TV Nacional

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TV Nacional
Radiobrás Empresa Brasileira de Comunicação S/A
Canais 2 VHF analógico
Outros canais 3 VHF analógico (1960-1986)
Slogan Brasília é diversidade, a TV Nacional também.
Rede TVE Brasil
SESC TV
Rede(s) anterior(es) TV Excelsior (1963-1967)
Rede Globo (1967-1969)
TV Cultura (1969-1975; 1985-2007)
REI (1969-1975)
TVE Brasil (1975-1977; 1985-2007)
Rede Bandeirantes (1977-1983)
Rede Manchete (1983-1985)
Proprietário Governo Federal do Brasil
Fundação 21 de abril de 1960
Extinção 2 de dezembro de 2007
Prefixo ZYA 505
Cobertura Todo o Distrito Federal e parte do leste do Estado de Goiás[carece de fontes?]

TV Nacional foi uma emissora de televisão brasileira que transmitia o sinal da Radiobrás em Brasília no Canal 2 VHF.

Entrou no ar oficialmente em 4 de junho de 1960, tornando a terceira emissora de televisão do Distrito Federal.[1] Antes, em 21 de abril de 1960, a TV Brasília (canal 6, no ar até hoje) e a TV Alvorada (atual RecordTV Brasília), ambas entraram no ar no dia da inauguração de Brasília.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Enquanto Brasília estava sendo construída, o Governo Federal abriu licitação de três canais, os mesmos sintonizados da então capital Rio de Janeiro: uma emissora para os Diários Associados, outra para as Emissoras Unidas e outra para o próprio Governo Federal.

Em 21 de abril de 1960, a TV Nacional entra no ar em caratér experimental, juntamente com as TVs Brasília e Alvorada,[2] através do Canal 3.[1]

Em 5 de maio, chega o grupo de Diretores da Rádio Nacional do Rio de Janeiro em Brasília para reunião sobre a inauguração da TV Nacional, formado por Paulo Netto (Divisão Musical), Paulo Tapajós, Ghiaroni, Nestor de Holanda e Lourival Marques (responsável pelo roteiro e texto). Nessa reunião foi definida o dia da inauguração da TV Nacional: 4 de junho.[1]

No dia 4 de junho, exatamente às 20hs, a emissora entra no ar com a chegada do Presidente da República, Juscelino Kubitschek e sua comitiva. Em seguida, a orquestra completa da Rádio Nacional toca o Hino Nacional Brasileiro com a regência do maestro Radamés Gnattali e o apresentador César de Alencar, dá o início ao Show da Inauguração, o primeiro programa da emissora. Juscelino está alegre e muito feliz com as instalações da TV. Quando vai para a parte externa fica surpreso com os cinco carros da Simca Chambord que estavam no cenário. A orquestra com os cantores cantam a sua música predileta com Dilermando Reis violonista solando: “Como pode o peixe vivo viver fora da água fria...”, a música preferida do Presidente.[1]

No dia 5 de junho, a emissora produz os primeiros programas: Dedé e Dino (direção do humorista em ascensão Dedé Santana e participação da atriz Ana Rosa), Encontro Musical Bossa Nova (direção de Gerly Rodrigues,´participação do violonista Dilermando Reis) e Pelos Caminhos da Música (direção e apresentação: Paulo Netto, conjunto de Bernard Condorsiê).[1] Também, nesta época, surgiram programas tais como o programa de auditório apresentado por Wanderley Mattos, especialmente para crianças. Peças de teatro (ao vivo) foram encenadas pela artisata Shirley (mãe da Ana Paula Padrão). A grande orquestra Nacional animava aos programas de auditório (maestro Kolman, Jair na bateria, Pedroca no piston, Bernard Condorcet na guitarra e vários outros).Uma curiosidade: Dedé Santana chegou a Brasilia com um circo, cuja família trabalhava. Sua mão foi grande contorcionista. Também, ao se apresentar na rádio Nacional, Luiz Gonzaga ficou sem o seu tocador de zabumba, o Miudinho (com o nome de Joãozinho).

Entre 1963 e 1967 transmitiu programas da TV Excelsior.

Entre 1967 até 1969 transmitiu os primeiros programas da Rede Globo, até que a mesma conseguisse sua concessão em Brasília, o canal 10 em 1969.

Entre 1969 até 1975, foi emissora independente, formando algumas vezes rede com a TV Cultura de São Paulo, e ligada à Rede de Emissoras Independentes, liderada pela Rede Record.

Em 1975, passou a transmitir a programação da TV Educativa do Rio de Janeiro.


Em 1977, afiliou-se à Rede Bandeirantes, retransmitindo o Jornal Bandeirantes, em rede nacional, na época apresentado por Ferreira Martins e Joelmir Beting, em São Paulo, Luiz Santoro e Carlos Castelo Branco, em Brasília, e Ronaldo Rosas e Newton Carlos, no Rio de Janeiro.

Em 1983, afiliou-se à recém-inaugurada Rede Manchete.

Em 1985, voltou para TVE Brasil, enquanto a TV Brasília filiou-se a Manchete.

Em 15 de junho de 1998, já no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi inaugurada a emissora paralela TV Nacional Brasil (NBR), que gera a TV Nacional apenas por assinatura. Apesar de ser educativa, a nova emissora transmitindo ao vivo todos os atos, solenidades e inaugurações de FHC e até ganha no dia 22 de junho várias afiliadas (como a TV Cultura do Pará) e outras 15 cidades, gerando polêmica por uso ilegal dos meios de comunicação para campanha eleitoral.[3]

A Nacional retransmitia alguns programas da extinta Rede Pública e da TV Cultura, além de alguns programas da NBR. Nas madrugadas, retransmitia a programação da SESC TV. Em 2007, foi extinta para dar lugar à TV Brasil Capital.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e Paulo Netto (19 de janeiro de 2006). «A inauguracao da TV Nacional de Brasilia canal 3». O Fuxico. Consultado em 5 de junho de 2010. 
  2. a b Elmo Francfort Ankerkrone (29 de Junho de 2001). «Televisão». Sampa Online. Consultado em 5 de junho de 2010. 
  3. «Escândalo: NBr, a TV do FHC». TV Crítica. 18 de junho de 1998. Consultado em 5 de junho de 2010. 


Precedido por
TV Nacional
1960 - 2007
Sucedido por
TV Brasil DF
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