Tailândia

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ราชอาณาจักรไทย
(Ratcha Anachak Thai)

Reino da Tailândia
Bandeira da Tailândia
Brasão de armas da Tailândia
Bandeira Brasão de armas
Lema: "ชาติ ศาสนา พระมหากษัตริย์"
("Nação, Religião, Rei")
Hino nacional: "เพลงชาติ"
(Phleng Chat, "Canção Nacional")
Gentílico: tailandês(a)[1]

Localização  Reino de Tailandia

Capital Bangkok
Cidade mais populosa Bangkok
Língua oficial Tailandês
Governo Monarquia constitucional sob uma junta militar
 - Rei Bhumibol Adulyadej
 - Primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha
Formação  
 - Reino Sukhothai 1238 
 - Monarquia constitucional 24 de junho de 1932 
 - Constituição atual 24 de agosto de 2007 
Área  
 - Total 513 120,15 km² (50.º)
 - Água (%) 0,4
 Fronteira Laos (N e E), Camboja, Malásia (S), e Myanmar
(W e N)
População  
 - Estimativa de 2014[2] 67 741 401 hab. (20.º)
 - Densidade 132 hab./km² (59.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 990,093 bilhões*[3]  
 - Per capita US$ 14 442[3]  
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 380,491 bilhões*[3]  
 - Per capita US$ 5 550[3]  
IDH (2013) 0,722 (89.º) – elevado[4]
Gini (2002) 42,0[5]
Moeda Baht tailandês (THB)
Fuso horário (UTC+7)
 - Verão (DST) não observado (UTC+7)
Clima Tropical, tropical úmido e subtropical úmido
Org. internacionais ONU, OMC, APEC, ASEAN, G20 (países em desenvolvimento)
Cód. ISO THA
Cód. Internet .th
Cód. telef. +66
Website governamental http://www.thaigov
.go.th/

Mapa  Reino de Tailandia

Tailândia, oficialmente Reino da Tailândia (em tailandês: ราชอาณาจักรไทย, transl. Loudspeaker.svg? Ratcha Anachak Thai, pronunciado: [râːtɕʰa-ʔaːnaːtɕɑ̀k-tʰɑj]), anteriormente conhecida como Sião (em tailandês: สยาม) é um país no centro da península da Indochina, no Sudeste asiático. É limitado a norte por Myanmar e Laos, a leste por Laos e Camboja, a sul pelo Golfo da Tailândia e pela Malásia, e a oeste pelo Mar de Andamão e pela extremidade sul de Myanmar. Suas fronteiras marítimas incluem o Vietnã, no Golfo da Tailândia, para o sudeste; e a Indonésia e a Índia no mar de Andamão, a sudoeste.

Os historiadores muitas vezes consideram Sukhothai como o início da história tailandesa, que se insere na influência do Reino de Ayutthaya, o primeiro a ter contato com o Ocidente, através de uma missão diplomática portuguesa. Ayutthaya teve uma longevidade de 417 anos, chegando ao fim com a guerra birmanesa-siamesa em 1767. Taksin libertou o país, estabelecendo a cidade de Thonburi como capital e adotando uma política de enfrentamento à ameaça de outras nações, o que fez do reino o único no Sudeste asiático a nunca ter sofrido colonização europeia.[6] A dinastia Chakri foi fundada por Rama I, O Grande e Bangkok foi elevada à capital em 1782. Em meio à revolução, em 1932 o país passou de monarquia absoluta a monarquia constitucional e, em 23 de junho de 1939, deixou de chamar-se Sião e adotou seu nome atual, Tailândia. Atualmente, o país é regido por uma junta militar, que tomou o poder em maio de 2014, através de um golpe de Estado.[7] É liderada pelo rei Bhumibol Adulyadej, tendo chefiado a nação desde 1946, e sendo o mais antigo chefe de Estado do mundo, bem como o monarca com maior reinado na história tailandesa.

Com uma área de 513 120 km², é o 50.º maior país do mundo em área territorial, sendo ainda o 20.º mais populoso do planeta, com população de 67,7 milhões de habitantes. A capital e maior cidade do país é Bangkok (Banguecoque, em português europeu), que é o centro político, comercial, industrial e cultural da Tailândia. Entre 75% e 95% da população é etnicamente tailandesa, que inclui quatro grandes grupos regionais: Central, Isan (também chamados Khon ou Lao), tailandeses do norte e o sul. Os sino-tailandeses e aqueles com ascendência chinesa significativa são 14% da população[8] , enquanto Tais com ancestralidade chinesa parcial compreendem até 40% da população.[9] Tais-malaios representam 3% da população, com o restante consistindo em minorias étnicas como o Mons, os Khmers e várias tribos. O idioma oficial do país é o tailandês e a religião principal é o budismo, considerada a oficial do país pela Constituição e praticada por cerca de 95% da população.

A Tailândia sofreu um rápido crescimento econômico entre meados da década de 1980 e fim da década de 1990, tornando-se um país recentemente industrializado e um grande exportador. A indústria, agricultura e o turismo são os setores que mais contribuem para a economia.[10] Entre os dez países membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), a Tailândia ocupa o segundo lugar em qualidade de vida e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país é classificado como elevado. Sua grande população e crescente influência econômica fizeram-lhe um poder médio na região e ao redor do mundo.[11]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O país sempre foi chamado Mueang Thai pelos seus cidadãos. Entretanto, outros o chamavam Siam (em tailandês: สยาม, pronunciado [sàjǎːm]). Era soletrado Siem, Syam ou Syama, sendo identificado no sânscrito como Syama (श्याम, que significa "escuro" ou "marrom"). Os nomes Shan e A-hom parecem ser variantes de uma mesma palavra, e Syama é, possivelmente, não a sua origem, mas uma distorção aprendida e artificial.[12]

A palavra Thai (ไทย) não é, como comumente se acredita, de origem do próprio idioma tailandês. Esta significa "independência" no idioma tailandês; mas, no entanto, refere-se primariamente ao nome de um grupo étnico das planícies centrais (o povo tailandês). Um famoso estudioso tailandês alegou que Thai (ไท) significa simplesmente "povo" ou "ser humano", já que sua investigação mostra que em algumas áreas rurais a palavra "Thai" foi usada em vez da palavra tailandesa usual "khon" (คน), designada para identificar pessoas.[13] Os tais usam a frase "terra da liberdade" para expressar orgulho no fato de que a Tailândia é o único país no sudeste da Ásia que nunca sofreu colonização por uma potência europeia.[13]

Enquanto o povo tailandês, muitas vezes, se refere ao seu país utilizando a forma polida Prathet Thai (em tailandês: ประเทศไทย), mais comumente usam a palavra mais coloquial Mueang Thai (em tailandês: เมือง ไทย) ou simplesmente Thai. A palavra Mueang significa nação, mas é comumente usada especialmente para referir-se a uma cidade ou vila. Ratcha Anachak Thai (em tailandês: ราช อาณาจักร ไทย) significa "Reino da Tailândia" ou "Kingdom of Thai".[14] Etimologicamente, seus componentes são o Ratcha (do sânscrito Raja, que significa "rei, real, reino"); Ana (de Pāli Ana, "a autoridade, de comando, de poder", própria do sânscrito Ajna, mesmo significado) e Chak (do sânscrito cakra ou cakraṃ, significando "roda", um símbolo de poder e governo). O Hino Nacional do país refere-se à nação tailandesa como: Prathet Thai. A primeira linha do hino nacional é: Prathet thai ruam lueat nuea chat chuea thai (em tailandês: ประเทศไทยรวมเลือดเนื้อชาติเชื้อไทย), que pode ser traduzido como "A Tailândia é a unidade de corpo e sangue dos Tais".[14]

História[editar | editar código-fonte]

Pré-história[editar | editar código-fonte]

A região da atual Tailândia possui evidências de habitação humana datadas em cerca de 40.000 anos atrás, com artefatos de pedra que, estima-se, pertencem ao mesmo período da ocupação de Tham Lod rockshelter, em Mae Hong Son.[15] O arroz já era cultivado em Ban Chiang e Ban Prasat, no nordeste da Tailândia, há cerca de 4.000 a.C, sendo que em Ban Chiang a cultura da metalurgia e do bronze se iniciou por volta de 3.000 a.C, muito antes do Oriente Médio, onde tal acontecimento ocorreu por volta de 2.800 aC. Há evidências de que as obras de bronze fabricadas em Ban Chiang eram mais fortes do que os fabricados na Mesopotâmia ou na China, uma vez que Ban Chiang tinha acesso aos abundantes recursos de estanho da Península Tai-Malaia.[16] Os primeiros habitantes do atual território da Tailândia ocupavam, preferencialmente, os vales de rios, especialmente as margens do Chao Phraya, conforme pode ser visto num mapa linguístico do sul da China, região nordeste da Índia e do sudeste da Ásia.[16]

O rio Mekong contribui bastante no processo de povoação da região. O vale do rio funcionava como uma zona intermediária, com um número significativo de povos austronésios vivendo na localidade, além de outros povos oriundos do que hoje é a China e o norte do Vietnã. Esses povos passaram a migrar para o sul e o oeste, em pequenos grupos e em períodos diferentes, com essa migração se intensificando entre os séculos VIII e XX. Os rios Nan, Wang, Ping, Yom e Kok, afluentes do Mekong, também receberam notável povoação às suas margens.[16] Essas populações certamente estabeleceram políticas sociais tradicionais, organizando-se em cidades-estados, identificadas mais tarde como mueangs, sob a liderança de chefes e soberanos. É possível que alguns destes mueangs tenham estabelecido alianças com outros grupos vizinhos.[16]

Durante o processo de deslocamento das populações que viriam habitar a região da Tailândia, muitos encontraram povos como os Tibeto-Birmaneses e os Mon-Khmers, especialmente na área do atual Myanmar e Laos. De alguma forma, eles foram capazes de manter o deslocamento ou cooptá-los sem o uso da força. Não existe um consenso sobre a forma como isso ocorreu, sendo que a explicação mais provável é que já havia outros povos tais na área.[16]

Primeiros reinos[editar | editar código-fonte]

Por volta do século VI, algumas comunidades agrícolas que mantinham alianças entre si, prosperaram até a área onde hoje estão as províncias de Pattani e Yala, estendendo-se também para o norte e o nordeste, em áreas como Lamphun e Muang Fa Daet, nos limites de de Khon Kaen.[16] Assim como outras regiões do Sudeste Asiático, a Tailândia foi fortemente influenciada pela cultura e religiões da Índia, iniciando com o Reino de Funan, em torno do século I d.C, até o surgimento do Império Khmer, por volta do ano 802.[15]

A influência indiana na cultura siamesa foi, em parte, o resultado do contato direto com os indianos, provocado indiretamente pelo reino indianizado de Dvaravati, que se estendeu até o Camboja, além do Srivijaya, que dominava grande parte do Arquipélago Malaio.[16] [17] E.A Voretzsch acredita que o budismo começou a adentrar em Sião no tempo do imperador indiano Asoka, do Império Máuria, no primeiro milênio d.C.[17] Missionários indianos foram enviados para uma terra chamada Suvannabhumi, provavelmente uma área extremamente fértil, que se estende do sul de Myanmar, toda região central da Tailândia e chega ao leste do Camboja.[16] Assim, a Tailândia passou a sofrer influência do sul da Índia, que vivia sob a Dinastia Pallava, e também do norte indiano, sob o domínio do Império Gupta.[17]

Pouco antes do Império Khmer (ou ainda durante o império) vários Estados prosperaram na região, como os reinos Tai, Mon, Khmer e Malaio. A existência destes reinos é comprovada através dos inúmeros sítios arqueológicos e artefatos que estão espalhados por toda a paisagem do antigo Sião. Antes do século XII, porém, o primeiro Estado tailandês ou siamês é tradicionalmente considerado com sendo o reino budista de Sukhothai, fundado em 1238.

Após o declínio e queda do Império Khmer, entre os séculos XIII e XV, os reinos budistas de Sukhothai, Lanna e Lan Xang (atual Laos) estavam em ascensão. No entanto, um século depois, o poder de Sukhothai foi ofuscado pelo novo reino de Ayutthaya, estabelecido em meados do século XIV, na área inferior do Rio Chao Phraya, chamado de Menam à época.[16]

A expansão de Ayutthaya, centrada ao longo do rio Menam, dava-se cada vez mais ao leste e sul, enquanto no vale do norte do Reino Lanna, outras pequenas cidades-estados governavam a área. Em 1431, os Khmers abandonaram Angkor depois que as forças de Ayutthaya invadiram a cidade.[18] O reino manteve uma tradição de comércio com os Estados vizinhos, principalmente com a China, à Índia, Pérsia e reinos árabes. Ayutthaya tornou-se um dos centros comerciais mais desenvolvidos da Ásia. Comerciantes europeus chegaram a partir do século XVI, sendo que os portugueses foram os primeiros e, mais tarde, os franceses, holandeses e ingleses.

Em meados do século XVII, Ayutthaya e o reino independente de Lanna passaram a ser controlados pela Birmânia. Os siameses recuperaram o domínio do reino por completo nos anos seguintes. No entanto, em 1765, os birmaneses fizeram nova tentativa de invadir Ayutthaya, e dois anos depois, em 1767, o reino caiu e foi derrotado pela Birmânia. Os invasores destruíram boa parte do que era sagrado para os siameses, principalmente templos, manuscritos e esculturas religiosas. Mas os birmaneses não conseguiram sustentar o domínio sob o território, o que possibilitou que Taksin, o Grande, restabelecesse a ordem no reino e transferisse a capital siamesa para Thonburi, em 1769. Taksin passou a governar Sião de forma rígida, e os ministros que não aprovavam seus feitos eram depostos ou executados.[16]

Fundação da dinastia Chakri[editar | editar código-fonte]

Taksin é assassinado em 1782. Rama I, O Grande, um dos principais generais de Taksin, foi coroado rei no mesmo ano, com o nome de Phra Yot Fa, iniciando assim a dinastia Chakri, que governa o país até os dias atuais. Seu primeiro feito foi transferir novamente a capital do reino de Sião, de Thonburi para Bangkok, que estava estabelecida do outro lado do rio Chao Phraya, à frente de Thonburi. A transferência e instalação de Bangkok como nova capital deu-se ainda em 1782, ano em que Rama I, o Grande chegou ao poder.[19] À época, cerca de um quarto a um terço da população de algumas áreas de Sião e da Birmânia viviam em sistema de escravidão.[20]

O Sião tem tradição imemorial de comércio com os países e culturas vizinhas do oceano Índico e do mar da China Meridional. O comércio e a influência europeus chegaram à região da atual Tailândia no século XVI, com os Portugueses. Apesar da pressão europeia, a Tailândia é o único país do sudeste asiático que nunca foi colonizado por europeus. As duas principais razões para tal são o facto de a Tailândia ter tido uma longa sucessão de governadores bastante hábeis durante o século XIX e estes terem sabido explorar as rivalidades e tensões entre França e o Reino Unido. Como resultado, o país manteve-se como estado-tampão entre as partes do sudeste asiático colonizadas pelas duas potências.

O Rei Rama II (18091824), à esquerda, e o Rei Mongkut, dito Rama IV (1851 - 1868), à direita.

Apesar disto, a influência ocidental levou a muitas mudanças e grandes concessões durante o século XIX, mais notavelmente na grande perda territorial a leste da região do Mekong para os franceses, e na absorção gradual pelos ingleses de Shan (Thai Yai, atual Birmânia) e pela Malásia peninsular.

Revolução Siamesa, Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria[editar | editar código-fonte]

O calendário oficial na Tailândia é baseado na versão ocidental da Era Budista, que está 543 anos à frente do calendário gregoriano ocidental. Por exemplo, o ano 2014 d.C. é o ano 2557 na Tailândia.

Em 1932, uma revolução pacífica resultou em uma nova monarquia constitucional.[21] Durante a Segunda Guerra Mundial, a Tailândia aliou-se ao Japão, mantendo-se, ainda, em posição paradoxal de resistência antijaponesa, no movimento conhecido como Seri Thai. Após a guerra, a Tailândia emergiu como aliado dos Estados Unidos. Como as demais nações em desenvolvimento no período da Guerra Fria, a Tailândia passou por décadas de transgressão política caracterizadas por golpes de estado e regimes militares seguidos, progredindo, ao final, rumo a uma estabilidade democrática na década de 1980.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Tailândia adotou inicialmente uma posição de neutralidade, até que o Império do Japão exigiu o direito de mover tropas em todo o país até a fronteira com a Malásia. O Japão invadiu a Tailândia em 8 de dezembro de 1941, em coordenação com os ataques em toda a Ásia, e contactou o Exército tailandês seis a oito horas antes de Plaek Pibulsonggram ordenar um armistício. Pouco tempo depois, foi concedida ao Japão a livre passagem pelo território do reino e, em 21 de dezembro de 1941, a Tailândia e o Japão assinaram uma aliança militar com um protocolo secreto, no qual Tóquio concordava em ajudar a Tailândia a recuperar territórios perdidos para os britânicos e franceses.[22] Posteriormente, os tailandeses declararam guerra aos Estados Unidos e ao Reino Unido, em 25 de janeiro de 1942, e comprometeram-se em apoiar o Japão em sua guerra contra os Aliados, ao mesmo tempo em que mantinha um movimento de resistência anti-japonesa ativo, conhecido como Seri Thai. Cerca de 200.000 trabalhadores asiáticos (principalmente romusha) e 60.000 prisioneiros de guerra trabalharam na Estrada de Ferro Thai-Burma.[22] Entretanto, após a guerra, a Tailândia emergiu como um aliado forte dos Estados Unidos na região, apoiando-o em diversos momentos da Guerra Fria.[23] [24]

Em 1997, a Tailândia foi atingida pela crise financeira asiática, e o baht tailandês (moeda nacional) atingiu rapidamente um pico de 56 bahtes por dólar, comparado à cotação de 25 bahtes por dólar anterior a 1997. Desde então, o bath recuperou grande parte da sua força e em maio de 2007 ficou em 32 bahtes por dólar americano.

Os golpes palacianos e os golpes militares marcaram a evolução política da Tailândia no século passado e neste, totalizando 12 levantes militares desde 1932,[25] [26] tendo a monarquia apoiado alguns deles.[27]

Era contemporânea[editar | editar código-fonte]

Depois da revolução de 1932, considerou-se que, na prática, a ditadura militar era vigente, perdurando por várias décadas. A primeira eleição para primeiro-ministro ocorreu somente após a revolta popular de 1973 e, durante esse período, o país enfrentou instabilidade política. As competências militares intervieram por mais de dez vezes, por meio de golpes de Estado, com a democracia tailandesa se estabilizando após o massacre na Universidade Thammasat e o período do Maio Negro.

protesto em Ratchaprasong, em 8 de abril de 2010.

Durante a crise financeira asiática de 1997, a Tailândia tomou vários empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI), por meio da gestão do então primeiro-ministro Thaksin Shinawatra. Shinawatra, que foi primeiro-ministro por dois mandatos consecutivos, adotou políticas econômicas visando atingir vários resultados na economia do país. Entretanto, depois do sismo e tsunami do Oceano Índico de 2004, que atingiu boa parte do território tailandês, iniciou-se um conflito separatista no sul do país envolvendo especialmente três províncias: Pattani, Narathiwat e Yala. A crise política acentuou-se ainda mais com o golpe militar que derrubou o governo de Thaksin[28] nas eleições gerais em 2007, que tinha Samak Sundaravej e Abhisit Vejjajiva como principais candidatos.

Esta crise política envolveu boa parte da sociedade tailandesa. A Aliança Popular pela Democracia tornou-se o principal grupo de manifestação contra Thaksin Shinawatra, enquanto a Frente Unida para a Democracia contra a Ditadura (cujos adeptos são comumente chamados de camisas vermelhas) se opôs ao golpe militar de 2006, apoiando Thaksin.[29] [30] [31] Após o golpe, o país continuou a registrar protestos e instabilidade política, tais como a crise de 2008-2009 e as manifestações contra o governo de Abhisit Vejjajiva, ocorridas principalmente em Bangkok e Pattaya. Os protestos de 2010, provocados pela Frente Unida para a Democracia contra a Ditadura, levou Vejjajiva a dissolver o parlamento e convocar novas eleições em 2011, antecipando a que deveria ocorrer em 2012. Yingluck Shinawatra foi eleita, tornando-se a primeira mulher do país a ocupar o cargo de primeira-ministra.[32]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mapa de satélite da Tailândia (2009).

A Tailândia está situada na Península da Indochina, no Sudeste Asiático, estando também sobre a península malaia. Sua localização dar-se-á entre as latitudes 5° a 21° norte e longitude 97° a 106° leste. Sua área, de 513.115 km², faz deste o 51º maior do mundo, pouco menor que a Ucrânia e superior à área da Espanha, sendo que destes, 510.890 km é composto por terra e apenas 2.230 km é composto por água.[33] Em comparações regionais, é o terceiro maior país do Sudeste asiático, superada apenas por Indonésia e Myanmar. Seus limites territoriais são com o Laos e Myanmar a norte; Laos e Camboja a leste; a Malásia e o Golfo da Tailândia ao sul; e a oeste com o Mar de Andamão e a extremidade sul de Myanmar. Limita-se ainda com o Vietnã, Indonésia e Índia por vias marítimas. Sua maiores fronteiras terrestres são com Myanmar (2.416 km) e Laos (1.845 km) e a menor é com a Malásia (595 km).[33]

O reino possui 3.219 km de faixa litorânea, a 36ª maior entre os países.[33]

Compreende várias regiões geográficas distintas, em parte correspondente aos grupos provinciais. O norte do país é formado por áreas montanhosas, das quais destacam-se a Highlands tailandeses e a Thanon Thong Chai Gama, esta última abrigando o ponto mais elevado do país, Doi Inthanon, com 2 565 metros acima do nível do mar.[33] A região nordeste, conhecida como Isan, consiste no Planalto de Khorat, delimitado a leste pelo rio Mekong que, devido às suas variações em seu fluxo e por ser bastante encachoeirado, não é navegável. O centro do país é dominado pela região plana do vale do Rio Chao Phraya, que corre para o Golfo da Tailândia.[34]

O Governo tailandês assinou e mantém vários acordos e tratados internacionais de cunho ambiental, entre eles o da Biodiversidade e mudanças climáticas, o Protocolo de Kyoto, a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio, a Convenção de Estocolmo, o de madeira tropical de 1994, dentre outros.[33]

Relevo e vegetação[editar | editar código-fonte]

Na região sul do país o relevo é mais baixo, sem muitas elevações. O estreito istmo de Kra, que se alarga na península malaia, é o maior movimento geográfico presente nesta região. Politicamente, há seis regiões geográficas que diferem dos outros na população, recursos básicos, recursos naturais e nível de desenvolvimento social e econômico. A diversidade de regiões é o atributo mais pronunciado do ambiente físico da Tailândia.[34]

Vista de Luang Prabang Range, que fica na fronteira tailandesa com o Laos, na província de Nan.

A vegetação é caracterizada praticamente por florestas tropicais. Cerca de 29% da área do país é formada por florestas. Ao longo de sua península meridional, a vegetação se desvanece em manguezais. Numerosas ilhas são encontrados fora do litoral, com Ko Phuket sendo a mais conhecida, possuindo 50 quilômetros de comprimento e 21 quilômetros de largura. Ko Phuket é ligada ao continente pela ponte Sara Sini.[35] A segunda maior ilha é Ko Chang.[36]

Há uma discussão em torno da construção de um canal que ligaria o Mar de Andamão ao Golfo da Tailândia, análoga aos canais de Suez e do Panamá. A idéia foi recebida positivamente pelos políticos tailandeses, que cortaria as taxas cobradas pelos portos de Singapura, melhorando os laços com a China e a Índia, os custos mais baixos com transporte e eliminando os ataques de piratas no Estreito de Malaca. O canal, alega-se, iria melhorar as condições econômicas no sul da Tailândia, que depende fortemente da renda do turismo, e também iria mudar a estrutura da economia tailandesa, tornando-a um modelo logístico na Ásia.[37]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O Rio Chao Phraya e o Rio Mekong são os principais cursos de água no país, e indispensáveis para a área rural ​​da Tailândia. O Golfo da Tailândia abrange 320.000 quilômetros quadrados e é alimentado pelos rios Chao Phraya, Mae Klong, Bang Pakong e Tapi. O Golfo contribui para o setor do turismo, devido às suas águas cristalinas rasas ao longo da costa da região sul e istmo de Kra. A costa oriental do Golfo da Tailândia, é um centro industrial da Tailândia com um porto de águas profundas do reino em Sattahip e seu porto comercial mais movimentado, Laemchabang.

Há dois rios notáveis no país: O rio Mekong e o rio Chao Phraya. O Mekong (em tailandês: แม่น้ำ โขง) é um dos maiores rios do mundo, drenando uma grande área do continente asiático. Nasce no Planalto do Tibete e adentra na Tailândia pela região nordeste, servindo como delimitação de fronteira do país com o Laos e Myanmar.[38] Essa delimitação tríplice de fronteira é conhecida como Triângulo de Ouro.[39] O rio Mekong possui um total de 4.350 quilômetros de extensão total, sendo que na Tailândia estende-se entre 850 e 950 quilômetros.[39]

Clima[editar | editar código-fonte]

Praia Poda Island, no Mar de Andamão, na província de Krabi.

O país possui um clima tropical úmido, afetado pela ação dos ventos de monção, que variam de direção segundo as estações do ano. De abril a outubro, os ventos são, em sua maioria, vindos do sudeste, e estão carregados de umidade. Nos outros meses do ano, os ventos sopram do nordeste.[40]

As temperaturas na Tailândia são, no geral, elevadas, variando entre 15° C e 35° C.[41] Os meses de março, abril e maio são os que registram as temperaturas mais elevadas, com a estação chuvosa indo de junho a outubro, quando são produzidas fortes precipitações.[42] Os meses mais frios são novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, quando as temperaturas caem a 15° C à noite, e registram em torno de 30° C durante o dia.[41]

Por ano, cerca de 1.525 milímetros de precipitação são registrados nas regiões central, norte e nordeste; sendo que na parte tailandesa da península malaia o registro é mais elevado, com 2.540 milímetros. No planalto Jorat, cerca de 1.270 milímetros são registrados, o menor até então no país.[40]

Flora e fauna[editar | editar código-fonte]

A vegetação natural é composta por florestas. A cobertura florestal, no ano de 1960, era de 75% a 80% do território. Este valor está, atualmente, entre 18 a 26%, o que é devido ao rápido crescimento da população, as medidas para aumentar a qualidade de vida e a construção de estradas estratégicas associada a outras questões, ocorridas especialmente durante a Guerra do Vietnã.[43]

No sul e oeste da Tailândia predominam florestas tropicais ricas em espécies, que estão sendo utilizadas devido à sua elevada biodiversidade. No entanto, elas têm um alto potencial para a indústria farmacêutica. As espécies de plantas que são usadas são as árvores de óleo e árvores de frutos, como o durião. Nas áreas montanhosas também predominam florestas ricas em espécies, mas tem uma certa proporção de espécies caducifólias, além da ocorrência de pinheiros, carvalhos e espécies de castanheiros. As florestas de mangue que se desenvolvem em áreas costeiras da Tailândia, são espécies pobres e consistem principalmente de Rhizophoras.[44] [45]

A população de elefantes selvagens na Tailândia caiu para um valor estimado em 2.000 a 3.000.[46]

O elefante é o animal que representa a Tailândia. Embora houvesse 100 000 elefantes domesticados na Tailândia, em 1850, a população de elefantes domesticados caiu para cerca de 2 000 a 3 000 nos anos recentes.[46] Elefantes jovens são frequentemente capturados para o uso em atrações turísticas ou como animais de trabalho, embora seu uso tenha diminuído desde que o governo proibiu essa prática em 1989.[46] Há agora, mais elefantes em cativeiro do que no estado selvagem, e ativistas ambientais afirmam que os elefantes mantidos em cativeiro no país estão, muitas vezes, em estado de maus-tratos.[47]

A caça ilegal de espécies protegidas por lei continua a ser um grande problema no país. Populações de tigres, leopardos e outros grandes felinos foram dizimadas por suas peles valiosas. Muitos animais, como ursos, crocodilos e a cobra-real, são caçados por sua carne, que é considerada uma iguaria, e por suas supostas propriedades medicinais. Embora este comércio seja tido como ilegal, a venda de peles e carnes de espécies ameaçadas de extinção é comumente encontrada, principalmente no mercado Chatuchak, em Bangkok.[48]

A prática de manter animais silvestres como animais de estimação é considerada nociva para a sobrevivência de várias espécies. Filhotes de animais são normalmente capturados e vendidos. Uma vez em cativeiro e fora de seu habitat natural, muitos animais morrem ou deixam de se reproduzir. Na Tailândia, as principais espécies de animais afetadas são o urso-negro-asiático, urso-do-sol (também chamado urso-malaio), gibão-de-mãos-brancas, gibão-crestado e o binturong, um mamífero. Outras espécies de animais nativas da Tailândia são o cão-selvagem-asiático, orca-pigmeia, búfalo-asiático e a píton-indiana.[49]

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população da Tailândia é relativamente homogênea: 85% da população compartilha a mesma cultura e língua, o tailandês), que é o idioma ensinado nas escolas e usado no governo. O inglês é a segunda língua mais falada. No entanto, existem também diversos grupos étnicos como os Shan, os Lue, e os Phutai. A maioria da população está localizada nas áreas urbanas do país, e quanto mais o país se industrializa, mais a população das cidades aumenta, principalmente em Bangkok.

O país abriga uma considerável comunidade de expatriados, estimados em cerca de 200 mil estrangeiros, oriundos principalmente da Europa e América do Norte.[50] Um número crescente de imigrantes de países vizinhos, como Myanmar, Laos e Camboja, e de outros como Nepal e Índia, têm elevado o número total de residentes não-nacionais para cerca de 3,5 milhões em 2009, contra uma estimativa de 2 milhões em 2008, e cerca de 1,3 milhões no ano de 2000.[51]

Por causa dos programas de planejamento familiar, o crescimento populacional do país diminuiu de 3% em 1960 para 1% nos dias de hoje. A esperança de vida também cresceu, graças aos esforços do governo, que investiu na saúde pública através de programas para prevenção de doenças. Por isso, o número de pessoas com câncer (cancro, em português europeu) diminuiu incrivelmente nos anos 90, de 150 000 para 25 000 anualmente. A cultura tailandesas é uma das mais ricas do mundo, conhecida pela peculiar arte de sua cozinha.

Urbanização[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Wat Rong Khun, um templo budista na província de Chiang Rai

A religião predominante na Tailândia é o Budismo Teravada, que é parte integrante da identidade e da cultura tailandesa, assim como a religião do Estado. A participação ativa no budismo está entre as mais altas no mundo. De acordo com o último censo (2000), 94,6% da população do país identifica-se como budista da tradição Teravada. Os muçulmanos são o segundo maior grupo religioso na Tailândia, compreendendo 4,6% da população.[52] O Islã está concentrado principalmente em províncias do sul do país — Pattani, Yala, Satun, Narathiwat e parte de Songkhla — que são predominantemente da etnia malaia, a maioria dos quais muçulmanos sunitas. Os cristãos representam 0,8% da população, com a restante constituída por sikhs e hindus.[53]

Idiomas[editar | editar código-fonte]

O tailandês é a língua oficial da Tailândia, sendo a principal língua de comunicação no país, usada na educação e nos assuntos de governo. Ela é regulada pela Sociedade Real da Tailândia, fundada em 1933. A língua tailandesa é pertencente à família linguística kradai, encontradas no sul da China e no Sudeste asiático, sendo mutuamente inteligível ao laociano. O alfabeto tailandês, composto por 34 consoantes, é a forma padrão de escrita. É reconhecida também o Braille Tai.

Além da língua tailandesa, há outras línguas minoritárias, como o chinês - especialmente o dialeto Teochew, no Nordeste do país, que às vezes é definido como um dialeto lao - o Kelantan-Pattani Malaio, um dialeto nas províncias do sul. O inglês é ensinado nas escolas e universidades.

Política[editar | editar código-fonte]

Assim como a Espanha, o Reino Unido e o Japão, o país é uma monarquia constitucional, isto é, um território onde o primeiro-ministro é o chefe de governo e onde o monarca é o chefe de Estado. O poder executivo é exercido atualmente pela primeiro-ministro general Prayut Chan-o-cha. O judiciário é independente do executivo e do legislativo. O reino é uma democracia parlamentar, com uma legislatura bicameral eleita.

Desde a reforma política da monarquia absoluta em 1932, a Tailândia teve 17 constituições.[54] Ao longo deste tempo, a forma de governo variou de ditadura militar para a democracia eleitoral, mas todos os governos reconheceram um monarca hereditário como o chefe de Estado.[55] [56] Antes de 1932, o Reino de Sião não possuía uma legislação, com todos os poderes legislativos concentrados na pessoa do monarca. Esta era a política adotada desde a fundação do Reino de Sukhothai, no século XII. O rei era visto como um dharmaraja (literalmente: "rei que governa de acordo com o Dharma", a lei budista de justiça). No entanto, em 24 de junho de 1932, um grupo de civis e militares criaram o Khana Ratsadon (Partido Popular Tailandês), responsável por realizar uma revolução sem derramamento de sangue, onde foram encerrados os 150 anos de domínio absoluto da Dinastia Chakri. Em seu lugar, o grupo defendia uma forma constitucional da monarquia com uma legislatura eleita.

A proposta de constituição de 1932, assinada pelo rei Prajadhipok, criou a primeira legislatura da Tailândia: a Assembleia do Povo, com 70 membros nomeados. A assembleia se reuniu pela primeira vez em 28 de junho de 1932, no Edifício do Trono Ananda Samakhom. No momento em que a Constituição permanente entrou em vigor, em dezembro do mesmo ano, as eleições foram marcadas para 15 de novembro de 1933. A nova constituição também mudou a composição da assembleia de 70 eleitos para 78 eleitos diretamente e 78 nomeados (pelo Khana Ratsadon), totalizando 156 membros.

Entre 1932 e 1973 a política do país foi dominada por ditaduras militares que estiveram no poder durante grande parte do período. As principais personalidades foram o ditador Luang Phibunsongkhram (mais conhecido como Phibun), que aliou o país com o Japão durante a Segunda Guerra Mundial, e o político civil Pridi Phanomyong, que fundou a Universidade Thammasat e foi brevemente o primeiro-ministro após a guerra. A invasão japonesa da Tailândia ocorreu em 8 de dezembro de 1941. Durante a Guerra do Vietnã, a Tailândia foi aliada dos Estados Unidos entre 1965 e 1971, estando presente com forças militares no Vietnã do Sul.

Forças armadas[editar | editar código-fonte]

As Forças Armadas da Tailândia consistem no Exército Real Tailandês (กองทัพ บก ไทย), Força Aérea (กองทัพ เรือ ไทย) e Marinha (กองทัพ อากาศ ไทย). Também são incorporadas várias forças paramilitares.[57]

As Forças Armadas tailandesas têm, de acordo com dados de 2014, uma força de trabalho combinada de 306 mil pessoas em serviço ativo e mais de 245 mil em reserva.[58] O chefe das Forças Armadas tailandesas (Chom Thap Thai, em tailandês: จอมทัพ ไทย) é o rei Bhumibol Adulyadej, conforme determinado pela Constituição do reino, embora esta posição seja apenas nominal.[59] As forças armadas são geridas pelo Ministério da Defesa da Tailândia, que é dirigido pelo Ministro da Defesa (um membro do gabinete da Tailândia) e comandado pela Sede Real das Forças Armadas tailandesas que, por sua vez, é chefiada pelo Chefe das Forças de Defesa da Tailândia.[60] Em 2011, as despesas militares da Tailândia foram de 1,6% do Produto interno bruto (PIB) nacional, diminuindo para 1,47% em 2012.[57] Conforme a lei que trata sobre a questão, os homens entre 18 e 49 anos de idade estão aptos a prestar o serviço militar, sendo que o registro deve ser feito aos 18 anos.[57]

Segundo a Constituição, servir nas forças armadas é um dever de todos os cidadãos tailandeses. No entanto, apenas os homens com idade superior a 21 anos é dada a opção de voluntariado para as Forças armadas, ou participar no projeto de forma aleatória. Os candidatos são submetidos a diferentes comprimentos de treinamento, de seis meses a dois anos de serviço a tempo inteiro, dependendo de sua educação, se tiverem concluído parcialmente o curso de formação de reserva, e se candidataram-se antes da data proposta (normalmente 1 de abril de todo ano).[61] O Dia das Forças Armadas é comemorado em 18 de janeiro, data em que ocorreu a vitória do rei Naresuan, O Grande na batalha contra o príncipe herdeiro da Birmânia, em 1593.[62] [63]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

As relações exteriores da Tailândia são tratadas pelo Ministério das Relações Exteriores da Tailândia. A Tailândia participa plenamente nas organizações internacionais e regionais. É um importante aliado dos Estados Unidos e um dos principais aliados extra-OTAN. O país continua a ser um membro ativo da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), exercendo certa influência em sua região e desenvolvendo laços cada vez mais estreitos com outros membros da ASEAN, como a Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Brunei, Laos, Camboja, Myanmar e Vietname, cujos ministros externos e econômicos realizam reuniões anuais. A cooperação regional é mantida pelo país, em especial no que trata da economia, política e questões culturais. Em 2003, a Tailândia serviu como anfitriã da APEC. O ex-vice-primeiro-ministro tailandês, Supachai Panitchpakdi, é o atual Secretário-Geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Em 2005, a Tailândia participou da inaugural da Cúpula do Leste Asiático.

Nos últimos anos, a Tailândia tem assumido um papel cada vez mais ativo na cenário internacional. Quando o Timor-Leste conquistou a independência da Indonésia, a Tailândia, pela primeira vez em sua história, contribuiu enviando tropas para o esforço internacional de paz. Suas tropas permanecem lá até hoje, como parte de uma força de paz da ONU. Como parte de suas atividades para aumentar os laços internacionais, a Tailândia tem participado de organizações regionais e internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Tropas tailandesas também são enviadas para os esforços de reconstrução no Afeganistão e Iraque. O reino iniciou negociações de vários acordos de livre-comércio com o Bahrein (2002)[64] , China (2003)[65] , Estados Unidos (2003)[66] , Índia (2004)[67] , Austrália (2005)[68] , países do Mercosul (especialmente Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), a partir de 2006[69] e o Chile (2013).[70] O tratado de livre-comércio com os Estados Unidos, em especial, foi altamente criticado, com alegações de que de o alto custo das indústrias tailandesas poderia ser dizimado.[71]

Templo de Preah Vihear, objeto de um conflito de soberania entre Tailândia e Camboja.[72]

Apesar de ser considerada uma nação relativamente pacífica, a Tailândia mantém algumas disputas internacionais. Algumas de suas províncias localizadas no sul, tais como Pattani, Yala e Narathiwat, tem registrado iniciativas separatistas nos últimos anos, o que levou o país a um controle maior e mais rígido na fronteira com a Malásia, com o objetivo de conter atividades insurgentes.[57] A fronteira do reino com o Laos também está entre as ações de instabilidade, principalmente no que trata sobre o controle de algumas ilhas no rio Mekong, e os dois países tem realizado negociações para concluir as demarcações territoriais entre ambos.[57] Porém, é com o Camboja que a Tailândia mantém a maior disputa internacional nos últimos anos. Os dois países disputam o controle da fronteira na região das ruínas do Templo de Preah Vihear, que é parte integrante do Camboja atualmente, devido a uma decisão do Conselho Internacional de Justiça em 1962.[73] A região disputada também é parte de um Património Mundial da ONU, e tanto a Tailândia quanto o Camboja recorreram às armas, iniciando um conflito armado em 2008.[57] Um acordo foi alcançado em dezembro de 2011, para a desocupação das tropas militares da área disputada, conforme decisão do Tribunal Internacional de Justiça.[73] [74]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A Tailândia se divide em 75 províncias (changwats) e uma municipalidade (maha nakhon) com o mesmo nível administrativo das províncias.

As províncias estão reunidas em quatro regiões que não possuem função administrativa e são utilizadas apenas para fins estatísticos e geográficos. São elas: Central, Norte, Nordeste e Sul.

Em algumas ocasiões a região Central se divide em duas, região Leste e região Central, conforme divisão apresentada a seguir.

A metrópole de Bangkok apesar de pertencer à região Central, para fins de censos, é apresentada destacada desta região.

O nome de cada província é o mesmo de sua capital, algumas vezes com o prefixo Mueang (ou Muang) para evitar confusão com a província.

Com a exceção da província Songkhla, a capital é também a maior cidade da província.

(censo de 2000).

Cada província é administrada por um governador, nomeado pelo ministro do Interior. A única exceção é a municipalidade de Bangkok, onde se elege o governador.

De acordo com o censo de 2000, as províncias e a municipalidade estão subdivididas em 795 distritos (amphoes ou amphurs) e 81 subdistritos (king amphoes). Os distritos e subdistritos se dividem por sua vez em 7 255 tambons (comunas) e estes em 69 866 moobans (povoados). Os 50 distritos de Bangkok são chamados khets ou amphoes (oficial).

Províncias[editar | editar código-fonte]

Região Norte

  1. Chiang Mai (เชียงใหม่)
  2. Chiang Rai (เชียงราย)
  3. Kamphaeng Phet (กำแพงเพชร)
  4. Lampang (ลำปาง)
  5. Lamphun (ลำพูน)
  6. Mae Hong Son (แม่ฮ่องสอน)
  7. Nakhon Sawan (นครสวรรค์)
  8. Nan (น่าน)
  9. Phayao (พะเยา)
  10. Phetchabun (เพชรบูรณ์)
  11. Phichit (พิจิตร)
  12. Phitsanulok (พิษณุโลก)
  13. Phrae (แพร่)
  14. Sukhothai (สุโขทัย)
  15. Tak (ตาก)
  16. Uthai Thani (อุทัยธานี)
  17. Uttaradit (อุตรดิตถ์)

Região Nordeste

  1. Amnat Charoen (อำนาจเจริญ)
  2. Buri Ram (บุรีรัมย์)
  3. Bueng Kan (บึงกาฬ)
  4. Chaiyaphum (ชัยภูมิ)
  5. Kalasin (กาฬสินธุ์)
  6. Khon Kaen (ขอนแก่น)
  7. Loei (เลย)
  8. Maha Sarakham (มหาสารคาม)
  9. Mukdahan (มุกดาหาร)
  10. Nakhon Phanom (นครพนม)
  11. Nakhon Ratchasima (นครราชสีมา)
  12. Nong Bua Lam Phu (หนองบัวลำภู)
  13. Nong Khai (หนองคาย)
  14. Roi Et (ร้อยเอ็ด)
  15. Sakon Nakhon (สกลนคร)
  16. Si Sa Ket (ศรีสะเกษ)
  17. Surin (สุรินทร์)
  18. Ubon Ratchathani (อุบลราชธานี)
  19. Udon Thani (อุดรธานี)
  20. Yasothon (ยโสธร)

Região Central

  1. Ang Thong (อ่างทอง)
  2. Phra Nakhon Si Ayutthaya (พระนครศรีอยุธยา)
  3. Metrópole de Bangkok (กรุงเทพ ฯ)
  4. Chai Nat (ชัยนาท)
  5. Kanchanaburi (กาญจนบุรี)
  6. Lop Buri (ลพบุรี)
  7. Nakhon Nayok (นครนายก)
  8. Nakhon Pathom (นครปฐม)
  9. Nonthaburi (นนทบุรี)
  10. Pathum Thani (ปทุมธานี)
  11. Phetchaburi (เพชรบุรี)
  12. Prachuap Khiri Khan (ประจวบคีรีขันธ์)
  13. Ratchaburi (ราชบุรี)
  14. Samut Prakan (สมุทรปราการ)
  15. Samut Sakhon (สมุทรสาคร)
  16. Samut Songkhram (สมุทรสงคราม)
  17. Saraburi (สระบุรี)
  18. Sing Buri (สิงห์บุรี)
  19. Suphan Buri (สุพรรณบุรี)

Região Leste (Na maioria das vezes incluída na Região Central)

  1. Chachoengsao (ฉะเชิงเทรา)
  2. Chanthaburi (จันทบุรี)
  3. Chon Buri (ชลบุรี)
  4. Prachin Buri (ปราจีนบุรี)
  5. Rayong (ระนอง)
  6. Sa Kaeo (สระแก้ว)
  7. Trat (ตราด)

Região Sul

  1. Chumphon (ชุมพร)
  2. Krabi (กระบี่)
  3. Nakhon Si Thammarat (นครศรีธรรมราช)
  4. Narathiwat (นราธิวาส)
  5. Pattani (ปัตตานี)
  6. Phangnga (พังงา)
  7. Phatthalung (พัทลุง)
  8. Phuket (ภูเก็ต)
  9. Ranong (ระนอง)
  10. Satun (สตูล)
  11. Songkhla (สงขลา)
  12. Surat Thani (สุราษฎร์ธานี)
  13. Trang (ตรัง)
  14. Yala (ยะลา)

Economia[editar | editar código-fonte]

Bangcoc, capital e centro comercial e industrial do país.
Gráfico dos principais produtos exportados pela Tailândia (em inglês).

O desenvolvimento econômico da Ásia, relativamente elevado, sofreu uma crise em 1997 que se repercutiu por toda a região e prejudicou diversos países. Atingiu também a Tailândia que vinha tendo o maior crescimento econômico nesses últimos dez anos, com uma média anual de 8,4% entre 1990 e 1995 — e desvalorizou grandemente o baht, moeda do país.

Desde então, a Tailândia vem tentando estabilizar-se economicamente e obteve excelentes resultados, tendo um crescimento anual notável nos anos de 1999 até 2005. Atualmente, o país é um dos maiores exportadores mundiais de arroz. Outro importante produto cultivado é a cana-de-açúcar. Durante a crise, o mercado de produtos manufaturados e industrializados ajudou muito a sua recuperação econômica com a exportação de produtos como computadores, sapatos, eletroeletrônicos, joias, brinquedos ou produtos de plástico.

No entanto, a agricultura continua sendo de grande importância para a economia do país, com mais de metade da percentagem total de mão de obra sendo dedicada a esse setor. Porém, no ano de 1995, a renda dos trabalhadores rurais era quinze vezes inferior ao da renda da população que trabalhava em outros setores. Em 1999, a renda familiar média tailandesa foi de 318 dólares estadunidenses por mês, enquanto, para o setor agrícola, a média foi de apenas 24 dólares estadunidenses por mês.

A Tailândia é o maior exportador de arroz do mundo.

O turismo é um setor que contribui também bastante para o produto interno bruto anual do país. Em 2002, por exemplo, houve um aumento de 7% na quantidade de turistas em comparação ao ano anterior. Os Estados Unidos são o principal parceiro econômico da Tailândia, seguidos pelo Japão e pelos países europeus. A estabilização e melhoria da economia depende do aumento das exportações do país para países europeus e para os Estados Unidos. Bangkok é a região mais industrializada do país, sendo a região nordeste a mais pobre.

Embora a Tailândia venha recuperando aos poucos da crise que abalou o país, a contínua melhora de sua economia depende de investimentos externos e do aumento das exportações. O baixo e lento nível de crescimento de mão de obra qualificada e engenheiros pode limitar a produtividade e eficiência do setor tecnológico, peça-chave para o desenvolvimento econômico do país.

A Tailândia faz parte do tratado internacional chamado Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, um bloco econômico que tem por objetivo transformar o Pacífico numa área de livre comércio que englobe economias asiáticas, americanas e oceânicas. A Tailândia também tem parte do seu crescimento baseado no turismo, que é crescente, mesmo após o tsunami de 2004.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Em 2011, a esperança de vida na Tailândia era de 73,56 anos de vida ao nascer, enquanto que a taxa de mortalidade infantil era de 11,3 por mil nascidos vivos durante os anos de 2005-2008. A primeira causa de morte para homens era o acidente vascular cerebral. Outras doenças com mais causas de morte entre os homem incluiam acidentes de viação, AIDS e doença de coração. A causa de morte mais comum entre as mulheres eram doenças cardíacas, AIDS, insuficiência renal crônica e pneumonia.[75] A Tailândia tem a maior incidência de câncer de ducto biliar no mundo.[76] [77] [78]

Em 2012, as despesas com a saúde pública na Tailândia foram responsáveis ​​por 3,9% do PIB, ou 14,2% do total de gastos do governo.[79] A cobertura de saúde universal no país alcança cerca de 99% de seu território.[80]

Educação[editar | editar código-fonte]

Estudantes de escola primária na Tailândia.

A educação é obrigatória na Tailândia desde 1921.[81] A lei exige que o governo conceda educação básica gratuitamente aos cidadãos dos 5 aos 17 anos de idade, sendo que até os 14 anos o ensino é obrigatório.[81] Em 2012, foram registradas 16 376 906 pessoas em idade escolar no sistema, sendo que apenas 13 931 095 estavam regularmente matriculadas e frequentando o ensino escolar.[82] Entre estes estudantes, 2 445 811 estavam frequentando o sistema de educação privado.[82]

O sistema educacional tailandês é dividido em cinco níveis de ensino: jardim-de-infância (3-5 anos), ensino primário (6-11 anos), ensino secundário (15-17 anos), ensino superior (18 anos e acima) e pós-graduação. Complementam este sistema as escolas profissionais e técnicas. O setor educacional privado possui o mesmo sistema que o setor educacional público.[81]

Universidade Chulalongkorn, fundada em 1917, é a mais antiga universidade no país.

No que trata das instituições de nível superior no país, 3 delas estão entre as 100 melhores universidades da Ásia em 2014, de acordo com o Top Universities: Universidade Mahidol (40ª), Universidade de Chulalongkorn (48ª) e Universidade de Chiang Mai (92ª).[83] A lista divulga, ainda, a classificação de outras universidades do país, como a Universidade Thammasat e a Universidade Príncipe de Songkla, na 134ª e 142ª posição, respectivamente.[83] A taxa de alfabetização na Tailândia é de 93,5%, sendo a terceira maior no Sudeste Asiático (superado por Filipinas e Vietname) e uma das maiores no continente asiático.[81]

Estudantes em áreas de minorias étnicas possuem consistentemente proeficiências mais baixas em testes nacionais e internacionais padronizados.[82] [83] Isto ocorre, provavelmente, devido à distribuição desigual de recursos educacionais, fraca formação de professores, fatores sócioeconômicos e menor capacidade de domínio do idioma tailandês, a língua nacional do país e única usada dos testes.[84] [85]

Ciência e tecnologia[editar | editar código-fonte]

A Agência Nacional de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia é responsável por apoiar a pesquisa e a ciência e tecnologia na Tailândia, estando ela submetida ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

O Instituto de Pesquisa de Luz Síncrotron (SLRI) é a principal organização de apoio à pesquisa científica na fonte de luz síncrotron, física, química e ciências da vida. A Universidade de Tecnologia Suranaree, em Nakhon Ratchasima, também desempenha um papel importante no estudo científico, abrigando a única síncrotron em grande escala no sudeste da Ásia. Foi originalmente construído como o síncrotron Sortec no Japão, e mais tarde transferido para a Tailândia e modificado para 1,2 GeV operação.

Mongkut foi visto como o "Pai da Ciência na Tailândia", precisamente por ele ter calculado que haveria o Eclipse solar de 18 de agosto de 1868. Em 1982, o dia 18 de agosto foi definido como o Dia Nacional da Ciência.[86]

Energia[editar | editar código-fonte]

Não há usinas nucleares na Tailândia, embora o desenvolvimento de uma desta pode ocorrer a partir de 2026. Atualmente, 80% do total de energia consumida no país provém de combustíveis fósseis.[87]

A Tailândia produz cerca de um terço do petróleo que consome. É o segundo maior importador de petróleo no sudeste da Ásia. O país é um grande produtor de gás natural, com reservas de pelo menos 10 trilhões de pés cúbicos, sendo também o maior produtor de carvão no sudeste asiático, depois da Indonésia.[88]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

O cinema e a produção de filmes tem uma longa história na Tailândia. O primeiro filme tailandês filmado no país é Miss Suwanna de Sião, um romance de 1923 escrito e dirigido por Henry MacRae.[89] O filme é uma produção de 35 minutos em preto-e-branco, com nenhum som emitido e o primeiro ambientado no país com o envolvimento de atores e atrizes tailandeses.[90]

Durante o período pós-1947, a produção e veiculação de filmes na Tailândia aumentou. Filmagens de estúdio estavam entre as principais obras de cinema que eram produzidas. Quando o país entrou na Segunda Guerra Mundial, o país produzia, em média, 2 filmes por ano.[90] Até o final da Segunda Guerra Mundial, a média de 2 filmes anuais foi diminuindo, com média de 16 minutos cada um destes, e o país entrou num estado de calamidade no setor. Muitos filmes têm demonstrado a Tailândia e o seu papel como um espelho político. Durante os anos 1973-1986, foram produzidos e veiculados vários filmes subsequentes, sendo que entre os anos 1988-1997, a indústria cinematográfica tailandesa passou a ter os adolescentes como alvos de suas produções. O gênero de filme adolescente, juntamente com filmes de suspense e pornografia, passaram a ter uma atenção e desenvolvimento maior no fim da década de 1990, quando um número cada vez maior de filmes e curta-metragens passou a ser produzido.

Atualmente, existem filmes que são voltados para o mercado mundial, como Tom yum goong, que ganhou bilheteria até nos Estados Unidos. Diversos filmes tailandeses foram aceitos em festivais de cinema nos últimos anos. Lung Boonmee raluek chat (em português: Tio Boonmee Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas), de 2010, dirigido por Apichatpong Weerasethakul, ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, sendo o primeiro filme do Sudeste Asiático a receber este prêmio.[91] Pee Mak, lançado em 2013, foi o filme com maior arrecadação da Tailândia, com cerca de 1.000 milhões de baht.[92]

Desporto[editar | editar código-fonte]

O boxe tailandês é o esporte nacional do país. Na foto, um dos golpes deste esporte: o chute alto.

O muay thai (em tailandês: มวยไทย) também conhecido como boxe tailandês, é o esporte nacional da Tailândia. Consiste em uma arte marcial criada há mais de mil anos, e é considerada uma das mais poderosas lutas do mundo, pela explosão de golpe e de agilidade.

Também é conhecida como "A Arte dos Oito Membros", pois caracteriza-se pelo uso dos cotovelos, joelhos e golpes violentos com a canela e pés, além dos punhos, em contraponto de artes que utilizam apenas os quatro membros, somente os pés e as mãos.

A Tailândia tem sido chamada de "O centro do golfe na Ásia", pois é um destino popular para os praticantes do golfe.[93] O país atrai um grande número de jogadores de golfe do Japão, Coreia, Singapura, África do Sul e também de países ocidentais.[94] A crescente popularidade do golfe, especialmente entre as classes médias e os expatriados, é evidente pelos mais de 200 campos de golfe de classe mundial existentes em todo o país,[95] com alguns deles sediando eventos desportivos como os torneios de PGA e LPGA, no Amata Spring Country Club, Alpine Golf and Sports Club, Thai Country Club, e Black Mountain Golf Club.[95]

Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
6 abril Chacri Day วันที่ระลึกพระมหาจักรีบรมราชวงศ์ Comemora o inicio da atual Dinastia
13 a 16 abril Songkram สงกรานต์ Tradicional Novo Ano Tailandês
5 maio Coronation Day ฉัตรมงคล Comemora a coroação do atual rei
12 outubro Aniversario da Rainha วันแม่แห่งชาติ (ประเทศไทย) Comemora-se também como dia das mães
23 outubro Chulalongkorn day วันปิยมหาราช Comemora a morte do rei Chulalongkorn em 1910
5 dezembro Aniversario do Rei วันพ่อแห่งชาติ วันชาติ Comemora-se também como dia dos pais
10 dezembro Dia da Constituição วันรัฐธรรมนูญ Comemora a primeira constituição permanente de 1932

Notas

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa, Dicionário de Gentílicos e Topónimos da Tailândia
  2. Country Comparison: Population (Thailand) (em inglês) CIA - The World Factbook (julho de 2014). Visitado em 11 de junho de 2015.
  3. a b c d Fundo Monetário Internacional (FMI): World Economic Outlook Database (Outubro de 2014). Visitado em 29 de outubro de 2014.
  4. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  5. CIA World Factbook, Lista de Países por Coeficiente de Gini (em inglês)
  6. Reino da Tailândia Info Escola. Visitado em 10 de julho de 2015.
  7. Thailand's Junta Chief Chosen as Prime Minister (em inglês) Thailand News (21 de agosto de 2014). Visitado em 27 de junho de 2015.
  8. Barbara A. Oeste (2009), Enciclopédia dos Povos da Ásia e Oceania , Fatos em Arquivo, p. 794, ISBN 1438119135
  9. Theraphan Luangthomkun (2007). "A posição de não-Thai Línguas na Tailândia". Idioma, Nação e Desenvolvimento no Sudeste da Ásia (iseas Publishing): 191.
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