Taglíbidas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Os taglíbidas, também conhecidos como Banu Taglibe (Banu Taghlib, lit. "Casa de Taglibe") e Taglibe ibne Uail (Taghlib ibn Wa'il, lit. "Taglibe, filho de Uail"), foram uma tribo árabe que originou-se no Négede, mas habitou a Mesopotâmia Superior do final do século VI em diante. Eram aparentados aos Rabiá e traçaram sua descendência nos adnanitas. Os taglíbidas estavam entre as mais poderosas e coesas tribos nômades do era pré-islâmica e foram conhecidos por suas guerras com seus parentes baquíridas, bem como suas lutas com os reis lacmidas de Hira, no Iraque. A tribo abraçou o cristianismo monofisista e permaneceu amplamente cristã até muito tempo depois do advento do islamismo em meados do século VII. Depois de uma oposição inicial aos muçulmanos, os taglíbidas posteriormente asseguraram um importante lugar no Califado Omíada. Eles aliaram-se com os omíadas e lutaram numa série de batalhas contra as tribos caissítas rebeldes durante o conflito caissíta-iamanita no final do século VII.

Durante o Califado Abássida, alguns indivíduos da tribo abraçaram o islamismo e receberam governos em partes do Estado. Por volta de meados do século IX, muitos dos taglíbidas converteram-se ao islamismo, parcialmente como resultado da persuasão do governador taglíbida de Diar Rabi'a e fundador de Arraba, Malique ibne Tauque. Vários taglíbidas foram nomeados governador de Diar Rabi'a e Moçul pelos abássidas. No começo do século X, a família taglíbida, os hamdanidas, asseguraram o governo destas regiões, e na década de 930, o líder Nácer Aldaulá formou um emirado autônomo em Moçul e Jazira. Do mesmo modo, em 945, seu irmão Ceife Aldaulá criou um emirado no norte da Síria centrado em Alepo. Os hamdanidas governaram ambos os emirados até sua remoção política em 1002.

Origens[editar | editar código-fonte]

Os taglíbidas foram originalmente uma tribo beduína (árabe nômade) que habitou o Négede.[1] A tribo foi nomeada em honra de seu progenitor Taglibe ibne Uail, também conhecido como Ditar ibne Uail. A tribo pertencia à confederação Rabiá e assim traça sua descendência do ramo Nizar dos adnanitas. Sua genealogia seria a seguinte: Taglibe/Ditar, filho de Uail, filho de Cassite, filho de Himbe, filho de Afça, filho de Dumi, filho de Jádila, filho de Assade, filho de Rabia, filho de Nizar, filho de Maade, filho de Adnam (Afṣā ibn Duʿmī ibn Jadīla ibn Asad ibn Rabīʿa ibn Nizār ibn Maʿadd ibn Adnān). Sua tribo irmã e rival eram os baquíridas (Banu Bakr ibn Wa'il).[2]

Subgrupos[editar | editar código-fonte]

A informação sobre os ramos taglíbidas foi em grande parte baseada nos registros do genealogista taglíbida pré-islâmico Alaczar ibne Suaiama.[3] Taglibe ibne Uail teve três filhos, Ganm, Imrã e Alaus. Contudo, na literatura genealógica árabe, apenas os descendentes de Ganm ibne Taglibe são discutidos extensivamente. De Ganm vieram os Alaracim, que se remetem aos descendentes dos seis filhos de Baquir ibne Hubaibe ibne Amir ibne Ganm,[4] todos os quais tinham olhos parecidos com os de araqim (cobras salpicadas, sing. al-Arqam).[5] Os Alaracim foram o grupo mais importante dos taglíbidas e quase toda a história genealógica dos taglíbidas se centra em torno deles. As seis divisões dos Alaracim foram os Juxam (a maior), Malique (segunda maior), Amir, Talaba, Alarite e Moáuia. Devido a seu tamanho e força, os Juxam e Malique foram coletivamente referidos como os Alraucam (al-Rawkān), que traduz-se como "os dois cornos" ou "as duas companhias mais numerosas e fortes". Os Amir, a menor divisão dos Alaracim, foram conhecidos como Alnacábica (al-Nakhābiqa).[4]

Da divisão Juxam veio o ramo Zuair, do qual boa parte das subtribos descendem, incluindo as linhagens Atabe, Utba, Itbã, Uafe e Cabe; todas essas linhagens foram fundadas pelos filhos epônimos de Sade ibne Zuair ibne Juxam. As subtribos Atabe, Utba e Itbã formaram os alutabes (al-'Utab), enquanto os Aufe e Cabe formaram os alauades ou Banu Alauade (Banu al-Awhad, lit. "Casa de Alauade"). Outro importante subtribo zuairída foram os Alarite, cujo fundador epônimo foi o filho de Murra ibne Zuair. A divisão Malique também tem numerosos grupos tribais, incluindo os Alaazim (descendentes de Aufe ibne Malique), Alabna (descendentes de Rabia, Aide e Imru Alcais, todos filhos de Tim ibne Uçama ibne Malique), Alcur (descendentes de Malique e Alarite, filhos de Malique) e Rixe Alubara (descendentes de Cuaim ibne Malique).[4] A dinastia hamdanida traça sua ascendência na divisão Malique através de seu ancestral Adi ibne Uçama ibne Malique.[6][7]

História[editar | editar código-fonte]

Período pré-islâmico[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Arábia pré-islâmica

Na era pré-islâmica (pré-década de 630), os taglíbidas estiveram entre as maiores e mais poderosas tribos beduínas na Arábia. Seu alto grau de solidariedade tribal foi refletida nas grandes formações que organizaram durante batalhas.[4] A tribo esteve envolvida em grandes batalhas durante este período. Tão cedo quanto o século IV, os taglíbidas estava sob a esfera de influência do Império Sassânida da Pérsia e seus clientes árabes, os reis lacmidas de Hira. Ela é mencionada durante o tempo que o Sapor II (r. 309–379) enviou cativos taglíbidas para viver em Darim e Alcate, em Barém.[3]

No final do século V, o chefe taglíbida Culaibe ibne Rabia da linhagem Alarite ibne Murra do ramo Zuair, foi assassinado por seu cunhado, Jassas ibne Murra dos baquíridas.[8] Isso causou um longo conflito, conhecido como Guerra de Basus, entre os taglíbidas e baquíridas. O irmão de Culaibe, Mualil assumiu a liderança dos taglíbidas, mas saiu de sua posição após a decisiva derrota taglíbida na Batalha de Iaum Altaaluque, depois da qual a maioria dos taglíbidas fugiu do Négede à região do Eufrates Inferior. Lá, viveram junto da tribo Namir ibne Cassite, os parentes paternos dos taglíbidas. Uma seção dos taglíbidas aparentemente viveu no Eufrates Inferior antes do êxodo em massa da tribo.[3]

Paralelo à Guerra de Basus houve a ascensão do Reino de Cindá no centro e norte da Arábia. Tanto os taglíbidas como os baquíridas tornaram-se súditos do reino durante o reinado de Alarite ibne Amir ibne Hujir (começo do século VI). Depois da morte de Alarite (depois de 530), seu filho Xurabil e Salama contestaram o trono. Os taglíbidas e namíridas apoiaram Salama contra os baquíridas que apoiaram Xurabil. Alçafá, um guerreiro taglíbida da divisão Malique, foi comandante da cavalaria de Salama, enquanto outro taglíbida, Uçum ibne Anumane, matou Xurabil em batalha. A Guerra de Basus terminou em meados do século VI quando os taglíbidas e baquíridas assinaram um tratado de paz no mercado de Du Almajaz, próximo de Meca.[3]

Os taglíbidas migraram mais ao norte junto do Eufrates à Mesopotâmia Superior (conhecido pelos árabes como Jazira) depois de seu chefe Amir ibne Cultum da divisão Juxam assassinou o rei lacmida Amir ibne Alinde em 568.[3] Tão cedo quanto o século VIII, os chefes tribais taglíbidas glorificaram Amir ibne Cultum como um dos mais proeminentes árabes da era pré-islâmica, e notaram suas habilidades poéticas, sua luta contra os reis de Hira e seus feitos no confronto com os baquíridas.[9] Em 605, os taglíbidas e baquíridas lutaram em lados opostos na Batalha de Di Car, com os taglíbidas apoiando os sassânidas contra os baquíridas.[4]

Período muçulmano precoce[editar | editar código-fonte]

A influência política taglíbida recuou consideravelmente durante o advento do islamismo em meados do século VII. Devido a sua distância de Meca e Medina, as duas cidades que desempenharam papel central no desenvolvimento islâmico, os taglíbidas não estiveram envolvidos nas questões islâmicas no tempo do profeta Maomé.[4] Durante as Guerras Rida (632–633) entre os muçulmanos e as tribos árabes apóstatas, os taglíbidas lutaram junto com os últimos. Seções dos taglíbidas, particularmente a linhagem Utba do ramo Zuair, lutou contra os exércitos muçulmanos no Iraque e Mesopotâmia Superior durante a conquista islâmica da Pérsia. Uma filha do chefe Utba, Rabiá ibne Bujair, chamada Um Habibe foi levada cativa e enviada a Medina, onde foi comprada por Ali; ela gerou os gêmeos de Ali, Omar Alquibir e Rucaia.[4]

Em algum momento durante as conquistas muçulmanas, os taglíbidas aliaram-se com os muçulmanos embora mantiveram sua fé cristã. Entre os mais proeminentes desertores estava Utba ibne Aluagle, um ativista de Cufa da linhagem Sade da divisão Juxam. Muitas das tropas taglíbidas do exército muçulmanos assentaram-se em Cufa.[4] Sua posterior deserção aos muçulmanos e a adoção do califa Omar de seu apoio garantiu aos taglíbidas uma isenção especial do imposto coletado dos súditos cristãos do califado.[10] Durante a Primeira Guerra Civil Muçulmana (656–661), membros dos taglíbidas lutaram ao lado de Ali na Batalha do Camelo (656) e a Batalha de Sifim (657). Contudo, em Sifim, uma significante força taglíbida também lutou ao lado de Moáuia I contra Ali, aumentando a ira do último contra a tribo.[11]

Período omíada[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: rivalidade caissíta-iamanita

A fé cristã e a proximidade dos taglíbidas com o inimigo muçulmano, o Império Bizantino, foram as prováveis razões para a tribo não receber posições importante durante o período omíada. No entanto, eles ajudaram os omíadas durante a Segunda Guerra Civil Muçulmana (680–692). Inicialmente, eles nominalmente apoiaram as tribos caissítas rebeldes no conflito caissíta-iamanita, um episódio da guerra civil. Contudo, depois que a tribo caissíta dos sulaímidas invadiram suas aldeias no vale do Cabur e atacaram a tribo com sanção de seu líder anti-omíada Abdulá ibne Zubair, os taglíbidas viraram-se contra os caissítas. O conflito com os caissítas provavelmente levou a reconciliação dos taglíbidas com os baquíridas. O chefe taglíbida Amam ibne Mutarrife assegurou a paz e aliança das duas tribos ao compensar os baquíridas por suas perdas na Batalha de Di Car. Um líder dos taglíbidas, Abde Iaçu, serviu como o emissário conjunto dos taglíbidas e baquíridas ao califa Abdal Malique (r. 685–705).[11]

O campeão taglíbida durante seu conflito com os caissítas foi o bem conhecido poeta taglíbida Alactal, cujo principal rival poético foi o caissíta Jarir, com quem lutou uma "guerra verbal" na corte omíada. Sob Abdal Malique, Alactal foi o poeta oficial da corte e vigorosamente defendeu os omíadas contra seus oponentes.[12] O conflito taglíbida-caissíta culminou com a vitória taglíbida decisiva em Iaum Alaxaque na Jazira próximo do rio Tigre, no qual o chefe sulaímida Umair ibne Hubabe foi morto; os taglíbidas enviaram a cabeça do último para Abdal Malique, que foi louvada com a morte do líder rebelde. O último califa omíada, Maruane II (r. 744–750), nomeou o taglíbida descendente de Alçafá, Hixam ibne Amir ibne Bistam, como governador de Moçul e Jazira.[11]

Período abássida[editar | editar código-fonte]

O califa abássida Almançor (r. 754–775) realocou Hixam ibne Amir para Sinde. O califa Almadi (r. 775–785) substituiu Hixam por seu irmão Bistam, antes de realocar o último no Azerbaijão. Tanto Hixam quando Bistam eram muçulmanos. Outro taglíbida muçulmano, Abdal Razaque ibne Abdalamide liderou uma expedição abássida contra os bizantinos no verão de 793. No começo do século IX, a linhagem Adi ibne Uçama da divisão Malique, conhecida como Adi Taglibe ou Aladáuia, ganhou proeminência política na Jazira. Um de seus membros, Haçane ibne Omar ibne Alcatabe, foi nomeado governador de Moçul pelo califa Alamim (r. 809–813) em 813. Alguns anos depois, outro taglíbida ligado a Haçane por matrimônio, Tauque ibne Malique da linhagem Atabe da divisão Juxam, tornou-se governador de Diar Rabi'a sob o califa Almamune (r. 813–833).[11] Malique ibne Tauque, filho de Tauque, serviu como governador do Junde de Damasco e o Junde de Alurdune sob os califa Aluatique (r. 842–847) e Mutavaquil (r. 847–861). Ele mais tarde fundou a cidade fortaleza do Eufrates chamada Arraba (a moderna Maiadim).[13]

Dinastia hamdanida[editar | editar código-fonte]

Na década de 880, um membro dos Adi Taglibe, Hamdane ibne Hamdune, uniu-se à Rebelião Carijita contra o califa Almutadide (r. 892–902). À época, Hamdane manteve alguns fortes na Jazira, incluindo Mardim e Ardumuste, mas em 895, os abássidas capturaram a primeira e depois o filho de Hamdane, Huceine, rendeu Ardumuste e uniu-se às forças de Almutadide. Hamdane rendeu-se aos abássidas fora de Moçul e foi preso, mas os bons ofícios de Huceine com Almutadide garantiram a Hamdane um perdão. Huceine liderou ou participou nas expedições abássidas contra os duláfidas, os carmatas e os tulúnidas durante o reinado Almoctafi (r. 902–908), mas caiu em desgraça após tomar parte na conspiração para instalar Abdalá ibne Almutaz como califa em 908. Os irmãos de Huceine, Abul Haija Abdalá (governador de Moçul em 905–913 e 914–916), Ibraim (governador de Diar Rabi'a em 919), Daude (governador de Diar Rabi'a em 920) e Saide permaneceram leais aos abássidas e Huceine posteriormente ganhou o perdão e foi nomeado governador de Diar Rabi'a em 910. Ele mais tarde revoltou-se, foi capturado e executado em 916. Abul Haija, no meio tempo, foi novamente feito governador de Moçul em 920, servindo até sua morte em 929.[14]

Com a morte de Abu Haija, seu filho Nácer Aldaulá, que governou como representante de seu pai em Moçul, lutou para assegurar o governo daquela cidade. Seu governo foi questionado por seus tios Saide e Nácer, os habíbidas (um clã taglíbida rival) e o califa Almoctador (r. 908–932) Por volta de 935, Nácer Aldaulá prevaleceu contra eles e foi nomeado por Arradi (r. 934–940) como governador de Moçul e todas as três províncias da Jazira, ou seja, Diar Rabi'a, Diar Mudar e Diar Baquir. Em 942, tornou-se o governante efetivo do Califado Abássida até ser derrubado por seu oficial turco rebelde, Tuzum, no ano seguinte. Nácer Aldaulá foi deposto como governador de Moçul e Jazira por seus filhos em 967. A província permaneceu nas mãos dos hamdanidas até 1002.[15] No meio tempo, o irmão de Nácer Aldaulá, Ceife Aldaulá, fundou o Emirado de Alepo e norte da Síria em 945.[16] Seus descendentes continuaram a governar o emirado até serem depostos pelo gulam (soldado escravo) Lulu, o Velho em 1002.[17]

Religião[editar | editar código-fonte]

Pequenos grupos de taglíbidas converteram-se ao islamismo durante o período omíada (668–750) e começo do período abássida (século VIII), incluindo uma pequena comunidade taglíbida de Cufa, alguns homens de Quinaxirim e notáveis indivíduos, como os poetas cortesões omíadas Cabe ibne Juail e Umair ibne Xiaim. A vasta maioria dos permaneceu cristã durante este período. Mais tarde no período abássida, no século IX, vários taglíbidas converteram-se ao islamismo e receberam alto ofício no Estado.[11] Aparentemente, a conversão em massa dos taglíbidas ao islamismo ocorreu na segunda metade do século IX durante o reinado de Almotácime (r. 833–842). Por volta da mesma época, Malique ibne Tauque persuadiu Sal ibne Bixir, bisneto de Alactal, a converteu-se ao islamismo junto com todos os descendentes e Alactal.[6]

Referências

  1. Lecker 2000, p. 89–90.
  2. Lecker 2000, p. 89.
  3. a b c d e Lecker 2000, p. 90.
  4. a b c d e f g h Lecker 2000, p. 91.
  5. ibne Abde Rabi 2011, p. 265-266.
  6. a b Lecker 2000, p. 93.
  7. ibne Calicane 1842, p. 404.
  8. Levi Della Vida 1986, p. 362.
  9. Blachère 1960, p. 452.
  10. Lecker 2000, p. 91–92.
  11. a b c d e Lecker 2000, p. 92.
  12. Blachère 1960, p. 331.
  13. Lecker 2000, p. 92–93.
  14. Canard 1971, p. 126.
  15. Canard 1971, p. 127.
  16. Canard 1971, p. 129.
  17. Canard 1971, p. 130.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Blachère, R. (1960). «'Amr ibn Kulthum». In: Gibb, H. A. R.; Kramers, J. H.; Lévi-Provençal, E.; Schacht, J. The Encyclopedia of Islam, New Edition, Volume I: A–B. Leida e Nova Iorque: BRILL. ISBN 90-04-08114-3 
  • Blachère, R. (1960). «Al-Akhtal». In: Gibb, H. A. R.; Kramers, J. H.; Lévi-Provençal, E.; Schacht, J. The Encyclopedia of Islam, New Edition, Volume I: A–B. Leida e Nova Iorque: BRILL. p. 331. ISBN 90-04-08114-3 
  • ibne Abde Rabi (2011). Boullata, Issa J., ed. The Unique Necklace, Volume 3. Reading, Reino Unido: Garnet Publishing. ISBN 978-1-85964-239-9 
  • ibne Calicane, Xemece Aldim Abulabas Amade ibne Maomé (1842). «Ibn Khallikan's Biographical Dictionary, Vol. I. Trans. Bn. Mac Guckin de Slane». Paris: Oriental Translation Fund of Great Britain and Ireland 
  • Lecker, M. (2000). «Taghlib b. Wāʾil». In: Bearman, P. J.; Bianquis, Th.; Bosworth, C. E.; van Donzel, E.; Heinrichs, W. P. The Encyclopaedia of Islam, New Edition, Volume X: T–U. Leida: E. J. Brill. pp. 89–93. ISBN 90-04-11211-1 
  • Levi Della Vida, G. (1986). «Kulayb b. Rabīʿa». In: Bosworth, C. E.; van Donzel, E.; Lewis, B.; Pellat, Ch. The Encyclopaedia of Islam, New Edition, Volume V: Khe–Mahi. Leida: E. J. Brill. p. 362. ISBN 90-04-07819-3