eventos de interesse local que aproximavam ainda mais o telespectador e a emissora, como a Copa Liberal de Futsal e o Torneio Intercolegial de Vôlei, além da Corrida do Círio, que já era promovida desde 1983, e no início da década seguinte já se tornava a maior prova de atletismo do Norte brasileiro.

No entanto, cresce também a concorrência com as outras emissoras de TV, especialmente a RBA TV, que pertencia desde 1988 ao Grupo RBA de Comunicação de Jader Barbalho, que assim como Rômulo Maiorana Júnior, herdou do seu pai Laércio Barbalho a rivalidade entre as duas famílias no meio político e também no meio das comunicações, que viria a se intensificar nos anos seguintes.

Ver artigo principal: Rede Liberal

Ainda na década de 1990, as Organizações Rômulo Maiorana começam a expansão do sinal da emissora para os municípios do interior, com a criação da Rede Liberal. O projeto foi iniciado em 1993, com a criação da TV Liberal Altamira, e no decorrer da década, mais 7 emissoras foram instaladas nos municípios de Castanhal, Itaituba, Marabá, Parauapebas, Redenção, Tucuruí e Paragominas. A emissora também passou a utilizar em 1997 o sistema de retransmissoras da Fundação de Telecomunicações do Pará (FUNTELPA), e passava assim a cobrir a maioria do estado do Pará, exceto a área de cobertura da TV Tapajós de Santarém.

2000-atualmente[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2007, após assumir o comando do governo do estado, a nova gestão da FUNTELPA suspendeu o convênio firmado com a TV Liberal para a utilização das 78 retransmissoras da Rede Cultura do Pará na gestão do governador Almir Gabriel em 1997, e também o repasse mensal que a FUNTELPA fazia à emissora para manutenção das retransmissoras, que já totalizava em cerca de dez anos mais de R$ 37.000.000,00.[2] A ORM entrou na justiça com um pedido de indenização em R$ 3.400.000,00 devido a uma manutenção feita nos equipamentos entre janeiro e maio de 2007, porém, o processo nunca foi julgado.[3]

Em 1º de abril de 2015, as Centrais Elétricas do Pará (CELPA) começaram a interromper o fornecimento de energia de 15 empresas da Organizações Rômulo Maiorana, devido a atrasos nos pagamentos. Como resultado, a TV Liberal teve a energia elétrica cortada em uma retransmissora de Rio Maria, além de uma outra já desativada em Santarém. A ORM, através de seus meios de comunicação, reagiu publicamente as ações da CELPA iniciando uma campanha de opinião pública contra a empresa.[4]

Sinal digital[editar | editar código-fonte]

PSIP Canal Proporção de tela Programação
7.1 21 UHF 1080i Programação principal da TV Liberal Belém / Globo

A emissora iniciou os testes para implantação do seu sinal digital em 29 de julho de 2009, pelo canal 21 UHF, e iniciou oficialmente suas transmissões em 10 de setembro. A solenidade de lançamento do sinal digital ocorreu na sede da emissora, que contou com a presença do presidente das Organizações Rômulo Maiorana, Rômulo Maiorana Júnior, da governadora do estado, Ana Júlia Carepa, do prefeito de Belém, Duciomar Costa, do gerente de engenharia de afiliadas e expansão da Rede Globo, Arthur Vilella, além de mais de 300 convidados.[5]

Com exceção do Círio de Nazaré, a emissora produz apenas suas transmissões especiais em alta definição, por serem previamente gravadas, além das matérias que são enviadas para os telejornais nacionais. Os demais programas e telejornais locais, com a exceção do Liberal Comunidade (desde 2013), ainda não são feitos no formato, o que torna a TV Liberal Belém a única afiliada da Rede Globo em uma capital brasileira que ainda não possui jornalismo em alta definição.

Programação[editar | editar código-fonte]

Além de retransmitir a programação nacional da Rede Globo, a TV Liberal produz os seguintes programas:

  • Bom Dia Pará: Telejornal, com Márcio Lins e Layse Santos. De segunda a sexta, das 6h00 às 7h30;
  • Jornal Liberal 1ª edição: Telejornal, com Priscilla Castro. De segunda a sexta, das 12h00 às 12h45 e aos sábados, das 12h20 às 12h45;
  • Globo Esporte PA: Jornalístico esportivo, com André Laurent. De segunda a sábado, às 12h45, no bloco local do Globo Esporte;
  • Jornal Liberal 2ª edição: Telejornal, com João Jadson. De segunda a sábado, das 19h15 às 19h35;
  • Liberal Notícia: Boletim jornalístico. De segunda à sexta, durante a programação;
  • É do Pará: Programa de variedades, com Jalília Messias. Sábados, das 12h00 às 12h20.
  • Liberal Comunidade: Jornalístico, com Flávia Lima. Domingos, das 6h30 às 7h00;

Jornalismo[editar | editar código-fonte]

A emissora estreou seus primeiros telejornais em 1º de maio de 1976, com as versões locais do Hoje, apresentado por Francisco César e Vera Cascaes, e do Jornal Nacional, apresentada também por Francisco César e por Aldo César, ambos com apenas 5 minutos de duração, além do boletim jornalístico Jornalismo Eletrônico. Walter Bandeira era responsável por treinar a dicção dos jornalistas, a maioria oriundos da Rádio Liberal. Milton Mendonça, vindo da TV Marajoara, foi o primeiro diretor de jornalismo da emissora, e Bernardino Santos e Dalvino Flores os primeiros repórteres. Outros nomes como Alex Bolonha, Jayme Bastos, Nelma Nicolau, Roberto Sisson, Jerônimo Filho, Vanda Bandeira, Paulo Carneiro, Marco Antônio Santos e Joana d´Arc Pietrolongo fizeram parte do jornalismo da TV Liberal em sua fase inicial.[1]

No setor esportivo, o Liberal Esporte, apresentado por Mário Antônio dos Santos, foi o primeiro programa esportivo da emissora, tendo apenas três minutos de duração e indo ao ar na hora do almoço. Poucos anos depois, Mário Antônio dos Santos foi sucedido por Zaire Filho, que se tornou o apresentador com mais tempo no comando da atração. Das primeiras coberturas jornalísticas da emissora, podem-se destacar as eleições municipais de Belém em 1976, as cheias do Baixo Amazonas em 1977, e os incêndios ocorridos na antiga Concessionária Tágide e no supermercado Pão de Açúcar já na década de 1980.[1]

Em meio a tantas coberturas, o jornalismo da emissora ainda precisava evoluir. Os âncoras não possuíam teleprompter, razão pela qual liam as notícias nas pautas e olhavam pra câmera ao mesmo tempo. Nelma Nicolau utilizou-se de folhas de cartolina onde escrevia os seus textos, e colocava-os próximos da câmera, criando um TP "artesanal". As matérias eram feitas com películas em preto-e-branco, que precisavam ser reveladas antes de irem pro ar. Walter Júnior, que era chefe de reportagem, arriscou seu emprego ao utilizar filmes coloridos, que na época eram apenas para coberturas especiais, em uma matéria sobre o convívio de tartarugas, sem que seu patrão Rômulo Maiorana soubesse. Porém, Rômulo gostou tanto da ideia que decidiu comprar uma caminhonete que foi posteriormente adaptada para o transporte de VT e finalmente o jornalismo abandonava os filmes em preto-e-branco.[1]

Em 1981, com as reformas ocorridas no departamento jornalístico, os equipamentos da emissora também começam a ser substituídos. Os filmes de quadruplex são substituídos pelos videocassetes U-matic e os videotapes passavam a ser utilizados com mais frequência, o que facilitou o trabalho da emissora e deu mais agilidade ao jornalismo, que agora passava a contar com teleprompteres, fazendo com que os âncoras não precisassem mais ler as notícias nas pautas e olhar pra câmera ao mesmo tempo. Em 3 de janeiro de 1983, estreava durante as manhãs o Bom Dia Pará. O Jornal das Sete, sucessor do antigo bloco local do Jornal Nacional e o Jornal Hoje são substituídos pelo Jornal Liberal, seguindo a reformulação do jornalismo local das emissoras da Rede Globo (Praça TV), e o Liberal Esporte é substituído pelo bloco local do Globo Esporte. Walter Guimarães, Afonso Klautau, Ronald Junqueira e Emanuel Villaça foram alguns dos diretores de jornalismo na época, e nomes como Vic Pires Franco, Valéria Pires Franco, Eloy Nunes, Francy Rodrigues, Ney Messias, Nélia Ruffeil, Salomão Mendes, Mariza Ferrari, Nyelsen Martins, entre outros, destacaram-se no comando dos telejornais.

Em 1991, estreou o programa Liberal Comunidade, a exemplo do Globo Comunidade, exibido nas manhãs de domingo. Nesse mesmo ano, a TV Liberal cobriu a visita do Papa João Paulo II à Belém, ganhando destaque em rede nacional. Em 1992, o jornalista Emanuel Villaça foi feito refém por índios caiapós, após uma matéria que a TV Liberal exibiu ter acusado o cacique da tribo de ter agredido sexualmente uma professora. Em 17 de abril de 1996, o jornalismo da Liberal volta a ter grande destaque em rede nacional, quando a equipe da emissora cobriu com exclusividade o Massacre de Eldorado dos Carajás. A repórter Marisa Romão e o cinegrafista Osvaldo Araújo mostraram os principais momentos da briga entre membros do Movimento dos Sem Terra, que fechavam a Rodovia PA-150, contra a Polícia Militar do Estado do Pará, que resultou na morte de 19 pessoas, chegando a ficar no meio do fogo cruzado entre os dois grupos. As imagens mostradas em rede nacional pela Rede Globo chamaram a atenção das autoridades e dos governantes para a iminência desses conflitos, que agora eram de interesse nacional.

Em 2001, os telejornais locais são totalmente reformulados, ganhando novos cenários e pacotes gráficos. O Jornal Liberal passa a levar o nome das Organizações Rômulo Maiorana entre 1999 e 2006, quando passa a se chamar JLTV. Em 2008, estreia o boletim jornalístico Liberal Notícia, seguindo os moldes do Radar da Rede Globo, utilizado desde a cobertura dos Jogos Panamericanos de 2007. Em 2009, a emissora passou a dispor do LibCop, um helicóptero utilizado na cobertura ao vivo de fatos que ocorrem na Grande Belém.[6] Em 20 de abril de 2012, estreiam as versões locais dos portais G1 e globoesporte.com e também do novo site da TV Liberal, e o JLTV 1ª edição foi apresentado por Layse Santos diretamente da redação de jornalismo da emissora.[7]

Entretenimento[editar | editar código-fonte]

A única produção de entretenimento da TV Liberal desde sua fundação é o programa É do Pará, criado em 2004, que visa mostrar as ações e iniciativas de profissionais e empresas paraenses nas mais diversas áreas. A partir da década de 2010, o formato do programa começou a sofrer alterações, e passou a adotar uma linha mais popular, com a divulgação de receitas culinárias e a participação de artistas ao vivo.

Transmissões esportivas[editar | editar código-fonte]

A primeira transmissão esportiva da TV Liberal ocorreu em 1981, quando a emissora exibiu ao vivo a decisão do Campeonato Paraense de Futebol entre Paysandu x Remo, que terminou com a vitória do "papão" por 3-1. Plácido Ramos fez a locução da partida, e Adailton Cunha e Emanuel Villaça eram os repórteres de campo. As transmissões de futebol tornaram-se mais frequentes com a consolidação da equipe esportiva da emissora no decorrer da década.

São notáveis também a transmissão do primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro da Série B de 1991 entre Paysandu x Guarani, transmitida por Gilson Faria e Plácido Ramos, da conquista do titulo da Série C pela Tuna Luso também em 1991, e de vários jogos envolvendo a Dupla Re-Pa na Série A do Brasileirão entre 1992 e 1995. Em 2000, a emissora adquiriu os direitos de transmissão do Campeonato Paraense de Futebol com exclusividade, que hoje pertencem a Rede Cultura do Pará. Atualmente, a emissora não detém direitos de transmissão para eventos esportivos, mas promove várias ações envolvendo o esporte, como a Corrida do Círio, que é a maior prova de atletismo do Norte do Brasil e é organizada desde 1983 pela emissora.

Transmissões especiais[editar | editar código-fonte]

A TV Liberal cobre anualmente o Carnaval de Belém com a transmissão em compacto dos desfiles das escolas de samba desde 2013, após adquirir os direitos de transmissão que eram da RBA TV e que foram da própria Liberal nas décadas de 1980 e 1990. A emissora também transmite o concurso Rainha das Rainhas desde 1977 (com exceção do ano de 2009, quando transmitiu o evento pela RMTV e pelo Portal ORM), que é promovido pelas Organizações Rômulo Maiorana desde 1967.

O Círio de Nazaré foi a primeira grande transmissão da TV Liberal, que de maneira inédita, o exibiu à cores.

A emissora também faz a cobertura anual do Círio de Nazaré desde 1976, sendo essa sua primeira grande transmissão. A emissora exibia ao vivo as imagens da Procissão do Círio que passava pela sua portaria na Avenida Nazaré, junto com momentos gravados durante a programação em imagens à cores, sendo a pioneira das TVs de Belém nessa transmissão. Em 1997, a Liberal foi novamente pioneira ao transmitir as imagens do evento ao vivo via internet para o mundo inteiro.[1]

Atualmente, a emissora cobre os momentos principais do Círio com flashes durante a programação. No sábado do Círio, a emissora transmite ao vivo a Moto-Romaria durante o É do Pará e o Jornal Liberal, além de flashes ao vivo da Trasladação. No domingo do Círio, desde as 5h00, a emissora transmite a procissão que leva milhões as ruas de Belém, partindo da Catedral Metropolitana de Belém até a Basílica de Nazaré, derrubando toda a programação matinal da emissora e da Rede Globo. Os telejornais e programas da TV Liberal, bem como a cobertura em si são feitos a partir de um estúdio de vidro montado na portaria da emissora, por onde a procissão passa todos os anos, durante uma semana.

A emissora também exibe desde 2012 o especial de fim de ano Sons do Pará, sempre aos domingos no mês de dezembro, e que reúne os ícones musicais da região, os ritmos tradicionais e depoimentos de artistas de todo o país sobre a música paraense.[8]

Sinal[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k "Memória da Televisão Paraense". Portal ORM. 2001. Consultado em 25-11-2015. 
  2. Zanatta, Carlos Eduardo (02-02-2007). "TV Cultura do Pará pagava à TV Liberal pelo conteúdo Globo". Observatório da Imprensa. Consultado em 25-11-2015. 
  3. "Escândalo TV Liberal-Funtelpa pode acabar em pizza". Diário Online. 20-11-2013. Consultado em 25-11-2015. 
  4. "Celpa corta luz de empresas do Grupo Liberal". Diário Online. 02-04-2015. Consultado em 25-11-2015. 
  5. Redação (11-09-2009). "TV Liberal inaugura nova era da televisão paraense". ORM News. Consultado em 25-11-2015. 
  6. "Libcop: a tecnologia que deixa a TV Liberal nas alturas". Rede Liberal. 17-06-2013. Consultado em 25-11-2015. 
  7. "TV Liberal lança hoje o G1 Pará". Amazônia. 20-04-2012. Consultado em 25-11-2015. 
  8. "Sons do Pará: reveja o programa especial de fim de ano". Rede Liberal. 10-12-2012. Consultado em 25-11-2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]