Teatro Sebastião Pompeu de Pina

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Teatro de Pirenópolis - Sebastião Pompeu de Pina
Pirenópolis 114.jpg
Fachada do Teatro.
Autor Sebastião Pompeu de Pina
Data da construção 1889
Estilo arquitetônico Neoclássico
Cidade Pirenópolis, Goiás Brasil
Tombamento 1980, 1989
Órgão AGEPEL, IPHAN

O Theatro de Pirenópolis é um dos mais importantes teatros do Brasil.[carece de fontes?]

Construído no final do século XIX e início do século XX, localiza-se no Centro Histórico de Pirenópolis. É gerido pela Secretaria Municipal de Cultura e pela Secretaria de Estado de Cultura, através da AGEPEL (Agencia Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira). Foi o segundo Teatro construído na cidade, o primeiro foi o Teatro São Manuel, construído pelo Comendador Manuel Barbo de Siqueira.

História[editar | editar código-fonte]

Construído entre 1889 a 1901 quando Sebastião José de Siqueira doou o terreno a Sebastião Pompeu de Pina, que começou a construção com ajuda de donativos vindos de conterrâneos, com a venda de roupas, alimentos e animais, leiloado em praça pública. Sua esposa Maria Cristina D’Abadia Mendonça Pina colaborou com a venda de biscoito. Ao ser inaugurado, superlotando o salão ,os espectadores prestigiaram a encenação da peça "O Judeu", de Antônio Manuel [carece de fontes?], encenada por pirenopolinos, dando inicio a fase áurea do Teatro, sendo mais de quarenta peças ali encenadas. Em 1916, a Câmara Municipal que contribuiu com a construção do edifício, decidiu anexar-o ao Patrimônio Municipal, movendo ação judicial que lhe foi negada. Como as peças costumavam levar várias horas com os previsíveis imprevistos, e os espectadores levavam refeições, doce, café, água, biscoitos, chá,vinho, e levavam colchões para as crianças. A 1945, passou a funcionar como cinema, sendo ainda serraria, fábrica de móveis e comércio, virando bar, garagem e armarinho. Em 1980 o Governo do Estado adquiriu o prédio restaurando e inaugurando em 1984, reabrindo e funcionando até 1997 quando foi interditado, sendo sua inauguração em 1999. Em 2009 passou por reparos sendo no seus fundos criado o Entroncamento Cultural, ligando ao Cine Pireneus.

As principais comédias encenadas foram : "Trinta Botões", "Juiz de Paz da Roça" - e alguns dramalhões, semelhantes a operetas, em português arcaico: "Demofontes" , "Aspasia" , "Ezio em Roma" , "Artaxerxes" , "Graça de Deus" e "Alecrim e Mangerona".

Restauros[editar | editar código-fonte]

Em 1997 apresentando risco de desabamento foi interditado pela Justiça, sendo iniciado um amplo trabalho de restauro, com recursos da Telebrás, pela Lei Mecenato, com a supervisão do IPHAN, Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (SOAP), e da AGEPEL, sendo inaugurado em 1999, com a presença do então Presidente Fernando Henrique Cardoso, do Governador de Goiás Marconi Perillo, Prefeito Municipal, entre outros. Com a reforma foram instalados equipamentos de som e luz, oficinas e depósitos sob o palco, além de camarins, e 160 poltronas na platéia, mas, com o uso do mezanino, há a possibilidade de acomodar até 230 pessoas. Palco de 7 x 7 m (49 m²) e 4,5 de altura (vão). Ciclorama no palco e camarim subterrâneo comum, Ar condicionado, Foyer, sistema de som e luz.

Tombamento[editar | editar código-fonte]

O Teatro foi tombado pela AGEPEL com a Lei Estadual nº 8.915, de 13 de outubro de 1980, e pelo IPHAN, por estar no Centro Histórico de Pirenópolis, e o mesmo tendo sido tombado em 1989.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Jayme, Jarbas (1895-1968) - Esboço Histórico de Pirenópolis[vago]
  • Carvalho, Adelmo de - Pirenópolis Coletânea: 1727 - 2000[vago]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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