TV Nacional do Brasil

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TV NBR
Empresa Brasil de Comunicação S.A. - EBC
Tipo Canal de televisão aberta
País  Brasil
Fundação 13 de junho de 1998[1][2]
por Governo Federal do Brasil (Poder Executivo do Brasil)
Extinção 9 de abril de 2019
Pertence a
Proprietário Empresa Brasil de Comunicação
Cidade de origem Brasília, DF
Slogan A TV do Governo Federal
Formato de vídeo
Canais irmãos TV Brasil
Cobertura 43% dos domicílios com acesso à NBR (estimativa)[3]
Página oficial nbr.gov.br

TV Nacional do Brasil (conhecida pela sigla NBR, também chamada de TV NBR) foi um canal de televisão brasileiro controlado pelo Governo Federal. Tinha a missão de oferecer aos telespectadores informações sobre as políticas, as ações e o dia a dia do Poder Executivo. O canal foi inaugurado em 30 de janeiro de 1998[4], no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso[1]. Porém, as transmissões iniciaram somente quatro meses e meio depois, sendo 13 de junho de 1998[2] a data considerada da sua criação.

História[editar | editar código-fonte]

A TV Nacional do Brasil foi ao ar no dia 13 de junho de 1998. Em seu começo, a grade de programação era casada com a da TV Nacional, canal de TV aberto.[2] Apesar de ser educativa, a nova emissora transmitiu ao vivo todos os atos, solenidades e inaugurações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e até ganhou várias afiliadas (como a TV Cultura do Pará) e outras 15 cidades no dia 22 de junho de 1998, gerando polêmica por uso ilegal dos meios de comunicação para campanha eleitoral, que ocorria no mesmo ano da inauguração.[1] A emissora passa a integrar o complexo de comunicações Radiobrás, formado até então por cinco emissoras de rádio, uma emissora de televisão aberta, um centro produção de notícias, setor de produtos jornalísticos (mídia impressa, sinopse, etc) e um serviço radiofônico via satélite. A NBR estava fisicamente ligada à TV Nacional por fibra ótica lançada até a Embratel, onde o sinal é digitalizado e transmitido para o satélite, que faz a distribuição do sinal para todo o Brasil.[5] Com a criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em 2007, a NBR passou a ser de responsabilidade da EBC Serviços. Em 2018, era estimado um número de 200 pessoas trabalhando para a NBR.[2]

Com o início do Governo Bolsonaro e a entrada de um novo ministro na Secretaria de Governo, o militar Carlos Alberto dos Santos Cruz, foi anunciada uma proposta de fusão da NBR com a TV Brasil com o objetivo de reduzir gastos.[6] Para a Folha de S.Paulo, Carlos Santos Cruz disse que a proposta de fusão iria respeitar a legislação de cada uma: "Fazer uma estrutura que transmita o interesse de estado e de governo ao mesmo tempo." A proposta era que a grade de programação do novo canal dê destaque a conteúdos culturais e educativos, mas com perfil mais próximo ao que já existe na NBR.[7] No fim de março, em texto da coluna Radar da Veja, foi anunciado que a NBR seria encerrada, acarretando em dispensa dos quase mil funcionários terceirizados.[8] Parte da produção da NBR foi unida com a nova programação da TV Brasil, que entrou no ar em 10 de abril de 2019, sendo extinta e tendo seu sinal trocado para TV Brasil 2. Os conteúdos que eram disponibilizados no site da NBR foram migrados para a TV Brasil Distribuição,[9] e as redes sociais mudaram para 'TV Brasil Gov'[10].

SUSPENSÃO DE PORTARIA EBC[editar | editar código-fonte]

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (5), proposta que suspende a portaria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), de abril deste ano, que unificou a programação da TV Brasil e da TV Nacional do Brasil (NBR).

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado André Figueiredo (PDT-CE), ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 110/19, do deputado Rui Falcão (PT-SP), e ao PDL 111/19, apensado.

O substitutivo integra as duas propostas em um único texto consolidado.

A TV Brasil é uma emissora pública vinculada à EBC, uma estatal 100% pública.

Já a NBR veicula informações apenas do governo federal e é ligada à Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.[11]



Possível recriação da TV NBR

O futuro ministro da Secom, Paulo Pimenta, anunciou na quinta-feira, 29 de dezembro de 2022, durante entrevista à CNN Brasil, que no governo Lula a TV Brasil será novamente desmembrada em duas vertentes, uma TV pública e outra governamental.

Ele lembrou que, no passado, tínhamos uma TV pública e a NBR, uma TV governamental. "Eles transformaram tudo em uma TV só, subverteram essa lógica. Vamos restituir os dois espaços. A NBR é uma TV governamental, presta serviços, informa as ações do governo, e a TV Brasil é uma TV pública. Essa junção mal feita não vai permanecer".[12]

Temos rádios importantes, a rádio Amazônia, por exemplo, que transmite em ondas curtas para sete estados da Amazônia.

Temos um grupo de profissionais altamente qualificados e queremos ter um projeto importante de TV pública e também de TV governamental, que é a NBR”, complementou paulo pimenta.

Programas[editar | editar código-fonte]

Os programas da TV NBR eram baseados em mostrar as ações de comunicação do Poder Executivo Federal. A NBR transmitia até o último ano no ar 18 horas de programação por dia, ficando sem programação em parte da madrugada (0h e 4h).[2] Até 2018, cerca de 60% eram conteúdos próprios, e os outros 40% derivam de parcerias com outros canais públicos, como TV MEC ou com a TV Câmara.[2] A emissora transmitia os seguintes programas:[13][14]

  • A Grande Jogada
  • Ao Vivo: Atividades do Presidente
  • A Verdade de Cada Um
  • Agenda do Presidente
  • Agora Brasil
  • Atividades do Governo
  • Bom Dia, Ministro
  • Cenas do Brasil
  • Conexão Ciência (em parceria com a Embrapa)
  • Conhecendo Museus
  • Conversa Afiada
  • Debate NBR
  • Diálogo Brasil
  • Direto da Fonte
  • Direto do Planalto
  • Faixa Cultural
  • Jornal NBR
  • NBR Entrevista
  • NBR Esportes
  • NBR Esporte Clube
  • NBR Jornal
  • NBR Madrugada
  • NBR Manhã
  • NBR Noite
  • NBR Notícias
  • NBR Notícias de Brasília
  • NBR Primeiras Notícias
  • NBR Show da Notícia
  • NBR Total
  • Notícias do Governo
  • Notícias da Semana
  • Panorama Ipea (em parceria com o Ipea)
  • Por Dentro do Governo
  • Primeiro Time
  • Repórter NBR
  • Revista NBR
  • Saiba Mais (Saiba+)
  • Últimas

Referências

  1. a b c «Escândalo: NBr, a TV do FHC». TV Crítica. 18 de junho de 1998. Consultado em 4 de maio de 2010 
  2. a b c d e f Helena Martins (30 de junho de 2018). «NBR completa 20 anos ampliando disponibilização de conteúdos». Agência Brasil. Consultado em 30 de março de 2019 
  3. Peng 2014, p. 47.
  4. Peng, Ricardo (2014). NBR : A TV do Governo Federal [livro eletrônico] (PDF). Florianópolis: Combook. p. 21. ISBN 978-85-917216-0-3. Consultado em 20 de dezembro de 2021 
  5. «Tv Nacional Brasil - NBR». 20 fev. 1999 
  6. Gustavo Uribe (13 de janeiro de 2019). «Contratos de comunicação serão revistos, diz chefe da Secretaria de Governo». Folha de S.Paulo. Consultado em 30 de março de 2019 
  7. Gustavo Uribe (2 de março de 2019). «Governo prevê cortar R$ 130 mi com reforma de estatal de comunicação». Folha de S.Paulo. Consultado em 30 de março de 2019 
  8. Evandro Éboli (29 de março de 2019). «TV Bolsonaro vai exibir obras do Exército e acaba com a NBR». Veja. Consultado em 30 de março de 2019 
  9. «TV NBR». 30 de outubro de 2020. Consultado em 25 de julho de 2021 
  10. Chico Marés, Maurício Moraes, Nathália Afonso (17 de abril de 2019). «#Verificamos: Publicação lista 31 ações de Bolsonaro em três meses, mas só sete são verdadeiras». Agência Lupa. Consultado em 20 de dezembro de 2021 
  11. «Comissão aprova suspensão de portaria da EBC que unificou programação da TV Brasil e da NBR - Notícias». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 3 de janeiro de 2023 
  12. Redação (30 de dezembro de 2022). «Pimenta anuncia volta da NBR, tevê que vai prestar informações oficiais do governo». Agenda do Poder. Consultado em 1 de janeiro de 2023 
  13. Secom. «Comunicação do Governo Federal» (PDF) 
  14. Peng 2014, p. 40-46.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]