Tasso da Silveira

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Tasso da Silveira
Em 1958.
Nome completo Tasso Azevedo da Silveira
Nascimento 1895
Curitiba, Brasil
Morte 1968 (73 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Ocupação escritor
Prémios Prémio Machado de Assis 1957
Magnum opus A igreja silenciosa : ensaios

Tasso Azevedo da Silveira OSE (Curitiba, 1895Rio de Janeiro, 1968) foi um escritor e poeta brasileiro.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era filho do poeta simbolista Silveira Neto.

Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Tasso, ao lado de Oscar Martins Gomes, Lacerda Pinto e José Guahiba, fundaram a revista "Fanal", um periódico que era órgão literário do Novo Cenáculo e que circulou entre 1911 e 1913. Este veículo pertenceu ao movimento de vanguarda literária ocorrido no início do século XX, no Paraná, e que ficou conhecido como "os novos" ou "os novíssimos"[2] e também foi um dos representantes da ala espiritualista do modernismo, ao lado de Cecília Meireles e Tristão de Ataíde. Pertenceu ao grupo da Revista Festa, da qual foi um dos fundadores.

Foi discípulo e amigo do filósofo Raimundo de Farias Brito, tendo participado do seu velório e sepultamento com a família. No círculo de pessoas próximas de Farias Brito, tinha ao seu lado Jackson de Figueiredo, Andrade Muricy, Nestor Vítor e outros.[3]

Estreou como poeta com Fio d'Água, em 1918, tendo adotado o verso livre a partir do terceiro livro, Alegorias do Homem Novo, em 1926.

Colaborou em diversas revistas literárias do Rio de Janeiro e de São Paulo. Encontra-se colaboração da sua autoria na revista luso-brasileira Atlântico.[4] Lecionou literatura portuguesa na Universidade Católica e na Faculdade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro.

Em novembro de 1936, aderiu à Ação Integralista Brasileira.[5] No ano seguinte, publicou o livro Estado Corporativo, explicando a doutrina integralista e criticando os diversos liberalismos. Chegou a afirmar que, como integralista, estava disposto ao martírio a qualquer instante.[6]

A 11 de Dezembro de 1941 foi feito Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de Portugal.[7]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tasso da Silveira (Curitiba PR, 1895 - Rio de Janeiro RJ, 1968)[ligação inativa] Escritas.org - acessado em 8 de outubro de 2015
  2. A Gloriosa Asneira de Casar-se, matéria de: Cláudio Denipoti Revista da Universidade Estadual de Ponta Grossa — acessado em 22 de junho de 2010
  3. SERRANO, Jonathas (1939). Farias Brito: O Homem e a Obra. Rio de Janeiro: Companhia Editora Nacional. pp. 266–268 
  4. Helena Roldão (12 de Outubro de 2012). «Ficha histórica:Atlântico: revista luso-brasileira (1942-1950)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 25 de Novembro de 2019 
  5. «Tasso da Silveira e o Integralismo». A Razão. 5 de novembro de 1936 
  6. Silveira, Tasso (1937). Estado Corporativo. Rio de Janeiro: José Olympio 
  7. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Tasso Azevedo da Silveira". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 24 de março de 2016