Telefónica

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Telefónica
Razão social Telefónica S.A.
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação BMAD: TEF
NYSE: TEF
Gênero Telecomunicações
Fundação 19 de abril de 1924 (93 anos) (como CTNE)
Sede Madrid
Área(s) servida(s) Mundo
Presidente Jose Maria Alvarez-Pallete Lopez, (Presidente e CEO)
Empregados 269,050(2010)[1]
Produtos Serviços de comunicação
Subsidiárias Movistar
O2 Deutschland
O2 UK
Vivo S.A.
Terra Networks
Lucro Lucro 13.338 bilhões (2006)[2]
LAJIR Lucro 8.906 bilhões (2006)[3]
Faturamento Lucro 56.441 bilhões (2007)
Renda líquida Baixa 3,93 bilhões (2012)[4]
Antecessora(s) Compañía Telefónica Nacional de España (CTNE)
Website oficial telefonica.com

Telefónica S. A. (BMAD: TEF, NYSE: TEF) é uma empresa espanhola de telecomunicações. Operando globalmente, é uma das maiores companhias de telecomunicações fixas e móveis do mundo. No dia 15 de abril de 2012 as empresas Telefónica e Vivo se integraram, formando apenas uma empresa no Brasil adotando apenas a marca Vivo.[5] Em 25 de Março de 2015, a Telefónica teve a aprovação do CADE para compra da GVT por US$ 9.3 bi sob algumas condições impostas.[6]

História[editar | editar código-fonte]

Sede da Telefônica na Gran Vía, em Madrid, Espanha.

Criada em 19 de abril de 1924, em Madrid, com o nome "Compañía Telefónica Nacional de España", nome que perdurou por muitos anos. Até 1997, ano em que o governo decide vender as ações que o Estado possuía, a empresa detinha o monopólio das telecomunicações da Espanha. Em 2004 a empresa detinha 75% do mercado de telecomunicações da Espanha e detinha o monopólio em algumas regiões.

Em janeiro de 1999, a empresa muda o nome para "Telefónica de España", nome que perdura até hoje.

Em 2003, A Telefonica Celular uniu-se à Portugal Telecom, Telesp Celular e Global Telecom (PR e SC), com o objetivo de unificar todas as empresas de telefonia móvel controladas por elas no Brasil na maior operadora de telefonia celular do Brasil: a Vivo.

Desde 2004, vem obtendo êxito com a comercialização de um de seus principais produtos: o serviço de Internet de alta velocidade, cujo nome é Speedy.

Centro corporativo do Grupo Telefónica no Distrito C de Madrid, Espanha.

No final de 2006, criou a VocêTV, TV por Assinatura Via Satélite em parceria com a Astralsat. Em 2012 mudou para Vivo TV e em 2014 para Vivo HDTV . Desde sua criação até hoje, conquistou 500 mil assinantes, segundo um relatório da própria empresa.

Em abril de 2007, foi obrigada a suspender a divulgação de seus planos de minutos, depois da decisão da Anatel. O Procon de São Paulo, solicitou a agência a proibição da publicidade, a fim de facilitar a compreensão dos consumidores durante a mudança no sistema de tarifação, de pulsos para minuto.

Em 5 de Julho de 2007, a Comissão Europeia multou à companhia com a maior importância da história, quase 152 milhões de euros por atividades para eliminar a concorrência, segundo Neelie Kroes: "por danificar os consumidores espanhóis, as empresas espanholas, a mesma economia espanhola, também danificando a união europeia".[7]

Áreas de atuação[editar | editar código-fonte]

Países em que a Telefônica atua (em azul).

Desde a liberalização do mercado de telecomunicações em 1997, com a venda das ações que o governo detinha da empresa e com a privatização total da mesma, a Telefônica se espalhou e hoje tem atuação em pelo menos 50 países, dos quais, em 20 países tem uma atuação expressiva.

Até hoje o principal mercado é a Espanha, que é de onde se localiza a sede. Os outros mercados tidos como importantes e estratégicos pela empresa são: Uruguai, Argentina, Brasil, Peru, México, Chile, Colômbia, El Salvador e Guatemala.

Espanha[editar | editar código-fonte]

Cabine de telefone da Telefónica, em Madrid.

Telefónica é a maior empresa de telecomunicações do país, sendo proprietária Telefónica de España, a maior operadora de telefonia fixa e ADSL do país e da Telefónica Moviles, a maior operadora de telefonia móvel na Espanha, Terra Networks S.A. e Telefónica Publicidad e Información, publicadora das páginas amarelas da Espanha.

Argentina[editar | editar código-fonte]

A empresa é dona da Telefónica de Argentina, a maior operadora de telefonia fixa do país. Provê serviços de ligações telefônicas local e de longa distância e de acesso banda larga à Internet à região sul do país e na região da grande Buenos Aires. A empresa atua no país desde 1990. O serviço de telefonia móvel é oferecido pela Telefónica Móviles, através da movistar.

Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Vivo
Área de cobertura de telefonia fixa residencial da Telefônica no Brasil até 2016.

A empresa começou a atuar no país quando comprou a Companhia Riograndense de Telecomunicações - CRT, do Rio Grande do Sul, empresa que não fazia parte do sistema de telecomunicações brasileiro Telebrás, mas que era da competência estadual desde o governo de Leonel Brizola, em 1962. Por ocasião do programa de privatização da Telebrás, em 1998, no governo Fernando Henrique Cardoso, a empresa passou a operar na região sudeste do Brasil, tendo como principal aquisição a estatal paulista TELESP. Além da Telesp, foram adquiridas a Telefónica Celular, pertencente a Telefónica Moviles, presentes nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe e Bahia, sendo resultado da privatização da Tele Sudeste Celular (Rio de Janeiro e Espírito Santo) e Tele Leste Celular (Bahia e Sergipe). Para essas negociações nas regiões sudeste e nordeste, contudo, a Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel estabeleceu que a Telefônica deveria deixar de atuar no Rio Grande do Sul, onde os serviços de telefonia fixa eram prestados, porém foi mantida a atuação na área móvel, sob a bandeira Celular CRT, mais tarde rebatizada Telefónica Celular, atual Vivo.[8]

Telefone público da Telefónica em São Paulo, SP.

Em 25 de março de 2015 foi aprovada a compra da GVT pela espanhola Telefônica por US$ 9,3 bi.[9] Em 14 de Abril 2016 foi anunciado o encerramento das atividades da GVT e a fusão com a Vivo, assim se tornando uma só empresa.

China[editar | editar código-fonte]

A empresa detém 5% das ações da empresa China Netcom.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Segundo o Procon do estado de São Paulo, a Telefónica liderou o ranking de empresas mais reclamadas em 1998, 1999, 2000 e 2001.[10] Liderou em 2006, 2007 e 2008 a lista das empresas com mais reclamações fundamentadas.[11][12] De todas as empresas listadas pelo Procon, é a que menos respondeu reclamações de seus clientes nesse período[13] Em 2009, voltou a liderar a lista, com 300% a mais de reclamações que no ano anterior, sendo 37% de todas as reclamações fundamentadas feitas no Procon paulista.[14]

Recentemente a Anatel proibiu a Telefônica de vender banda larga depois de uma série de interrupções no serviço Speedy. Segundo Plínio de Aguiar Júnior, conselheiro da Anatel, a Telefônica não tinha domínio técnico-operacional suficiente para controlar o sistema de banda larga.[15]

No site de reclamações contra serviços e empresas Reclame Aqui, o produto Telefônica Speedy recebeu a classificação de empresa não recomendada em 2009.[16]

Produtos[editar | editar código-fonte]

  • Telefonia fixa e móvel na Espanha e América Latina.
  • Acesso à Internet, discado (Internet ilimitada) e banda larga (ADSL / Fibra Óptica - Speedy).
  • Provedor pago de acesso à Internet banda larga e/ou discada Terra.
  • Provedor de acesso gratuito a Internet discada convencional ou permanente (ilimitada) iTelefonica.
  • Serviços de Contact Center com a Atento Brasil S.A., presente em mais de 8 países. (Telefônica vendeu a Atento para a Bain Capital em 2012)
  • Transmissão de dados através de filiais.
  • Serviço de TV por Assinatura via Satélite e IPTV (Xtreme).

Patrocínios[editar | editar código-fonte]

No futebol, a empresa patrocina as equipes espanholas de futebol Real Zaragoza e Valencia CF. E na área de tecnologia, a empresa patrocina o Campus Party Valência e Campus Party Brasil.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Annual Results 2010» (PDF). Telefónica. Consultado em 4 April 2011  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  2. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome AR2006
  3. Informe anual 2007
  4. «Grupo Telefónica tem lucro de 3,93 bilhões de euros». Tela Viva. 28 de fevereiro de 201. Consultado em 2 de março de 2013  Verifique data em: |data= (ajuda)
  5. Folha.com. «Telefônica vai adotar marca Vivo até primeiro semestre de 2012». 24/10/2011. Consultado em 25 de outubro de 2011 
  6. [1][2]
  7. Press conference on Telefónica decision – introductory remarks
  8. Speedy campeão de reclamações
  9. [3]
  10. [4]
  11. [5]
  12. [6]
  13. [7]
  14. Telefônica lidera ranking de queixas pelo 4º ano seguido - O Estado de S.Paulo, 13 de março de 2010 (visitado em 14-3-2010)
  15. [8]
  16. Reclame Aqui. «Telefônica - Speed - Índices». Consultado em 14 de março de 2010 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]