Telêmaco Borba

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para o político e escritor paranaense, veja Telêmaco Augusto Enéas Morosini Borba. Para outros significados, veja Telêmaco (desambiguação).
Município de Telêmaco Borba
"Capital do Papel"
Bandeira de Telêmaco Borba
Brasão de Telêmaco Borba
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de março
Fundação 1940 (79 anos)
Emancipação 21 de março de 1964 (55 anos)
Gentílico telêmaco-borbense
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Prefeito(a) Márcio Artur de Matos[1] (PDT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Telêmaco Borba
Localização de Telêmaco Borba no Paraná
Telêmaco Borba está localizado em: Brasil
Telêmaco Borba
Localização de Telêmaco Borba no Brasil
24° 19' 26" S 50° 36' 57" O24° 19' 26" S 50° 36' 57" O
Unidade federativa Paraná
Mesorregião Centro Oriental Paranaense IBGE/2008[2]
Microrregião Telêmaco Borba IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Tibagi, Imbaú, Ventania, Curiúva, Ortigueira
Distância até a capital 235 km
Características geográficas
Área 1 382,86 km² [3]
População 78 974 hab. estimativa populacional — IBGE/2019[4]
Densidade 57,11 hab./km²
Altitude 741 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,734 alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 3 389 480,99 mil IBGE/2016[6]
PIB per capita R$ 44 278 IBGE/2016[6]

Telêmaco Borba é um município brasileiro localizado na região dos Campos Gerais do estado do Paraná, a 235 km[7] da capital paranaense, Curitiba. Segundo o IBGE, o município possui uma área de 1382.86 km²,[3] sendo que aproximadamente 93% do território é de propriedade da Klabin S.A..[8] Possui uma população estimada em 78 974 habitantes (IBGE/2019)[4] e em 2010 possuía 97,95% da população vivendo na área urbana.

A sede tem uma temperatura média anual de 18,5 °C e na vegetação do município predomina a Floresta Ombrófila Mista. O município contava, em 2009, com 29 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,734, considerado como alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).[5]

O território, ocupado originalmente pelos índios caingangues, foi desbravado primeiramente no século XVII pelos jesuítas espanhóis no vale do rio Tibagi. Já no século XVIII, a região começou a ser povoada por latifundiários e os campos foram inicialmente utilizados para invernadas, servindo animais da pecuária que descansavam e engordavam, em consequência da passagem de tropeiros. Em 1724 João Pereira Braga requereu a posse sobre os "Campos do Alegre" e em 1808 a Câmara de Castro designou José Felix da Silva Passos para garantir a segurança das terras da região. Em 1890 a "Fazenda do Alegre" foi herdada por Ana Luísa Novais do Canto e Silva, casada com o Barão de Monte Carmelo. Em 1934 a "Fazenda Monte Alegre" foi adquirida em leilão pela família Klabin e em 1940 surgiu Lagoa, primeiro núcleo habitacional, que passou a ser a sede da fazenda. Em 5 de julho de 1963, através da Lei Estadual n° 4.738, foi criado o município, sendo emancipado de Tibagi e instalado em 21 de março de 1964. O centro urbano da sede do novo município foi idealizado por Horácio Klabin.[9][10][11]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Em uma análise etimológica, é observado três perspectivas da origem para a nomenclatura do município. A primeira se refere ao personagem da mitologia grega, Telêmaco. A segunda sobre a toponímia Borba em Portugal. A terceira e mais importante faz menção ao político paranaense Telêmaco Borba, nome que faz junção dos dois primeiros termos anteriormente citados.

Telêmaco (em grego: Τηλέμαχος, Tēlemakhos), na mitologia grega, era neto de Laerte, e filho de Penélope e do herói Odisseu (mais conhecido por Ulisses, seu nome em Roma), que deixou sua família, quando Telêmaco ainda era bebê, para lutar em Troia.[12] Distante da Grécia, uma certa localidade na região de Alentejo, no centro-sul de Portugal, na Península Ibérica, foi ocupada por tribos galo-celtas e posteriormente por romanos, godos e árabes até ser conquistada e dominada por D. Afonso II em 1217. Em 1302 a localidade foi constituída como concelho e foi denominada de Borba. O nome Borba tem origem celta e significa "nascente", relacionado com a divindade Borvo. O fidalgo Rui Martin, senhor de grande poder e influência na época, cavaleiro de Dom Manuel II, que era Rei de Portugal entre 1495 e 1521, adotou para si e sua família o sobrenome do lugar onde residia. O sobrenome passou para sua família e descendência. No caso da família Borba a origem do sobrenome é toponímica.[13][14]

Já o nome Telêmaco Borba é uma homenagem a Telêmaco Augusto Enéas Morosini Borba, benemérito paranaense que era filho do capitão Antonio Rodrigues Borba e de Joana Hilária. Nasceu em 2 de agosto de 1840 na Borda do Campo, próximo a Curitiba, e depois de casar-se com Rita do Amaral, em 1860, foi dirigir o Aldeamento de São Pedro de Alcântara, à margem esquerda do rio Tibagi, frente à Colônia Militar do Jataí. De sua convivência com povos indígenas, escreveu o livro "Atualidade Indígena", ampliou seus conhecimentos de sertanista, permitindo-lhe corresponder-se com autoridades indigenistas internacionais e inspirando-o a fundar em Tibagi o Museu do Índio.[15] Em 1882 o coronel e senhor do Vale do Tibagi entrou para a política, elegendo-se alternadamente prefeito de Tibagi e deputado provincial pelo Partido Liberal. Quando da deposição do governador Generoso Marques, seu correligionário, enfrentou a tropa formada num protesto histórico. Em 1894, durante a Revolução Federalista, sua participação foi intensa ao lado dos insurretos na condição de comandante da fronteira com o Estado de São Paulo, em Itararé. Fracassada a Revolução, partiu para o exílio, comandando ao lado de Juca Tigre uma coluna de soldados e civis, na retirada pelos sertões do oeste paranaense. Mais tarde, anistiado, retomou suas atividades políticas, voltando a eleger-se deputado e prefeito. Como sertanista participou de inúmeras expedições, notadamente a de Bigg-Wither. Redescobriu o Salto de Sete Quedas, proeza relatada em crônica diária de Nestor Borba, publicada em livro. Telêmaco Borba faleceu em Tibagi, em 23 de novembro de 1918, vítima da gripe espanhola, sendo o precursor de notável família de políticos. (baseado no texto de Túlio Vargas, Academia Paranaense de Letras 1936-1995, 66).[15][16]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História de Telêmaco Borba

Origens e antecedentes[editar | editar código-fonte]

As terras da região foram mencionadas pela primeira vez em uma carta de concessão de sesmarias, que data meados de 1724. Mesmo antes desse período até a compra da Fazenda Monte Alegre pelos irmãos Klabin em 1934,[9] as terras tiveram a presença de indígenas, jesuítas, tropeiros, bandeirantes, imigrantes e diversos exploradores que contribuíram para o cenário histórico local e regional.[17] Neste contexto, sabe-se que o atual território de Telêmaco Borba pertenceu ao extinto território da República do Guairá.[9] Portanto, na década de 1620 os jesuítas espanhóis fundaram mais de onze reduções no Guayrá, entre elas Nuestra Señora de la Encarnación,[9] no vale do rio Tibagi, na atual localidade de Natingui, localizada a 50 km a norte da atual cidade de Telêmaco Borba.[18][19][20] Logo, a partir de 1627, começaram os ataques bandeirantes em busca de indígenas fora das reduções[21] e os indígenas sobreviventes nas reduções restantes (Loreto e San Ignacio Mini), no final de 1631, protagonizaram o Êxodo Guairenho, afastando muitos nativos da região.[20] Grupos indígenas ainda resistiram nos vales dos rios Tibagi, Alegre e Imbaú, o que impedia de certa forma a ocupação brasileira nesta região. No ano de 1724 João Pereira Braga requereu na Vila de Santos, onde foi certificado a justificativa, a posse sobre "uns campos na paragem chamada o Alegre". Assim, a região ficou conhecida como 'Campos do Alegre'.[22] Somente em 1750, o Tratado de Madri foi estabelecido os limites entre Espanha e Portugal, abolindo a linha do Tratado de Tordesilhas, reconhecendo o território de Guayrá como domínio português.[21] Considera-se que a ocupação brasileira na região do Guayrá se afirmou definitivamente por volta de 1870 com o final da Guerra da Tríplice Aliança.[21]

No final do século XVIII, José Felix da Silva Passos[9] e Antônio Machado Ribeiro[23] firmaram a posse de extensa área de terras na região do rio Tibagi e dividiram as terras conquistadas, cabendo ao primeiro as sesmarias do Tibagi[17] e as do Iapó. Já em 1808 a Câmara de Castro recebeu a responsabilidade de garantir a segurança na região. As tarefas couberam à José Felix da Silva Passos[24] que comandou as batalhas contra os caingangues,[25] na atual localidade de Harmonia,[26] que antes era denominada Mortandade[27] por causa do massacre ocorrido contra os nativos.[23][22] O episódio ficou conhecido como a Chacina do Tibagi,[9][28] Em 1890 a Fazenda do Alegre passou como herança aos descendentes de José Felix da Silva Passos.[9] A fazenda, agora denominada Fazenda Monte Alegre, acabou como propriedade de Bonifácio José Batista, o Barão de Monte Carmelo, que era casado com Ana Luísa Novais do Canto e Silva, filha de Manoel Ignácio do Canto e Silva e bisneta de José Felix da Silva Passos. Já em 1926 os descendentes deste Barão se associaram aos empreendedores proprietários da Companhia Agrícola e Florestal e Estrada de Ferro Monte Alegre,[9] que tinham como objetivo explorar a região. A empresa obteve empréstimo junto ao Banco do Estado do Paraná, para garantir suporte financeiro nos investimentos, passando a fazenda com carácter de garantia. A companhia veio a falência e em 1932, as terras passaram a ser propriedade do Banco, devido a arrematação.[22]

A chegada das Indústrias Klabin e os primeiros núcleos habitacionais[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1890, chegavam ao Brasil, vindos da Lituânia,[23] as famílias Klabin, Lafer de origem judaica, tendo a frente Maurício, Salomão, Hessel Klabin e Miguel Lafer. Radicando-se em São Paulo e, iniciando as atividades no comércio e importação de papel, viram as possibilidades industriais do Brasil, e firmaram o propósito de implantar uma indústria de papéis e derivados.[9] Assim, em 1906, a família Lafer-Klabin, instalaram a primeira fábrica de papel em Salto do Itu, em São Paulo. Na década de 1930, a empresa passa a ser administrada pelos primos Wolff Kadischewitz, Horácio Lafer e Samuel Klabin.[29] Por intermédio de Assis Chateaubriand e com os incentivos do presidente Getúlio Vargas,[30] o governo apoiou o grupo para a produção de papel.[29] Sendo assim, com o propósito de expandir as suas atividades no fabrico de papel, em 1933, os Klabin, com o apoio do Interventor federal no Paraná, Manuel Ribas, adquiriram em leilão junto ao Banco do Estado do Paraná, em 1934,[22] a Fazenda Monte Alegre no município de Tibagi, em uma região florestal do Paraná,[29][23] Em 1937 chega uma comitiva de técnicos à Fazenda Monte Alegre para trabalharem em levantamentos de diversos fins e no planejamento da usina hidrelétrica, da fábrica e demais instalações como a serraria, a olaria e as acomodações para os operários e técnicos.[9][17][31][23][32]

Até a chegada da comitiva do grupo Klabin a única infraestrutura na fazenda, na época de sua aquisição, era a antiga sede conhecida como Fazenda Velha.[26] Construída no século XVIII, as instalações da antiga sede, pouco contribuiu para a utilização, sendo necessário implantar uma infraestrutura de acordo com as necessidades de funcionamento de uma grande indústria e de seus trabalhadores.[26] Com a instalação das Indústrias Klabin na Fazenda Monte Alegre em 1940,[9] surgiu em consequência o primeiro núcleo habitacional, que foi denominado de Lagoa,[23][17][33] Outro núcleo de moradores foi estabelecido ao lado do rio Das Mortandades, onde estava sendo instalada a fábrica. Esta localidade que era conhecida como Mortandade, passou a ser denominada de Harmonia,[26][34][23] No interior da fazenda, em 1944, já haviam sido também criados mais de 150 km de estradas, além de implantado o primeiro campo de aviação.[8] Com a melhoria da infraestrutura das propriedades, iam surgindo mais comunidades para acomodar os trabalhadores, como no caso da Vila Cauibí que foi erguida na década de 1940 e sendo extinta totalmente na década de 1980. Este núcleo urbano foi elaborado pelo arquiteto paulista Abelardo Cauibí.[8] Em 1942 chega na Fazenda Monte Alegre o engenheiro Luiz Augusto de Souza Vieira,[35] ex-Inspetor Geral do Departamento de Obras Contra a Seca do Nordeste - IFOCS, no governo federal, para coordenar a implantação da fábrica de papel.[26]

Muitas famílias vieram trabalhar e residir nas dependências da fazenda, famílias da região, como também do Rio de Janeiro, de São Paulo, do nordeste e até de outros países.[36] Vários outros núcleos também surgiram como Antas, Mauá, Mandaçaia, Mina de Carvão, Miranda, Quilômetro 28 (km 28) e Palmas,[8][37] além de outras localidades, acampamentos e vilas menores que foram surgindo por toda a área rural, como Agronomia, Anta Brava, Cerradinho, Colônia de Holandeses, Imbauzinho, Lagoinha, Lagoinha de Cima, Mirandinha, Olaria, Prata Um, Prata Dois, Pedreira, Quilômetro 30, Restingão, São Sebastião,[38] sendo que em 1950 a população na Fazenda Monte Alegre já alcançava 20 000 habitantes.[22] A importância de oferecer uma moradia justa e de qualidade, era o diferencial para atrair e fixar a mão-de-obra.[26] Entretanto, a maior parte do comércio nessas localidades era de responsabilidade da Klabin, criando segmentos diversos como armazéns, açougues, padarias, hotel e cinema.[39] A empresa não admitia também concorrência, tornando-se parte de um monopólio de produtos e serviços que a população necessitava usufruir.[8]

A Colônia de Holandeses[editar | editar código-fonte]

Em 1949[40][41] um grupo de aproximadamente 23 famílias,[42] com cerca de 125 imigrantes[43] neerlandeses do norte dos Países Baixos,[44] mais precisamente das regiões da Frísia, da Holanda do Norte e de Groninga,[45] fixaram-se na Fazenda Monte Alegre,[46][47][48][49] formando uma colônia entre as localidades de Harmonia e Mina de Carvão,[50] localidade que ficou conhecida como Colônia de Holandeses.[38] A Klabin[51] colocou a fazenda à disposição destes imigrantes para que fornecessem laticínios aos seus funcionários. A colônia chegou a ser visitada pelo presidente Getúlio Vargas durante sua passagem pela Klabin em 1953.[52][53][54]

Embora a colônia existiu por um período relativamente curto, pouco mais de duas décadas, sua criação contribui muito para o abastecimento de alimentos nas redondezas. Com a experiência holandesa em produção de leite de qualidade, a expectativa inicial era o fornecimento de laticínios, se bem que a produção alimentícia na colônia acabou indo além, produzindo e fornecendo para a Klabin também cereais, e até mesmo aves e suínos.[55][56][57][58] Os moradores criaram então uma escola e fundaram uma igreja. A pequena escola contava com uma professora vinda da Holanda e a igreja era atendida por um reverendo. Com o tempo a igreja passou a denominar-se Igreja Reformada Libertada de Monte Alegre, e, mais tarde, denominada Igreja Evangélica Reformada, unindo-se com as igrejas das colonias de Carambeí, Castrolanda e Arapoti.[59] Até que em setembro de 1956 a colônia de Monte Alegre recebeu o reverendo Los,[51] No dia 22 de outubro de 1959 em sua residência na colônia a visita do príncipe consorte dos Países Baixos, Bernardo de Lippe-Biesterfeld, quando este passou pela região.[51][60] Por fim, o término do contrato com a empresa na década de 1970 resulta na dispersão da colônia, onde a maioria das famílias retornou aos Países Baixos ou remigrou[42] para outros países.[51] Entretanto, alguns colonos acabaram indo para outras localidades no Paraná e outras famílias ainda acabaram fundando a Colônia Brasolândia em Unaí, Minas Gerais.[61][62][51]

O surgimento de Cidade Nova[editar | editar código-fonte]

Por iniciativa do engenheiro e empresário Horácio Klabin, criou-se a Companhia Territorial Vale do Tibagi, que comprou 89,17284 m² de terras da Fazenda Limeira de propriedade do senador Arthur Ferreira dos Santos,[22] além de comprar 212 alqueires e fração da propriedade denominada Uvaranal e quinhão nº 22 da Fazenda Imbaú, de propriedades das indústrias Klabin. O total de 300 alqueires adquiridos localizavam-se na margem do rio Tibagi, frente as instalações da Fábrica de Papel e Celulose. A ideia foi motivada pela dificuldade da empresa em administrar os núcleos habitacionais dentro da Fazenda Monte Alegre. A solução visava então diminuir os custos da Klabin e viabilizar a criação de uma cidade-livre, planejada para acomodar no máximo 20 mil habitantes, fora das propriedades da empresa para os trabalhadores. Com auxilio da Klabin, a Companhia Territorial Vale do Tibagi, foi responsável pela urbanização, loteamento e venda das terras, que foram divididas em 4 mil lotes.[8]

A área urbana projetada foi encomendada ao alemão Max Staudacher,[11][26] projetista, que pensou numa cidade-jardim,[10] com ruas curvas e um cinturão verde destinado a pequenas culturas de alimentos para garantir o abastecimento da população. Entretanto, via-se inicialmente muita falta de infraestrutura neste novo loteamento, como a ausência de pavimentação e saneamento básico.[8] A Klabin então passou a incentivar os seus funcionários que residiam na Fazenda Monte Alegre, especialmente os que pertenciam ao baixo escalão, à adquirirem os lotes na margem do rio Tibagi, passando a doar as casas, removendo-as e as levando para os novos loteamentos fora da Fazenda Monte Alegre.[8] Os novos moradores, a grande maioria funcionários da Klabin, começaram a chamar o povoado de Cidade Nova.[10]

Com o surgimento de Cidade Nova, muitos acampamentos e vilas na Fazenda Monte Alegre começaram a serem extinguidos, como a Vila Operária e a Vila Caiubí que foram totalmente desmanchadas, posteriormente também começou a minguar os demais núcleos, até que a empresa decidiu acabar com várias vilas que estavam dentro do seu domínio.[8][9] Já Cidade Nova teve rápido e extraordinário desenvolvimento,[63] crescendo socialmente e economicamente dentro de reduzido lapso de tempo, sendo que em 1954 este núcleo habitacional já contava com mais de 6 mil habitantes.[22] Foi também instalado um núcleo urbano com cem moradias em parceria com a Fundação Casa Popular, a Prefeitura Municipal de Tibagi ajudou, por exemplo, fornecendo máquinas para obras de terraplanagem.[8] Este núcleo foi denominado Núcleo Residencial Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, que popularmente é conhecido como Cem Casas.[64] Assim sucessivamente, muitos outros bairros começaram a aglomerar-se no entorno do núcleo principal de Cidade Nova.[64] Embora as terras das redondezas ainda pertencessem na época ao município de Tibagi, a margem direita do rio Tibagi já fazia parte do Distrito de Ventania, que foi criado pela lei estadual n.º 790, de 14 de novembro de 1951,[65] o qual englobou a Fazenda Monte Alegre, onde estavam inseridas as localidades de Harmonia, Lagoa, Antas, km 28, Mina de Carvão e Miranda, além de outras localidades fora dos limites da fazenda, como Barro Preto e Vila Preta.[66] Enquanto a margem esquerda, que abrangia as localidades de Cidade Nova, Mandaçaia, Triângulo, Cirol e Charqueada, fazia parte do distrito sede de Tibagi.[37]

Emancipação e formação administrativa[editar | editar código-fonte]

Em 25 de julho de 1960, através da Lei Estadual nº 4.245, em seu artigo 1°, item IV, sancionada pelo governador Moisés Lupion, foi elevado à categoria de município, com a denominação de Cidade Nova, com território desmembrado do município de Tibagi, tendo como prefeito interino Cacildo Batista Arpelau que também chefiava o poder executivo tibagiano.[22] No entanto, o município nem chegou a ser instalado, visto que a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep), pela Lei Estadual nº 26, de 31 de dezembro de 1960, revogou o item IV, do artigo nº 1, da Lei nº 4.245, de 25 de julho de 1960 e, em consequência, foi extinto o município, voltando à condição de simples bairro, com território pertencente novamente ao município de Tibagi.[37]

Pela Lei Estadual n° 4.445, de 16 de outubro de 1961, foi oficialmente criado o Distrito Administrativo de Cidade Nova, no município de Tibagi. Em 5 de julho de 1963, através da Lei Estadual n° 4.738, sancionada pelo governador Ney Braga, o distrito foi elevado à categoria de município emancipado com território desmembrado do município de Tibagi,[22] porém com denominação definitivamente para Telêmaco Borba.[67] A instalação oficial deu-se em 21 de março de 1964, quando tomou posse o primeiro prefeito municipal eleito, Péricles Pacheco da Silva e seu vice sr. João Vitor Mendes de Alcantara Fernandes, assim como a Câmara de Vereadores. Para o município foi cogitado diversos nomes como Papelândia, Klabinópolis e Monte Alegre do Paraná. Entretanto, o nome escolhido foi Telêmaco Borba, através da ação bem articulada de Guataçara Borba Carneiro então presidente da Alep e neto de Telêmaco Borba.[22]

Pela lei municipal nº 58, de 16 de agosto de 1966, foi criado o distrito de Imbaú, cuja localidade antes era denominada Cirol. Já pela lei estadual nº 11220, de 8 de dezembro de 1995, o distrito de Imbaú foi elevado à categoria de município com uma área de 331,199 km², desmembrando-se do município de Telêmaco Borba.[68]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Telêmaco Borba está localizado ao Centro-leste Paranaense e possui uma área territorial de 1382.86 km²[3] representando 0,6149 % do estado, 0,2175 % da região e 0,0144 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 24°19'26" sul e a uma longitude 50°36'57" oeste, estando a sede a uma altitude de 700 metros. Já conforme o IPARDES e dados do Instituto de Terras, Cartografia e Geologia do Paraná (ITCG) a área territorial do município é de 1385.532 km².[69]

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE,[70] o município pertence à Região Geográfica Intermediária de Ponta Grossa e é sede da Região Geográfica Imediata de Telêmaco Borba.[71][72] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, era sede da microrregião de Telêmaco Borba, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro Oriental Paranaense.[73]

A cidade de Telêmaco Borba está localizada a cerca de 235 km de distância de Curitiba por via rodoviária,[7] percorrendo da Avenida Marechal Floriano Peixoto, nas imediações do Jardim Monte Carlo, até ao Parque Barigui, na proximidade com o Campina do Siqueira, e, utilizando a principal rodovia de acesso, a BR-376.[7] O município limita-se ao norte com o município de Curiúva, a oeste com o município de Ortigueira, ao sul com o município de Tibagi, a leste com o município de Ventania e à sudoeste com o Município de Imbaú, sendo que seu perímetro é definido na lei 4.738 de 5 de julho de 1963, alterada pela lei 9.277 de 28 de maio de 1990 que desmembrou o município do Imbaú.[22] O município foi manchete dos principais noticiários nacionais, em 4 de janeiro de 2006, quando a cidade foi epicentro de um terremoto (abalos sísmicos) chegando a 4.3 na Escala de Richter.[74]

Divisão territorial[editar | editar código-fonte]

Em 2005 a prefeitura divulgou um mapa de bairros de acordo com a necessidade do plano diretor. Foram estabelecidos 32 bairros urbanos, como, por exemplo, Alto das Oliveiras, Socomim, Macopa, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Parque Limeira, Jardim Alegre, Jardim Bandeirantes e Jardim Florestal.[71][75] Foram classificadas também 12 macrozonas urbanas e 7 macrozonas rurais, para definir o macrozoneamento urbano e rural. As localidades que são consideradas bairros rurais são: Brilho do Sol, Lagoa, Harmonia, Sete Rincões e Triângulo.[76]

Geomorfologia[editar | editar código-fonte]

Os tipos de solos predominantes na região são o podzólico vermelho-amarelo e o latossolo vermelho-escuro. No município de Telêmaco Borba aparecem rochas originadas da Era Paleozóica, no período Permiano Inferior, que são rochas do grupo Itararé, formação do Rio do Sul ou Mafra e folhato e siltitos cinzentos, arenitos e diamictitos e camadas de carvão.[22] O solo do município apresenta principalmente duas variações, sendo o pedozóico vermelho-amarelo e o latossolo vermelho-escuro, aparecendo também formações de fósseis como Chonetes sp. Langolla Imbituvenses, Warthia sp., Elonicthys Gondwanus e Heteropectem Catharina.[22] O carvão mineral foi muito explorado no município, sendo que na década de 1950 um dos pesquisadores da rocha sedimentar combustível na Fazenda Monte Alegre foi o engenheiro Israel Klabin.[66][77][78]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Região do vale do rio Tibagi, entre Telêmaco Borba e Ortigueira.

O município está situado na Bacia Hidrográfica do rio Tibagi, sendo que a sede da cidade de Telêmaco Borba situa-se à sua margem esquerda. O rio Tibagi é um tributário do rio Paranapanema, que por sua vez é afluente da margem esquerda do rio Paraná.[71] Destacam-se entre os principais afluentes do município os rios: Imbaú, Harmonia, Quebra-perna, Faisqueira, Imbauzinho, do Ouro, Alegre, das Antas. Além dos arroios: das Casas, dos Sete Rincões, Limeira, Mandaçaia, Santa Rita e o Uvaranal.[71][79] Os corpos d’água urbanos apresentam-se alterados, principalmente com poluição e erosão, devido à ocupação urbana desordenada, sendo que estas alterações em muitos casos refletem em problemas de ordem ambiental, como possibilidade de alagamentos temporários em eventos de precipitação.[71]

Entre os lagos, lagoas e represas se destacam a Lagoa Azul, Lagoa Mandaçaia, Lago do Harmonia Clube, Lago da Praça da Casa da Cultura (Praça da Família) e a Represa de Mauá no rio Tibagi.[79]

Terras insulares[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

O município esta situado entre a região Cfa e Cfb,[80] com temperatura média no mês mais frio inferior a 18 °C (mesotérmico) e temperatura média no mês mais quente, acima de 22 °C, com verões quentes, geadas pouco freqüentes e tendências de concentração das chuvas nos meses de verão, contudo sem estação seca definida.[22] A temperatura média anual é de 18,52 °C, sendo o período com temperaturas mais elevadas o verão com média de 22,26 °C e o período com menores temperaturas o inverno com temperaturas médias de 14,23 °C. Entre 1976 e 2004 a temperatura máxima absoluta registrada foi de 38,2 °C em novembro de 1985 e a temperatura mínima registrada foi de -5 °C em junho de 1978.[22] A umidade relativa do ar em media anual é de 78,75% sendo o outono com ar ligeiramente mais úmido com índice de 83% e a primavera o período com o ar ligeiramente mais seco com índice de 75%.[22] A precipitação média na região é de 257,87 mm, sendo o período com menor pluviosidade o mês de agosto com precipitação média de 69,4 mm distribuídos em 8 dias e o período de maior pluviosidade o mês de janeiro com precipitação média de 204,6 mm distribuídos em 15 dias.[22] Os ventos possuem velocidades médias de 1,658 m/s com predominância de ventos ligeiramente mais fortes nos meses de novembro e dezembro com velocidade média de 1,9 m/s e predominância de ventos ligeiramente mais fracos nos meses de maio e junho com velocidade média de 1,4 m/s.[22] Em Telêmaco Borba é predominante o vento de sudeste, sendo que os ventos de sul e leste representam a segunda e a terceira direção de ventos com maior ocorrência.[81]

Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A flora local reúne cerca de 2021 espécies[82] pertencentes a mais de 40 diferentes famílias,[22] sendo cerca de 91 espécies ameaçadas.[82] Foram registradas 850 espécies de arbóreas, 193 espécies arbustivas, 282 espécies de epífitas/lianas/trepadeiras, 517 espécies de herbáceas e 179 espécies de pteridófitas. A vegetação original de Telêmaco Borba era constituída por pastagens (campos nativos) e mata com espécies como Araucária, Cedro, Peroba e Caviúna.[22] Os biomas que compreende o município, segundo o IBGE, são a Mata Atlântica e o Cerrado.[83] Entre as iniciativas de conservação da vegetação nativa, destaca-se no município a demarcação da RPPN Estadual Fazenda Monte Alegre criada em 1998 com 3.852,30 ha.[84][85]

Fauna[editar | editar código-fonte]

O município apresenta uma significativa área de florestas nativas preservadas, sendo assim, torna-se propício a manutenção de um ambiente favorável para a presença de uma diversificada fauna nativa.[22] No que diz respeito a biodiversidade faunística destaca-se a presença de pumas, lobos-guará, antas, lontras, macacos-prego, bugios, capivaras, porcos-do-mato, catetos, veados, tamanduás-bandeira e tamanduás-mirim, tatus, jaguatirica, gato-mourisco, gato-do-mato, cotias e quatis, entre outros.[22][85]

Dentro da Fazenda Monte Alegre já foram identificadas pelo menos 898 espécies de mamíferos, aves, anfíbios, répteis, peixes e crustáceos.[82] Nesta Fazenda, em apenas 0,72 % da área territorial do Paraná, já foram catalogadas pelo menos 154 espécies de mamíferos. Em 2017 correspondia a 43 % do total dos mamíferos já registrados no Estado do Paraná. Também espécies endêmicas e raras, como é o caso da espécie de morcego da família Phyllostomidae, Tonatia bidens.[86] Além disso, nessa mesma localidade foi feito o único registro da espécie perereca-zebra (Dendropsophus anceps) no Estado do Paraná, até o momento. Essa espécie é ameaçada de extinção na categoria criticamente em perigo.[87] Já foram também identificadas cerca de 545 espécies de aves, que distribuem-se em mais de 50 famílias. Em 2017 isto representa 44,8% das espécies de aves registradas para o estado do Paraná, que conta com 638 espécies.[22][85] 61 espécies de anfíbios, 4 espécies de crustáceos, 23 espécies de abelhas, 51 espécies de répteis.[85]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
197037 238
198054 58346,6%
199164 96319,0%
200061 238-5,7%
201069 87214,1%
Est. 201978 974[4]13,0%
Fonte: Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística
(IBGE)[88]

O município apresenta um alto grau consolidado de urbanização caracterizando-se como município urbano de média dimensão, que desde os anos 70 já apresentava essa tendência, sendo nesta época o único município do interior do estado a ultrapassar a marca de 50% de grau de urbanização.[22] Em 1991 o município contava com uma população urbana de 50 887 habitantes e uma população rural de 7 279 habitantes, somando 58 166 habitantes. Em 2000 a população total do município era de 61 238 habitantes,[nota 1] sendo 58 354 habitantes na área urbana e 2 884 habitantes na área rural.[22] Já sua população estimada em 2005 era de 63 742 habitantes, passando para 69 872 habitantes no censo de 2010 e saltando para uma população estimada em 78 974 habitantes em 2019.[4]

O município apresenta atualmente cinco cemitérios. O primeiro cemitério do município é o cemitério de Harmonia, localizado na Fazenda Monte Alegre[89] foi criado na década de 1940. O cemitério São Marcos, localizado no bairro Nossa Senhora de Fátima, foi instalado em 16 de setembro de 1967. O mais recente, o cemitério Parque Municipal Jardim da Saudade, localizado no bairro Jardim Bandeirantes, foi inaugurado em 23 de dezembro de 1987.[90] Há ainda o registro de dois cemitérios rurais, um deles é o cemitério de Mandaçaia, localizado próximo a localidade da Vila Rural Brilho do Sol, entre as fazendas Imbaú e Mandaçaia. O outro é o cemitério do Sete Rincões, na localidade de mesmo nome.

Etnias
Branca 71,29%
Parda 26,07%
Negra 2,16%
Amarela 0,42%
Indígena 0,20%
Fonte IBGE - Censo
Demográfico (2010)[91]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Em 2010, segundo dados do censo do IBGE daquele ano, a população residente no município era composta por 49 714 brancos (71,29%); 18 217 pardos (26,07%); 1 507 pretos (2,16%); 296 amarelos (0,42%); 138 indígenas (0,20%) declarados.[91] Ainda em 2010, 69 796 habitantes eram brasileiros natos (99,89%) e 31 naturalizados brasileiros (0,04%), e 45 eram estrangeiros (0,06%).[92]

Considerando-se a região de nascimento, em 2010, 66 077 eram nascidos na Região Sul (94,57%), 2 779 no Sudeste (3,98%), 580 no Nordeste (0,83%), 222 no Centro-Oeste (0,32%) e 49 no Norte (0,07%).[92]

Religião[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Censo 2010 do IBGE[93] existe diversas comunidades religiosas no município, predominantemente cristãs. Entre a população residente em 2010 o Censo mostrou 36 877 pessoas que declararam-se católicas apostólica romana, 26 841 pessoas que declararam-se evangélicas, 48 pessoas que declararam-se espíritas, 23 pessoas que declararam-se da umbanda e/ou candomblé. Ainda mostrou 5 052 pessoas que declararam não ter religião e nenhuma pessoa declarou ter religião de tradições indígenas.[93] Dentre as principais instituições religiosas destacam-se como a Igreja Católica Apostólica Romana,[94] Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja Batista Betel,[95] Igreja Presbiteriana do Brasil,[96] Igreja Pentecostal Deus é Amor, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo, Igreja Universal do Reino de Deus, Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, entre outras.[93] Existe também uma comunidade greco-católica ortodoxa de rito ucraniano, a capela São José Operário, localizada no bairro Alto das Oliveiras.[22]

Religiões
Católica 52,78%
Evangélica 38,41%
Espírita 0,07%
Umbanda/Candomblé 0,03%
Outras 1,48%
Sem religião 7,23%
Fonte IBGE - Censo
Demográfico (2010)[93]

Igreja Católica Apostólica Romana[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 1947 foi criada a paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na localidade de Harmonia, desmembrando-se da paróquia de Tibagi.[94] Em janeiro de 1960 foi criada a paróquia de Nossa Senhora de Fátima na localidade de Cidade Nova, extinguindo-se assim a paróquia de Harmonia que passou a ser capela da nova paróquia.[94] Foram muitas as capelas que existiram na fazenda Monte Alegre, no município de Telêmaco Borba, como por exemplo, a extinta capela da Mina de Carvão que tinha como padroeira Santa Bárbara, protetora dos mineiros. A primeira missa dessa localidade foi rezada em 4 de dezembro de 1965, por ocasião da festa de Santa Bárbara. Tal capela era premente, pois a população católica dessa localidade era numerosa e isolada da sede da recém criada Paróquia de Nossa Senhora de Fátima.[97] Existiu também a paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que foi recriada na localidade de Harmonia, sendo instalada em 3 de março de 1974, desmembrada da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, cuja jurisdição eclesiástica abrangia Harmonia, Agronomia, Lagoa, Mina de Carvão, Barro Preto e Ventania.[98]

Atualmente existem duas paróquias católicas em Telêmaco Borba[94]: a paróquia Nossa Senhora de Fátima,[99] no Centro, fundada em 1960, administrada pela Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas). E a paróquia de São Pedro e São Paulo,[100] no Parque Limeira Área 2,[101] fundada em 2008,[102] administrada pelos Padres Diocesanos.

Movimento da Renovação Carismática Católica

O Movimento da Renovação Carismática Católica (RCC) se destaca no município, pois foi em Telêmaco Borba que foi fundado o movimento no Paraná no ano de 1970 pelo padre Daniel Kiarkarski,[103] um dos primeiros municípios do Brasil a receber a RCC, após Campinas no estado de São Paulo.[104]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

A administração municipal se dá pelos poderes executivo e legislativo. Em 1 de janeiro de 2017 tomou posse como prefeito Márcio Artur de Matos do PDT e como vice-prefeita Rita Mara de Paula Araújo do PV,[105] juntos sucederam o prefeito Luiz Carlos Gibson (PPS) e o vice-prefeito Dã Cortez (PROS).[106] A sede administrativa do executivo é denominada Paço das Araucárias e localiza-se na Praça Dr. Horácio Klabin.[22] O poder legislativo é constituído pela câmara municipal de Telêmaco Borba, que teve instalação em 21 de março de 1964, pelo Juiz de Direito da comarca de Tibagi Dr. Eros Pacheco, sendo Eliomar Meira Xavier o primeiro presidente da casa. É composta por treze vereadores[107] eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[108]).[109]

No âmbito do poder judiciário, a Comarca de Telêmaco Borba foi criada pela Lei nº 5.809 de 15 de julho de 1968 e instalada em 30 de janeiro de 1969 de acordo com a Portaria nº 143/1969, tendo o Sr. Dr. Onésimo Mendonça de Anunciação o 1º Juiz Titular e o Sr. Dr. Vanderlei Antônio Bonamigo 1º Promotor de Justiça.[22][79] A Comarca conta com as Varas: Criminal, família, infância e juventude; Vara Cível; Vara do Juizado Especial de Pequenas Causas Cíveis e Vara do Juizado Especial de Pequenas Causas Criminais; Vara eleitoral e Cartório distribuidor. Todas localizadas no Fórum Dr. Laurentino Bittencourt Mercer, na rua Leopoldo Voigt, Centro. Além da Vara do Trabalho, localizada a rua Governador Bento Munhoz da Rocha Neto, no Macopa.[79][110] O município sedia também a 1ª Vara Federal de Telêmaco Borba, compreendo a 19ª Subseção Judiciária do Paraná criada em 4 de abril de 2014,[111] atendendo os municípios de Arapoti, Curiúva, Figueira, Ibaiti, Imbaú, Ortigueira, Reserva, Sapopema, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania.[112] No âmbito da Justiça Eleitoral, sedia o cartório da 111ª zona eleitoral. Havia 53 187 eleitores no município em janeiro de 2018, o que representava 0,670% do total do estado do Paraná.[113]

Economia[editar | editar código-fonte]

Valor adicionado bruto a preços básicos
segundo os ramos de atividades
Valor
(R$ 1.000,00)
Porcentagem
Agropecuária 112.354,63 3,5%
Indústria 1.845.344,64 58,4%
Serviços 877.419,83 27,8%
Administração pública 326.073,34 10,3%
Total 3.161.192,44
Fonte IBGE (2016)[6]

O município é considerado a "Capital Nacional do Papel";[114] contém o sexto maior pólo industrial do Paraná[115] e é centro de referência nacional no setor madeireiro.[115] Em 2015 o município configurava-se como o maior produtor de madeira do Paraná e o quarto maior produtor do Brasil, com 158,4 mil hectares dedicados à atividade.[116] Em Telêmaco Borba está localizada a maior fábrica de papel da América Latina,[117] a unidade Monte Alegre das indústrias Klabin. Em relação ao ano de 2015, a empresa teve um faturamento de 5,6 bilhões de reais e teve seu índice de Valor Ponderado de Grandeza (VPG) calculado em 4,8 bilhões de reais, portanto, a Klabin está consolidada como a maior empresa da região dos Campos Gerais,[118] uma das maiores empresas do estado[119] e uma das maiores do Brasil.[120]

No Produto Interno Bruto (PIB) de Telêmaco Borba, destacam-se a indústria e a área de prestação de serviços. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2016, o PIB do município era de  3 389 480,99 mil reais.[6] 228 288,54 mil eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e o PIB per capita era de  44 278,00 reais.[6] O valor adicionado bruto da administração, saúde e educação públicas e seguridade social, a preços correntes rendia  326 073,34 mil reais. Já o valor adicionado bruto do setor de serviços a preços correntes foi de  877 419,83 mil reais.[6] Em 2015 o município possuía cerca de 19 mil empregos formais conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).[71] Dos 19 mil empregos formais, 50% estavam alocados no setor de comércio e serviços, 47% na indústria e 3% na agricultura e pecuária.[71]

Setor primário
Alojamento de funcionários em meio aos reflorestamentos de Telêmaco Borba.
Estabelecimento hoteleiro em Telêmaco Borba. O setor terciário atualmente é a segunda fonte geradora do produto interno bruto local.

O valor adicionado bruto da agropecuária, a preços correntes, rendia  112 354,63 mil reais. No âmbito da produção agrícola, em 2018, o município tinha uma área plantada de 798 hectares e o valor gerado foi 3,2 milhões de reais produzidos, conforme informações da pesquisa de Produção Agrícola Municipal, do IBGE.[121] O município conta com uma pequena área territorial destinada para lavouras temporárias e permanentes. Na lavoura temporária, em 2018, foram produzidos principalmente soja ((1 906 toneladas), aveia (440 toneladas), milho (255 toneladas), mandioca (180 toneladas), melancia (180 toneladas), tomate (117 toneladas), e feijão (24 toneladas).[122] Já na lavoura permanente, em 2018, se destacam a banana (18 toneladas), a laranja (44 toneladas) e a tangerina (44 toneladas).[123] Segundo o IBGE, em 2018, o município contava com 1 210 bovinos, 7 bubalinos, 40 caprinos, 285 equinos, 125 ovinos, 377 suínos e 6 015 galináceos. 280 vacas foram ordenhadas, das quais foram produzidos 429 mil litros de leite. Também foram produzidos 35 000 quilos de mel de abelha e 847 quilos de peixes.[124]

Setor secundário

A produção industrial rendia 1 845 344,64 mil reais ao PIB do município em 2016.[6] O parque industrial conta com mais de 80 empresas e coloca a cidade como centro de referência nacional desse setor.[115] Atualmente o município conta um parque industrial subdividido em 4 distritos (Distrito do Aeroporto, Distrito Consolidado, Distrito Industrial do Triângulo e Extensão do Triângulo).[79] A maior parte das empresas atuam na industrialização de artefatos e derivados da madeira e no beneficiamento de madeira.[79] As empresas do município dispõem de madeira certificada dentro dos princípios e critérios do FSC — Forest Stewardship Council — que atestam que a madeira é oriunda de florestas bem manejadas. Há ainda a presença de uma empresa química, algumas empresas do ramo de montagem e manutenção industrial e fabricação de medicamentos.[79] A grande parte da produção em geral do município é exportada para os Estados Unidos, Canadá e países da Europa e também da Ásia.

Usinas hidrelétricas[editar | editar código-fonte]

Os rios que cortam o município e a região apresentam grande potencial hidroelétrico, não é a toa a construção de barragens e instalações de usinas para gerarem energia elétrica. Em Telêmaco Borba encontram-se duas hidrelétricas, a Usina Hidrelétrica Presidente Vargas e a Usina Hidrelétrica Mauá, ambas no rio Tibagi. Há ainda perspectivas futuras da construção de mais uma hidrelétrica em Telêmaco Borba,[125] com a formação de um reservatório abrangendo áreas dos municípios de Telêmaco Borba, Tibagi e Imbaú,[126] tendo o reservatório uma área estimada em 17,36 km², 251,4 hm³ de volume acumulado e uma extensão total de 42 km.[127] A hidrelétrica denominada Usina Hidrelétrica Telêmaco Borba[128] está em fase de estudos já há alguns anos[129] e a sua instalação teria duas unidades geradoras de 60 MW cada, totalizando a potência instalada de 120 MW.[127] O local de implantação do aproveitamento energético da UHE Telêmaco Borba foi determinado no estudo de inventário feito pela COPEL em 1984, reavaliado em 1994 e confirmado em 1997. Os primeiros estudos de viabilidade da UHE Telêmaco Borba começaram em 2002. Em 2005 foi elaborado o Estudo de Impacto Ambiental- EIA e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, e logo em seguida os estudos foram paralisados devido a licença prévia não ter sido efetivada. Os estudos retomaram em 2010, buscando atender as obrigatoriedades da legislação e a revisão e melhoramento nos estudos levantados.[127] Se a implantação da usina for realizada, poderá impactar negativamente atividades econômicas no rio, como, por exemplo, o setor turístico e o da mineração.[130]

Usina Hidrelétrica Presidente Vargas

Inaugurada no dia 25 de janeiro de 1953, com 22,5 MW de capacidade, teve como objetivo inicial atender as necessidades das Indústrias Klabin e dos núcleos habitacionais formados na Fazenda Monte Alegre pertencente a fábrica.

Usina Hidrelétrica Mauá
Ver artigo principal: Usina Hidrelétrica Mauá

A Usina Hidrelétrica Mauá teve sua construção iniciada em 2008 e foi inaugurada no dia 12 de dezembro de 2012.[131] A usina de 361 MW de capacidade de geração é suficiente em atender ao consumo de 1 milhão de pessoas. A barragem da hidrelétrica foi construída no rio Tibagi, entre os municípios paranaenses de Telêmaco Borba e Ortigueira, localizada na região do Salto Mauá, porção média do rio Tibagi. A casa de força fica na margem direita do rio Tibagi, no município de Telêmaco Borba, perto da foz do Ribeirão das Antas, no local conhecido como Poço Preto. Coordenadas da barragem: 24°03’48” S / 50°42’05” W.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Praças[editar | editar código-fonte]

O espaço urbano de Telêmaco Borba apresenta inúmeros espaços públicos como praças, bosques e áreas de lazer.[132] Destacam-se: a Praça 29 de março (Praça do Cruzeiro - monumento);[132][133][134] o Parque da Cidade;[135][136][137] a Praça Bolívar Caetano Vaz;[132][138] a Praça Clodomiro Miguel Fernandes;[132] a Praça da Família - Lago da Praça da Casa da Cultura;[132][71] a Praça Dr. Horácio Klabin;[71] a Praça Esperanto;[132][71] a Praça Harmonia;[71] a Praça Lauro Neves;[71][139] a Praça Jiri Aron[140] (Praça da Bíblia/Praça do Relógio);[79][71] a Praça Luba Klabin (Praça dos Pinheiros);[132][71] a Praça Manoel Gerônimo da Silva;[132] a Praça Nossa Senhora de Fátima;[132][71] a Praça Paul Harris;[132][71] a Praça Pedro Cortez;[132][141] a Praça São Francisco de Assis.[132][71]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Em 2009, o município possuía 29 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos e serviços odontológicos.[142] No que se tem registro, a Klabin foi responsável pelos primeiros serviços médicos nas áreas do atual município de Telêmaco Borba. Motivado pelo isolamento da empresa e dos núcleos habitacionais na Fazenda Monte Alegre, iniciou-se a criação de postos de saúde e a contração de médicos e profissionais ligados à saúde para atender os funcionários e seus familiares. Já em meados da década de 1940 a Klabin resolveu terceirizar o serviço médico, sendo criada então em 1946 a ORMASA – Organização Montealegrense de Saúde que passou a administrar as farmácias, os postos de saúde e um hospital localizado em Harmonia.[8]

A secretaria municipal de saúde presta atendimento à população em geral através do Sistema Único de Saúde, realizado por meio dos postos de Unidades Básica de Saúde (UBS)[22] e da Unidade de Pronto Atendimento 24 horas - UPA (inaugurada em 2016[143]). Foi implantado também em 2013 o Centro Regional de Especialidades.[144] Atualmente o município conta com 15 UBS nos bairros.[79]

Telêmaco Borba sedia a 21ª Regional de saúde, que foi criada em 1 de novembro de 1989, atendendo também municípios vizinhos como Reserva, Tibagi, Ortigueira, Curiúva, Ventania e Imbaú.[22]

Unidades hospitalares

A primeira unidade hospitalar, o Hospital de Harmonia, era de madeira, com cerca de 40 leitos, que posteriormente foi melhorado com a construção de um novo prédio, em alvenaria, abrigando 80 leitos. A edificação foi projeto de Max Staudacher.[145] O Hospital de Harmonia encerrou suas atividades em 2001 e passou abrigar apenas a Clínica de Nefrologia de Telêmaco Borba, inaugurada em 2003, que tem como objetivo realizar hemodiálise na região.[145] O município conta hoje com dois hospitais de iniciativa privada:[79] Instituto Hospital Drº Feitosa e o Hospital Moura fundado pelo médico Laudelino de Moura Jorge Filho.[22] O Instituto Hospital Drº Feitosa iniciou suas atividades no inicio da década de 1960 como Casa de Saúde Drº Feitosa.[145] A instituição foi fundada pelo médico Aulino Feitosa Alves, que chegou em 1957 em Cidade Nova, e hoje conta com 200 leitos hospitalares.[145][146] No serviço público há o Hospital Regional de Telêmaco Borba[147] com 124 leitos, inaugurado em 2 de abril de 2018.[148]

Educação[editar | editar código-fonte]

Telêmaco Borba é sede[149] do Núcleo Regional de Educação criado no município em 1992.[150] O núcleo atende sete municípios: Curiúva, Imbaú, Ortigueira, Reserva, Sapopema, Telêmaco Borba e Ventania.[151][152]

A prefeitura é responsável por aproximadamente 7,5 mil alunos, sendo 23 escolas municipais e 15 Cmeis (Centro Municipais de Educação Infantil). A Atual secretária municipal de Educação é a professora Rosimeyre Barbosa Siqueira Carneiro.[153]

Educação básica de Telêmaco Borba em números (2017)[154][155]
Nível Matrículas Docentes[nota 2] Escolas (total)[nota 3]
Ensino infantil 935 119 23
Ensino pré-escolar 2 125 120 48
Ensino fundamental 10 349 462 46
Ensino médio 3 009 235 15
TOTAL 16 418 936 132

Ensino profissionalizante, técnico e superior[editar | editar código-fonte]

Particular
Pública
  • AEF - Associação Educacional "Fanuel" - Guarda Mirim de Telêmaco Borba (Aprendizagem profissional - oportuniza o primeiro emprego);
  • CEMEP - Centro Municipal de Ensino Profissionalizante;[160][161]
  • IFPR - Instituto Federal do Paraná - campus de Telêmaco Borba;[162]
  • UEPG - Universidade Estadual de Ponta Grossa - campus universitário de Telêmaco Borba;[163][164]
Educação profissional de Telêmaco Borba em números (2017)[155]
Nível Matrículas Docentes instituições
Educação profissional 948 67 5
Ensino superior 3 065 131 11
TOTAL 4 013 198 15

Serviços[editar | editar código-fonte]

A distribuição de energia no município é fornecida pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). Segundo a empresa, em 2017 havia um total de 27 737 unidades consumidoras e foram consumidos um total de 131 931 KWh de energia.[155] Já o serviço de abastecimento de água de toda a cidade é feito pelo Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).[155] A água do abastecimento feito pela Sanepar provém da captação feita no rio Tibagi.[79] Segundo a empresa, em 2018 havia um total de 24 865 ligações e um total de 27 203 unidades atendidas, sendo que o consumo de água faturado e medido foi de 3 638 057 m³ e 3 494 871 m³ respectivamente.[155] Em relação a rede coletora de esgoto para tratamento o serviço é realizado também pela Sanepar, sendo que em 2018 havia no município um total de 19 626 ligações e um total de 21 856 unidades atendidas.[155][79]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A frota municipal em 2018 era de 44 082 veículos, sendo 25 877 automóveis, 1 150 caminhões, 706 caminhões-tratores, 3 316 caminhonetes, 1 102 caminhonetas, 41 ciclomotores, 246 micro-ônibus, 7 270 motocicletas, 2 077 motonetas, 238 ônibus, 731 reboques, 925 semi-reboque, 72 tratores de rodas, um trator de esteira, 21 triciclos e 308 utilitários.[155]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

  • PR-160 — Rodovia do Papel, trecho Imbaú-Telêmaco Borba e Telêmaco Borba-Curiúva.
  • PR-340 — Trecho Tibagi-Telêmaco Borba (denominação Rodovia Francisco Sady de Brito[165]) e Telêmaco Borba-Ortigueira (denominação Rodovia Wilson Bueno de Camargo[166][167]).
  • PR-239 — Trecho Ventania-Telêmaco Borba (localidade de Lagoa).
  • PR-090 — Rodovia do Cerne, trecho Curiúva-Ventania, cortando o município de Telêmaco Borba próximo a divisa com os municípios de Ventania e Curiúva.
  • BR-153 — Rodovia Transbrasiliana, trecho Tibagi-Ventania, cortando o município de Telêmaco Borba próximo a divisa com o município de Ventania.

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Telêmaco Borba faz parte do 2 º Distrito de Produção, de acordo com a Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA (Atual Rumo Logística). O trecho entra no município pela porção nordeste chegando até a sede municipal, localizada no centro-sul do município. Atualmente a região é atendida apenas com trens de carga para o escoamento da produção da empresa Klabin. Próximo da localidade de Harmonia, está localizada a antiga estação ferroviária (Estação Harmonia). A distância por via férrea até Curitiba é de 472 km.[22]

Aeroviário[editar | editar código-fonte]

No âmbito aeroviário o município é servido pelo Aeroporto de Telêmaco Borba. Os primeiros serviços aéreos locais eram localizados na pista de voos da Fazenda Monte Alegre. A pista aérea na fazenda tinha 950 m e quando foi construída era considerada uma das maiores do Paraná na época, contava ainda com um serviço aéreo regular entre São Paulo, Monte Alegre, Curitiba e vice-versa, pela companhia aérea Cruzeiro do Sul.[168] Nas proximidades de Telêmaco Borba há ainda aeroportos regionais como o Aeroporto de Ponta Grossa distante cerca de 138 km[169] e o Aeroporto de Londrina distante cerca de 182 km.[170] Em relação ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, na região de Curitiba, está localizado aproximadamente a 270 km de Telêmaco Borba.[171]

Aeroporto de Telêmaco Borba
Ver artigo principal: Aeroporto de Telêmaco Borba

Telêmaco Borba é servida por um aeroporto que recebe o mesmo nome da cidade, identificado pela sigla SSVL. Possui uma ampla infraestrutura, com uma pista revestida com asfalto de 1800 metros de comprimento por 30 metros de largura e atende, normalmente, a uma média de 67 pousos e decolagens por mês. Opera também em períodos noturnos. É considerado o maior aeroporto da região dos Campos Gerais do Paraná.[22] Coordenadas Geográficas: 24º18'59"S/050º39'08"W.

Teleférico
Ver artigo principal: Bonde Aéreo de Telêmaco Borba

Foi inaugurado no final da década de cinquenta, em 11 de novembro de 1959,[172] tendo a capacidade para 32 passageiros por cabine, ligando a cidade de Telêmaco Borba ao bairro de Harmonia, com 1.318 m de vão livre sobre o rio Tibagi. Comumente chamado de "bondinho", tornou-se um dos principais atrativos turísticos do município e é considerado um ícone do turismo na região.[173]

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Polícia militar[editar | editar código-fonte]

As instalações da Polícia Militar em Telêmaco Borba foram inauguradas em 31 de janeiro de 1970 com sede na rua Governador Bento Munhoz da Rocha Neto, no bairro Macopa, anexo ao pátio da antiga Prefeitura Municipal. Em 18 de setembro de 1990 as instalações foram transferida para Rodovia do Papel, km 21, no bairro Jardim Bandeirantes, num espaço de 14.155 m².[174] Em 22 de abril de 2004 foi criado oficialmente por decreto a 3ª Companhia Independente de Polícia Militar (3ª CIPM) com sede em Telêmaco Borba,[175] adquirindo autonomia do 1º Batalhão de Polícia Militar. A Companhia passou a atender dez municípios da região, numa área de 12.3282 km².

Em 3 de março de 2016,[176] conforme o Decreto Estadual 3624 foi criado o 26º Batalhão de Polícia Militar (BPM) com sede no município de Telêmaco Borba,[177] tendo como primeiro comandante o Major Dirceu Kosloski. Abrange os municípios de Ortigueira, Imbaú, Curiúva, Figueira, Sapopema, Reserva, Tibagi, Ventania e Cândido de Abreu,[178] atendendo uma população de 215.951 habitantes[179] na época de sua criação. O 26º BPM conta com três companhias: a 1.ª Companhia, com sede em Telêmaco Borba, com três pelotões; a 2.ª Companhia, com sede em Ortigueira, com dois pelotões, um responsável por Ortigueira e Imbaú e outro por Curiúva, Figueira e Sapopema; a 3.ª Companhia, com sede em Reserva, contará com três pelotões, um responsável por Reserva, o segundo por Tibagi e Ventania, e o terceiro por Cândido de Abreu.[180] O BPM, é comandado atualmente pelo tenente-coronel Luiz Francisco Serra.[181][182]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Telêmaco Borba apresenta um grande potencial turístico, notando-se a presença do turismo cultural, artesanal e ambiental, com ênfase para o turismo de eventos, industrial e de negócios.[79] A cidade se consolidou como um polo regional, abrigando diversos eventos culturais, artísticos, religiosos, esportivos, educacionais e comerciais.[79][71] No turismo industrial o destaque são as visitas às empresas locais para conhecer as estruturas, as formas de produção e a tecnologia empregada, principalmente no setor florestal e madeireiro, sendo comum a visita, por exemplo, de instituições de ensino e empresas de consultorias. A cidade ainda reúne um importante setor de serviços regionais, impulsionando os segmentos comerciais e de negócios. O turismo no município é um importante segmento da economia local, movimentando os serviços de hotelaria, de alimentação e de transportes.[79][71]

Os atrativos culturais que mais se destacam-se no município são: o Bonde Aéreo de Telêmaco Borba;[71] a Casa do Artesão;[79][71] o Centro Cultural Eloah Martins Quadrado;[71] o Centro de Interpretação da Natureza Frans Krajcberg;[71] o Espaço Cultural Vera Lafer;[183] a sede da Fazenda Velha;[79][71] o Museu Histórico Municipal de Telêmaco Borba;[71] o Museu da Fauna e da Flora.[71] No âmbito religioso o destaque turístico são as capelas católicas como: a Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Harmonia;[71] a Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, nas Cem Casas;[94] a Capela Santo Antônio, na Lagoa;[94] e também a Gruta da Rodoviária;[71] a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima[71] e o Templo de Adoração Jesus Misericordioso (antiga igreja matriz).[79]

Em relação ao ecoturismo, Telêmaco Borba apresenta aptidão para o turismo ambiental, com uma vasta área de corredores de mata nativa preservada. Os destaques locais são para as belezas naturais, acidentes geográficos e parques. Os principais atrativos naturais são: o Bosque de Harmonia (Via Ambiental);[71] a Caverna da Mandaçaia;[79] a Fonte de Água da Sulfurosa da Codorna Branca;[79] a Lagoa Azul;[79] a Lagoa Mandaçaia;[79] o Parque Ecológico Samuel Klabin;[71] o Parque Municipal do rio Tibagi;[79][71] a Represa da Usina de Mauá;[71] a Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Monte Alegre.[71] Devido ao relevo acidentado, os rios que cortam a região apresentam inúmeras corredeiras, cachoeiras e saltos, principalmente no vale do rio Tibagi. As principais quedas de água em Telêmaco Borba são: a Cachoeira das Pedras (rio Imbaú);[79][71] a Cachoeira do Alegre (rio Alegre);[79][71] a Cachoeira Grande (rio Tibagi);[79][71] o Cachoeirão (rio Quebra-perna);[79][71] o Saltinho;[79][71] o Salto da Conceição (rio Tibagi);[79][71] o Salto das Antas (rio das Antas);[184][185][186] o Salto Peludo (rio Tibagi).[187][188]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Artesanato[editar | editar código-fonte]

O artesanato no município é representado principalmente pela confecção de peças e materiais em madeira, em reciclados, em couro, em fio, em lã, em vidro, bordados, pinturas em tela e em tecido,[79] além de produtos alimentícios artesanais, como as compotas de doces e de derivados de mel.[189] A produção pode ser feita com madeira e produtos derivados, bem como o uso de sementes e cascas, como do pinhão e da pinha. Um dos produtos que tornaram-se característicos do município são os artesanatos feitos com a fita tusa, que é derivada de um material reciclado de resíduo da indústria papeleira.[190]

Muito dos produtos confeccionados no município pode ser encontrado na Casa do Artesão que expõe itens de artesãos da Associação Pró-Arte Telemacoborbense (Aproart)[191] e produtos alimentícios da Cooperativa dos Apicultores e Meliponicultores Caminhos do Tibagi (Coocat-Mel).[192] Os artesãos de Telêmaco Borba recebem apoio da Assessoria de Indústria Artesanal, Comércio e Turismo de Telêmaco Borba. Alguns dos artesanatos feitos em Telêmaco Borba integram a Coleção Campos Gerais de Artesanato de iniciativa da Agência de Desenvolvimento do Turismo dos Campos Gerais e Rota dos Tropeiros do Paraná (ADTCG), em parceria com o Sebrae.[193]

Culinária[editar | editar código-fonte]

Prato típico

Em 2008 o município oficializou o entrevero de pinhão como prato típico, que segundo a prefeitura, buscou-se fundamentos históricos correlacionados com o Caminho Cultural dos Tropeiros, resgatando a herança cultural deixada.[194] Na receita telêmaco-borbense usa-se basicamente ingredientes como pinhão, posta vermelha, charque, tomate, alho, cebola e cheiro verde. Podendo ser servido acompanhado de arroz branco, farofa e saladas.[195]

Eventos[editar | editar código-fonte]

O município de Telêmaco Borba realiza diversos eventos, entre eles eventos anuais que compõem o calendário local. Os principais eventos da cidade são: a Expo Telêmaco, festa em comemoração do aniversário do município;[196][197] o FEMINT - Festival de Música e Interpretação;[198] o Festival Gomarábica;[199][200] o Festival de Dança de Telêmaco Borba.[201][202] A cidade também já sediou importantes eventos voltados para a vocação econômica local como a EXPOMAD - Exposição de Máquinas e Equipamentos do Ramo Florestal e Madeireiro[203] e a FICMA - Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Madeira.[204][205] Alguns eventos religiosos também se destacam, como as festas católicas que reúne devoções, novenários, procissões, cavalgadas, carreatas e shows.[206] As principais festas no município são: a Festa da Padroeira, em louvor a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro,[207][208] e a Festa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.[209][210]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Telêmaco Borba há dois feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia do aniversário da instalação do município devido a emancipação política municipal, em 21 de março; e o dia de Nossa senhora do Perpétuo Socorro, padroeira municipal, em 27 de junho.[79]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Para as práticas esportivas, de recreação e lazer, foram criados diversos clubes.[22] Para os operários da Klabin, foi fundado em 1946 o Clube Atlético Monte Alegre. Posteriormente, já para os funcionários graduados da Klabin, criou-se o Harmonia Clube. Já na localidade da Lagoa foi criado também para a comunidade do setor florestal o Grêmio Recreativo Araucária.[8]

O município possuiu vários clubes de futebol que participaram no Campeonato Paranaense, dentre eles o Clube Atlético Monte Alegre (CAMA) - campeão na edição de 1955 -,[211] o Telêmaco Borba Esporte Clube[212] e o Mixto Bordô.[213]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Emancipação do distrito de Imbaú em 8 de dezembro de 1995.
  2. Os docentes podem trabalhar em uma ou mais dependências administrativas e exercer diferentes funções docentes em uma ou mais instituições.
  3. O mesmo estabelecimento pode oferecer mais de uma etapa e/ou modalidade.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CARVALHO, Dinizar Ribas de. Telêmaco Borba: o município - história política da capital do papel e da madeira, 2006.
  • COLE, H. J. + Associados. Distrito Industrial Telêmaco Borba, 1975.[214]
  • CORAIOLA, André Miguel Sidor, Capital do Papel - A História do Município de Telêmaco Borba, 2003.[215]
  • FERNANDES, Hellê Vellozo. Monte Alegre Cidade-Papel, 1973.

Referências

  1. «Dr. Márcio é eleito prefeito de Telêmaco Borba, nos Campos Gerais». G1. 2 de outubro de 2016. Consultado em 1 de janeiro de 2017 
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. a b c IBGE (s/d). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 23 de abril de 2015 
  4. a b c d «estimativa_dou_2019.xls». ibge.gov.br. Consultado em 28 de agosto de 2019 
  5. a b Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 24 de maio de 2015. Cópia arquivada (PDF) em 1 de agosto de 2013 
  6. a b c d e f g «Produto Interno Bruto dos Municípios 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de setembro de 2019 
  7. a b c Guia Quatro Rodas - Abril (20 de janeiro de 2015). «Traçar Rota - Distância de Curitiba a Telêmaco Borba». Consultado em 20 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 20 de janeiro de 2015 
  8. a b c d e f g h i j k l Telma Barros Correia (1998). «Núcleo Fabril X Cidade Livre: os projetos urbanos da Klabin do Paraná». Pontifícia Universidade Católica de Campinas - V Seminário de História da Cidade e do Urbanismo. Consultado em 5 de setembro de 2015. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  9. a b c d e f g h i j k l Hellê Vellozo Fernandes (1973). «Monte Alegre Cidade-Papel». Klabin. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  10. a b c «Surge Cidade Nova, que será Telêmaco». Diário dos Campos. 26 de março de 2013. Consultado em 24 de dezembro de 2014 
  11. a b «Aconteceu! Prédio da Prefeitura já foi Seminário». Prefeitura Municipal de Tibagi. 10 de novembro de 2016. Consultado em 12 de abril de 2013 
  12. «Odisseia Homero». Consultado em 27 de fevereiro de 2019 
  13. «Concelho de Borba». Consultado em 27 de fevereiro de 2019 
  14. Piel, Joseph M. (1945). As águas na toponímia galego-portuguesa. Lisboa: Centro de Estudos Filologicos. p. 32. ISBN 978-989-25-0214-4. ISSN 0872-5063. Consultado em 27 de fevereiro de 2019 
  15. a b «Monte Alegre, Klabin e a cidade de Harmonia: a vida dos trabalhadores na cidade papel: 1930-1960» (PDF). UTP - Universidade Tuiuti do Paraná. 2013. Consultado em 24 de fevereiro de 2019 
  16. Túlio Vargas (2008). «O maragato: a vida lendária de Telêmaco Borba». Juruá Editora. Consultado em 24 de fevereiro de 2019 
  17. a b c d XXVII - Ana Flávia Braun Vieira; Miguel Archanjo de Freitas Júnior. «Para além do papel: memória e identidade do cidadão telemacoborbense pelas páginas do jornal O Tibagi» (PDF). 22 e 26 de julho de 2013. Consultado em 3 de agosto de 2014 
  18. Darcy Ribeiro; Carlos de Araújo Moreira (1992). «La fundación de Brasil: testimonios 1500-1700». Biblioteca Ayacucho. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  19. Saul Bogoni (2008). «O Discurso de Resistência e Revide em Conquista Espiritual (1639), de Antonio Ruiz de Montoya: Ação e Reação Jesuítica e Indígena na Colonização Ibérica da Região do Guairá - Dissertação apresentada ao Curso de Pós-Graduação (Mestrado) em Letras» (PDF). Universidade Estadual de Maringá. Consultado em 11 de novembro de 2016 
  20. a b ASSUMPÇÃO, T. L. (1982). «História geral dos Jesuítas». Moraes. Livro 
  21. a b c CORTESÃO, Jaime (1951). «Jesuítas e Bandeirantes no Guaíra (1549-1640) (manuscritos da Coleção de Angelis)». Biblioteca Nacional. Livro. 1 
  22. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah «Plano Diretor de Desenvolvimento de Telêmaco Borba» (PDF). Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 2005. Consultado em 17 de maio de 2015. Arquivado do original (PDF) em 24 de setembro de 2015 
  23. a b c d e f g Anacília Carneiro da Cunha (1982). «O Homem Papel - Análise Histórica do Trabalhador das Indústrias Klabin do Paraná de Celulose S/A 1942-1980» (PDF). Universidade Federal do Paraná. Consultado em 13 de janeiro de 2015 
  24. SAINT-HILAIRE, Auguste (1820). 1964. «Viagem à comarca de Curitiba». Nacional. Livro. 1. 189 páginas 
  25. André Miguel Coraiola (2003). «Capital do papel: a história do município de Telêmaco Borba - A Chacina dos Caingangues». Consultado em 7 de setembro de 2015 
  26. a b c d e f g Marcelo Willer (1997). «Harmonia: uma utopia urbana para o Trabalho» (PDF). Programa de Pós-graduação em História, Universidade Federal do Paraná. Consultado em 5 de setembro de 2015 
  27. Widson Schwartz (14 de abril de 2013). «Indústria em tempo de guerra, a nova história no Alto Tibagi». Diário dos Campos. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  28. Widson Schwartz (3 de fevereiro de 2013). «O Tibagi desce 366 e chega a cidade memorial». Diário dos Campos. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  29. a b c Maurício Gonçalves Margalho. «KLABIN IRMÃOS & CIA: os empresários, a empresa e as estratégias de construção da hegemonia (1930-1945)» (PDF). POLIS - Laboratório de História Econômica Social da Universidade Federal Fluminense. Consultado em 3 de dezembro de 2016 
  30. Maria Ivone Bergamini Vannucchi (1977). «A indústria de papel no paraná: 1890/1970». Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes. Programa de Pós-Graduação em História. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  31. ZAPPERT, Karl (1949). 0 Tibagi. «História de Monte Alegre». Jornal 
  32. Jacques Marcovitch (2005). «Pioneiros e empreendedores: a saga do desenvolvimento no Brasil, Volume 2». Editora Saraiva. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  33. André Miguel Coraiola (2003). «Capital do papel: a história do município de Telêmaco Borba - Pedro Prestes - o Pedro Lagoa». Consultado em 6 de setembro de 2015 
  34. Carlos Heitor Cony, Sergio Lamarão, Rosa Maria Canha (2001). «Wolff Klabin: a trajetória de um pioneiro - A maior fábrica de papel do país». FGV Editora. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  35. «Escola Estadual Drº Luiz Vieira - Ensino Fundamental». Secretaria de Educação do Paraná. Consultado em 8 de dezembro de 2016 
  36. Telma Barros Correia (julho de 1997). «A Socialização das cidades empresariais e o desmonte dos requisitos urbanos da vida fabril: tendências recentes no sul do Brasil». 49 Congresso Internacional de Americanistas. Consultado em 5 de setembro de 2015 
  37. a b c André Miguel Coraiola (2003). «Capital do Papel - A História do Município de Telêmaco Borba». Livro. 1. 269 páginas 
  38. a b «Folhas Topográficas 1:100.000 - Folhas: MI2806; MI2807». Instituto de Terras, Cartografia e Geociências. 1967. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  39. Renato Martins Barbosa (2008). «Como uma empresa brasileira centenária com características de first mover responder aos desafios do crescimento?» (PDF). Instituto Coppead de Administração. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  40. «Stukjes Nederland in Brazilië» (em neerlandês). Holambra. Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  41. «Hollandse kolonie in Brazilië opgeheven» (em neerlandês). Digibron. 16 de setembro de 1971. Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  42. a b Fernando Lázaro de Barros Basto (16 de outubro de 2007). «Síntese da história da imigração no Brasil». Consultado em 7 de setembro de 2015 
  43. Diva Benevides Pinho (1963). «Cooperativeas e desenvolvimento econômico: o cooperativismo na promoção do desenvolvimento econômico do Brasil, Edições 7-8». Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  44. L.A.H.C. Hulsman (2012). «Nederlandse groepsmigratie naar Brazilië 1822-1992» (PDF) (em neerlandês). Nationaal Archief en de New Holland Foundation. Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  45. Sonia Maria Bibe Luyten (1981). «Comunicação e aculturação: a colonização holandesa no Paraná». Edições Loyola. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  46. Enne Koops (2010). «De dynamiek van een emigratiecultuur - De emigratie van gereformeerden, hervormden en katholieken naar Noord-Amerika in vergelijkend perspectief (1947-1963)» (PDF) (em neerlandês). Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  47. Hilda de Oliveira Ladeira (1976). «Um estudo sôbre a imigração holandesa nos campos gerais». Universidade Estadual de Ponta Grossa. Consultado em 6 de setembro de 2015 
  48. Maria Luiza M. S. Marques Dias, Rasângela Diniz Chubak, Verônica Toledo (1994). «Projeto realidade: alfabetização em Ponta Grossa». Instituto Nacional de Estudos e Políticas Educacionais. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  49. «História do Paraná, Volume 1». Gráfica Editôra Paraná Cultural. 1969. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  50. André Miguel Coraiola (2003). «Capital do papel: a história do município de Telêmaco Borba - Colônia Holandesa». Consultado em 6 de setembro de 2015 
  51. a b c d e Door Roel Kleine (2004). «Nederlanders in Brazilië» (em neerlandês). Consultado em 6 de setembro de 2015 
  52. Altiva Pilatti Balhana (1968). «Campos Gerais». Universidade Federal do Paraná. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  53. «De verdwenen kolonie Monte Alegre» (em neerlandês). Holambra. 28 de dezembro de 2017. Consultado em 9 de abril de 2018 
  54. «Op weg naar Monte Alegre (6)» (em neerlandês). Holambra. 9 de março de 2018. Consultado em 9 de abril de 2018 
  55. «Nummer 1 en 2 van het Maandblad ten dienste van de Gereformeerde kolonie te Monte Alegre – Paraná - Brasil». Jornal (em neerlandês). 1. 1966 
  56. C.J.M. Wijnen (1976). «Holambra I: nederlandse boeren in coöperatief verband in Brazilië» (em neerlandês). Landbouw-Economisch Instituut. Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  57. C.J.M. Wijnen (2001). «De Nederlandse Agrarische Groepsvestigingen in Brazilië» (em neerlandês). Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  58. Centrale Archief Selectiedienst (2009). «Inventaris van het archief van de Directie voor de Emigratie van het Ministerie van Sociale Zaken en Werkgelegenheid, (1933) 1945 - 1994» (PDF). Nationaal Archief, Den Haag. Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  59. «História da IER no Brasil». Igrejas Evangélicas Reformadas no Brasil. Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  60. Wilson de Lima Lucena (2009). «Igreja Evangélica Reformada no Brasil em Castrolanda - Religião, Educação e Trabalho em uma Colônia Holandesa: um estudo de caso» (PDF). Universidade Presbiteriana Mackenzie. Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  61. «Aangeboden Op Brasolandia» (em neerlandês). Brasolândia. Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  62. «Omgeving Brazilie Recreatie Brasolandia» (em neerlandês). Brasolândia. Consultado em 6 de dezembro de 2016 
  63. Cosen. «Telêmaco Borba – PR, 7° Encontro de Museus do Paraná – Fórum Estadual» (PDF). 24, 25 e 26 de junho de 2009. Consultado em 3 de agosto de 2014 
  64. a b Donizete Vieira Santos (2011). «A influência das associações comunitárias de bairros de Telêmaco Borba como objeto de motivação da participação popular na gestão publica municipal» (PDF). Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Consultado em 7 de setembro de 2015. Arquivado do original (PDF) em 3 de março de 2016 
  65. «Ventania, Paraná - Formação administrativa» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 7 de setembro de 2015 
  66. a b «Legislação do carvão nacional, Volume 2». Conselho Nacional do Petróleo, Assessoria de Relações Púbicas. 1978. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  67. Dinizar Ribas de Carvalho (2006). «Telêmaco Borba o município: história política da capital do papel e da madeira». Livro. 1. 200 páginas 
  68. «Telêmaco Borba, Paraná - Histórico - Formação administrativa» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 7 de setembro de 2015 
  69. «Perfil avançado do município de Telêmaco Borba». Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. 2017. Consultado em 7 de julho de 2017 
  70. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 11 de fevereiro de 2019 
  71. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap FUNPAR - Fundação da Universidade Federal do Paraná. «Plano Diretor - Produto 5.1 - Revisão do Plano Diretor Municipal de Telêmaco Borba.» (PDF). Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. Consultado em 11 de setembro de 2019 
  72. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 11 de fevereiro de 2019 
  73. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 11 de fevereiro de 2019 
  74. «Tremor de terra no Paraná foi de 4,3 graus na escala Richter». Gazeta do Povo. 4 de janeiro de 2006. Consultado em 15 de outubro de 2010 
  75. Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba (13 de outubro de 2005). «Mapa dos Aspectos sócio-espaciais» (PDF). Consultado em 8 de agosto de 2014. Arquivado do original (PDF) em 9 de agosto de 2014 
  76. Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba - Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Município de Telêmaco Borba (13 de outubro de 2005). «Mapa das Macrozonas» (PDF). Consultado em 8 de agosto de 2014. Arquivado do original (PDF) em 9 de agosto de 2014 
  77. «Decreto nº 36.048, de 12 de Agosto de 1954 - Autoriza o cidadão brasileiro Israel Klabin a pesquisar carvão mineral no município de Tibagi, Estado do Paraná.». Diário Oficial da União. 12 de agosto de 1954. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  78. «Decreto nº 40290 de 05/11/1956 / PE - Poder Executivo Federal (D.O.U. 06/11/1956) - Autoriza o cidadão brasileiro Israel Klabin a lavrar carvão mineral no município de Tibagi, Estado do Paraná.». Diários das Leis. 5 de novembro de 1956. Consultado em 7 de setembro de 2015 
  79. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba (2005). «Inventário da Oferta Turística do Município de Telêmaco Borba» (PDF). Consultado em 8 de janeiro de 2015 
  80. Biblioteca IBGE. «Brasil - Climas». Consultado em 17 de maio de 2015. Arquivado do original em 2 de janeiro de 2012 
  81. Gilson Campos Ferreira da Cruz. «Clima dos Campos Gerais: levantamento de algumas características como parte de um projeto de caracterização do patrimônio natural.». X Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada. Consultado em 21 de junho de 2016 
  82. a b c Klabin (julho de 2017). «Resumo Público 2017 - Plano de Manejo Florestal Telêmaco Borba-PR» (PDF). Consultado em 18 de agosto de 2017 
  83. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Telêmaco Borba - infográficos: dados gerais do município». Consultado em 17 de maio de 2015 
  84. Instituto Ambiental do Paraná - Departamento de Unidades de Conservação. «Listagem das RPPN no Estado do Paraná, Reconhecidas pelo IAP - Instituto Ambiental Do Paraná». Consultado em 21 de junho de 2016 
  85. a b c d «Plano de Manejo Florestal - Resumo Público 2018» (PDF). Consultado em 21 de fevereiro de 2019 
  86. Reis, Nelio R.; Peracchi, Adriano L.; Fandiño-Mariño, Hernán; Rocha, Vlamir J. (2005). Mamíferos da Fazenda Monte Alegre - Paraná. Londrina: Editora da Universidade Estadual de Londrina (Eduel). p. 15 
  87. Klabin. «Serviço Público Federal. CVM - Comissão de Valores Mobiliários. IAM - Informações Anuais» (PDF). Consultado em 30 de junho de 2016. Arquivado do original (PDF) em 6 de julho de 2016 
  88. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (2010). «Tabela 200 - População residente por sexo, situação e grupos de idade - Amostra - Características Gerais da População». Consultado em 12 de fevereiro de 2019 
  89. Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba (31 de outubro de 2014). «Comunicado - Cemitério de Harmonia será desativado definitivamente.». Consultado em 4 de novembro de 2015 
  90. Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba (3 de novembro de 2015). «Mais de 10 mil pessoas visitam cemitérios de TB no Dia de Finados». Consultado em 4 de novembro de 2015 
  91. a b IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). «censo demográfico 2010:População residente - cor ou raça». Consultado em 10 de novembro de 2016 
  92. a b IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010). «censo demográfico 2010:População residente por lugar de nascimento». Consultado em 10 de novembro de 2016 
  93. a b c d Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. «Telêmaco Borba - Censo Demográfico 2010: resultados da amostra - religião». Consultado em 13 de janeiro de 2015 
  94. a b c d e f «Paróquia Nossa Senhora de Fátima». Diocese de Ponta Grossa. Consultado em 13 de janeiro de 2015 
  95. «História dos Batistas Independentes no Paraná». Convenção das Igrejas Batistas Independentes. Consultado em 13 de janeiro de 2015 
  96. «Quem Somos». Igreja Presbiteriana Central de Telêmaco Borba. Consultado em 13 de janeiro de 2015 
  97. André Miguel Coraiola (2003). «Capital do papel: a história do município de Telêmaco Borba - Capela de Santa Bárbara». Consultado em 2 de janeiro de 2018 
  98. André Miguel Coraiola (2003). «Capital do papel: a história do município de Telêmaco Borba - Religiosidade Católica». Consultado em 7 de setembro de 2015 
  99. «Comunidades». Paróquia Nossa Senhora de Fátima. Consultado em 13 de janeiro de 2015 
  100. «Bispo instala Paróquia São Pedro e São Paulo em Telêmaco Borba». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 1 de julho de 2008. Consultado em 13 de janeiro de 2015 
  101. «Paróquia São Pedro e São Paulo». Diocese de Ponta Grossa. Consultado em 13 de janeiro de 2015 
  102. «Uma Nova Paróquia em Telêmaco Borba». Paróquia São Pedro e São Paulo. 26 de junho de 2008. Consultado em 13 de janeiro de 2015 
  103. Darci Aparecida Martins Corrêa (2006). «Religião e Saúde: um estudo sobre as representações do fiel carismático sobre os processos de recuperação de enfermidades nos grupos de oração da RCC em Maringá, PR». Ciência, Cuidado e Saúde. Consultado em 10 de novembro de 2016 
  104. «A RCC no Brasil - História da RCC no Brasil». RCC Brasil - Renovação Carismática Católica no Brasil. 2010. Consultado em 10 de novembro de 2016 
  105. «Dr. Márcio obtém maioria em Telêmaco Borba». Diário dos Campos. 2 de outubro de 2016. Consultado em 1 de janeiro de 2017 
  106. Diário dos Campos (8 de outubro de 2012). «Gibson, do PPS, vence com 47% em Telêmaco». Consultado em 9 de janeiro de 2015 
  107. Câmara Municipal de Telêmaco Borba (22 de agosto de 2012). «Vereadores». Consultado em 9 de janeiro de 2015 
  108. DJI. «Constituição Federal - CF - 1988 / Art. 29». Consultado em 9 de agosto de 2014. Arquivado do original em 16 de janeiro de 2012 
  109. Eleições 2012 (2012). «vereadores de Telêmaco Borba». Consultado em 9 de janeiro de 2015 
  110. «Telêmaco Borba o Município e a Comarca». Tribunal de Justiça do Paraná. Consultado em 12 de março de 2019 
  111. Portal da Justiça Federal da 4ª Região (30 de abril de 2014). «Resolução nº 54, de 04 de abril de 2014. Dispõe sobre a implantação e instalação da 1ª Vara Federal na Subseção Judiciária de Telêmaco Borba, Seção Judiciária do Paraná, e estabelece outras providências.». Consultado em 19 de novembro de 2018 
  112. Portal da Justiça Federal da 4ª Região. «Subseção de Telêmaco Borba». Consultado em 19 de novembro de 2018 
  113. Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (janeiro de 2018). «Consulta Quantitativo». Consultado em 16 de março de 2018 
  114. «Cidades paranaenses que recebem apelidos». Gazeta do Povo. 25 de Outubro de 2011. Consultado em 11 de Abril de 2012 
  115. a b c «Telêmaco Borba - Economia». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. Consultado em 11 de agosto de 2014 
  116. Fernando Rogala (8 de novembro de 2016). «Região se destaca como o 2° maior polo madeireiro». A Rede. Consultado em 10 de novembro de 2016 
  117. «Klabin - Perguntas Frequentes». www.klabin.com.br. Consultado em 11 de Abril de 2012 
  118. Fernando Rogala (9 de novembro de 2016). «Klabin é a maior empresa da região». A Rede. Consultado em 10 de novembro de 2016 
  119. Fernando Jasper (9 de novembro de 2016). «Venda da GVT enfraquece Paraná na lista das maiores empresas do Sul». Gazeta do Povo. Consultado em 10 de novembro de 2016 
  120. Fernando Rogala (10 de novembro de 2016). «Região tem treze empresas entre as 500 maiores do Sul». A Rede. Consultado em 10 de novembro de 2016 
  121. Fernando Rogala (5 de setembro de 2019). «Tibagi destaca-se como o segundo maior produtor agrícola do Sul do Brasil. Setor gerou R$ 5,94 bi em riquezas na região». A Rede. Consultado em 6 de setembro de 2019 
  122. IBGE Cidades (2018). «Produção Agrícola - Lavoura Temporária 2018». Consultado em 14 de outubro de 2019 
  123. IBGE Cidades (2018). «Produção Agrícola - Lavoura Permanente 2018». Consultado em 14 de outubro de 2019 
  124. IBGE Cidades (2018). «Pecuária 2018». Consultado em 14 de outubro de 2019 
  125. Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba (9 de fevereiro de 2012). «Município analisa pedido da ANEEL para nova usina na região». Consultado em 3 de agosto de 2014 
  126. Bonde News (21 de julho de 2014). «Justiça suspende audiências sobre a instalação de usina hidrelétrica no Paraná». Consultado em 3 de agosto de 2014 
  127. a b c IAP. «ESTUDOS AMBIENTAIS PRELIMINARES / EDITAIS DE ENTRADA E ABERTURA DE PRAZOS - 2010/2011 - EIA/RIMA UHE Telêmaco Borba com Potência de 120 MW, localizado nos municípios de Imbaú, Telêmaco Borba e Tibagi.». Consultado em 10 de outubro de 2014 
  128. Juliano Basile (6 de setembro de 2019). «Conselho recomenda 4 hidrelétricas e projeto de mineração em PPI». Valor Econômico. Consultado em 6 de setembro de 2019 
  129. G1 (21 de julho de 2014). «Justiça suspende audiências públicas sobre construção de usina no Paraná». Consultado em 3 de agosto de 2014 
  130. Thailane Melo (26 de agosto de 2019). «Brasil apoiará construção de quatro novas usinas hidrelétricas». O Petróleo. Consultado em 28 de agosto de 2019 
  131. G1 (12 de dezembro de 2012). «Usina capaz de atender um milhão de unidades é inaugurada no Paraná». Consultado em 12 de fevereiro de 2013 
  132. a b c d e f g h i j k l «Plano de Arborização Urbana - Produto 4. Diagnóstico de Arborização Urbana - Praças, Bosques Nativos Relevantes, Árvores Prioritárias» (PDF). FUNPAR - Fundação da Universidade Federal do Paraná. Março de 2017. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  133. «'Cruzeiro' é revitalizado durante ano das Santas Missões em TB». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 19 de julho de 2007. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  134. «Missa ao ar livre envolve mais de 800 pessoas». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 21 de dezembro de 2007. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  135. Mara Lúcia Bach (28 de setembro de 2017). «Klabin e Prefeitura inauguram o Parque da Cidade, em Telêmaco Borba». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  136. Marcio Luiz de Andrade (4 de outubro de 2018). «Klabin e Prefeitura promovem festa para comemorar um ano do Parque da Cidade». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  137. Marcio Luiz de Andrade (24 de outubro de 2018). «Parque da Cidade ganha bosque de árvores nativas doadas pela Klabin». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  138. André Romanowski (19 de setembro de 2019). «Grande público prestigia a inauguração da Praça Bolívar Caetano Vaz». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  139. Marcio Luiz de Andrade (18 de dezembro de 2017). «Revitalizada, Praça Lauro Neves é reinaugurada no bairro Cem Casas». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  140. «"Telêmaco Borba Digital – Internet para todos" entra em funcionamento». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 17 de dezembro de 2013. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  141. Mara Lúcia Bach (29 de maio de 2019). «Revitalização - Obras na Praça Pedro Cortez estão em andamento». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  142. Cidades@ - IBGE (2009). «Serviços de Saúde 2009». Consultado em 11 de fevereiro de 2019 
  143. «UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO (UPA) ENTRA EM FUNCIONAMENTO». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 25 de janeiro de 2016. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  144. «CENTRO REGIONAL DE ESPECIALIDADES MéDICAS INICIA ATENDIMENTO A 7 MUNICíPIOS DA REGIÃO». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 12 de agosto de 2013. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  145. a b c d André Miguel Coraiola (2003). «Capital do papel: a história do município de Telêmaco Borba - A evolução da estrutura de saúde em Monte Alegre e Telêmaco Borba». Consultado em 14 de abril de 2018 
  146. «Uma história de mais de XX anos!». Instituto Hospital Doutor Feitosa. Consultado em 12 de abril de 2018 
  147. «Hospital Regional de Telêmaco deverá ser inaugurado no início de 2017». Diário dos Campos. 16 de abril de 2016. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  148. «Governo inaugura o Hospital Regional de Telêmaco Borba». Diário dos Campos. 2 de abril de 2016. Consultado em 12 de dezembro de 2016 
  149. «Núcleo Regional de Educação de Telêmaco Borba - Institucional». Secretaria de Educação do Paraná. Consultado em 12 de abril de 2018 
  150. «Evento 70 anos SEED e 25 anos NRE Telêmaco Borba - Prêmio Gestão e Centros de Memória». Secretaria de Educação do Paraná. 18 de setembro de 2017. Consultado em 12 de abril de 2018 
  151. «Escola de Telêmaco Borba supera meta do Paraná no Ideb». Agência Estadual de Notícias. 9 de julho de 2015. Consultado em 12 de abril de 2018 
  152. «Unidades do Núcleo de Telêmaco Borba recebem premiação». Agência Estadual de Notícias. 15 de setembro de 2017. Consultado em 12 de abril de 2018 
  153. «Aulas na rede municipal de ensino iniciam-se dia 6 de fevereiro». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 5 de fevereiro de 2019. Consultado em 6 de fevereiro de 2019 
  154. Cidades@ - IBGE (2017). «Ensino, matrículas, docentes e rede escolar 2017». Consultado em 12 de fevereiro de 2018 
  155. a b c d e f g Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Sustentável (IPARDES) (setembro de 2019). «Caderno estatístico - município de Telêmaco Borba». Consultado em 6 de setembro de 2019 
  156. «CENAIC unidade de Telêmaco Borba». CENAIC - Centro Nacional Integrado de Cursos. Consultado em 12 de fevereiro de 2018 
  157. «Parceria entre SENAC E ACITEL trará curso de gastronomia para Telêmaco Borba». Associação Comercial e Empresarial de Telêmaco Borba (ACITEL). Consultado em 12 de fevereiro de 2018 
  158. «UNASP Polo Telêmaco Borba». UNASP. Consultado em 3 de janeiro de 2018 
  159. «EAD Uniandrade Telêmaco Borba». Uniandrade. Consultado em 6 de fevereiro de 2019 
  160. «Agência do Trabalhador oferece serviços de corte de cabelo e manicure para trabalhadores». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 2 de julho de 2014. Consultado em 12 de fevereiro de 2018 
  161. «Parceria Prefeitura de Telêmaco Borba e Instituto Mundo Melhor garante 20 computadores». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 20 de novembro de 2015. Consultado em 12 de fevereiro de 2018 
  162. «Campus Telêmaco Borba comemora os 10 anos do IFPR com duas inaugurações». Instituto Federal do Paraná. 28 de novembro de 2018. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  163. João Vitor Rezende (27 de novembro de 2018). «Campus da UEPG em Telêmaco Borba completa 35 anos». A Rede. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  164. «Reitor da UEPG participa do ato de 35 anos do Campus de TB». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 28 de novembro de 2018. Consultado em 14 de outubro de 2019 
  165. «Lei 12804 - 21 de Dezembro de 1999». Casa Civil do Governo do Estado do Paraná. 22 de dezembro de 2019. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  166. Nádia Fontana (29 de outubro de 2015). «Pauta da sessão plenária de terça-feira (3), na Assembleia Legislativa, relaciona dez projetos». Assembleia Legislativa do Estado do Paraná. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  167. «Lei Sancionada Nº 18625 de 2015 Publicada no Diário Oficial Nº 9581 de 23/11/2015». Assembleia Legislativa do Estado do Paraná. Novembro de 2015. Consultado em 9 de setembro de 2019 
  168. Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. «História do Município de Telêmaco Borba». Consultado em 2 de julho de 2016 
  169. Distanciacidades.com. «Distância de Telêmaco Borba e Aeroporto de Ponta Grossa (Aeroporto Santana)». Consultado em 2 de julho de 2016 
  170. Distanciacidades.com. «Distância de Telêmaco Borba e Aeroporto de Londrina». Consultado em 2 de julho de 2016 
  171. Distanciacidades.com. «Distância de Telêmaco Borba e Aeroporto Internacional Afonso Pena». Consultado em 2 de julho de 2016 
  172. «Bonde aéreo da Klabin completa 50 anos». Klabin. 13 de novembro de 2009. Consultado em 12 de fevereiro de 2012 
  173. «50 Anos do Bonde Aéreo de Telêmaco Borba». Reporter TB. Consultado em 21 de abril de 2014. Arquivado do original em 23 de abril de 2014 
  174. Polícia Militar do Paraná. «4º Comando Regional de Polícia Militar - 3ª Cia Independente PM - Histórico». Consultado em 6 de março de 2016 
  175. Decreto nº 2.834, de 22 de abril de 2004.[ligação inativa]
  176. Polícia Militar do Paraná. «26º BPM - Histórico». Consultado em 12 de abril de 2018 
  177. Polícia Militar do Paraná. «26º BPM Localização». Consultado em 12 de abril de 2018 
  178. Richa cria 26º BPM e entrega licenças ambientais para a Klabin e Copel
  179. Polícia Militar do Paraná. «26º BPM - Área de Atuação». Consultado em 12 de abril de 2018 
  180. Batalhão de Polícia Militar em Telêmaco Borba será responsável pela segurança em 10 cidades da região.
  181. Polícia Militar do Paraná. «26º BPM Comandante». Consultado em 12 de abril de 2018 
  182. Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba (22 de setembro de 2017). «Tenente Coronel Serra assume o 26º Batalhão de Polícia Militar». Consultado em 12 de abril de 2018 
  183. Marcio Luiz de Andrade (23 de setembro de 2019). «TBTran promove palestra para alunos do Programa Nossa Língua Digital da Klabin». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. Consultado em 23 de setembro de 2019 
  184. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. «Bacias Hidrográficas do Paraná» (PDF). Governo do Estado do Paraná. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  185. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (2009). «Bacia Hidrográfica do Rio Tibagi» (PDF). Governo do Estado do Paraná. Consultado em 7 de outubro de 2019 
  186. «RAS - Relatório Ambiental Simplificado - Central Geradora Hidrelétrica Curiúva I» (PDF). Hidro Curiúva Geração de Energia. Fevereiro de 2016. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  187. Paulo C. Soares. «Diamantes do Tibagi (Brasil) Excursão de Campo 5º Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante». UFPR. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  188. «Sem chuvas, região dos Campos Gerais teme pela seca no Rio Tibagi». Gazeta do Povo. 16 de junho de 2006. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  189. Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba (2 de julho de 2014). «Aproart - Pão de Mel é o novo produto da Casa do Artesão». Consultado em 8 de janeiro de 2015 
  190. A Rede (28 de outubro de 2014). «João divulga o artesanato feito em Telêmaco Borba». Consultado em 8 de janeiro de 2015 
  191. Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba (30 de agosto de 2013). «Artesanato de Telêmaco Borba participa de Feira Internacional». Consultado em 8 de janeiro de 2015 
  192. Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba (22 de dezembro de 2011). «Coocat-Mel entrega sete toneladas de mel para a Promoção Humana». Consultado em 8 de janeiro de 2015 
  193. Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba (11 de junho de 2014). «Fita Tusa faz parte da Coleção dos Campos Gerais de Artesanato». Consultado em 8 de janeiro de 2015 
  194. «"ENTREVERO" - TELÊMACO BORBA DEFINE PRATO TÍPICO». 14 de julho de 2008. Consultado em 3 de dezembro de 2012  Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba.
  195. «Aprenda a fazer entrevero de pinhão, prato típico de Telêmaco Borba». G1. 11 de julho de 2014. Consultado em 24 de maio de 2015 
  196. «ExpoTelêmaco 2018 - Confira a Programação Oficial». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 6 de março de 2018. Consultado em 12 de abril de 2018 
  197. «Telêmaco Borba dá início à programação de aniversário nesta terça». Diário dos Campos. 18 de março de 2018. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  198. «V Femint - Festival de Música e Interpretação movimenta TB». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 10 de agosto de 2011. Consultado em 12 de abril de 2018 
  199. «Abertas até 21 de outubro as inscrições para XIV Festival Gomarábica». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 4 de outubro de 2019. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  200. «Telêmaco Borba abre inscrições para XIV Festival Gomarábica». A Rede. 7 de outubro de 2019. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  201. «Festival de Dança de Telêmaco Borba chega a 31ª edição». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 27 de novembro de 2009. Consultado em 12 de abril de 2018 
  202. «2º Dança Telêmaco reúne diversos estilos no palco do Centro Cultural Eloah Martins Quadrado». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 29 de abril de 2019. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  203. «6ª. EXPOMAD reúne perto de 25 mil pessoas em quatro dias de exposição». Rota dos Tropeiros. 13 de agosto de 2010. Consultado em 12 de abril de 2018 
  204. «Telêmaco Borba recebe Ministro da Agricultura na abertura da FICMA 2008». Fiemg. 2008. Consultado em 12 de abril de 2018 
  205. «FICMA 2008: setor madeireiro conta com as soluções Bayer CropScience». Guia Construir e Reformar. 27 de junho de 2008. Consultado em 12 de abril de 2018 
  206. «Comemorações da festa da Padroeira terá shows e procissão». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 20 de junho de 2018. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  207. «27 de junho - Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Padroeira do Município)». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 28 de junho de 2011. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  208. «Católicos celebram Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Padroeira de Telêmaco Borba». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 28 de junho de 2019. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  209. «Paróquia celebra na comunidade do Socomin a Festa em Louvor a Padroeira». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 9 de outubro de 2019. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  210. «Prefeitura adapta Ginásio do Socomin para os festejos de Nossa Senhora Aparecida». Prefeitura Municipal de Telêmaco Borba. 11 de outubro de 2019. Consultado em 11 de outubro de 2019 
  211. http://www.rsssfbrasil.com//tablesfq/pr1955.htm
  212. http://www.rsssfbrasil.com//tablesfq/pr1999l3.htm
  213. http://www.rsssfbrasil.com//tablesfq/pr1989l2.htm
  214. «Distrito industrial Telêmaco Borba». Consultado em 11 de fevereiro de 2015 
  215. «Capital do papel: a história do município de Telêmaco Borba». Consultado em 11 de fevereiro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Categoria no Commons