Talíria Petrone

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Talíria Petrone
Talíria Petrone, em 2020.
Deputada federal pelo Rio de Janeiro
Período 1 de fevereiro de 2019
até atualidade
Vereadora de Niterói
Período 1 de janeiro de 2017
até 1 de fevereiro de 2019
Dados pessoais
Nome completo Talíria Petrone Soares
Nascimento 9 de abril de 1985 (36 anos)
Niterói, RJ
Nacionalidade brasileira
Alma mater Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Partido PSOL (2011-presente)
Profissão Professora

Talíria Petrone Soares (Niterói, 9 de abril de 1985) é uma professora, política e ativista brasileira.[1] Exerceu o mandato de vereadora pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) na Câmara Municipal de Niterói, tendo sido a mais votada em 2016.[2] Foi eleita deputada federal pelo mesmo partido nas eleições de 2018.[3][4]

Formação e atuação[editar | editar código-fonte]

Filha de músico e de uma professora, Talíria nasceu na Ponta d'Areia, em Niterói. Foi na Zona Norte, no Fonseca onde passou a infância. Formada em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) é mestra em Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), é professora da rede pública de ensino.[1][5]

Durante a faculdade, trancou o curso de História e foi a Portugal atuar como atleta profissional de vôlei. Retornou após dois anos.[6]

Militante dos direitos humanos, dos direitos da mulher, do movimento negro e dos direitos LGBT há anos, disputou sua primeira eleição em 2012. Em 2016, buscou novamente a eleição, em uma decisão que envolveu a amiga Marielle Franco, onde ambas decidiram concorrer às Câmaras Municipais, Talíria em Niterói e Marielle no Rio. Ambas acabaram eleitas.[6] Talíria recebeu 5.121 votos, o que fez dela a mais votada naquela eleição.[7][8]

Em 2018, foi eleita para exercer mandato como deputada federal com 107.317 votos, a nona mais votada no estado.[9]

Em 2021, assumiu a liderança da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados.[10]

Ameaças[editar | editar código-fonte]

A parlamentar já recebeu ameaças de morte em redes sociais e também em telefonemas para a sede do PSOL na cidade. Nesses contatos, o intimidador dizia que explodiria o local. Os casos foram denunciados para a Polícia Civil.[6][11]

Em junho de 2019, no exercício do mandato de deputada federal voltou a ser vítimas de ameças de morte. A Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados acompanha a parlamentar em todos os ambientes que Talíria frequenta em Brasília, após serem descobertos que um plano contra a vida da parlamentar estaria sendo elaborado desde 2018.[12]

Desempenho eleitoral[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Cargo Partido Coligação Votos % Resultado
2012 Municipal de Niterói Vereadora PSOL Mudança de Verdade

(PSOL, PCB)

21 0,01% Não eleita [13]
2016 Municipal de Niterói Vereadora Mudança de Verdade

(PSOL, PCB)

5.121 2,01% Eleita [14]
2018 Estadual do Rio de Janeiro Deputada

Federal

Mudar é Possível

(PSOL, PCB)

107.317 1,39% Eleita [15]

Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Elogio a Vladimir Lênin[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2020, Talíria Petrone fez postagens em redes social elogiando o comunismo. Mais tarde, Tatiana Dias e Rafael Moro Martins publicaram um artigo no The Intercept comentando a postura dela e de outros políticos que se envolveram em controvérsias por elogiar ditadores: "Elogiar ditadores é a melhor maneira de a esquerda continuar perdendo (...) Também teve uma ala do PSOL que resolveu exaltar Vladímir Lênin (Sic) nesta semana, em lembrança ao aniversário de 96 anos da morte do comunista, um dos líderes da Revolução Russa de 1917 e o primeiro governante da União Soviética. A deputada Talíria Petrone, do PSOL carioca, o elogiou 'pelo exemplo e pelos escritos'. Se entregou de bandeja para a direita, que mais uma vez alimentou o fantasma anticomunista que acaba tragando a todos nós."[16]

Referências

  1. a b «Perfil da Vereadora Talíria Petrone no portal da Câmara Municipal». Câmara de Niterói. Consultado em 19 de agosto de 2018 
  2. «Feminista e negra, Talíria Petrone é a vereadora mais votada de Niterói». Extra. Consultado em 19 de agosto de 2018 
  3. Neder, Lívia (29 de abril de 2018). «PSOL muda estratégia e lança Talíria Petrone à Câmara Federal». O Globo. Consultado em 29 de agosto de 2018 
  4. «PSol aumenta bancada na Câmara e passa de 6 para 11 deputados». HuffPost Brasil. 7 de outubro de 2018 
  5. Brasil, CPDOC-Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «Talíria Petrone Soares». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 15 de abril de 2021 
  6. a b c «'Irmã de vida' de Marielle e ameaçada de morte: a vereadora mais votada de Niterói». BBC Brasil. Consultado em 19 de agosto de 2018 
  7. «Eleições 2016: Talíria Petrone». TSE. Consultado em 19 de agosto de 2018 
  8. «A herdeira de Marielle Franco». O Dia. Consultado em 19 de agosto de 2018 
  9. «'Efeito Marielle': candidatas ligadas à ex-vereadora são eleitas deputadas». G1. Consultado em 8 de outubro de 2018 
  10. «Talíria Petrone é a nova líder da bancada do PSOL na Câmara». PSOL. Consultado em 3 de fevereiro de 2021 
  11. «"Merece uma 9 mm na nuca", apesar das ameaças, Talíria Petrone não recua». Brasil de Fato. Consultado em 19 de agosto de 2018 
  12. «Amiga de Marielle, deputada Talíria Petrone volta a sofrer ameaças de morte». UOL. Consultado em 2 de julho de 2019 
  13. «Apuração das Eleições 2012 em Niterói | Rio de Janeiro». G1. Consultado em 3 de junho de 2020 
  14. «UOL Eleições 2016 Niterói/RJ: Apuração de votos, resultado, prefeito e vereadores eleitos». UOL Eleições. Consultado em 3 de junho de 2020 
  15. «Deputados federais eleitos no RJ; veja lista». G1. Consultado em 3 de junho de 2020 
  16. Tatiana Dias, Rafael Moro Martins (22 de janeiro de 2020). «Elogiar ditadores é a melhor maneira de a esquerda continuar perdendo». The Intercept Brasil. First Look Mefia. Consultado em 23 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 22 de fevereiro de 2020