Tempestade de citocina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

Uma tempestade de citocina, cascata de citocina, ou hipercitokinemia, é uma reação imune potencialmente fatal consistente de ciclo positivo de retroalimentação entre citocinas e glóbulos brancos, com níveis muito altos de várias citocinas.[1]

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Os sintomas primários de uma tempestade de citocina são febre alta, inchaço e vermelhidão, náusea e fadiga extrema. Em alguns casos a reação imune pode ser fatal.

Papel em mortandade pandêmica[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que tempestades de citocina foram responsáveis por muitas das mortes durante a pandemia de influenza de 1918, que matou um número desproporcional de jovens adultos.[1] Neste caso, um sistema imunológico saudável pode ter sido uma deficiência, ao invés de uma vantagem. Resultados preliminares de pesquisas de Hong Kong também indicou isto como a razão provável por muitas das mortes durante a epidemia de SARS em 2003.[2] Mortes humanas da gripe aviária H5N1 usualmente envolvem tempestades de citocina também.[3] Reportes recentes de alta mortalidade de jovens adultos saudáveis durante a pandemia de gripe suína em 2009 levou à especulação de que tempestades de citocina podem ter sido responsáeis por estas mortes, uma vez que a Gripe Suína advém da mesma cepa da Gripe Espanhola de 1918.[4] Entretanto, os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) indicaram que os sintomas reportados desta cepa até então são similares aos da gripe comum,[5] e afirmando que há "informação insuficiente até agora sobre complicações clínicas desta infecção pela variante de vírus, de origem suína da influenza A (H1N1)."[5] Tempestades de citocina também têm implicado na síndrome pulmonar de hantavírus.[6]


Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b Osterholm MT (5 de maio de 2005). «Preparing for the Next Pandemic». The New England Journal of Medicine. 352 (18): 1839–1842. PMID 15872196. doi:10.1056/NEJMp058068 
  2. Huang KJ, Su IJ, Theron M, Wu YC, Lai SK, Liu CC, Lei HY (fevereiro de 2005). «An interferon-gamma-related cytokine storm in SARS patients». Journal of Medical Virology. 75 (2): 185–94. PMID 15602737. doi:10.1002/jmv.20255 
  3. Haque A, Hober D, Kasper LH (outubro de 2007). «Confronting Potential Influenza A (H5N1) Pandemic with Better Vaccines». Emerging Infectious Diseases. 13 (10): 1512–8. PMC 2851514Acessível livremente. PMID 18258000. doi:10.3201/eid1310.061262 
  4. Lacey M McNeil DG Jr (24 de abril de 2009). «Fighting Deadly Flu, Mexico Shuts Schools». NYTimes.com. Consultado em 29 de abril de 2009 
  5. a b «Interim Guidance for Clinicians on Identifying and Caring for Patients with Swine-origin Influenza A (H1N1) Virus Infection». Centers for Disease Control and Prevention (CDC). 29 de abril de 2009. Consultado em 29 de abril de 2009 
  6. Mori M, Rothman AL, Kurane I, Montoya JM, Nolte KB, Norman JE, Waite DC, Koster FT, Ennis FA (1999). «High Levels of Cytokine‐Producing Cells in the Lung Tissues of Patients with Fatal Hantavirus Pulmonary Syndrome». The Journal of Infectious Diseases. 179 (2): 295–302. PMID 9878011. doi:10.1086/314597 

Links externos[editar | editar código-fonte]