Templo Shuanglin

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Templo Shuanglin

Templo Shuanglin (chinês: 双林寺, pinyin: Shuānglín Sì) é um templo budista situado na província de Shanxi, China. O templo localiza-se na zona rural da aldeia de Qiaotou a cerca de 6[1] ou 7 km[2] a sudoeste da antiga cidade de Pingyao.[3] O complexo budista faz parte dos muitos monumentos culturais localizados em Pingyao, inscrito como pertence do Património Mundial da UNESCO desde 1997. O templo está sob administração do estado.

Fundado no século VI, o templo é apreciado como sendo de extrema importância cultural, pela sua notável coleção de mais de duas mil estátuas decorativas de argila que datam desde o séculos XII ao século XIX.[4] Originalmente denominado de Zongdu, o templo foi reebatizado durante o período da dinastia Song do Norte como Shuanglin. O complexo arquitectónico é apelidado de o museu das esculturas coloridas. A maioria destas obras datam das dinastias Song, Yuan, Ming e Qing.[5]

História[editar | editar código-fonte]

O templo budista foi originalmente fundado em 571 EC, durante o segundo ano do período Wuping da Dinastia Qi do Norte. Porém, os edifícios atualmente existentes datam das dinastias Ming e Qing. O templo é notável pela sua extensa coleção de mais de duas mil estátuas de terracota que remontam desde o século XII ao século XIX.[3] O Templo Shuanglin foi remodelado durante a revolução cultural do século XX sob um programa que reavivou a cultura secular.[6] Trata-se de um dos cinco sítios identificados na área de preservação das relíquias culturais que passou por várias reformas.[3] O templo foi avaliado como o terceiro tesouro da cidade de Pingyao, pelas várias esculturas artísticas que o caracterizam.[7]

Implantação[editar | editar código-fonte]

Entrada do Salão Bodhisattva.

As figuras esculpidas do templo estão apresentadas de forma sistematizada, em dez salões.[3] O complexo do templo surge como que se de uma fortaleza se trata-se, considerando o seu alto muro que o circunda, composto por um único portão. Os dez salões estão organizados num total de três pátios.[8]

Características[editar | editar código-fonte]

O templo é conhecido pelas suas coloridas esculturas, com formas realistas, que foram padronizados no projecto consoante as tradições artísticas dos períodos Song, Jin e Yuan. Os temas representados são, em geral, de natureza religiosa, propendo relacionar-se com o dia-a-dia das pessoas. Estas obras estão entre os melhores exemplos de escultura da China.[3] O número registado de esculturas coloridas presentes no templo é de 2 052 estátuas, das quais 1 650 resistiram intactas até aos dias de hoje. A altura das figuras de vulto esculpidas varia entre 0,3 e 3,5 metros. Por elas passam formatos em baixo-relevo, alto-relevo e formas circulares. Existem também esculturas de parede e algumas delas estão suspensas. Os temas variam, sendo geralmente representados Buda, Bodhisattva, guerreiros protectores, Arhat, Generais celestiais e também pessoas comuns da época. Os cenários retratam torres, prédios, montanhas, rios, nuvens, pedras, ervas, flores, árvores florestais e bosques.[3] As esculturas estão exibidas por trás de câmaras enjauladas representando formas de quadros vivos. Existem, inclusive, as estátuas do homem e da mulher que cuidaram do santuário durante a Revolução Chinesa. A configuração das cenas atrás das esculturas transmitem a noção de representações sobre cascatas e nuvens, dando a sensação de que os salões de madeira se parecem com grutas. A manutenção de todo o conjunto artístico é de baixa qualidade, o que condiciona ainda a existência de estátuas de más condições por falta de preservação. A superfície exterior do templo está coberto por uma fina camada de pó de carvão com um ar pronunciado a mofo.[8]

Notas

Referências

  1. Harper, Damian; Burke, Andrew (1 May 2007). China. Ediz. Inglese Lonely Planet [S.l.] pp. 409–. ISBN 978-1-74059-915-3. Consultado em 7 February 2013. 
  2. Law, Eugene (2004). 中国指南: Best of China [S.l.: s.n.] p. 166. ISBN 9787508504292. 
  3. a b c d e f 平遥古城汉英 五洲传播出版社 [S.l.] 2003. pp. 75–. ISBN 978-7-5085-0250-2. Consultado em 7 February 2013.  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome ".E5.B9.B3.E9.81.A5.E5.8F.A4.E5.9F.8E.E6.B1.89.E8.8B.B1" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  4. «Ancient City of Ping Yao». UNESCO Organization. Consultado em 4 March 2013. 
  5. Atlas of World Heritage: China Long River Press [S.l.] 1 January 2005. pp. 43–. ISBN 978-1-59265-060-6. Consultado em 7 February 2013. 
  6. Cooper, Eugene; Cooper, Gene (1 February 2013). The Market and Temple Fairs of Rural China: Red Fire Routledge [S.l.] pp. 197–. ISBN 978-0-415-52079-9. Consultado em 7 February 2013. 
  7. Cai, Yanxin (3 March 2011). Chinese Architecture Cambridge University Press [S.l.] pp. 22–. ISBN 978-0-521-18644-5. Consultado em 7 de fevereiro de 2013. 
  8. a b Leffman, David; Lewis, Simon; Atiyah, Jeremy (1 May 2003). China Rough Guides [S.l.] pp. 255–. ISBN 978-1-84353-019-0. Consultado em 7 de fevereiro de 2013. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Templo Shuanglin