Tanino

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Taninos (do francês tanin) são polifenóis de origem vegetal, com pesos moleculares geralmente entre 500 e 3000 unidades de massa atômica. Eles inibem o ataque às plantas por herbívoros vertebrados ou invertebrados (diminuição da palatabilidade, dificuldades na digestão, produção de compostos tóxicos a partir da hidrólise dos taninos) e também por microorganismos patogênicos. O termo é largamente utilizado para designar qualquer grande composto polifenólico contendo suficientes grupos hidroxila e outros (como carboxila) para poder formar complexos fortes com proteínas e outras macromoléculas. São geralmente divididos em dois tipos: hidrolisáveis e condensados (protoantocianidinas).

Os polifenóis de leguminosas e cereais são, na maior parte dos casos, taninos de origem flavonóide. Uma de suas características é a capacidade de precipitar proteínas, pois têm alto peso molecular e suficientes grupos hidroxila fenólica para permitir a formação de ligações cruzadas estáveis com proteínas.

Os taninos:

  • são capazes de se combinar com proteínas da pele animal inibindo o processo de putrefação, razão pela qual são utilizados no processo de curtimento do couro;
  • parecem ser responsáveis pela adstringência de muitas plantas;
  • podem ser a causa da baixa digestibilidade das proteínas de leguminosas que, quando não suficientemente cozidas, contém esse tipo substância em quantidade considerável;
  • podem ter seu efeito negativo na absorção do ferro remedidado pela administração simultânea de ácido ascórbico (Vitamina C)[1].

Propriedades gerais[editar | editar código-fonte]

Os taninos tem as seguintes propriedades[2]:

Usos farmacológicos[editar | editar código-fonte]

Devido às suas características (complexação com iões metálicos, atividade antioxidante e sequestradora de radicais livres, complexação com macromoléculas) têm as seguintes aplicações farmacológicas[3]:

Referências