Temporadas do São José Esporte Clube

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Neste artigo encontra-se o desempenho do São José Esporte Clube ano a ano,[1][2][3] clube fundado em 1933 na cidade de São José dos Campos, interior do estado de São Paulo.

Segue um resumo de cada uma das temporadas de futebol do São José Esporte Clube.

Era amadora (1933-1963)[editar | editar código-fonte]

1933 - Fundação do clube.

1957 e 1958 - Disputou o campeonato amador do estado, sagrando-se bicampeão da sua zona.

Era profissional (1957 depois 1964-)[editar | editar código-fonte]

Anos 50: primeira experiência no futebol profissional[editar | editar código-fonte]

1957 - Na primeira experiência do clube no profissionalismo, o clube disputou a Terceira Divisão (atual Série A3) contra equipes do Vale do Paraíba e de outras regiões do Estado, ano em que o Expresso São Carlos foi o campeão. Apesar de boa campanha, no ano seguinte o clube voltou a disputar o campeonato amador do estado.

Anos 60: a profissionalização definitiva[editar | editar código-fonte]

1964 - Em seu ingresso definitivo no profissionalismo, o São José sagrou-se campeão da Terceira Divisão (atual Segunda Divisão), numa conquista que exigiu raça e superação de adversários hostis e arbitragens suspeitas.

1965 - Logo em seu primeiro ano na Segunda Divisão (atual Série A3), o São José repete a ótima campanha do ano anterior e conquista o acesso para a Primeira Divisão (atual Série A2).

1966 - Na estreia na Primeira Divisão (atual Série A2) o São José fez uma campanha regular, porém sem conseguir brigar pelo acesso a divisão de elite do futebol paulista.

1967 - O São José voltou a realizar uma campanha apenas regular, e novamente não conquistou o acesso. Nas duas temporadas seguintes.

1968 e 1969 - O futebol profissional ficou desativado para a construção do estádio Martins Pereira. A construção do novo estádio visava atender a exigência da Federação Paulista de Futebol de que equipes que aspirassem o acesso à elite tivessem estádios com capacidade para no mínimo 10 mil espectadores).

Anos 70: crise financeira e mudanças[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos no novo estádio[editar | editar código-fonte]

1970 - Na primeira temporada na casa nova, o São José fez a melhor campanha na Primeira Divisão (Série A2) até então.

1971 - Com a lei de acesso suspensa, o São José disputou um campeonato que pouco valia, e realizou uma campanha regular.

1972 - "Ganhou mas não levou": o São José conquista o título da Primeira Divisão, porém, como a Lei de Acesso encontrava-se suspensa, a equipe não pôde disputar a elite estadual em 1973.

1973 - O São José realizou mais uma boa campanha na Primeira Divisão. O ano foi marcado por amistosos contra diversas seleções amadoras do Vale do Paraíba.

1974 - No campeonato paulista, uma campanha apenas razoável, sem grandes pretensões. Início da crise das dívidas.

1975 - Neste ano o São José realizou seu primeiro amistoso contra uma equipe uruguaia, perdendo para o Defensor local por 3x1. No paulista, o time não foi bem e realizou uma campanha fraca.

1976 - Já assolado pelas dívidas e pela grave crise administrativa, o São José fez uma campanha fraca na Primeira Divisão. Ao final da temporada, a manobra que mudou as cores do clube, visando escapar das penhoras.

Novo uniforme[editar | editar código-fonte]

1977 - Com as novas cores, o São José disputou o Campeonato Paulista da Primeira Divisão (Divisão de Acesso) e chegou até a fase final. Mas uma derrota em casa por 2 a 0 para a Francana, diante de 16.223 torcedores minou os sonhos dos joseenses de subirem à divisão de elite.

1978- Assim como no ano anterior, o São José disputou a divisão de acesso e foi eliminado na fase final, desta vez perdendo para o Velo Clube em Rio Claro por 1 a 0.

1979- Uma das maiores tristezas da história da Águia. Na última rodada do quadrangular final da divisão de acesso, precisava apenas de um empate em casa contra o seu arqui-rival Taubaté para ser campeão e subir a divisão de elite. Mas, como perdeu o mando de campo, teve que jogar no Estádio Palestra Itália, em São Paulo, e perdeu por 2 a 1. O São José tinha melhor time e campanha durante todo o campeonato, mas quem subiu foi o time taubateano.

Anos 80: a década dourada[editar | editar código-fonte]

Paulistão e Brasileiro Série A[editar | editar código-fonte]

1980- Um dos melhores time que o São José montou em sua história. Pela primeira vez, foi campeão da Segunda Divisão, garantindo uma vaga na divisão de elite após golear o Grêmio Catanduvense por 4 a 0 no Estádio do Pacaembu em São Paulo. Com uma campanha impecável, o destaque do time foi o centroavante Tião Marino, artilheiro da equipe e maior goleador da história da Águia.

1981- Participando da principal divisão do Campeonato Paulista pela primeira vez, o São José fez bonito, terminando à frente de grandes como Corinthians, Palmeiras e Portuguesa. Chegou a disputar uma vaga para a final, na decisão do segundo turno contra o São Paulo. A Águia venceu o primeiro jogo por 1 a 0, no Martins Pereira, mas não resistiu ao tricolor no segundo jogo, perdendo por 3 a 2 no Morumbi (não existia a regra do gol fora de casa). Na classificação geral, ficou em sétimo e garantiu uma vaga na Taça de Ouro, equivalente hoje ao Campeonato Brasileiro.

1982- Fez uma boa participação na Taça Ouro no primeiro semestre, ficando em primeiro lugar no seu grupo que tinha equipes tradicionais, como o Grêmio de Porto Alegre, Atlético Mineiro e Vitória. Na segunda fase, perdeu a chance de se classificar para as oitavas de final ao empatar em casa com o Bangu por 2 a 2, quando vencia por 2 a 0 e necessitava apenas de uma vitória simples para se classificar. Mesmo assim, a campanha foi positiva. No campeonato paulista, não conseguiu repetir a boa campanha do ano anterior, e terminou apenas em 12º lugar.

Rebaixamento para a Série A2[editar | editar código-fonte]

1983- Com um elenco envelhecido e mal reformulado, o São José acabou ficando em último lugar no Campeonato Paulista, sendo rebaixado na última rodada após uma derrota de 3 a 1 para o Corinthians no Estádio Palestra Itália.

1984- Passando por uma grave crise finaceira, o São José pediu licença junto à Federação Paulista de Futebol e não participou do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Participou apenas de alguns amistosos e torneios não oficiais.

1985- Ainda em difícil situação financeira, a diretoria do São José montou um time limitado para disputar o acesso do Paulista (Série A2), mas apenas colecionou uma seqüência de resultados adversos e não conseguiu uma boa colocação.

1986- Novamente não montou um bom time e fez uma campanha discreta no Campeonato Paulista da Segunda Divisão daquele ano, ficando mais uma vez na fila para tentar voltar à elite do futebol estadual.

Volta para a primeira divisão paulista e brasileira[editar | editar código-fonte]

1987- Com Pedro Yves e Diede Lameiro na direção, a Águia do Vale montou um timaço. Ficou invicto no ano em que se criou a "Divisão Especial" (atual Série A-2), e só perdeu os dois jogos da final festiva contra o União São João de Araras. Mesmo com o vice-campeonato, ascendeu novamente à divisão de elite do futebol paulista.

1988- De volta à primeira divisão do Campeonato Paulista, o São José não decepcionou e fez uma excelente campanha. Terminou em quarto lugar e só foi eliminado na última rodada do quadrangular final, quando perdeu de 1 a 0 para o Guarani em Campinas.

1989- Neste ano, o São José passou pelo melhor momento da sua história. Com um time espetacular, foi vice-campeão paulista, perdendo a final para o São Paulo. Naquele campeonato, o jogo que marcou foi a vitória da Águia por 3 a 0 em cima do Corinthians nas semifinais disputadas no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos. Depois, no segundo semestre, disputou o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, no qual sagrou-se novamente vice-campeão, desta vez perdendo a final para o Bragantino. Mesmo assim, garantiu vaga no Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão de 1990.

Anos 90: altos e baixos[editar | editar código-fonte]

Rebaixado no tapetão e no regulamento[editar | editar código-fonte]

1990- Pode-se dizer que o São José foi do "céu ao inferno" em apenas um ano. Depois das glórias conquistadas em 89, a Águia do Vale fez um péssimo campeonato paulista e acabou eliminado na primeira fase, tendo que disputar em seguida uma repescagem. Como também não se saiu bem, teve que disputar um grupo mais fraco no ano seguinte, uma espécie de "segunda divisão disfarçada". Em seguida, participou pela primeira vez da Copa do Brasil, já que havia sido vice-campeão paulista no ano anterior. Também deu vexame e foi eliminado pelo Coritiba logo na primeira fase.No Campeonato Brasileiro, também montou um time fraco, que ficou em antepenúltimo lugar. Todavia, a equipe acabou rebaixada para a segunda divisão, após manobra do Vitória no "tapetão".

1991- No primeiro semestre, disputou o Campeonato Brasileiro da Série B com um time praticamente formado por juniores. Começou bem, vencendo os dois primeiros jogos, mas depois não ganhou mais nenhuma e não passou da primeira fase. Depois, no Grupo B do Campeonato Paulista, o São José novamente foi fraco, e teve que lutar muito para não ser rebaixado à divisão intermediária (atual Série A-3). Só conseguiu se livrar na penúltima rodada, após uma vitória de 3 a 1 sobre o São Bento de Sorocaba no Martins Pereira.

1992- Em 92, o São José montou um time forte para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B, já que naquele ano subiriam 12 equipes para a primeira divisão. A Águia chegou a vencer o Grêmio de Porto Alegre (rebaixado no ano anterior) por 3 a 0 em casa, mas teve alguns tropeços, como uma derrota para o Paraná por 1 a 0 no Martins Pereira, quando o São José perdeu até pênalti. Acabou sendo eliminado na última rodada da primeira fase, por apenas um ponto.Para o Campeonato Paulista, como não haveria rebaixamento, a diretoria resolveu montar um time modesto, que tentou se manter entre os primeiros no começo, mas depois não agüentou o ritmo e terminou na antepenúltima posição.

1993- O São José montou um time com o intuito de se classificar entre os primeiros do seu grupo no campeonato paulista, pois a partir de 94 não haveria mais cruzamentos dos grupos A e B. Portanto, se não se classificasse, era como se estivesse sendo rebaixado. E, de fato, foi o que aconteceu. A Águia ia bem nos jogos em casa (não perdeu nenhum) mas, por outro lado, não conseguia vencer fora. Com isso, ficou apenas em quinto lugar, sendo que somente os quatro primeiros subiriam ao Grupo A do ano seguinte. No segundo semestre, não participou do torneio seletivo para o Brasileirão da Série B de 94, por considerar uma competição deficitária.

1994- Na recém criada Série A-2, o São José novamente fracassou. Fez um primeiro turno excelente, terminando em primeiro lugar. Mas, ao contrário do ano anterior, o time joseense conseguia seus pricnipais resultados fora de casa, enquanto fracassava em seus domínios. Com isso, obteve uma seqüência de empates e derrotas que o tiraram da briga pelo acesso.

1995- Esteve sempre na briga pelas primeiras posições, mas em um campeonato longo - com três turnos - o São José perdeu o fôlego na reta final e ficou na fila mais uma vez.

Acesso ao Paulistão[editar | editar código-fonte]

1996- Depois de sofrer uma goleada histórica de 7 a 0 para a Paraguaçuense, o São José foi se acetando e finalmente conseguiu voltar a primeira divisão, após ficar com a terceira e última vaga no quadrangular final.

1997- De volta à primeria divisão (Série A-1), o São José teve, pela primeira vez, uma mulher como presidente - Lindonice de Brito. O time foi mal formado e só se livrou do rebaixamento na última rodada, em um empate em casa com o Rio Branco de Americana por 1 a 1, com o gol joseense sendo marcado pelo zagueiro Toninho aos 37 minutos do segundo tempo. O único bom momento do São José naquele ano foi uma vitória de 2 a 0 sobre o Corinthians no Martins Pereira. Depois, disputou o Campeonato Brasileiro da Série C. Sofreu com os problemas de interdição do Estádio Martins Pereira, e acabou sendo eliminado na última rodada da primeira fase, quando perdeu para a Internacional em Limeira por 2 a 1.

1998- Mesmo com grave crise financeira, montou um time competitivo na primeira fase e garantiu a classificação para a fase seguinte. Daí, faltou verba para pagar os salários, e muitos jogadores abandonaram o clube, que só marcou três pontos, mas pelo menos não corria risco de ser rebaixado.

Novo rebaixamento[editar | editar código-fonte]

1999- Talvez o pior time da história do São José na Série A1. O clube chegou a ser ameaçado de desfiliação caso não pagasse pelo menos parte das dívidas pendentes. Dentro de campo os jogadores não correponderam, e a Águia novamente foi rebaixada com uma rodada de antecipação, após perder em casa por 3 a 2 para o Ituano e ficar em último lugar na classificação. No segundo semestre, o São José participou da Copa Estado de São Paulo e, apesar de ficar em segundo lugar no seu grupo, foi eliminado ainda na primeira fase, quando perdeu duas vezes para seu arqui-rival Taubaté, por 3 a 2 e 3 a 1, fora e dentro de casa, respectivamente.

Anos 2000: a década perdida nas divisões de acesso[editar | editar código-fonte]

2000- Montou um bom time no primeiro semestre, e esteve muito próximo de conquistar o acesso à primeira divisão logo na primeira fase do campeonato, quando chegou à final e perdeu para o Botafogo de Ribeirão Preto. Na segunda fase, ficou atrás apenas do São Caetano no turno classificatório, mas logo nas quartas-de-final foi eliminado pelo Etti Jundiaí. No segundo semestre, disputou a terceira divisão do Campeonato Brasileiro com um time basicamente formado por juniores e realizou a pior campanha de sua história, ficando em último lugar entre 116 clubes participantes, conquistando apenas um ponto no torneio.

2001- Uma temporada terrível para o São José. Enfrentando uma grave crise financeira, trocando de diretoria no meio da competição e com um elenco limitadíssimo em campo, a equipe só se livrou do inédito rebaixamento à terceira divisão na última rodada. Além disso, contou com a ajuda da Federação Paulista, que mudou o regulamento do campeonato, rebaixando apenas o último colocado. Caso contrário, a Águia, que ficou em penúltimo lugar, estaria rebaixada, pois inicialmente cairiam os dois piores colocados da Série A-2 para a Série A-3.

2002- Sem patrocinadores e com poucos recursos, o São José montou um time para brigar por posições intermediárias no Campeonato Paulista da Série A-2. Começou mal no campeonato, mas uma seqüencia de quatro vitórias consecutivas fizeram com que a Águia do Vale se recuperasse, fugindo da zona de rebaixamento e brigando por uma das 4 vagas às semifinais, a qual conseguiu na última rodada. Feito isso, o São José enfrentou o Marília, mas não conseguiu resistir à força do adversário que, mais estruturado e com um elenco melhor, acabou merecidamente se classificando às finais. No geral, a campanha da Águia no Campeonato acabou sendo considerada muito boa, e a equipe conseguir ficar entre os quatro melhores.

Terceirizações e novo rebaixamento[editar | editar código-fonte]

2003- A temporada foi marcada por mais uma mudança de nome do time, que teve o seu departamento de futebol terceirizado e passou a se chamar Esporte São José. Porém, a equipe montada pelo técnico Celso Teixeira era bastante limitada e perdeu o rumo logo no início do campeonato da Série A2. Nem a vinda de outro técnico, o experiente Walmir Louruz, resolveu o problema, e a Águia acabou realizando uma campanha extremamente irregular.

2004 - Neste ano o São José teve seu futebol tercerizado por um empresário paulistano, Antonio Mangino Neto, que demonstrou uma incompetência sem igual na história do clube, o resultado foi o inédito rebaixamento a terceira divisão do Campeonato Paulista. Em campo o que se via era um time amador (vários jogadores foram trazidos por Mangino) sob o comando de Luís dos Reis. O ano de 2004 marcou a volta do clássico do Vale, na primeira partida o São José levou a melhor vencendo por 1x0 no Martins Pereira, foi a única vitória no campeonato.

Temporadas na Série A3[editar | editar código-fonte]

2005 - Depois da péssima campanha de 2004, que levou o time de volta a terceira divisão (Série A3), o São José não renovou o contrato de terceirização e voltou a se chamar São José Esporte Clube, agora com a presidência de Wilson Renato, o time teve um começo de ano conturbado por boatos de supostos parceiros que auxiliariam o time. O São José montou um time tendo base os jogadores da casa, apenas para disputa do campeonato com o comando de Sérgio Valentim. Mas após algumas rodadas o time estava muito irregular e o comando do time passou para Darci Marques, o time acabou se acertando e após a chegada de alguns reforços o time que era considerado fraco, conseguiu uma inesperada reação e acabou conquistando uma das vagas para as finais do campeonato. Porém, por ser formado por muitos jogadores jovens, o time não se deu bem nas finais e não passou dessa fase.

2006 - Com uma campanha impecável dentro de casa (série invicta) e uma campanha não muito boa fora, o São José consegue a ascensão para a 2ª divisão do Campeonato Paulista. Time montado com jovens da cidade, de muita garra e com um técnico firme (Marião), a Águia do Vale conseguiu a ascensão fora de sua cidade com uma vitória por 2 x 0 em cima da forte equipe do Santacruzense, resultado que além de dar o acesso para A2, deu também o direito de disputar o título do campeonato frente o Botafogo. Porém, o São José jogando fora de casa deixou escapar o título da decisão, ao perder para o Botafogo por um tento à zero, assim ficando com o vice campeonato da terceira divisão.

Sequência de temporadas na Série A2[editar | editar código-fonte]

2007 - Retornando à Série A2 do Campeonato Paulista, o São José teve pela frente uma das mais difíceis edições da 2ª divisão de todos os tempos: além dos clubes tradicionais do interior, tais como o União São João de Araras, Inter de Limeira, Botafogo de Ribeirão Preto, Portuguesa Santista, Mogi Mirim, entre outros, o campeonato conta ainda com duas grandes forças do futebol paulista, rebaixadas no ano anterior: Portuguesa de Desportos e Guarani. Além disso, 2007 marcou a volta do Clássico do Vale, contra o Taubaté, Neste torneio, O São José esteve por todas as 19 rodadas da primeira fase entre o G8 (grupo de classificados). Na segunda fase, o time caiu no "grupo da morte", formado por Portuguesa, Guarani, São José e Bandeirante. Após tropeços em casa, perdendo ou empatando jogos que tinha como ganhos até os últimos minutos, o São José acabou perdendo o acesso na última rodada, para o Guarani, após perder por 2x1, no Brinco de Ouro, um jogo em que a Águia tinha a vantagem do empate. No segundo semestre, o time participou da Copa FPF, passando da fase de grupos, onde se encontrou com seu mais novo rival, o Guaratinguetá. Entretanto, na segunda fase o time sucumbiu e começou a planejar 2008.

2008 - Mais uma temporada decepcionante: mantendo a base e o fraco treinador Toninho Moura, o São José procurou formar um time de qualidade para o acesso, repatriando Alex Cortês e trazendo jogadores como Shizo e Bilinha Considerados excelentes contratações para a Série A2. O time, no entanto, frustrou os torcedores e ficou apenas em nono lugar, nem sequer se classificando para a segunda fase. Como somente os oito primeiros se classificavam, o time adiou o sonho de voltar para a primeira divisão do Paulistão. No segundo semestre, a Águia disputou novamente a Copa FPF frustrando seus torcedores novamente ao não conseguir sequer passar para a segunda fase, assim, encerrando a péssima temporada e começando o planejamento para 2009.

2009 - Numa edição da série A2 mais fraca que a dos anos anteriores, sem nenhum "bicho-papão" e com 4 vagas para o acesso, o São José teria - teoricamente - a melhor chance de subir dos últimos tempos. O elenco, inicialmente dirigido por Valter Ferreira, começou bem o campeonato; todavia, uma sequência de maus resultados levaram à demissão de Ferreira e a contratação do inexperiente Edmilson de Jesus, já na véspera da segunda fase. O primeiro turno também foi marcado por lances memoráreis, tais como o gol de Renato Santiago marcado no meio de campo, na goleada fora de casa contra o São Bento de Sorocaba, ou o gol marcado pelo goleiro Gustavo, no derradeiro empate contra o Comercial de Ribeirão Preto no último minuto da na ultima rodada garantindo à Águia a classificação para o quadrangular final; novamente caindo em um "grupo da morte" contra os fortes Rio Branco de Americana, União de Araras e Sertãozinho. Começou com duas derrotas seguidas, mas depois conquistou duas sofridas vitórias em casa e foi decidir a vaga do acesso em Americana, no Estádio Décio Vitta, contra o Rio Branco. Precisando de uma vitória simples, a Águia contou com o apoio de sua torcida, que fez uma histórica caravana de 28 ônibus, com quase 2 mil pessoas apoiando o time na casa do adversário. Porém, infelizmente o time acabou não resistindo à maior qualidade técnica do adversário, acabando derrotado por 2x0, ficando uma vez mais na fila do acesso. Destaque para a torcida que, mesmo após o término do jogo, cantou e aplaudiu os jogadores, mostrando o seu amor incondicional à Águia do Vale! No segundo semestre, a equipe disputou a Copa Paulista, com uma base formada por remanescentes da A2. Inicialmente comandada pelo técnico colombiano Freddy Rincón, a equipe teve uma campanha bastante ruim e sequer passou da primeira fase; Rincón acabou substituído pelo interinamente pelo preparador fisico Jefferson Felix até o fim do certame enquanto Fahel Junior foi contratado para planejar 2010.

Anos 2010: tempos atuais[editar | editar código-fonte]

2010 - Mais uma vez a Águia encarou uma "A2 da morte", com várias equipes de tradição vindas da A1 (Guarani de Campinas, Marília, Noroeste de Bauru), além do mais novo rival da região, o Guaratinguetá, times de tradição que permaneceram na A2 (América de Rio Preto, São Bento de Sorocaba, União São João de Araras), além da chegada de equipes financeiramente muito fortes, como Pão de Açúcar, São Bernardo e Votoraty. Com o planejamento do novo treinador Fahel Junior, que tem em seu currículo um acesso da A2, o São José se preparou desde 2009 para o campeonato. Começou bem, porém uma sequência de resultados negativos culminou com a saída do técnico Fahel e a chegada do experiente Edson Só, treinador que foi campeão da edição 2009 com o Atlético Monte Azul. Com o novo técnico a equipe reagiu, conseguindo a classificação na última rodada, após vencer o São Bento de Sorocaba e contar com o empate do Votoraty com o rebaixado Clube Atlético Taquaritinga. Todavia, no quadrangular final, mais uma vez a equipe fracassou, ao não conseguir somar pontos fora e sofrer dois tropeços seguidos em casa, empatando com Guaratinguetá e Esporte Clube Noroeste de Bauru (essas duas equipes ficaram com as vagas do acesso). A frustração foi grande entre os torcedores pela perda do acesso, em particular devido ao marketing do clube ter adotado como slogan 2010: o ano da volta!, inclusive abrindo uma conta no Twitter. No segundo semestre, a equipe participou uma vez mais da Copa Paulista de Futebol, sendo eliminada na primeira fase do certame.

2011 - Após quatro tentativas seguidas e frustradas de retornar à elite do futebol paulista, o São José fez uma nova tentativa em 2011. Inicialmente as novidades para a nova temporada estavam nos bastidores, tais como a possibilidade de permuta do poliesportivo do clube por um centro de treinamentos, a eleição para presidente do ex-diretor de futebol e vereador Robertinho da Padaria (PPS), assim como a contratação para diretor de futebol de Eduardo Ferreira, ex-presidente do finado Guaratinguetá Futebol. Para treinar a equipe foi contratado o jovem e desconhecido técnico Tarcísio Pugliese, que foi responsável pela formação do elenco, juntamente com Ferreira. A Águia fez sua estreia no Campeonato Paulista Série A2 no dia 15 de janeiro de 2011, contra o Rio Branco de Americana, no estádio Décio Vitta. O time começou muito bem, goleando por 5x0 a equipe de Americana, mas logo na segunda partida perdeu em casa por 4x1 para o XV de Piracicaba, num jogo que teve portões fechados ao público. Esses dois resultados mostram bem o que foi o São José na primeira fase: dificilmente perdia pontos para as equipes mais fracas da chave, todavia quase não pontuava contra os times mais fortes, tais como o próprio XV, o Guarani de Campinas e o Atlético Sorocaba (contra essas equipes foram 6 pontos de 18 possíveis). Não obstante, a equipe terminou em primeiro lugar em seu grupo e novamente caiu em um quadrangular da morte, contra o próprio Guarani, o Comercial de Ribeirão Preto e o Rio Preto. A equipe teve um péssimo primeiro turno de quadrangular, onde fez apenas um ponto; assim, o fraco treinador Pugliese foi dispensado e em seu lugar contratado o ex-jogador da Águia Luís Müller, que teve a dura missão de tentar três vitórias em três jogos. Müller conseguiu vencer a sua primeira partida por 4x1, frente ao Rio Preto, porém sucumbiu com um gol contra de Márcio Santos diante do centenário Comercial, jogando no Palma Travassos. Sem uma vez mais conquistar o acesso, a equipe se preparou para disputar a partir de julho mais uma edição da Copa Paulista de Futebol. Com um orçamento extremamente reduzido (cerca de 10% do praticado durante a Série A2), inicialmente a diretoria manteve Luís Müller no comando do novo elenco. Todavia, logo após a estreia (uma derrota por 2x1 para o Corinthians B, fora de casa) o presidente Robertinho da Padaria decidiu dispensar toda a comissão técnica e também o diretor de futebol, Eduardo Ferreira. Para o lugar de Müller foi contratado Toninho Moura, que já teve passagem como treinador da Águia em 2007 e 2008. A equipe fez um péssimo primeiro turno, terminando essa fase em penúltimo lugar. Com a contratação do ídolo Renato Santiago e de mais alguns atletas, a equipe reagiu no segundo turno, porém não pontuou o suficiente para obter a classificação para a segunda fase, sendo eliminada em uma derrota fora de casa para o Paulista de Jundiaí -- aliás, o São José não conseguiu vencer partida alguma como visitante. Mais uma vez sequer passando da primeira fase da Copa Paulista, o foco passa a ser o planejamento para a temporada de 2012.

2012 - A Águia iniciou a temporada de 2012 disputando pela sexta vez consecutiva uma edição do Campeonato Paulista Série A2. Para brigar pelo acesso, a diretoria contratou um novo gestor de futebol, Rodrigo Pestana, que já trabalhou, entre outros clubes, no Grêmio Barueri. Para comandar o futuro plantel foi contratado o experiente técnico Edson Só, treinador com vários acessos em seu currículo. O time estreou no Campeonato Paulista em 25 janeiro de 2012, empatando com a Ferroviária de Araraquara na casa do adversário. Todavia, a Águia teve um início de campeonato com resultados muito ruins, desde o início frequentando a zona de rebaixamento, além de sofrer com problemas extra-campo (divergências entre o gestor de futebol e o treinador). Dessa forma, Pastana e Só acabaram deixando a equipe. Após a equipe ser dirigida por uma partida pelo técnico Lorival Santos (numa derrota em casa para o São Carlos), o comando da Águia acabou ficou novamente nas mãos de Tarcísio Pugliese. Com alguns reforços de jogadores que atuaram na temporada anterior, tal como o meia Rossini, a Águia reagiu e conseguiu evitar o rebaixamento na última rodada do campeonato, numa vitória sofrida em casa sobre o Penapolense, com gol do artilheiro Renato Santiago. No segundo semestre, para a Copa Paulista foi firmada uma terceirização do futebol com a empresa OMD. Porém, a parceria foi um desastre: com vários problemas dentro e fora de campo, a equipe sequer se classificou para a segunda fase do torneio.

Legenda[editar | editar código-fonte]

Legenda:
     Campeão
     Vice-campeão
     Eliminado na semifinal.
     Classificado à Copa Libertadores da América
     Classificado à Copa Libertadores da América pelo título da Copa do Brasil.
     Classificado à Copa Libertadores da América pelo título da Copa Libertadores.
     Classificado à Copa Sul-Americana
     Classificado à Copa do Brasil
     Campeão do Campeonato do Interior
     Rebaixado à divisão inferior.
     Campeão e promovido à divisão superior
     Promovido à divisão superior.

Ano a ano[editar | editar código-fonte]

Este capítulo utiliza como base informações obtidas nas fontes abaixo, nos casos onde não há confronto direto para definir colocação foi levado em conta a campanha na última fase de participação.

Década de 1970
Brasil Nacionais Flag of the United Nations.svg Internacionais São Paulo Estaduais
Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental / Mundial Campeonato Paulista Copa Paulista
Ano Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Div. Pos. Fase Máxima
1977 Não classificado A2
1978 Não classificado A2
1979 Não classificado A2
Década de 1980
Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental / Mundial Campeonato Paulista Copa Paulista
Ano Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Div. Pos. Fase Máxima
1980 Não classificado A2
1981 Não classificado A1
1982 A 12º 20 16 7 6 3 17 11 A1 14º
1983 Não classificado A1 19º
1984 Não classificado
1985 Não classificado A2
1986 Não classificado A2
1987 Não classificado A2
1988 Não classificado A1
1989 B 20 20 5 10 5 11 11 A1
Década de 1990
Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental / Mundial Campeonato Paulista Copa Paulista
Ano Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Div. Pos. Fase Máxima
1990 A 19º 15 19 3 9 7 10 20 1F A1 11º
1991 B 58º 8 14 2 4 8 12 23 A1 11º
1992 B 13º 16 14 6 4 4 22 13 A1 12º
1993 Não classificado A1 14º
1994 C Não classificado A2
1995 C Não classificado A2
1996 C Não classificado A2
1997 C 33º 10 6 3 1 2 11 8 A1 14º
1998 C Não classificado A1 12º
1999 C Não classificado A1 16º 1F
Década de 2000
Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental / Mundial Campeonato Paulista Copa Paulista
Ano Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Div. Pos. Fase Máxima
2000 MB (C) 26º 1 10 0 1 9 8 20 A2 [a]
2001 C Não classificado A2 14º
2002 C Não classificado A2
2003 C Não classificado A2 12º
2004 C Não classificado A2 16º
2005 C Não classificado A3
2006 C Não classificado A3 1F
2007 C Não classificado A2 2F
2008 C Não classificado A2 1F
2009 D Não classificado A2 1F
Década de 2010
Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Continental / Mundial Campeonato Paulista Copa Paulista
Ano Div. Pos. Pts J V E D GP GC Fase Máxima Competição Fase Máxima Div. Pos. Fase Máxima
2010 D Não classificado A2 1F
2011 D Não classificado A2 1F
2012 D Não classificado A2 13º 1F
2013 D Não classificado A2
2014 D Não classificado A2 20º 2F
2015 D Não classificado A3 10º 1F
2016 D Não classificado A3 15º
2017 D Não classificado SD
2018 D Não classificado SD
2019 D Não classificado SD Ad


Notas

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2018
Competição Temporadas Anos
São Paulo Campeonato Paulista 12 1981-1983, 1988-1993 e 1997-1999
Série A2 31 1966-1967, 1970-1980, 1985-1987, 1994, 1996, 2000-2004 e 2007-2014
Série A3 6 1957, 1965, 2005-2006 e 2015-2016
Segunda Divisão 4 1964 e 2017-2019
Copa Paulista 10 1999, 2006-2012 e 2014-2015
Brasil Campeonato Brasileiro 2 1982 e 1990
Série B 3 1989 e 1991-1992
Série C 2 1997 e 2000
Copa do Brasil 1 1990

Acessos e rebaixamentos[editar | editar código-fonte]

Divisão A Aumento Temporadas R Baixa Temporadas
São Paulo Campeonato Paulista 3 1983, 1993 e 1999
Série A2 3 1980, 1987 e 1996 2 2004 e 2014
Série A3 2 1965 e 2006 1 2016
Segunda Divisão 1 1964
Brasil Campeonato Brasileiro 1 1990
Série B 1 1989

Licenciamentos[editar | editar código-fonte]

Nº de licenciamentos Inativo Temporadas
4 1958, 1968, 1984 e 1995

Retrospecto do clube[editar | editar código-fonte]

Retrospecto em competições oficiais[editar | editar código-fonte]

Última atualização: Série C de 2000.

Competição Temporadas Títulos Pts. J V E D GP GC
Brasil Campeonato Brasileiro 2 35 35 10 15 10 27 31
Série B 3 44 48 13 18 17 45 47
Série C 2 11 16 3 2 11 19 28

Veja também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Bola na Área. «Desempenho do São José-SP nas competições oficiais». Consultado em 8 de agosto de 2018 
  2. Futpédia. «Estatísticas da São José-SP». Consultado em 8 de agosto de 2018 
  3. RSSSF Brasil. «RSSSF Brasil». Consultado em 8 de agosto de 2018 
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