Tapiraí (Minas Gerais)

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Município de Tapiraí
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 1 de janeiro
Fundação 1 de janeiro de 1954 (63 anos)
Gentílico tapiraiense
Prefeito(a) Leonardo José de Oliveira
Localização
Localização de Tapiraí
Localização de Tapiraí em Minas Gerais
Tapiraí está localizado em: Brasil
Tapiraí
Localização de Tapiraí no Brasil
19° 53' 16" S 46° 01' 12" O19° 53' 16" S 46° 01' 12" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Oeste de Minas IBGE/2008[1]
Microrregião Piumhi IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Bambuí, Córrego Danta, Campos Altos e Medeiros
Distância até a capital 273 [2] km
Características geográficas
Área 412,442 km² [3]
População 1 873 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 4,54 hab./km²
Altitude 673 metros m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,739 elevado PNUD/2000[5]
PIB R$ 26 838,002 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 14 192,49 IBGE/2008[6]
Página oficial

Tapiraí é um município do estado de Minas Gerais, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 19º53'16" sul e a uma longitude 46º01'13" oeste, estando a uma altitude de 673 metros. Sua população estimada em 2004 era de 1 726 habitantes. Faz parte do Circuito da Canastra. O seu lugar mais visitado é a Cachoeira das Laranjeiras. A maior riqueza do município é a agricultura, com destaque para o café e para a produção artesanal de queijo.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Tapiraí" é um termo com origem na língua tupi: significa "rio das andorinhas", através da junção dos termos taperá (andorinha) e 'y (rio)[7].

História[editar | editar código-fonte]

Situada no Alto São Francisco, o município de Tapiraí teve seu povoamento iniciado em 1798. Em 1911 houve a inauguração da Estação Ferroviária de Perdição. Aos poucos, foram surgindo casas e casas ao seu redor. Posteriormente, foi dado, à estação, o nome de Tapiraí e, em janeiro de 1954, foi instalado definitivamente o município. Iniciando o século, a região recebeu a estrada de ferro Goyana, como consta no “Anuário de Minas” de 1.911: “A primeira estrada de ferro Goyana, já do outro lado do São Francisco, foi a Porto Real (atualmente Iguatama), depois Bambuí e em seguida a Perdição (hoje Tapiraí), em zona futurosíssima e operosa com grande cultura de cereais e criação de gado”.


O progresso chega à atual Tapiraí com desmatamento das matas, para a construção da estrada de ferro. A situação deste começou a mudar a partir de 1.911 com a chegada da Estrada de Ferro Oeste de Minas e inauguração da estação ferroviária com o mesmo nome: Perdição, posteriormente o nome da estação e do lugar foi trocado para “Estação de Tapiraí”. Ao contrário de muitas vilas que se formaram, geralmente, no entorno da igreja, a estação também atraiu moradores que se aglomeraram, construindo suas casas em volta desta, transformando o pequeno povoado em arraial.

Inaugurada a estação de Victor-Tamm, próxima a estação de Tapiraí, um povoado se formou e uma charquearia foi instalada, de propriedade do senhor José Pinto de Miranda. A Charqueada “Vitória”, empregava a população local e abatiam muitos bois diariamente. E cuja produção de carne industrializada era destinada exclusivamente à exportação. A estrada de ferro contribuiu para o desenvolvimento, estimulando o nascimento de vários povoados na região e facilitando a comunicação.

Tapiraí sempre pertenceu a Bambuí como distrito. Em 1.942 Córrego Danta, distrito do município de Luz, elaborou um plano de emancipação, tendo Tapiraí como distrito. O plano falhou pelo fato de Tapiraí não ter aceitado a pertencer a Córrego Danta. Foi daí que surgiu uma grande rivalidade entre as duas comunidades que hoje são praticamente irmãs, tornando-se Tapiraí um espinho atravessado na garganta da vizinha Córrego Danta. Em 27 de dezembro de 1.948 a lei estadual n° 336 criou o distrito com denominação atual a Tapiraí, subordinado ao município de Bambuí.

Nome da Cidade: A origem pode ter duas explicações, todas elas ligadas aos rios que banham nossa região, uma fala que o termo “tapir = anta”, originando o “Rio das antas”; outra explicação é a que o termo: "Tapiraí" é um termo com origem na língua tupi: significa "rio das andorinhas", através da junção dos termos taperá (andorinha) e “y” (rio).

 

Comissão Emancipadora de Tapiraí
 

Pouco tempo depois de ocorrido o fato de Córrego Danta querer anexar Tapiraí, foi criada uma comissão para cuidar da emancipação do distrito. Era composta pelos moradores:

  • Sr. Euriálo Torres,
  • Sr. José Cirilo de Oliveira,
  • Sr. Odilon Flaviano de Araújo,
  • Sr. Nicolino Rocha,
  • Sr. Mário Nepomuceno,
  • Sr. Aristoquelino de Bastos Garcia,
  • Sr. Aureliano Pereira de Carvalho.

O trabalho desta Comissão se fez vitorioso e em 12 de dezembro de 1.953 o distrito foi elevado à condição de cidade, desmembrado de Bambuí (Lei n°. 1.039). O município foi instalado oficialmente em 01 de janeiro de 1.954, com muita festa e comemorações. A Lei Estadual n° 2.764 criou em 30 de dezembro de 1.964 o distrito de Altolândia parte importante do território de Tapiraí que muito contribui para a economia do municipal.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. «Distância Entre Tapiraí e Belo Horizonte». Google Maps. 1 de julho de 2008. Consultado em 31 de Julho de 2017 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. p. 42.
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