TV UFG

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TV UFG
Fundação Rádio e Televisão Cultural e Educativa (RTVE)
Goiânia
 Brasil
Cidade de concessão Goiânia, GO
Canais
15.1 digital
Outros canais Canal 21 NET-Goiânia
Sede Câmpus Samambaia (UFG) - 3º andar do prédio da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACE) - Goiânia, GO
Rede TV Brasil
Pertence a Fundação RTVE
Presidente Prof. Juarez Patrício de Oliveira Júnior
Fundação 14 de dezembro de 2009 (7 anos)
Prefixo ZYA 592
Cobertura Região Metropolitana de Goiânia
Potência 5 kW
Página oficial http://www.tvufg.org.br/

A TV UFG é uma emissora de televisão educativa e cultural de concessão da Fundação RTVE (Fundação Rádio e Televisão Educativa e Cultural), instituição de apoio à Universidade Federal de Goiás na área de radiodifusão, comunicação, educação e cultura. A programação da TV UFG é transmitida no canal 15.1 em sinal aberto, no canal 21 da NET para Goiânia e Região Metropolitana e pela internet em seu website www.tvufg.org.br. Inaugurada em 14 de setembro de 2009, a TV UFG integra desde então a Rede Pública de Televisão, retransmitindo parte da programação da TV Brasil, sua principal parceira.

Programação[editar | editar código-fonte]

Os programas produzidos e exibidos pela TV UFG possuem caráter educativo, cultural, artístico, informativo e/ou científico. Atualmente, a emissora produz os programas Conexões, Viver Ciência, Se Liga na UFG! e Enredo Cultural, exibidos semanalmente, e projetos especiais como o Dia Mundial do Rock e o Dia da Poesia.

Além de sua programação própria e de produtos audiovisuais finalizados enviados por produtores independentes de diversas localidades, a TV UFG exibe produções de outras emissoras ligadas às universidades federais brasileiras, compartilhadas por meio da RedeIFES, da Televisión América Latina (TAL), do Canal Futura, TV Escola e do Instituto Itaú Cultural.

Breve histórico[editar | editar código-fonte]

A TV UFG foi fundada em 2009 após 47 anos de luta da Universidade Federal de Goiás (UFG) para obter uma emissora de televisão. Em 1962, a UFG solicitou junto ao Governo Federal a concessão de uma emissora de rádio e uma de televisão. A concessão radiofônica foi outorgada, porém a televisiva não. Durante os anos seguintes a Universidade continuou batalhando pela emissora de televisão e teve oportunidade de ocupar três diferentes canais, mas foi impedida de concretizar o projeto devido à falta de recursos financeiros. Os canais acabaram sendo incorporados ao Estado (canal 13), a grupos privados (canal 11) e a uma fundação evangélica (canal 5), fato que originou uma grande mobilização de alcance nacional em defesa da TV UFG.

Em 2003, enquanto a Fundação RTVE aguardava a decisão final do Ministério das Comunicações acerca da concessão do canal 5-E, estudantes da antiga Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia (Facomb/UFG) denunciaram em sala de aula que o canal 5-E, o qual a Fundação pleiteava desde 1997, havia sido concedido a uma fundação ligada à igreja evangélica. A notícia havia sido publicada em um jornal de Goiânia.

De posse desta informação, a direção da Fundação RTVE procurou o Ministério das Comunicações para saber como estava o andamento da solicitação de concessão do canal 5-E e foi informada de que realmente ele havia sido cedido à outra fundação, conforme os alunos da UFG haviam denunciado. Neste momento iniciou-se um enredo de conflitos que mobilizou a sociedade civil e movimentou entidades democráticas de todo o país em defesa do canal de televisão da UFG.

Com o objetivo de fortalecer a luta pela emissora de televisão, constituiu-se o Fórum em Defesa do Canal Educativo para a UFG, composto por mais de vinte entidades e parlamentares. O Fórum, em uma de suas atuações mais marcantes, convocou uma sessão extraordinária da Assembleia Geral Universitária, que reúne os órgãos máximos de deliberação da UFG. A sessão foi realizada juntamente com uma audiência pública da Câmara Municipal de Goiânia e contou com ampla participação da sociedade civil, de políticos e autoridades, que protestaram contra a perda do Canal 5-E.

A luta se intensificou, chamando a atenção também da imprensa local e nacional, que argumentava que a concessão do canal a uma entidade religiosa seria uma afronta ao interesse público e à democracia. Apesar de todas as manifestações contrárias, o canal 5-E foi concedido à fundação ligada à igreja evangélica.

A conquista do canal 14 UHF[editar | editar código-fonte]

Mesmo com a perda de mais um canal, a Fundação RTVE não desistiu e solicitou a concessão do canal 14-E UHF, que estava programado para ser apenas um repetidor. Em 2004, atendendo à solicitação da Fundação RTVE, o Ministério das Comunicações requereu à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a mudança técnica do canal 14-E de repetidor para emissor, o que possibilitaria à TV UFG não só retransmitir como gerar conteúdos. Finalmente, no ano de 2004, foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto Legislativo n° 806, concedendo o Canal 14-E para a Fundação RTVE. O passo inicial para a efetivação da TV UFG estava consolidado.Com o apoio da Universidade Federal de Goiás, a Fundação deu início às medidas para a inauguração da TV UFG. Os equipamentos de transmissão foram adquiridos e por meio de um convênio com a Agência Goiana de Comunicação (Agecom/TBC), o parque de transmissão da TV UFG foi instalado na mesma torre e espaço físico ocupado pela emissora públicano Morro do Mendanha, em Goiânia.

Sinal digital[editar | editar código-fonte]

Em 29 de maio de 2017, a TV UFG inaugurou seu sinal digital, passando a ser transmitida no canal 15.1 em sinal aberto.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]