Telescópio solar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Um telescópio solar é um telescópio de propósito particular, usado para observar o Sol. Os telescópios solares geralmente detetam luz cujo comprimento de onda está no espectro visível ou nas suas proximidades.

Telescópios solares profissionais[editar | editar código-fonte]

Os telescopios solares necessitam de óticas suficientemente potentes para alcançar a melhor difração possível. Porém, não necessitam da potência de captação de luz de outros telescópios astronómicos. Devido aos telescópios solares serem operados durante o dia, mostrando uma imagem de um objeto astronómico muito brilhante, e à imposição do limite de visibilidade imposto pelas turbulências atmosféricas ser muito pior que o experimentado pelos telescópios noturnos, as objetivas deste tipo de telescópios são geralmente de 1 m ou menos de diâmetro. O calor gerado pela luz do Sol bem focada também gera um problema de desenho. Os observatórios solares profissionais podem ter elementos com distâncias focais muito grandes e a trajetória da luz pode manter-se numa ampola de vácuo para eliminar o movimento do ar devido à convecção dentro do mesmo telescópio.[1] Dado que tal faz com que o telescópio resulte relativamente pesado (alguns deles são os telescópios óticos mais pesados do mundo), e o objeto observado (o Sol) viajar num percurso fixo através do céu, os telescópios solares costumam ser fixos na sua posição (por vezes subterrânea) cuja única parte móvel é um helióstato que segue a trajetória do Sol. Estes telescopios utilizam técnicas de filtragem e de projeção para a observação direta, além de câmaras de filtragem de diversos tipos. As ferramentas especializadas tais como espectroscópios e espectroelioscópios são usadas para examinar o Sol em diferentes comprimentos de onda.[2]

Alguns telescópios solares[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dalrymple (1 de abril de 2003). «Heat Stop Concepts» (PDF). ATST Technical Notes. Consultado em 4 de janeiro de 2019. Arquivado do original (PDF) em 20 de julho de 2011 
  2. Stenflo, J. O. (2001). G. Mathys; S. K. Solanki; D. T. Wickramasinghe, eds. «Limitations and Opportunities for the Diagnostics of Solar and Stellar Magnetic Fields». San Francisco: Astronomical Society of the Pacific. ASP Conference Proceedings. Magnetic Fields Across the Hertzsprung-Russell Diagram. 248. 639 páginas. Bibcode:2001ASPC..248..639S