Telêmaco Borba

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Município de Telêmaco Borba
""Capital do Papel""
Bandeira de Telêmaco Borba
Brasão de Telêmaco Borba
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de março
Fundação 1964 (51 anos)
Gentílico telêmaco-borbense
Prefeito(a) Luiz Carlos Gibson[1] (PPS)
(2013–2016)
Localização
Localização de Telêmaco Borba
Localização de Telêmaco Borba no Paraná
Telêmaco Borba está localizado em: Brasil
Telêmaco Borba
Localização de Telêmaco Borba no Brasil
24° 19' 26" S 50° 36' 57" O24° 19' 26" S 50° 36' 57" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Centro Oriental Paranaense IBGE/2008[2]
Microrregião Telêmaco Borba IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Tibagi, Imbaú, Ventania, Curiúva, Ortigueira
Distância até a capital 249 km
Características geográficas
Área 1 382,86 km² [3]
População 75 054 hab. estimativa populacional — IBGE/2014[4]
Densidade 54,27 hab./km²
Altitude 741 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,734 alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 1 660,740 mil IBGE/2012[6]
PIB per capita R$ 23 332,86 IBGE/2012[6]
Página oficial

Telêmaco Borba é um município brasileiro localizado na região dos Campos Gerais do estado do Paraná, a 235 km[7] da capital paranaense, Curitiba. O município pertence a Mesorregião do Centro Oriental Paranaense e é sede da microrregião que leva o seu nome. Possui uma população estimada em 75 054 habitantes (IBGE/2014)[4] e em 2010 possuía 97,95% da população vivendo na zona urbana. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,734, considerado como alto em relação ao estado.[5]

A cidade de Telêmaco Borba foi idealizada por Horácio Klabin e inicialmente projetada pelo alemão Max Staudacher.[8] É considerada a "Capital Nacional do Papel"[9] ; contém o sexto maior pólo industrial do Paraná[10] e é centro de referência nacional no setor madeireiro.[10] Em Telêmaco Borba está localizada a maior fábrica de papel da América Latina,[11] a unidade Monte Alegre das indústrias Klabin. O município foi manchete dos principais noticiários nacionais quando em 4 de janeiro de 2006, a cidade foi epicentro de um terremoto (abalos sísmicos) chegando a 4.3 na Escala de Richter.[12]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Telêmaco Borba é uma homenagem a Telêmaco Augusto Enéas Morosini Borba, benemérito paranaense que era filho do capitão Antonio Rodrigues Borba e de Joana Hilária. Nasceu a 2 de agosto de 1840 na Borda do Campo, próximo a Curitiba, e depois de casar-se com Rita do Amaral, em 1860, foi dirigir o Aldeamento de São Pedro de Alcântara, à margem esquerda do rio Tibagi, defronte à Colônia Militar do Jataí. De sua convivência com povos indígenas, escreveu o livro "Atualidade Indígena", ampliou seus conhecimentos de sertanista, permitindo-lhe corresponder-se com autoridades indigenistas internacionais e inspirando-o a fundar em Tibagi o Museu do Índio. Em 1882 entrou para a política, elegendo-se alternadamente prefeito de Tibagi e deputado provincial pelo Partido Liberal. Quando da deposição do governador Generoso Marques, seu correligionário, enfrentou a tropa formada num protesto histórico. Em 1894, durante a Revolução Federalista, sua participação foi intensa ao lado dos insurretos na condição de comandante da fronteira com o Estado de São Paulo, em Itararé. Fracassada a Revolução, obrigou-se a partir para o exílio, comandando ao lado de Juca Tigre uma coluna de soldados e civis, na retirada pelos sertões do oeste paranaense. Mais tarde, anistiado, retomou suas atividades políticas, voltando a eleger-se deputado e prefeito, seguindo a regra anterior. Como sertanista participou de inúmeras expedições, notadamente a de Bigg-Wither. Redescobriu o Salto de Sete Quedas, proeza relatada em crônica diária de Nestor Borba, publicada em livro. Telêmaco Borba faleceu na cidade de Tibagi, a 23 de novembro de 1918, vítima da gripe espanhola, sendo o precursor de notável família de políticos. (texto original de Túlio Vargas, Academia Paranaense de Letras 1936-1995, 66).

História[editar | editar código-fonte]

As terras da região foram mencionadas pela primeira vez em uma carta de concessão de sesmarias, que data de meados de 1727. Desse período até a compra da Fazenda Monte Alegre pelos irmãos Klabin em 1941, as terras teve presença de indígenas, tropeiros, bandeirantes, jesuítas e diversos exploradores.[13]

José Felix da Silva e Antônio Machado Ribeiro[14] firmaram a posse de extensa área de terras na região do rio Tibagi aproximadamente nos anos de 1700. Dividiram as terras conquistadas, cabendo ao primeiro as sesmarias do Tibagi[13] e as do Iapó, onde estavam localizadas a Fazendas Boa Vista, Piraí Mirim, Taquara e Monte Alegre e, ao segundo, as terras para além do rio Tibagi.

Em 27 de maio 1924 foi certificado junto ao Livro do Tombo da Vila de Santos a justificativa da posse sobre "uns campos na paragem chamada o Alegre", o requerente era João Pereira Braga. Assim, a região entre os territórios municipais de Telêmaco Borba e Tibagi, ficou conhecida como 'Campos do Alegre'.[15]

Em 1808 a Câmara de Castro recebeu a responsabilidade, por meio de uma Carta Régia, de garantir a segurança na região. As tarefas couberam a liderança do fazendeiro José Félix da Silva que comandou as batalhas contra os índios caingangues, sendo que um desses conflitos ocorreu na atual localidade de Harmonia, que antes foi denominada Mortandade, por causa do massacre ocorrido contra os nativos.[15]

1890 a Fazenda do Alegre passou como herança aos descendentes de José Felix da Silva. A fazenda agora denominada Fazenda Monte Alegre acabou como propriedade do militar federalista Bonifácio José Batista, o Barão de Monte Carmelo. Já em 1926 os descendentes deste Barão se associaram aos empreendedores proprietários da Companhia Agrícola e Florestal e Estrada de Ferro Monte Alegre, que tinham como objetivo na região explorar minérios, madeira, incentivos a agricultura, colonização e construção de estrada de ferro. A empresa obteve empréstimo junto ao Banco do Estado do Paraná, para garantir suporte financeiro nos investimentos, passando a fazenda com carácter de garantia. A companhia veio a falência e em 1932, a Fazenda Monte Alegre passou como propriedade ao Banco, devido a arrematação.[15]

Por volta de 1890, chegavam ao Brasil, vindos da Lituânia,[14] as famílias Klabin, Lafer e Valmonnts de origem judaica, tendo a frente Salomão, Hessel Klabin, Miguel Lafer e Husterbe Valmonnt. Radicando-se em São Paulo e, iniciando as atividades no comércio e importação de papel, viram as possibilidades industriais do Brasil, e firmaram o propósito de implantar uma indústria de papéis e derivados.

Assim, em 1906, com o dinamismo de Maurício Klabin, instalaram a primeira fábrica de papel em Salto do Itu, município do Estado de São Paulo. Com o propósito de expandir as suas atividades no fabrico de papel, em 1933, os Klabins adquiriram em leilão junto ao Banco do Estado do Paraná, em 1934,[15] a Fazenda Monte Alegre no município de Tibagi, na região florestal do Paraná, junto às margens do rio Tibagi, onde se aliavam a matéria-prima e a água, como elementos indispensáveis para o seu empreendimento.[14]

Com a instalação das Indústrias Klabin na região dos Campos Gerais, surgiu em 1940 o primeiro núcleo habitacional, que foi denominado de Lagoa. Posteriormente vários acampamentos também surgiram como Harmonia, Antas, Mauá, Mandaçaia, Mina de Carvão, Miranda e Mirandinha,[16] sendo que em 1950 a população já alcançava 20 000 habitantes.[15] Anos mais tarde a Klabin comprou as terras de Arthur Ferreira dos Santos,[15] na margem esquerda do rio Tibagi, frente as instalações da Fábrica de Papel e Celulose. A Klabin, criou a Cia. Territorial Vale do Tibagi, que foi responsável pela urbanização e loteamento das terras. Os novos moradores, a grande maioria funcionários da Klabin, começaram a chamar o povoado de Cidade Nova[8] . A Cidade Nova teve rápido e extraordinário desenvolvimento,[17] crescendo socialmente e economicamente dentro de reduzido lapso de tempo, até que em 25 de julho de 1960, através da Lei Estadual nº 4.245, em seu artigo 1°, item IV, sancionada pelo governador Moysés Lupion de Tróia, foi elevado à categoria de município, com a denominação de Cidade Nova, com território desmembrado do município de Tibagi, tendo como prefeito interino Cacildo Batista Arpelau que também chefiava o poder executivo tibagiano.[15]

No entanto, o município nem chegou a ser instalado, visto que a Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, pela Lei Estadual nº 26, de 31 de dezembro de 1960, revogou o item IV, do artigo nº 1, da Lei nº 4.245, de 25 de julho de 1960 e, em consequência, foi extinto o município, voltando à condição de simples bairro, com território pertencente novamente ao município de Tibagi.[16]

Pela Lei Estadual n° 4.445, de 16 de outubro de 1961, foi oficialmente criado o Distrito Administrativo de Cidade Nova, no município de Tibagi. Em 5 de julho de 1963, através da Lei Estadual n° 4.738, sancionada pelo governador Ney Aminthas de Barros Braga, o distrito foi elevado à categoria de município emancipado com território desmembrado do município de Tibagi,[15] porém com denominação definitivamente para Telêmaco Borba.[18]

A instalação oficial deu-se em 21 de março de 1964, quando tomou posse o primeiro prefeito municipal eleito, sr. Péricles Pacheco da Silva e seu vice sr. João Vitor Mendes de Alcantara Fernandes, assim como a Câmara de Vereadores.

Para o município foi cogitado diversos nomes como Papelândia, Klabinópolis e Monte Alegre do Paraná. Entretanto, o nome escolhido foi Telêmaco Borba, através da ação bem articulada de Guataçara Borba Carneiro então presidente da Assembléia Legislativa do Estado e neto de Telêmaco Borba.[15]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Telêmaco Borba está localizado ao Centro-leste Paranaense e possui uma área de 1.226 km² representando 0,6149 % do estado, 0,2175 % da região e 0,0144 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude 24°19'26" sul e a uma longitude 50°36'57" oeste, estando a uma altitude de 700 metros. A cidade de Telêmaco Borba está localizada a cerca de 235 km de distância de Curitiba por via rodoviária,[7] percorrendo da Avenida Marechal Floriano Peixoto, nas imediações do Jardim Monte Carlo, até ao Parque Barigui, na proximidade com o Campina do Siqueira, e, utilizando a principal rodovia de acesso, a BR-376.[7] O município limita-se ao norte com o município de Curiúva, a oeste com o município de Ortigueira, ao sul com o município de Tibagí, a leste com o município de Ventania e à sudoeste com o Município de Imbaú, sendo que seu perímetro é definido na lei 4.738 de 05 de julho de 1963, alterada pela lei 9.277 de 28 de maio de 1990 que desmembrou o município do Imbaú.[15]

Divisão territorial[editar | editar código-fonte]

Em 2005 a prefeitura divulgou um mapa de bairros de acordo com a necessidade do plano diretor. Foram estabelecidos 32 bairros urbanos.[19] Foram classificadas também 12 macrozonas urbanas e 7 macrozonas rurais, para definir o macrozoneamento urbano e rural.[20]

Geomorfologia[editar | editar código-fonte]

Os tipos de solos predominantes na região são o podzólico vermelho-amarelo e o latossolo vermelho-escuro. No município de Telêmaco Borba aparecem rochas originadas da Era Paleozóica, no período Permiano Inferior, que são rochas do grupo Itararé, formação do Rio do Sul ou Mafra e folhato e siltitos cinzentos, arenitos e diamictitos e camadas de carvão.[15] O solo do município apresenta principalmente duas variações, sendo o pedozóico vermelho-amarelo e o latossolo vermelho-escuro, aparecendo também formações de fósseis como Chonetes sp. Langolla Imbituvenses, Warthia sp., Elonicthys Gondwanus e Heteropectem Catharina.[15]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município está situado na Bacia Hidrográfica do rio Tibagi, sendo que a sede da cidade de Telêmaco Borba situa-se à sua margem esquerda. Destacam-se entre os principais afluentes do município, o rio Imbaú, o rio Harmonia, o rio Quebra-perna, o rio Faisqueira, o rio Imbauzinho, o Ribeirão das Antas, o rio Alegre, Arroio dos Sete Rincões, Arroio Limeira, Arroio Mandaçaia, Arroio Santa Rita e o Arroio Uvaranal.[21]

Principais rios que cortam o município:

Entre os lagos, lagoas e represas se destacam a Lagoa Azul, Lagoa Mandaçaia, Lago do Harmonia Clube, Lago da Praça da Casa da Cultura e a Represa de Mauá no rio Tibagi.[21]

Terras insulares[editar | editar código-fonte]

  • Ilha da Goiabeira;
  • Ilha do Surubi;
  • Arquipélago da Mineropar;

Clima[editar | editar código-fonte]

O Município esta situado entre a região Cfa e Cfb,[22] com temperatura média no mês mais frio inferior a 18 °C (mesotérmico) e temperatura média no mês mais quente, acima de 22 °C, com verões quentes, geadas pouco freqüentes e tendências de concentração das chuvas nos meses de verão, contudo sem estação seca definida.[15] A temperatura média anual é de 18,52 °C, sendo o período com temperaturas mais elevadas o verão com média de 22,26 °C e o período com menores temperaturas o inverno com temperaturas médias de 14,23 °C. Entre 1976 e 2004 a temperatura máxima absoluta registrada foi de 38,2 °C em novembro de 1985 e a temperatura mínima registrada foi de -5 °C em junho de 1978.[15] A umidade relativa do ar em media anual é de 78,75% sendo o outono com ar ligeiramente mais úmido com índice de 83% e a primavera o período com o ar ligeiramente mais seco com índice de 75%.[15] A precipitação média na região é de 257,87 mm, sendo o período com menor pluviosidade o mês de agosto com precipitação média de 69,4 mm distribuídos em 8 dias e o período de maior pluviosidade o mês de janeiro com precipitação média de 204,6 mm distribuídos em 15 dias.[15] Os ventos possuem velocidades médias de 1,658 m/s com predominância de ventos ligeiramente mais fortes nos meses de novembro e dezembro com velocidade média de 1,9 m/s e predominância de ventos ligeiramente mais fracos nos meses de maio e junho com velocidade média de 1,4 m/s.[15]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação original de Telêmaco Borba era constituída por pastagens e mata com espécies como Araucária, Cedro, Peroba e Caviúna.[15] Os biomas que compreende o município, segundo o IBGE, são a Mata Atlântica e o Cerrado.[23]

Demografia[editar | editar código-fonte]

O município apresenta um alto grau consolidado de urbanização caracterizando-se como município urbano de média dimensão, que desde os anos 70 já apresentava essa tendência, sendo nesta época o único município do interior do estado a ultrapassar a marca de 50% de grau de urbanização.[15] Em 1991 o município contava com uma população urbana de 50 887 habitantes e uma população rural de 7 279 habitantes, somando 58 166 habitantes. Em 2000 a população total do município era de 61 238 habitantes, sendo 58 354 habitantes na área urbana e 2 884 habitantes na área rural.[15] Já sua população estimada em 2005 era de 63 742 habitantes.

Religião[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Censo 2010 do IBGE[24] existe diversas comunidades religiosas no município. Entre a população residente em 2010 o Censo mostrou 36 877 pessoas que declararam-se católicas apostólica romana, 26 841 pessoas que declararam-se evangélicas, 48 pessoas que declararam-se espíritas, 23 pessoas que declararam-se da umbanda e/ou candomblé. Ainda mostrou 5 052 pessoas que declararam não ter religião e nenhuma pessoa declarou ter religião de tradições indígenas. Dentre as principais instituições religiosas destacam-se como a Igreja Católica Apostólica Romana,[25] Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja Batista Betel,[26] Igreja Presbiteriana do Brasil,[27] Igreja Pentecostal Deus é Amor, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo, Igreja Universal do Reino de Deus, Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, entre outras.[24] Existe também uma comunidade greco-católica ortodoxa de rito ucraniano, a capela São José Operário, localizada no bairro Alto das Oliveiras.[15]

Paróquias[editar | editar código-fonte]

Em Telêmaco Borba, há duas paróquias católicas[25] : Paróquia Nossa Senhora de Fátima,[28] no Centro. Fundada em 1960. É administrada pela Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas). Paróquia de São Pedro e São Paulo,[29] no Parque Limeira Área 2.[30] Fundada em 2008.[31] É administrada pelos Padres Diocesanos.

Política e administração[editar | editar código-fonte]

A administração municipal se dá pelos poderes executivo e legislativo. Em 1º de janeiro de 2013 tomou posse como prefeito Luiz Carlos Gibson do PPS e como vice-prefeito Dã Cortez (PSD), juntos sucederam o prefeito Eros Danilo Araújo (PMDB) e o vice-prefeito Ede Pukanski (PSDB).[32] A sede administrativa do executivo é denominada Paço das Araucárias e localiza-se na Praça Dr. Horácio Klabin.[15] O poder legislativo é constituído pela câmara municipal de Telêmaco Borba, que teve instalação em 21 de março de 1964, pelo Juiz de Direito da comarca de Tibagi Dr. Eros Pacheco, sendo Eliomar Meira Xavier o primeiro presidente da casa. É composta por treze vereadores[33] eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[34] ).[35] No que diz respeito ao poder judiciário, consta que a Comarca de Telêmaco Borba foi instalada em 30 de janeiro de 1969, tendo o Sr. Dr. Onésimo Mendonça de Anunciação o 1º Juiz Titular e o Sr. Dr. Vanderlei Antônio Bonamigo 1º Promotor de Justiça.[15] Havia 50 838 eleitores em abril de 2015, o que representava 0,643% do total do estado do Paraná.[36]

Economia[editar | editar código-fonte]

No Produto Interno Bruto (PIB) de Telêmaco Borba, destacam-se a indústria e a área de prestação de serviços. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2012, o PIB do município era de R$ 1 660 740 mil.[6] 163 900 mil eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes e o PIB per capita era de R$ 23 332,86.[6]

Setor terciário

A produção industrial rendia 586 501 mil reais ao PIB do município em 2012.[6] O parque industrial conta com mais de 80 empresas e coloca a cidade como centro de referência nacional desse setor.[10] Atualmente o município conta um parque industrial subdividido em 4 distritos (Distrito do Aeroporto, Distrito Consolidado, Distrito Industrial do Triângulo e Extensão do Triângulo).[21] A maior parte das empresas atuam na industrialização de artefatos e derivados da madeira e no beneficiamento de madeira.[21] As empresas do Município dispõem de madeira certificada dentro dos princípios e critérios do FSC — Forest Stewardship Council — que atestam que a madeira é oriunda de florestas bem manejadas. Há ainda a presença de uma empresa química, algumas empresas do ramo de montagem e manutenção industrial e fabricação de medicamentos.[21] A grande parte da produção em geral do município é exportada para os Estados Unidos, Canadá e países da Europa e também da Ásia.

Usinas hidrelétricas[editar | editar código-fonte]

Os rios que cortam o município e a região apresentam grande potencial hidroelétrico, não é a toa a construção de barragens e instalações de usinas para gerarem energia elétrica. Em Telêmaco Borba encontram-se duas hidrelétricas, a Usina Hidrelétrica Presidente Vargas e a Usina Hidrelétrica Mauá, ambas no rio Tibagi. Há ainda perspectivas futuras da construção de mais uma hidrelétrica em Telêmaco Borba,[37] com a formação de um reservatório abrangendo áreas dos municípios de Telêmaco Borba, Tibagi e Imbaú,[38] tendo o reservatório uma área estimada em 17,36 Km², 251,4 hm³ de volume acumulado e uma extensão total de 42 Km.[39] A hidrelétrica denominada Usina Hidrelétrica Telêmaco Borba está em fase de estudos já há alguns anos[40] e a sua instalação teria duas unidades geradoras de 60 MW cada, totalizando a potência instalada de 120 MW.[39] O local de implantação do aproveitamento energético da UHE Telêmaco Borba foi determinado no estudo de inventário feito pela COPEL em 1984, reavaliado em 1994 e confirmado em 1997. Os primeiros estudos de viabilidade da UHE Telêmaco Borba começaram em 2002. Em 2005 foi elaborado o Estudo de Impacto Ambiental- EIA e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, e logo em seguida os estudos foram paralisados devido a licença prévia não ter sido efetivada. Os estudos retomaram em 2010, buscando atender as obrigatoriedades da legislação e a revisão e melhoramento nos estudos levantados.[39]

Usina Hidrelétrica Presidente Vargas

Inaugurada no dia 25 de janeiro de 1953, com 22,5 MW de capacidade, teve como objetivo inicial atender as necessidades das Indústrias Klabin e dos núcleos habitacionais formados na Fazenda Monte Alegre pertencente a fábrica.

Usina Hidrelétrica Mauá

A Usina Hidrelétrica Mauá teve sua construção iniciada em 2008 e foi inaugurada no dia 12 de dezembro de 2012.[41] A usina de 361 MW de capacidade de geração é suficiente em atender ao consumo de 1 milhão de pessoas. A barragem da hidrelétrica foi construída no rio Tibagi, entre os municípios paranaenses de Telêmaco Borba e Ortigueira, localizada na região do Salto Mauá, porção média do rio Tibagi. A casa de força fica na margem direita do rio Tibagi, no município de Telêmaco Borba, perto da foz do Ribeirão das Antas, no local conhecido como Poço Preto. Coordenadas da barragem: 24°03’48” S / 50°42’05” W.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Ensino superior e técnico[editar | editar código-fonte]

Serviços[editar | editar código-fonte]

A distribuição de energia no município é fornecida pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). Segundo a empresa, em 2013 havia 25 239 consumidores e foram consumidos 132 478 KWh de energia.[42] Já o serviço de abastecimento de água de toda a cidade é feito pelo Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar).[42] A água do abastecimento feito pela Sanepar provém da captação feita no rio Tibagi.[21] Segundo a empresa em 2013 havia 22 431 ligações e 24,431 unidades atendidas.[42]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

  • PR-160 — Rodovia do Papel, trecho Imbaú-Telêmaco Borba e Telêmaco Borba-Curiúva.
  • PR-340 — Rodovia Francisco Sady de Brito (denominação no trecho Telêmaco Borba-Tibagi), trecho Tibagi-Telêmaco Borba e Telêmaco Borba-Ortigueira.
  • PR-239 — Trecho Ventania-Telêmaco Borba (localidade de Lagoa).
  • PR-090 — Rodovia do Cerne, trecho Curiúva-Ventania, cortando o município de Telêmaco Borba próximo a divisa com os municípios de Ventania e Curiúva.
  • BR-153 — Rodovia Transbrasiliana, trecho Tibagi-Ventania, cortando o município de Telêmaco Borba próximo a divisa com o município de Ventania.

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Telêmaco Borba faz parte do 2 º Distrito de Produção, segundo a Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA (Atual América Latina Logística). O trecho entra no município pela porção nordeste chegando até a sede municipal, localizada no centro-sul do município. Atualmente a região é atendida apenas com trens de carga para o escoamento da produção da empresa Klabin.

Aeroviário[editar | editar código-fonte]

Aeroporto de Telêmaco Borba[editar | editar código-fonte]

Telêmaco Borba é servida por um aeroporto que recebe o mesmo nome da cidade, identificado pela sigla SBTL. Possui uma ampla infraestrutura, com uma pista revestida com asfalto de 1800 metros de comprimento por 30 metros de largura e atende, normalmente, a uma média de 67 pousos e decolagens por mês. Opera também em períodos noturnos. É considerado o maior Aeroporto da região dos Campos Gerais do Paraná.

Designativo das Cabeceiras: 02/20 Resistência da Pista: 24/F/B/X/T Coordenadas Geográficas: 24º18'59"S/050º39'08"W

Teleférico[editar | editar código-fonte]

Foi inaugurado no final da década de cinquenta, 11 de novembro de 1959,[43] tendo a capacidade para 32 passageiros por cabine, ligando a cidade de Telêmaco Borba ao Bairro de Harmonia, com 1.318 m de vão livre sobre o rio Tibagi. Comumente chamado de bondinho, tornou-se uma das principais atrações turísticas do município e é considerado um ícone do turismo na região.[44]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Telêmaco Borba apresenta um grande potencial turístico,[21] notando-se a presença do turismo cultural, artesanal e ambiental, com ênfase para o turismo industrial e de negócios.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Artesanato[editar | editar código-fonte]

O artesanato no município é representado principalmente pela confecção de peças e materiais em madeira, em reciclados, em couro, em fio, em lã, em vidro, bordados, pinturas em tela e em tecido,[21] além de produtos alimentícios artesanais, como as compotas de doces e de derivados de mel.[45] A produção pode ser feita com madeira e produtos derivados, bem como o uso de sementes e cascas, como do pinhão e da pinha. Um dos produtos que tornaram-se característicos do município são os artesanatos feitos com a fita tusa, que é derivada de um material reciclado de resíduo da indústria papeleira.[46] Muito dos produtos confeccionados no município pode ser encontrado na Casa do Artesão que expõe itens de artesãos da Associação Pró-Arte Telemacoborbense (Aproart)[47] e produtos alimentícios da Cooperativa dos Apicultores e Meliponicultores Caminhos do Tibagi (Coocat-Mel).[48] Os artesãos de Telêmaco Borba recebem apoio da Assessoria de Indústria Artesanal, Comércio e Turismo de Telêmaco Borba. Alguns dos artesanatos feitos em Telêmaco Borba integram a Coleção Campos Gerais de Artesanato de iniciativa da Agência de Desenvolvimento do Turismo dos Campos Gerais e Rota dos Tropeiros do Paraná (ADTCG), em parceria com o Sebrae.[49]

Culinária[editar | editar código-fonte]

Prato típico

Em 2008 o município oficializou o entrevero de pinhão como prato típico, que segundo a prefeitura, buscou-se fundamentos históricos correlacionados com o Caminho Cultural dos Tropeiros, resgatando a herança cultural deixada.[50] Na receita telêmaco-borbense usa-se basicamente ingredientes como pinhão, posta vermelha, charque, tomate, alho, cebola e cheiro verde. Podendo ser servido acompanhado de arroz branco, farofa e saladas.[51]

Eventos[editar | editar código-fonte]

  • EXPOMAD — Exposição de Máquinas e Equipamentos do Ramo Florestal e Madeireiro.
  • FICMA — Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Madeira
  • FEMINT — Festival de Música e Interpretação
  • Festival de Dança de Telêmaco Borba

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Telêmaco Borba há dois feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia do aniversário da instalação do município devido a emancipação política municipal, em 21 de março; e o dia de Nossa senhora do Perpétuo Socorro, padroeira municipal, em 27 de junho.[21]

Esporte[editar | editar código-fonte]

A cidade possuiu vários clubes que participaram no Campeonato Paranaense de Futebol, dentre eles o CAMA (campeão na edição de 1955)[52] , o Telêmaco Borba Esporte Clube [53] e o Mixto Bordô. [54]

Visitas presidenciais[editar | editar código-fonte]

Em 1943 o presidente Getúlio Vargas visitou a Fazenda Monte Alegre, visitando as obras na fábrica e o início dos reflorestamentos de araucárias.[55]

Em 25 de janeiro de 1953 o presidente Getúlio Vargas voltou a visitar a localidade,[55] na companhia de demais autoridades como os ministros Horácio Laffer e Souza Lima e o governador do Paraná Bento Munhoz da Rocha. As autoridades foram recepcionadas pelos diretores da Klabin, onde prestigiaram os processos de fabricação da Fábrica de Papel e Celulose e inaugurando também oficialmente a Usina Hidrelétrica Presidente Vargas, no rio Tibagi.

Em 1963 o presidente João Goulart visitou a inauguração da máquina de papel nº 6 (Projeto de Expansão III) da Klabin.[55]

Em 14 de fevereiro de 1980 o presidente João Baptista de Oliveira Figueiredo,[55] na companhia de demais autoridades federais, estaduais e municipais, e do governador do Paraná Ney Braga, visitaram o município já emancipado de Telêmaco Borba. Na ocasião foi celebrado oficialmente a conclusão do Projeto IV, Programa de modernização e expansão da produção de papel das Indústrias Klabin do Paraná de celulose S.A..

Em 14 de abril de 2009 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com demais autoridades que também se fizeram presentes, visitaram o município de Telêmaco Borba, sendo um dos motivos pela ilustre visita a comemoração dos 110 anos de aniversário de fundação das Indústrias Klabin.[56]

No dia 15 de Outubro de 2010, o prefeito Eros Danilo Araújo receberia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Educação Fernando Haddad e o reitor do Instituto Federal do Paraná, Alípio Santos Leal Neto, para inaugurar o campi do IFPR-TB, evento que ocorreu simultaneamente com inaugurações dos campi de Jacarezinho, Paranavaí e Umuarama.[57] [58] [59] Porém, o mau tempo na tarde do dia 15, no aeroporto de Telêmaco Borba, impediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pousasse na cidade, cujo notícia também foi notificada pela assessoria da Presidência. Lula participaria às 16h de uma cerimônia de inauguração de escolas técnicas federais.[60] A cerimônia em Telêmaco teve continuidade mesmo sem o presidente Lula e quem a comandou foi o governador Orlando Pessuti.[61] Em 2008, no dia 15 de setembro, o Presidente Lula, também cancelara a visita, na ocasião a Klabin inaugurou o Projeto de Expansão MA-1100, o maior da sua história de 109 anos.[62] [63]

Cquote1.svg Há determinados momentos em que nós temos que acreditar, trabalhar. E o ponto de equilíbrio é nossa ação, governos, empresários, trabalhadores, dando continuidade, acreditando e fazendo as coisas acontecerem. É bom saber que o Brasil tem gente ousada. Verificar sempre o que é possível fazer. Isso pode ser alcançado. Qualquer governo que vier a governar este País ou pensa para os próximos 20 anos, para não sofrer retrocessos, ou para. E isso tem que ser pensado além das eleições. Cquote2.svg
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República, durante sua passagem por Telêmaco Borba, em 14 de Abril de 2009.[56]

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. Distrito industrial Telêmaco Borba. Visitado em 11 de fevereiro de 2015.
  2. Capital do papel: a história do município de Telêmaco Borba. Visitado em 11 de fevereiro de 2015.