Telêmaco Borba

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Município de Telêmaco Borba
""Capital do Papel""
Bandeira de Telêmaco Borba
Brasão de Telêmaco Borba
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de março
Fundação 1940 (77 anos)
Emancipação 21 de março de 1964 (53 anos)
Gentílico telêmaco-borbense
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Prefeito(a) Márcio Artur de Matos[1] (PDT)
(2017–2020)
Localização
Localização de Telêmaco Borba
Localização de Telêmaco Borba no Paraná
Telêmaco Borba está localizado em: Brasil
Telêmaco Borba
Localização de Telêmaco Borba no Brasil
24° 19' 26" S 50° 36' 57" O24° 19' 26" S 50° 36' 57" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Centro Oriental Paranaense IBGE/2008[2]
Microrregião Telêmaco Borba IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Tibagi, Imbaú, Ventania, Curiúva, Ortigueira
Distância até a capital 249 km
Características geográficas
Área 1 382,86 km² [3]
População 76 550 hab. estimativa populacional — IBGE/2016[4]
Densidade 55,36 hab./km²
Altitude 741 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,734 elevado PNUD/2010[5]
PIB R$ 2 404 455 mil IBGE/2014[6]
PIB per capita R$ 31 410,25 IBGE/2014[6]
Página oficial

Telêmaco Borba é um município brasileiro localizado na região dos Campos Gerais do estado do Paraná, a 235 km[7] da capital paranaense, Curitiba. O município pertence a Mesorregião do Centro Oriental Paranaense e é sede da microrregião que leva o seu nome.

Segundo o IBGE, o município possui uma área territorial de 1382.86 km²,[3] sendo que aproximadamente 93% do território é de propriedade da Klabin.[8] Possui uma população estimada em 76 550 habitantes (IBGE/2016)[4] e em 2010 possuía 97,95% da população vivendo na área urbana. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,734, considerado como alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).[5]

O centro urbano de Telêmaco Borba foi idealizado pelo engenheiro Horácio Klabin[9] e inicialmente projetada pelo projetista alemão Max Staudacher em meados da década de 1950.[10][11] O município foi manchete dos principais noticiários nacionais quando em 4 de janeiro de 2006, a cidade foi epicentro de um terremoto (abalos sísmicos) chegando a 4.3 na Escala de Richter.[12]

O município é considerado a "Capital Nacional do Papel";[13] contém o sexto maior pólo industrial do Paraná[14] e é centro de referência nacional no setor madeireiro.[14] Em 2015 o município configurava-se como o maior produtor de madeira do Paraná e o quarto maior produtor do Brasil, com 158,4 mil hectares dedicados à atividade.[15] Em Telêmaco Borba está localizada a maior fábrica de papel da América Latina,[16] a unidade Monte Alegre das indústrias Klabin. Em relação ao ano de 2015, a empresa teve um faturamento de R$ 5,6 bilhões e teve seu índice de Valor Ponderado de Grandeza (VPG) calculado em R$ 4,8 bilhões, portanto, a Klabin está consolidada como a maior empresa da região dos Campos Gerais,[17] uma das maiores empresas do estado[18] e uma das maiores do Brasil.[19]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Telêmaco Borba é uma homenagem a Telêmaco Augusto Enéas Morosini Borba, benemérito paranaense que era filho do capitão Antonio Rodrigues Borba e de Joana Hilária. Nasceu em 2 de agosto de 1840 na Borda do Campo, próximo a Curitiba, e depois de casar-se com Rita do Amaral, em 1860, foi dirigir o Aldeamento de São Pedro de Alcântara, à margem esquerda do rio Tibagi, defronte à Colônia Militar do Jataí. De sua convivência com povos indígenas, escreveu o livro "Atualidade Indígena", ampliou seus conhecimentos de sertanista, permitindo-lhe corresponder-se com autoridades indigenistas internacionais e inspirando-o a fundar em Tibagi o Museu do Índio.

Em 1882 o coronel e senhor do Vale do Tibagi entrou para a política, elegendo-se alternadamente prefeito de Tibagi e deputado provincial pelo Partido Liberal. Quando da deposição do governador Generoso Marques, seu correligionário, enfrentou a tropa formada num protesto histórico. Em 1894, durante a Revolução Federalista, sua participação foi intensa ao lado dos insurretos na condição de comandante da fronteira com o Estado de São Paulo, em Itararé. Fracassada a Revolução, obrigou-se a partir para o exílio, comandando ao lado de Juca Tigre uma coluna de soldados e civis, na retirada pelos sertões do oeste paranaense. Mais tarde, anistiado, retomou suas atividades políticas, voltando a eleger-se deputado e prefeito, seguindo a regra anterior. Como sertanista participou de inúmeras expedições, notadamente a de Bigg-Wither. Redescobriu o Salto de Sete Quedas, proeza relatada em crônica diária de Nestor Borba, publicada em livro. Telêmaco Borba faleceu na cidade de Tibagi, a 23 de novembro de 1918, vítima da gripe espanhola, sendo o precursor de notável família de políticos. (texto original de Túlio Vargas, Academia Paranaense de Letras 1936-1995, 66).

História[editar | editar código-fonte]

Origens e antecedentes[editar | editar código-fonte]

No passado, o atual território municipal de Telêmaco Borba pertenceu ao extinto território da República do Guairá.[9] Entre 1622 e 1628 os jesuítas espanhóis fundaram mais de onze reduções no Guayrá, entre elas Nuestra Señora de la Encarnación,[9] fundada por volta de 1625 no vale do rio Tibagi, na atual localidade de Natingui,[20][21] no município vizinho de Ortigueira.[22]

A partir de 1627 começaram os ataques bandeirantes em busca de indígenas fora das reduções e a partir de 1629 começaram a atacar também as reduções do Guairá. Em 1628, os Bandeirantes Antônio Raposo Tavares e Manuel Preto construíram um forte na margem esquerda do rio Tibagi.[23] Os indígenas sobreviventes concentrados nas duas únicas reduções restantes intactas (Loreto e San Ignacio Mini), no final de 1631, conduzidos pelo padre Antonio Ruiz de Montoya protagonizaram o Êxodo Guairenho, afastando muitos nativos da região.[22]

Somente em 1750, o Tratado de Madri estabeleceu os limites entre Espanha e Portugal, abolindo a linha do Tratado de Tordesilhas, reconhecendo o território de Guayrá, e consequentemente toda essa região de terras, como domínio português.[23]

Considera-se que a ocupação brasileira da região do Guayrá se afirmou definitivamente por volta de 1870 com o final da Guerra da Tríplice Aliança. Durante a ocupação portuguesa e durante grande parte da história brasileira do século XIX, o Guayrá fazia parte da província de São Paulo, depois de 1853 se tornou o estado (então província) do Paraná.[23]

Os primórdios da Fazenda Monte Alegre[editar | editar código-fonte]

As terras da região foram mencionadas pela primeira vez em uma carta de concessão de sesmarias, que data meados de 1727. Mesmo antes desse período até a compra da Fazenda Monte Alegre pelos irmãos Klabin em 1941,[9] as terras tiveram a presença de indígenas, jesuítas, tropeiros, bandeirantes, imigrantes e diversos exploradores que contribuíram para o contexto histórico local e regional.[24]

Já nos anos de 1700 José Felix da Silva[9] e Antônio Machado Ribeiro[25] firmaram a posse de extensa área de terras na região do rio Tibagi. Dividiram as terras conquistadas, cabendo ao primeiro as sesmarias do Tibagi[24] e as do Iapó, onde estavam localizadas as fazendas Boa Vista, Piraí Mirim, Taquara e Monte Alegre e, ao segundo, as terras para além do rio Tibagi.

Em 27 de maio 1724 foi certificado junto ao Livro do Tombo da Vila de Santos a justificativa da posse sobre "uns campos na paragem chamada o Alegre", o requerente era João Pereira Braga. Assim, a região entre os atuais territórios municipais de Telêmaco Borba e Tibagi, ficou conhecida como 'Campos do Alegre'.[26]

Já em 1808 a Câmara de Castro recebeu a responsabilidade, por meio de uma Carta Régia, de garantir a segurança na região. As tarefas couberam a liderança do fazendeiro José Félix da Silva[27] que comandou as batalhas contra os índios caingangues,[28] sendo que um desses conflitos ocorreu cerca de 50 km da Fazenda Fortaleza, na atual localidade de Harmonia,[29] que antes fora denominada Mortandade,[30] por causa do massacre ocorrido contra os nativos.[25][26] O episódio ficou conhecido como a Chacina do Tibagi,[9] onde foi vingada a morte de Brígido de Castro.[31]

Contudo, 1890 a Fazenda do Alegre passou como herança aos descendentes de José Felix da Silva.[9] A fazenda agora denominada Fazenda Monte Alegre acabou como propriedade do militar federalista Bonifácio José Batista, o Barão de Monte Carmelo. Já em 1926 os descendentes deste Barão se associaram aos empreendedores proprietários da Companhia Agrícola e Florestal e Estrada de Ferro Monte Alegre,[9] que tinham como objetivo na região explorar minérios, madeira, incentivos a agricultura, colonização e construção de estrada de ferro. A empresa obteve empréstimo junto ao Banco do Estado do Paraná, para garantir suporte financeiro nos investimentos, passando a fazenda com carácter de garantia. A companhia veio a falência e em 1932, a Fazenda Monte Alegre passou como propriedade ao Banco, devido a arrematação.[26]

A chegada das Indústrias Klabin[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1890, chegavam ao Brasil, vindos da Lituânia,[25] as famílias Klabin, Lafer e Valmonnts de origem judaica, tendo a frente Salomão, Hessel Klabin, Miguel Lafer e Husterbe Valmonnt. Radicando-se em São Paulo e, iniciando as atividades no comércio e importação de papel, viram as possibilidades industriais do Brasil, e firmaram o propósito de implantar uma indústria de papéis e derivados.[9]

Assim, em 1906, com o dinamismo de Maurício Klabin, instalaram a primeira fábrica de papel em Salto do Itu, município do Estado de São Paulo. Na década de 1930, a empresa passa a ser administrada pelos primos Wolff Kadischevitz, Horácio Lafer e Samuel Klabin.[32] Por intermédio de Assis Chateaubriand e com os incentivos do presidente Getúlio Vargas,[33] o governo apoiou o grupo para a produção de papel e para a expansão dos negócios.[32] Sendo assim, com o propósito de expandir as suas atividades no fabrico de papel, em 1933, os Klabins, com o apoio do Interventor federal no Paraná, o paranaense Manuel Ribas, adquiriram em leilão junto ao Banco do Estado do Paraná, em 1934,[26] a Fazenda Monte Alegre no município de Tibagi, numa região florestal do Paraná,[32] junto às margens do rio Tibagi, onde se aliavam a matéria-prima e a água, como elementos indispensáveis para o seu empreendimento.[25]

Em 1937 chega uma comitiva de técnicos à Fazenda Monte Alegre para trabalharem em levantamentos de diversos fins e no planejamento da usina hidrelétrica, da fábrica e demais instalações como a serraria, a olaria e as acomodações para os operários e técnicos.[9] A equipe era composta pelo engenheiro suíço, J.E. Bóesch, e pelos técnicos Ignacio Szporn, polonês; Yrjo Virta, finlandês; Karl Zappert,[24][34] austríaco.[25] Este último, formado pela Escola Politécnica de Viena, foi o principal responsável pela montagem das máquinas e equipamentos da nova fábrica,[35] chegando ao cargo de diretor.[25]

Até a chegada da comitiva do grupo Klabin, a única infraestrutura existente na fazenda, na época de sua aquisição era a antiga sede, conhecida como "Fazenda Velha".[29] Construído no século XVIII, este casarão seguia a tipologia de arquitetura colonial das sedes de fazenda da região dos Campos Gerais do Paraná. As instalações da então Fazenda Velha, pouco contribuiu para a sua utilização na época, sendo necessário implantar uma infraestrutura de acordo com as necessidades de funcionamento de uma grande indústria e de seus trabalhadores.[29]

Em 1942 chega na Fazenda Monte Alegre o respeitado engenheiro Luiz Augusto de Souza Vieira,[36] que ocupou até 1941, o cargo de Inspetor Geral do Departamento de Obras Contra a Seca do Nordeste - IFOCS, no governo federal.[29] Era considerado um homem de confiança e amigo pessoal do presidente Vargas, portanto, foi designado para coordenar a implantação da fábrica de papel das Indústrias Klabin do Paraná, tendo em vista a importância do projeto. Dentro da empresa Luiz Vieira contribuiu significativamente para o sucesso industrial, ocupando o cargo de engenheiro-chefe, sendo até os anos atuais ainda lembrado pelo trabalho desenvolvido no período em que atuou na Klabin.[29]

Os primeiros núcleos habitacionais[editar | editar código-fonte]

Com a instalação das Indústrias Klabin na Fazenda Monte Alegre em 1940,[9] surgiu em consequência o primeiro núcleo habitacional, que foi denominado de Lagoa,[25] cuja referência era por ser próximo a residência de Pedro Prestes[24] e família, que era conhecido como Pedro Lagoa.[37] Outro núcleo de moradores foi estabelecido ao lado do rio Das Mortandades, onde estava sendo instalada a fábrica. Esta localidade que era conhecida como Mortandade, passou a ser denominada de Harmonia,[29][38] em sugestão de Ema Klabin que havia mudado em 1941 o nome do rio para Harmonia.[25]

No interior da fazenda, em 1944, já haviam sido também criados mais de 150 km de estradas, além de implantado o primeiro campo de aviação.[8] Com a melhoria da infraestrutura das propriedades, iam surgindo mais comunidades para acomodar principalmente os trabalhadores, como no caso da Vila Cauibí que foi erguida na década de 1940 e sendo extinta totalmente na década de 1980. Este núcleo urbano foi elaborado pelo arquiteto paulista Abelardo Cauibí.[8]

Muitas famílias vieram trabalhar e residir nas dependências da fazenda, famílias da região, como também do Rio de Janeiro, de São Paulo, do nordeste e até de outros países.[39] Vários outros núcleos também surgiram como Antas, Mauá, Mandaçaia, Mina de Carvão, Miranda, Quilômetro 28 (km 28) e Palmas,[8][40] além de outras localidades, acampamentos e vilas menores que foram surgindo por toda a área rural, como Agronomia, Anta Brava, Cerradinho, Colônia de Holandeses, Imbauzinho, Lagoinha, Lagoinha de Cima, Mirandinha, Olaria, Prata Um, Prata Dois, Pedreira, Quilômetro 30, Restingão, São Sebastião,[41] sendo que em 1950 a população na Fazenda Monte Alegre já alcançava 20 000 habitantes no total.[26] A importância de oferecer uma moradia justa e de qualidade, era o diferencial para atrair e fixar a mão-de-obra.[29]

A maior parte do comércio nessas localidades era de responsabilidade da Klabin, criando segmentos diversos como armazéns, açougues, padarias, além de ter implantado também em 1948 um hotel e em 1951 um cinema em Harmonia.[42] A empresa não admitia também concorrência, tornando-se parte de um monopólio de produtos e serviços que a população necessitava usufruir.[8]

A Colônia de Holandeses (1949-1971)[editar | editar código-fonte]

Em 1949[43][44] um grupo de aproximadamente 23 famílias,[45] com cerca de 125 imigrantes[46] neerlandeses do norte dos Países Baixos,[47] mais precisamente das regiões da Frísia, da Holanda do Norte e de Groninga,[48] fixaram-se na Fazenda Monte Alegre,[49][50][51][52] formando uma colônia entre as localidades de Harmonia e Mina de Carvão,[53] localidade que ficou conhecida como Colônia de Holandeses.[41] A Klabin[54] colocou a fazenda à disposição destes imigrantes para que fornecessem laticínios aos seus funcionários. A colônia chegou a ser visitada pelo presidente Getúlio Vargas durante sua passagem pela Klabin em 1953.[55]

Embora a colônia existiu por um período consideravelmente curto, pouco mais de duas décadas, sua criação contribui muito para o abastecimento de alimentos nas redondezas. Com a experiência holandesa em produção de leite de qualidade, a expectativa inicial era o fornecimento de laticínios, se bem que a produção alimentícia na colônia acabou indo além, produzindo e fornecendo para a Klabin também cereais, e até mesmo aves e suínos.[56]

Em relação aos hábitos culturais desses imigrantes, eles buscavam manter uma determinada tradição,[57] tentando encontrar um modo de vida que fizesse lembrar sua terra de origem. Mantinham o idioma, a culinária, o vestuário, o mobiliário, os hinos cristãos e eram considerados fechados culturalmente.[58][59] Os moradores criaram então uma escola e fundaram uma igreja. A pequena escola contava com uma professora vinda da Holanda e a igreja era atendida por um reverendo. Com o tempo a igreja passou a denominar-se Igreja Reformada Libertada de Monte Alegre e tudo indica que a colônia começou a manter contato com os demais grupos holandeses na região, iniciando os primeiros laços com a comunidade de Carambeí, sendo assim, começaram então a receber os cuidados espirituais do reverendo Muller que atuava lá.[60] Até que em setembro de 1956 a colônia de Monte Alegre recebeu o reverendo Los,[54] que atendeu a comunidade até outubro de 1965 e no que se tem registro, este reverendo chegou a receber no dia 22 de outubro de 1959 em sua residência na colônia a visita do príncipe consorte dos Países Baixos, Bernardo de Lippe-Biesterfeld, quando este passou pela região.[54]

Sabe-se que mais tarde a igreja da comunidade passou a ser denominada Igreja Evangélica Reformada, unindo-se com as igrejas das colonias de Carambeí, Castrolanda e Arapoti. Para os colonos a religião era de fundamental importância, tanto para preservar a fé, como para promover a união na comunidade. Embora vários dos imigrantes tinham sido membros de diferentes igrejas do ramo calvinista na Europa, aqui no Paraná viviam como se fossem todos membros de uma só igreja.[61]

O término do contrato com a empresa na década de 1970 resulta na dispersão da colônia, onde em 1971 a maioria das famílias na verdade acabou retornando aos Países Baixos ou remigrando[45] para o Canadá ou para a África do Sul.[54] Entretanto, alguns colonos acabaram indo para outras localidades no Paraná e outras famílias ainda acabaram fundando mais tarde uma colônia no município de Unaí, em Minas Gerais, denominada de Brasolândia. A colônia de Brasolândia é considerada a principal ligação com a antiga colônia em Monte Alegre, portanto, sendo um remanescente desta.[62][63]

Por fim, a escola e a igreja na localidade foram fechadas e extintas e os empreendimentos agrícolas e pecuários paralisados e posteriormente encerrados de maneira definitiva.[54]

O surgimento de Cidade Nova[editar | editar código-fonte]

Por iniciativa do empresário Horácio Klabin, criou-se a Companhia Territorial Vale do Tibagi, que comprou 89,17284 m² de terras da Fazenda Limeira de propriedade do senador Arthur Ferreira dos Santos,[26] além de comprar 212 alqueires e fração da propriedade denominada Uvaranal e quinhão nº 22 da Fazenda Imbaú, de propriedades das indústrias Klabin. O total de 300 alqueires adquiridos localizavam-se na margem esquerda do rio Tibagi, frente as instalações da Fábrica de Papel e Celulose. A ideia foi motivada pela dificuldade da empresa em administrar os núcleos habitacionais dentro da Fazenda Monte Alegre. A solução visava então diminuir os custos da Klabin e viabilizar a criação de uma cidade-livre, planejada para acomodar no máximo 20 mil habitantes, fora das propriedades da empresa para os trabalhadores. Com auxilio da Klabin, a Companhia Territorial Vale do Tibagi, foi responsável pela urbanização, loteamento e venda das terras, que foram divididas em 4 mil lotes.[8]

A área urbana projetada foi encomendada ao alemão Max Staudacher,[11][29] que pensou numa cidade-jardim,[10] com ruas curvas e um cinturão verde destinado a pequenas culturas de alimentos para garantir o abastecimento da população. Entretanto, via-se inicialmente muita falta de infraestrutura neste novo loteamento, como a ausência de pavimentação e saneamento básico.[8] A Klabin então passou a incentivar os seus funcionários que residiam na Fazenda Monte Alegre, especialmente os que pertenciam ao baixo escalão, à adquirirem os lotes na margem esquerda do rio Tibagi, passando a doar as casas, removendo-as e as levando para os novos loteamentos fora da Fazenda Monte Alegre.[8] Os novos moradores, a grande maioria funcionários da Klabin, começaram a chamar o povoado de Cidade Nova.[10]

Com o surgimento de Cidade Nova, muitos acampamentos e vilas na Fazenda Monte Alegre começaram a serem extinguidos, como a Vila Operária e a Vila Caiubí que foram totalmente desmanchadas, posteriormente também começou a minguar os demais núcleos, até que a empresa decidiu acabar com várias vilas que estavam dentro do seu domínio.[8][9] Já Cidade Nova teve rápido e extraordinário desenvolvimento,[64] crescendo socialmente e economicamente dentro de reduzido lapso de tempo, sendo que em 1954 este núcleo habitacional já contava com mais de 6 mil habitantes.[26] Foi também instalado um núcleo urbano com cem moradias em parceria com a Fundação Casa Popular, a Prefeitura Municipal de Tibagi ajudou, por exemplo, fornecendo máquinas para obras de terraplanagem.[8] Este núcleo foi denominado Núcleo Residencial Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, que popularmente é conhecido como Cem Casas.[65] Assim sucessivamente, muitos outros bairros começaram a aglomerar-se no entorno do núcleo principal de Cidade Nova.[65]

Embora as terras das redondezas ainda pertencessem na época ao município de Tibagi, a margem direita do rio Tibagi já fazia parte do Distrito de Ventania, que foi criado pela lei estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951,[66] o qual englobou a Fazenda Monte Alegre, onde estavam inseridas as localidades de Harmonia, Lagoa, Antas, km 28, Mina de Carvão e Miranda, além de outras localidades fora dos limites da fazenda, como Barro Preto e Vila Preta.[67] Enquanto a margem esquerda, que abrangia as localidades de Cidade Nova, Mandaçaia, Triângulo, Cirol e Charqueada, fazia parte do distrito sede de Tibagi.[40]

Emancipação e formação administrativa[editar | editar código-fonte]

Em 25 de julho de 1960, através da Lei Estadual nº 4.245, em seu artigo 1°, item IV, sancionada pelo governador Moysés Lupion de Tróia, foi elevado à categoria de município, com a denominação de Cidade Nova, com território desmembrado do município de Tibagi, tendo como prefeito interino Cacildo Batista Arpelau que também chefiava o poder executivo tibagiano.[26]

No entanto, o município nem chegou a ser instalado, visto que a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, pela Lei Estadual nº 26, de 31 de dezembro de 1960, revogou o item IV, do artigo nº 1, da Lei nº 4.245, de 25 de julho de 1960 e, em consequência, foi extinto o município, voltando à condição de simples bairro, com território pertencente novamente ao município de Tibagi.[40]

Pela Lei Estadual n° 4.445, de 16 de outubro de 1961, foi oficialmente criado o Distrito Administrativo de Cidade Nova, no município de Tibagi. Em 5 de julho de 1963, através da Lei Estadual n° 4.738, sancionada pelo governador Ney Aminthas de Barros Braga, o distrito foi elevado à categoria de município emancipado com território desmembrado do município de Tibagi,[26] porém com denominação definitivamente para Telêmaco Borba.[68]

A instalação oficial deu-se em 21 de março de 1964, quando tomou posse o primeiro prefeito municipal eleito, sr. Péricles Pacheco da Silva e seu vice sr. João Vitor Mendes de Alcantara Fernandes, assim como a Câmara de Vereadores.

Para o município foi cogitado diversos nomes como Papelândia, Klabinópolis e Monte Alegre do Paraná. Entretanto, o nome escolhido foi Telêmaco Borba, através da ação bem articulada de Guataçara Borba Carneiro então presidente da Assembleia Legislativa do Estado e neto de Telêmaco Borba.[26]

Pela lei municipal nº 58, de 16 de agosto de 1966, foi criado o distrito de Imbaú, cuja localidade antes era denominada Cirol. Já pela lei estadual nº 11220, de 8 de dezembro de 1995, o distrito de Imbaú foi elevado à categoria de município com uma área de 331,199 km², desmembrando-se do município de Telêmaco Borba.[69]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Telêmaco Borba está localizado ao Centro-leste Paranaense e possui uma área territorial de 1382.86 km²[3] representando 0,6149 % do estado, 0,2175 % da região e 0,0144 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 24°19'26" sul e a uma longitude 50°36'57" oeste, estando a sede a uma altitude de 700 metros. Já conforme o IPARDES e dados do Instituto de Terras, Cartografia e Geologia do Paraná (ITCG) a área territorial do município é de 1385.532 km².[70]

A cidade de Telêmaco Borba está localizada a cerca de 235 km de distância de Curitiba por via rodoviária,[7] percorrendo da Avenida Marechal Floriano Peixoto, nas imediações do Jardim Monte Carlo, até ao Parque Barigui, na proximidade com o Campina do Siqueira, e, utilizando a principal rodovia de acesso, a BR-376.[7] O município limita-se ao norte com o município de Curiúva, a oeste com o município de Ortigueira, ao sul com o município de Tibagí, a leste com o município de Ventania e à sudoeste com o Município de Imbaú, sendo que seu perímetro é definido na lei 4.738 de 5 de julho de 1963, alterada pela lei 9.277 de 28 de maio de 1990 que desmembrou o município do Imbaú.[26]

Divisão territorial[editar | editar código-fonte]

Em 2005 a prefeitura divulgou um mapa de bairros de acordo com a necessidade do plano diretor. Foram estabelecidos 32 bairros urbanos.[71] Foram classificadas também 12 macrozonas urbanas e 7 macrozonas rurais, para definir o macrozoneamento urbano e rural.[72]

Geomorfologia[editar | editar código-fonte]

Os tipos de solos predominantes na região são o podzólico vermelho-amarelo e o latossolo vermelho-escuro. No município de Telêmaco Borba aparecem rochas originadas da Era Paleozóica, no período Permiano Inferior, que são rochas do grupo Itararé, formação do Rio do Sul ou Mafra e folhato e siltitos cinzentos, arenitos e diamictitos e camadas de carvão.[26] O solo do município apresenta principalmente duas variações, sendo o pedozóico vermelho-amarelo e o latossolo vermelho-escuro, aparecendo também formações de fósseis como Chonetes sp. Langolla Imbituvenses, Warthia sp., Elonicthys Gondwanus e Heteropectem Catharina.[26] O carvão mineral foi muito explorado no município, sendo que na década de 1950 um dos pesquisadores da rocha sedimentar combustível na Fazenda Monte Alegre foi o engenheiro Israel Klabin.[67][73][74]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município está situado na Bacia Hidrográfica do rio Tibagi, sendo que a sede da cidade de Telêmaco Borba situa-se à sua margem esquerda. Destacam-se entre os principais afluentes do município, o rio Imbaú, o rio Harmonia, o rio Quebra-perna, o rio Faisqueira, o rio Imbauzinho, o Ribeirão das Antas, o rio Alegre, Arroio dos Sete Rincões, Arroio Limeira, Arroio Mandaçaia, Arroio Santa Rita e o Arroio Uvaranal.[75]

Principais rios que cortam o município:

Entre os lagos, lagoas e represas se destacam a Lagoa Azul, Lagoa Mandaçaia, Lago do Harmonia Clube, Lago da Praça da Casa da Cultura e a Represa de Mauá no rio Tibagi.[75]

Terras insulares[editar | editar código-fonte]

  • Ilha da Goiabeira;
  • Ilha do Surubi;
  • Arquipélago da Mineropar;

Clima[editar | editar código-fonte]

O município esta situado entre a região Cfa e Cfb,[76] com temperatura média no mês mais frio inferior a 18 °C (mesotérmico) e temperatura média no mês mais quente, acima de 22 °C, com verões quentes, geadas pouco freqüentes e tendências de concentração das chuvas nos meses de verão, contudo sem estação seca definida.[26] A temperatura média anual é de 18,52 °C, sendo o período com temperaturas mais elevadas o verão com média de 22,26 °C e o período com menores temperaturas o inverno com temperaturas médias de 14,23 °C. Entre 1976 e 2004 a temperatura máxima absoluta registrada foi de 38,2 °C em novembro de 1985 e a temperatura mínima registrada foi de -5 °C em junho de 1978.[26] A umidade relativa do ar em media anual é de 78,75% sendo o outono com ar ligeiramente mais úmido com índice de 83% e a primavera o período com o ar ligeiramente mais seco com índice de 75%.[26] A precipitação média na região é de 257,87 mm, sendo o período com menor pluviosidade o mês de agosto com precipitação média de 69,4 mm distribuídos em 8 dias e o período de maior pluviosidade o mês de janeiro com precipitação média de 204,6 mm distribuídos em 15 dias.[26] Os ventos possuem velocidades médias de 1,658 m/s com predominância de ventos ligeiramente mais fortes nos meses de novembro e dezembro com velocidade média de 1,9 m/s e predominância de ventos ligeiramente mais fracos nos meses de maio e junho com velocidade média de 1,4 m/s.[26] Em Telêmaco Borba é predominante o vento de sudeste, sendo que os ventos de sul e leste representam a segunda e a terceira direção de ventos com maior ocorrência.[77]

Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A flora local reúne cerca de 1299 espécies[78] pertencentes a mais de 40 diferentes famílias,[26] sendo cerca de 91 espécies ameaçadas.[78] A vegetação original de Telêmaco Borba era constituída por pastagens (campos nativos) e mata com espécies como Araucária, Cedro, Peroba e Caviúna.[26] Os biomas que compreende o município, segundo o IBGE, são a Mata Atlântica e o Cerrado.[79] Entre as iniciativas de conservação da vegetação nativa, destaca-se no município a demarcação da RPPN Estadual Fazenda Monte Alegre criada em 1998 com 3.852,30 ha.[80]

Fauna[editar | editar código-fonte]

O município apresenta uma significativa área de florestas nativas preservadas, sendo assim, torna-se propício a manutenção de um ambiente favorável para a presença de uma diversificada fauna nativa.[26] No que diz respeito a biodiversidade faunística destaca-se a presença de pumas, lobos-guará, antas, lontras, macacos-prego, bugios, capivaras, porcos-do-mato, catetos, veados, tamanduás-bandeira e tamanduás-mirim, tatus, jaguatirica, gato-mourisco, gato-do-mato, cotias e quatis, entre outros.[26]

Dentro da Fazenda Monte Alegre já foram identificadas pelo menos 764 espécies de mamíferos, aves, anfíbios, répteis, peixes e crustáceos.[78] Nessa Fazenda, em apenas 0,72 % da área territorial do Paraná, já foram catalogadas pelo menos 80 espécies de mamíferos, 43 % do total dos mamíferos já registrados no Estado do Paraná. Além disso, nessa mesma localidade foi feito o único registro da espécie Perereca Zebra (Dendropsophus anceps) no Estado do Paraná, até o momento. Essa espécie é ameaçada de extinção na categoria criticamente em perigo.[81] Já foram também identificadas cerca de 322 espécies de aves, que distribuem-se em 50 famílias. Isto representa 44,8% das espécies de aves registradas para o estado do Paraná, que conta com 638 espécies.[26]

Demografia[editar | editar código-fonte]

O município apresenta um alto grau consolidado de urbanização caracterizando-se como município urbano de média dimensão, que desde os anos 70 já apresentava essa tendência, sendo nesta época o único município do interior do estado a ultrapassar a marca de 50% de grau de urbanização.[26] Em 1991 o município contava com uma população urbana de 50 887 habitantes e uma população rural de 7 279 habitantes, somando 58 166 habitantes. Em 2000 a população total do município era de 61 238 habitantes, sendo 58 354 habitantes na área urbana e 2 884 habitantes na área rural.[26] Já sua população estimada em 2005 era de 63 742 habitantes, passando para 69 872 habitantes no censo de 2010 e saltando para uma população estimada em 76 550 habitantes em 2016.[4]

O município apresenta atualmente três cemitérios. O primeiro cemitério do município é o cemitério de Harmonia, localizado na Fazenda Monte Alegre[82] foi criado na década de 1940. O cemitério São Marcos, localizado no bairro Nossa Senhora de Fátima, foi instalado em 16 de setembro de 1967. O mais recente, o cemitério Parque Municipal Jardim da Saudade, localizado no bairro Jardim Bandeirantes, foi inaugurado em 23 de dezembro de 1987.[83]

Etnias
Branca 71,29%
Parda 26,07%
Negra 2,16%
Amarela 0,42%
Indígena 0,20%
Fonte IBGE - Censo Demográfico (2010)[84]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Em 2010, segundo dados do censo do IBGE daquele ano, a população residente no município era composta por 49 714 brancos (71,29%); 18 217 pardos (26,07%); 1 507 pretos (2,16%); 296 amarelos (0,42%); 138 indígenas (0,20%) declarados.[84] Ainda em 2010, 69 796 habitantes eram brasileiros natos (99,89%) e 31 naturalizados brasileiros (0,04%), e 45 eram estrangeiros (0,06%).[85]

Considerando-se a região de nascimento, em 2010, 66 077 eram nascidos na Região Sul (94,57%), 2 779 no Sudeste (3,98%), 580 no Nordeste (0,83%), 222 no Centro-Oeste (0,32%) e 49 no Norte (0,07%).[85]

Religião[editar | editar código-fonte]

Religiões
Católica 52,78%
Evangélica 38,41%
Espírita 0,07%
Umbanda/Candomblé 0,03%
Outras 1,48%
Sem religião 7,23%
Fonte IBGE - Censo Demográfico (2010)[86]

De acordo com o Censo 2010 do IBGE[86] existe diversas comunidades religiosas no município, predominantemente cristãs. Entre a população residente em 2010 o Censo mostrou 36 877 pessoas que declararam-se católicas apostólica romana, 26 841 pessoas que declararam-se evangélicas, 48 pessoas que declararam-se espíritas, 23 pessoas que declararam-se da umbanda e/ou candomblé. Ainda mostrou 5 052 pessoas que declararam não ter religião e nenhuma pessoa declarou ter religião de tradições indígenas.[86] Dentre as principais instituições religiosas destacam-se como a Igreja Católica Apostólica Romana,[87] Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja Batista Betel,[88] Igreja Presbiteriana do Brasil,[89] Igreja Pentecostal Deus é Amor, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo, Igreja Universal do Reino de Deus, Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, entre outras.[86] Existe também uma comunidade greco-católica ortodoxa de rito ucraniano, a capela São José Operário, localizada no bairro Alto das Oliveiras.[26]

Igreja Católica Apostólica Romana[editar | editar código-fonte]

O Movimento da Renovação Carismática Católica (RCC) se destaca no município, pois foi em Telêmaco Borba que foi fundado o movimento no Paraná no ano de 1970 pelo padre Daniel Kiarkarski,[90] um dos primeiros municípios do Brasil a receber a RCC, após Campinas no estado de São Paulo.[91]

Paróquias

Até o ano de 2016 sabe-se da existência de duas paróquias católicas em Telêmaco Borba[87]: a paróquia Nossa Senhora de Fátima,[92] no Centro, fundada em 1960. É administrada pela Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas). E a paróquia de São Pedro e São Paulo,[93] no Parque Limeira Área 2,[94] fundada em 2008.[95] É administrada pelos Padres Diocesanos.

Existiu também a paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, instalada em 3 de março de 1974 na localidade de Harmonia, desmembrada da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, cuja jurisdição eclesiástica abrangia Harmonia, Agronomia, Lagoa, Mina de Carvão, Barro Preto e Ventania.[96]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

A administração municipal se dá pelos poderes executivo e legislativo. Em 1 de janeiro de 2017 tomou posse como prefeito Márcio Artur de Matos do PDT e como vice-prefeita Rita Mara de Paula Araújo do PV,[97] juntos sucederam o prefeito Luiz Carlos Gibson (PPS) e o vice-prefeito Dã Cortez (PROS).[98] A sede administrativa do executivo é denominada Paço das Araucárias e localiza-se na Praça Dr. Horácio Klabin.[26] O poder legislativo é constituído pela câmara municipal de Telêmaco Borba, que teve instalação em 21 de março de 1964, pelo Juiz de Direito da comarca de Tibagi Dr. Eros Pacheco, sendo Eliomar Meira Xavier o primeiro presidente da casa. É composta por treze vereadores[99] eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[100]).[101] No que diz respeito ao poder judiciário, consta que a Comarca de Telêmaco Borba foi instalada em 30 de janeiro de 1969, tendo o Sr. Dr. Onésimo Mendonça de Anunciação o 1º Juiz Titular e o Sr. Dr. Vanderlei Antônio Bonamigo 1º Promotor de Justiça.[26] Havia 51 067 eleitores em abril de 2017, o que representava 0,645% do total do estado do Paraná.[102]

Economia[editar | editar código-fonte]

No Produto Interno Bruto (PIB) de Telêmaco Borba, destacam-se a indústria e a área de prestação de serviços. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2014, o PIB do município era de R$ 2 404 455 mil.[6] 215 439 mil eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e o PIB per capita era de R$ 30 912,90.[6] O valor adicionado bruto da administração, saúde e educação públicas e seguridade social, a preços correntes rendia R$ 266 057 mil. O valor adicionado bruto da agropecuária, a preços correntes, rendia R$ 145 449 mil. Já o valor adicionado bruto do setor de serviços a preços correntes foi de R$ 712 509 mil.[6]

Setor terciário

A produção industrial rendia 1 280 440 mil reais ao PIB do município em 2014.[6] O parque industrial conta com mais de 80 empresas e coloca a cidade como centro de referência nacional desse setor.[14] Atualmente o município conta um parque industrial subdividido em 4 distritos (Distrito do Aeroporto, Distrito Consolidado, Distrito Industrial do Triângulo e Extensão do Triângulo).[75] A maior parte das empresas atuam na industrialização de artefatos e derivados da madeira e no beneficiamento de madeira.[75] As empresas do município dispõem de madeira certificada dentro dos princípios e critérios do FSC — Forest Stewardship Council — que atestam que a madeira é oriunda de florestas bem manejadas. Há ainda a presença de uma empresa química, algumas empresas do ramo de montagem e manutenção industrial e fabricação de medicamentos.[75] A grande parte da produção em geral do município é exportada para os Estados Unidos, Canadá e países da Europa e também da Ásia.

Usinas hidrelétricas[editar | editar código-fonte]

Os rios que cortam o município e a região apresentam grande potencial hidroelétrico, não é a toa a construção de barragens e instalações de usinas para gerarem energia elétrica. Em Telêmaco Borba encontram-se duas hidrelétricas, a Usina Hidrelétrica Presidente Vargas e a Usina Hidrelétrica Mauá, ambas no rio Tibagi. Há ainda perspectivas futuras da construção de mais uma hidrelétrica em Telêmaco Borba,[103] com a formação de um reservatório abrangendo áreas dos municípios de Telêmaco Borba, Tibagi e Imbaú,[104] tendo o reservatório uma área estimada em 17,36 km², 251,4 hm³ de volume acumulado e uma extensão total de 42 km.[105] A hidrelétrica denominada Usina Hidrelétrica Telêmaco Borba está em fase de estudos já há alguns anos[106] e a sua instalação teria duas unidades geradoras de 60 MW cada, totalizando a potência instalada de 120 MW.[105] O local de implantação do aproveitamento energético da UHE Telêmaco Borba foi determinado no estudo de inventário feito pela COPEL em 1984, reavaliado em 1994 e confirmado em 1997. Os primeiros estudos de viabilidade da UHE Telêmaco Borba começaram em 2002. Em 2005 foi elaborado o Estudo de Impacto Ambiental- EIA e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, e logo em seguida os estudos foram paralisados devido a licença prévia não ter sido efetivada. Os estudos retomaram em 2010, buscando atender as obrigatoriedades da legislação e a revisão e melhoramento nos estudos levantados.[105]

Usina Hidrelétrica Presidente Vargas

Inaugurada no dia 25 de janeiro de 1953, com 22,5 MW de capacidade, teve como objetivo inicial atender as necessidades das Indústrias Klabin e dos núcleos habitacionais formados na Fazenda Monte Alegre pertencente a fábrica.

Usina Hidrelétrica Mauá
Ver artigo principal: Usina Hidrelétrica Mauá

A Usina Hidrelétrica Mauá teve sua construção iniciada em 2008 e foi inaugurada no dia 12 de dezembro de 2012.[107] A usina de 361 MW de capacidade de geração é suficiente em atender ao consumo de 1 milhão de pessoas. A barragem da hidrelétrica foi construída no rio Tibagi, entre os municípios paranaenses de Telêmaco Borba e Ortigueira, localizada na região do Salto Mauá, porção média do rio Tibagi. A casa de força fica na margem direita do rio Tibagi, no município de Telêmaco Borba, perto da foz do Ribeirão das Antas, no local conhecido como Poço Preto. Coordenadas da barragem: 24°03’48” S / 50°42’05” W.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

No que se tem registro, a Klabin foi responsável pelos primeiros serviços médicos nas áreas do atual município de Telêmaco Borba. Motivado pelo isolamento da empresa e dos núcleos habitacionais na Fazenda Monte Alegre, iniciou-se a criação de postos de saúde e a contração de médicos e profissionais ligados à saúde para atender os funcionários e seus familiares. Já em meados da década de 1940, a Klabin resolveu terceirizar o serviço médico, sendo criada então a ORMASA – Organização Montealegrense de Saúde que passou a administrar as farmácias, os postos de saúde e um hospital localizado em Harmonia.[8]

Telêmaco sedia a 21ª Regional de saúde, que foi criada em 1 de novembro de 1989, atendendo também municípios vizinhos como Reserva, Tibagi, Ortigueira, Curiúva, Ventania e Imbaú.[26]

A secretaria municipal de saúde presta atendimento à população em geral através do Sistema Único de Saúde, realizado por meio dos postos de Unidades Básica de Saúde (UBS)[26] e da Unidade de Pronto Atendimento 24 horas - UPA (inaugurada em 2016[108]). Foi implantado também em 2013 o Centro Regional de Especialidades.[109]

Unidades hospitalares[editar | editar código-fonte]

O município conta hoje com o Instituto Hospital Drº Feitosa e o Hospital Dia Drº Moura.[26] Está em fase de conclusão a construção do Hospital Regional de Telêmaco Borba.[110]

Educação[editar | editar código-fonte]

Ensino superior e técnico[editar | editar código-fonte]

Serviços[editar | editar código-fonte]

A distribuição de energia no município é fornecida pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). Segundo a empresa, em 2016 havia um total de 27 209 unidades consumidoras e foram consumidos um total de 133 592 KWh de energia.[111] Já o serviço de abastecimento de água de toda a cidade é feito pelo Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).[111] A água do abastecimento feito pela Sanepar provém da captação feita no rio Tibagi.[75] Segundo a empresa, em 2016 havia um total de 24 111 ligações e um total de 26 418 unidades atendidas, sendo que o consumo de água faturado e medido foi de 4 224 046 m³ e 3 505 401 m³ respectivamente.[111] Em relação a rede coletora de esgoto para tratamento, o serviço é realizado também pela Sanepar, sendo que em 2016 havia no município um total de 18 796 ligações e um total de 20 906 unidades atendidas.[75][111]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

  • PR-160 — Rodovia do Papel, trecho Imbaú-Telêmaco Borba e Telêmaco Borba-Curiúva.
  • PR-340 — Rodovia Francisco Sady de Brito (denominação no trecho Telêmaco Borba-Tibagi), trecho Tibagi-Telêmaco Borba e Telêmaco Borba-Ortigueira.
  • PR-239 — Trecho Ventania-Telêmaco Borba (localidade de Lagoa).
  • PR-090 — Rodovia do Cerne, trecho Curiúva-Ventania, cortando o município de Telêmaco Borba próximo a divisa com os municípios de Ventania e Curiúva.
  • BR-153 — Rodovia Transbrasiliana, trecho Tibagi-Ventania, cortando o município de Telêmaco Borba próximo a divisa com o município de Ventania.

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Telêmaco Borba faz parte do 2 º Distrito de Produção, segundo a Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA (Atual América Latina Logística). O trecho entra no município pela porção nordeste chegando até a sede municipal, localizada no centro-sul do município. Atualmente a região é atendida apenas com trens de carga para o escoamento da produção da empresa Klabin.

Aeroviário[editar | editar código-fonte]

No âmbito aeroviário o município é servido atualmente apenas pelo Aeroporto de Telêmaco Borba, já que a pista de voos localizada na Fazenda Monte Alegre foi desativada. A pista aérea na fazenda tinha 950 m e quando foi construída era considerada uma das maiores do Paraná na época, contava ainda com um serviço aéreo regular entre São Paulo, Monte Alegre, Curitiba e vice-versa, pela companhia aérea Cruzeiro do Sul.[112] Nas proximidades de Telêmaco Borba há ainda aeroportos regionais como o Aeroporto de Ponta Grossa distante cerca de 140 km[113] e o Aeroporto de Londrina distante cerca de 197 km.[114] Em relação ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, na região de Curitiba, está localizado a aproximadamente a 270 km.[115]

Aeroporto de Telêmaco Borba[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Aeroporto de Telêmaco Borba

Telêmaco Borba é servida por um aeroporto que recebe o mesmo nome da cidade, identificado pela sigla SBTL. Possui uma ampla infraestrutura, com uma pista revestida com asfalto de 1800 metros de comprimento por 30 metros de largura e atende, normalmente, a uma média de 67 pousos e decolagens por mês. Opera também em períodos noturnos. É considerado o maior Aeroporto da região dos Campos Gerais do Paraná.

Designativo das Cabeceiras: 02/20 Resistência da Pista: 24/F/B/X/T Coordenadas Geográficas: 24º18'59"S/050º39'08"W

Teleférico[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Bonde Aéreo de Telêmaco Borba

Foi inaugurado no final da década de cinquenta, 11 de novembro de 1959,[116] tendo a capacidade para 32 passageiros por cabine, ligando a cidade de Telêmaco Borba ao Bairro de Harmonia, com 1.318 m de vão livre sobre o rio Tibagi. Comumente chamado de bondinho, tornou-se uma das principais atrações turísticas do município e é considerado um ícone do turismo na região.[117]

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Polícia militar[editar | editar código-fonte]

As instalações da Polícia Militar em Telêmaco Borba foram inauguradas em 31 de janeiro de 1970 com sede na rua Governador Bento Munhoz da Rocha Neto, no bairro Macopa, anexo ao pátio da antiga Prefeitura Municipal. Em 18 de setembro de 1990 as instalações foram transferida para Rodovia do Papel, km. 21, no bairro Jardim Bandeirantes, num espaço de 14.155 m².[118]

Em 22 de abril de 2004 foi criado oficialmente por decreto a 3ª Companhia Independente de Polícia Militar (3ª CIPM) com sede em Telêmaco Borba,[119] adquirindo autonomia do 1º Batalhão de Polícia Militar. A Companhia passou a atender dez municípios da região, numa área de 12.3282 km².

Em março de 2016, foi criado o 26º Batalhão de Polícia Militar (BPM) com sede no município de Telêmaco Borba. O BPM, comandado atualmente pelo Major Kosloski, atende uma população de 215.951 habitantes, abrangendo também os municípios de Ortigueira, Imbaú, Curiúva, Figueira, Sapopema, Reserva, Tibagi, Ventania e Cândido de Abreu.[120] Ainda em fase de organização, o 26º BPM conta com três companhias: a 1.ª Companhia, com sede em Telêmaco Borba, com três pelotões; a 2.ª Companhia, com sede em Ortigueira, com dois pelotões, um responsável por Ortigueira e Imbaú e outro por Curiúva, Figueira e Sapopema; a 3.ª Companhia, com sede em Reserva, contará com três pelotões, um responsável por Reserva, o segundo por Tibagi e Ventania, e o terceiro por Cândido de Abreu.[121]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Telêmaco Borba apresenta um grande potencial turístico,[75] notando-se a presença do turismo cultural, artesanal e ambiental, com ênfase para o turismo industrial e de negócios. Principais pontos turísticos:

Cultura[editar | editar código-fonte]

Artesanato[editar | editar código-fonte]

O artesanato no município é representado principalmente pela confecção de peças e materiais em madeira, em reciclados, em couro, em fio, em lã, em vidro, bordados, pinturas em tela e em tecido,[75] além de produtos alimentícios artesanais, como as compotas de doces e de derivados de mel.[122] A produção pode ser feita com madeira e produtos derivados, bem como o uso de sementes e cascas, como do pinhão e da pinha. Um dos produtos que tornaram-se característicos do município são os artesanatos feitos com a fita tusa, que é derivada de um material reciclado de resíduo da indústria papeleira.[123]

Muito dos produtos confeccionados no município pode ser encontrado na Casa do Artesão que expõe itens de artesãos da Associação Pró-Arte Telemacoborbense (Aproart)[124] e produtos alimentícios da Cooperativa dos Apicultores e Meliponicultores Caminhos do Tibagi (Coocat-Mel).[125] Os artesãos de Telêmaco Borba recebem apoio da Assessoria de Indústria Artesanal, Comércio e Turismo de Telêmaco Borba. Alguns dos artesanatos feitos em Telêmaco Borba integram a Coleção Campos Gerais de Artesanato de iniciativa da Agência de Desenvolvimento do Turismo dos Campos Gerais e Rota dos Tropeiros do Paraná (ADTCG), em parceria com o Sebrae.[126]

Culinária[editar | editar código-fonte]

Prato típico

Em 2008 o município oficializou o entrevero de pinhão como prato típico, que segundo a prefeitura, buscou-se fundamentos históricos correlacionados com o Caminho Cultural dos Tropeiros, resgatando a herança cultural deixada.[127] Na receita telêmaco-borbense usa-se basicamente ingredientes como pinhão, posta vermelha, charque, tomate, alho, cebola e cheiro verde. Podendo ser servido acompanhado de arroz branco, farofa e saladas.[128]

Eventos[editar | editar código-fonte]

  • EXPOMAD — Exposição de Máquinas e Equipamentos do Ramo Florestal e Madeireiro.
  • FICMA — Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Madeira
  • FEMINT — Festival de Música e Interpretação
  • Festival de Dança de Telêmaco Borba

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Telêmaco Borba há dois feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia do aniversário da instalação do município devido a emancipação política municipal, em 21 de março; e o dia de Nossa senhora do Perpétuo Socorro, padroeira municipal, em 27 de junho.[75]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Para as práticas esportivas, de recreação e lazer, foram criados diversos clubes.[26] Para os operários da Klabin, foi fundado em 1946 o Clube Atlético Monte Alegre. Posteriormente, já para os funcionários graduados da Klabin, criou-se o Harmonia Clube. Já na localidade da Lagoa foi criado também para a comunidade do setor florestal o Grêmio Recreativo Araucária.[8]

O município possuiu vários clubes de futebol que participaram no Campeonato Paranaense, dentre eles o Clube Atlético Monte Alegre (CAMA) - campeão na edição de 1955 -,[129] o Telêmaco Borba Esporte Clube[130] e o Mixto Bordô.[131]

Visitas presidenciais[editar | editar código-fonte]

Em 1943 o presidente Getúlio Vargas visitou a Fazenda Monte Alegre, visitando as obras na fábrica e o início dos reflorestamentos de araucárias.[132]

Em 25 de janeiro de 1953 o presidente Getúlio Vargas voltou a visitar a localidade,[132] na companhia de demais autoridades como os ministros Horácio Laffer e Souza Lima e o governador do Paraná Bento Munhoz da Rocha. As autoridades foram recepcionadas pelos diretores da Klabin, onde prestigiaram os processos de fabricação da Fábrica de Papel e Celulose e inaugurando também oficialmente a Usina Hidrelétrica Presidente Vargas, no rio Tibagi.

Em 1963 o presidente João Goulart visitou a inauguração da máquina de papel nº 6 (Projeto de Expansão III) da Klabin.[132]

Em 14 de fevereiro de 1980 o presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo,[132] na companhia de demais autoridades federais, estaduais e municipais, e do governador do Paraná Ney Braga, visitaram o município já emancipado de Telêmaco Borba. Na ocasião foi celebrado oficialmente a conclusão do Projeto IV, Programa de modernização e expansão da produção de papel das Indústrias Klabin do Paraná de celulose S.A..

Em 14 de abril de 2009 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com demais autoridades que também se fizeram presentes, visitaram o município de Telêmaco Borba, sendo um dos motivos pela ilustre visita a comemoração dos 110 anos de aniversário de fundação das Indústrias Klabin.[133]

No dia 15 de Outubro de 2010, o prefeito Eros Danilo Araújo receberia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Educação Fernando Haddad e o reitor do Instituto Federal do Paraná, Alípio Santos Leal Neto, para inaugurar o campi do IFPR-TB, evento que ocorreu simultaneamente com inaugurações dos campi de Jacarezinho, Paranavaí e Umuarama.[134][135][136] Porém, o mau tempo na tarde do dia 15, no aeroporto de Telêmaco Borba, impediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pousasse na cidade, cujo notícia também foi notificada pela assessoria da Presidência. Lula participaria às 16h de uma cerimônia de inauguração de escolas técnicas federais.[137] A cerimônia em Telêmaco teve continuidade mesmo sem o presidente Lula e quem a comandou foi o governador Orlando Pessuti.[138] Em 2008, no dia 15 de setembro, o Presidente Lula, também cancelara a visita, na ocasião a Klabin inaugurou o Projeto de Expansão MA-1100, o maior da sua história de 109 anos.[139][140]

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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