Templo de Matídia

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Templo de Matídia
O Templo de Matídia é o templo da direita, bem em frente a um templo similar, o Templo de Adriano, na região centro superior desta imagem, colado no Panteão.
Restos do Templo de Matídia no Vicolo della spada d'Orlando
Tipo Templo romano
Construção Século II
Promotor / construtor Adriano
Geografia
País Itália
Cidade Roma
Localidade IX Região - Campo de Marte
Coordenadas 41° 53' 58.38" N 12° 28' 40.76" E
Templo de Matídia está localizado em: Roma
Templo de Matídia
Templo de Matídia

O Templo de Matídia (em latim: Templum Matidiae) foi um templo romano situado em Roma na região do Campo de Marte perto da moderna Piazza Capranica e do Templo de Adriano.

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Dinastia antonina

O Templo de Matídia representa o único exemplo conhecido de um imperador romano, Adriano, ter deificado sua sogra, Salonina Matídia, a mãe de sua esposa Víbia Sabina. Ao morrer, por volta de 119, Adriano proferiu a sua oração fúnebre e a deificou[1]. Esta deificação certamente foi resultado do desejo de Adriano de ressaltar a sua própria descendência dinástica, através de sua mulher, da família dos Úlpios Trajanos e do próprio imperador Trajano. Depois de completar a construção do Templo de Matídia e das duas basílicas vizinhas[2] o sucessor e filho adotivo de Adriano, Antonino Pio, mandou construir e dedicou o Templo de Adriano nas imediações[3].

O templo era um imponente períptero octostilo (com oito colunas frontais) com 36 metros de largura[4]. Uma moeda cunhada depois de 120 nos permite inferir o aspecto do antigo templo[5]. Ela mostra no centro o grande templo e dos lados dois pórticos, possivelmente a Basílica de Matídia e a Basílica Úlpia (irmã do imperador Trajano e mãe de Matídia). A primeira provavelmente ficava onde hoje está a igreja de Santa Maria in Aquiro e a segunda, onde estão os prédios da Via dei Pastini[3].

Topografia[editar | editar código-fonte]

O Templo de Matídia ficava ao lado do Templo de Adriano segundo uma inscrição num cano de chumbo (fistula acquaria) descoberta entre a Igreja de Santo Inácio de Loyola e o Collegium Germanicum et Hungaricum indicando o "templo Matidiae"[6], o que permitiu fixar sua posição nas imediações da moderna Piazza Capranica[3].

Ruínas[editar | editar código-fonte]

Já foram descobertas cinco grandes colunas em mármore cipolino deste templo, duas das quais estão incorporadas na casa número 76 da Piazza Capranica. A base de uma terceira ainda pode ser vista no Vicolo della spada d'Orlando. Esta última tinha uma base muito ampla, com cerca de 1,70 metros, que, segundo Coarelli, permite supor uma altura hipotética de pelo menos 17 metros[3].

Somente em 2005[7] este templo foi recuperado, a cinco metros de profundidade, na Piazza Capranica graças às obras de restauração do antigo Ospizio degli Orfani (século XVI), vizinho da antiga igreja de Santa Maria in Aquiro, e que havia sido alugado pelo Senado italiano para abrigar escritórios e outros serviços. Durante os trabalhos de consolidação das fundações foram desenterrados uma escadaria e seis colunas, provavelmente restos do Pórtico de Matídia, a parte frontal do templo[8].

Depois de um longo período de restauração no subsolo do Ospizio atualmente é possível vislumbrar as bases das grandes colunas e da escadaria do templo, parte do peristilo e do pavimento original, que conserva ainda suas cores antigas. Num plano inferior foi descoberta uma plataforma de palafitas datada do período entre 50 a.C. e 70 d.C.[8].

Localização[editar | editar código-fonte]

Planimetria do Campo de Marte central


Referências

  1. Filippo Coarelli, Roma, Ed. Guide archeologiche Mondadori, Milano 1997, p. 287.
  2. Hülsen in OJ 1912, 136‑142; Christian Hülsen, Le Chiese di Roma nel Medio Evo, pubblicato da Leo S. Olschki, Firenze 1927, 485 [1].
  3. a b c d Filippo Coarelli, Roma, Ed. Guide archeologiche Mondadori, Milano 1997, p. 288.
  4. Samuel Ball Platner (completato da Thomas Ashby), A Topographical Dictionary of Ancient Rome, Ed. Oxford University Press, London 1929.
  5. Dressel, in Corolla Numismatica, Oxford, 1906, 16 ss.; Francesco Gnecchi, I Medaglioni Romani, vol. II, pag. 5, n. 25, tav. 39, n. 5: DIVAE MATIDIAE SOCRVI; Cohen, II, Adrien, 550, p. 152
  6. CIL XV, 7248.
  7. «patrimonio sos: in difesa dei beni culturali e ambientali». Patrimoniosos.it. Consultado em 30 de maio de 2017 
  8. a b «Rinasce il Tempio di Matidia - la Repubblica.it». Archivio - la Repubblica.it (em italiano). Consultado em 30 de maio de 2017 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]