Tenente Laurentino Cruz

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Município de Tenente Laurentino Cruz
"Cidade mais alta do RN; Capital do frio; Vila."
Bandeira de Tenente Laurentino Cruz
Brasão indisponível
Bandeira Brasão indisponível
Hino
Aniversário 16 de julho
Fundação 16 de julho de 1993
Gentílico laurentinense
Prefeito(a) Sueleide de Morais Araujo (PSDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Tenente Laurentino Cruz
Localização de Tenente Laurentino Cruz no Rio Grande do Norte
Tenente Laurentino Cruz está localizado em: Brasil
Tenente Laurentino Cruz
Localização de Tenente Laurentino Cruz no Brasil
06° 08' 52" S 36° 43' 08" O06° 08' 52" S 36° 43' 08" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Central Potiguar IBGE/2008 [1]
Microrregião Serra de Santana IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Florânia, Santana do Matos e São Vicente
Distância até a capital 229 km
Características geográficas
Área 68,556 km² [2]
População 5 835 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 85,11 hab./km²
Altitude 730 m (RN: 1º)[4]
Clima Tropical Semiárido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,623 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 25 653,000 mil IBGE/2010[6]
PIB per capita R$ 259,72 IBGE/2008[6]
Página oficial

Tenente Laurentino Cruz é um município brasileiro situado no estado do Rio Grande do Norte. Possui uma população de 5.835 habitantes, distribuídos em uma área territorial de 68,55 km² (IBGE, 2016). Destes, 78.69% vivem na zona rural, enquanto os outros 21.31% residem na área urbana do município. Além disso, Tenente Laurentino Cruz destaca-se pelo acelerado crescimento populacional e urbano, se comparado aos dados de municípios vizinhos, como Florânia, São Vicente, Santana do Matos e Bodó. O clima ameno também é uma singularidade laurentinense, com temperaturas que podem chegar a 14 °C nos meses do inverno, sendo, assim, considerada uma das cidades mais frias cidades da região.

História e etimologia[editar | editar código-fonte]

A constituição histórica de Tenente Laurentino Cruz remonta-se a informações relativas à Serra do Macaguá. Esta serra teve, como primeiros habitantes, os índios das tribos Tupi-guarani e Tapuia, ainda em meados do século XVI. Mais tarde, a mesma recebeu o nome de Serra de Santana, a qual passou a abrigar diversas comunidades agropecuárias, que se formavam com o trajeto de pessoas que faziam comércio em rotas que ligam o Sertão ao Litoral.

Dentre as primeiras cidades formadas, salienta-se a emancipação de Florânia, ocorrida em 1890. Este município detinha um território relativamente extenso, de modo que algumas localidades (serranas) estavam distantes da cidade e suas adjacências (sertanejas). Assim, no “Alto da Serra”, passou a se destacar um pequeno aglomerado populacional, que, em Setembro de 1977, gerou o povoado de Tenente Laurentino Cruz. O mencionado nome se deu a partir de uma homenagem ao pai do fundador do povoado, Padre Sinval Laurentino de Medeiros. Ademais, ressalta-se o crescimento voraz do povoado, uma vez que inúmeras famílias de municípios circunvizinhos passaram a se mudar para o local, atraídos pela notável qualidade das terras serranas.

Com isso, em 16 de Julho de 1993, o então governador potiguar, José Agripino Maia, assinou o termo de emancipação política, tendo na figura de Airton Laurentino Júnior, até dezembro de 1996, o administrador local. Neste período inicial, Tenente Laurentino Cruz sobreviveu com a ajuda do repasse mensal de 25% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de Florânia.

Geografia e subdivisões[editar | editar código-fonte]

Geograficamente, o município deTenente Laurentino Cruz está localizado a 229 km da capital estadual, Natal, o, qual se liga a partir das rodovias RN - 087 e BR - 226. A distância aproximada para outras cidades do Estado são: 14 km (Florânia), 34 km (São Vicente), 54 km (Santana do Matos), 54 km (Currais Novos), 94 km (Caicó) e 186 km (Mossoró). Evidencia-se, aqui, a forte relação laurentinense com a cidade de Currais Novos, a qual serve como principal pólo regional. Diariamente, é possível observar o deslocamento de habitantes para a cidade curraisnovense, em busca, principalmente, de estudos, serviços bancários e tratamentos de saúde. Inserido no contexto estadual.

Tenente Laurentino Cruz integra a Microrregião da Serra de Santana (juntamente com Florânia, São Vicente, Santana do Matos, Lagoa Nova, Cerro Corá e Bodó) e a Mesorregião Central Potiguar. Limita-se a Norte com Santana do Matos, a Leste com São Vicente e a Oeste e Sul com Florânia. No relevo, é possível notar que quase toda a extensão territorial está assentada no alto do Planalto da Borborema, de forma que os 730.5 metros da altitude municipal o colocam como o município mais elevado do Estado do Rio Grande do Norte. De um modo geral, o território é bastante plano. Contudo, algumas comunidades rurais, próximas a Florânia, como Patacoroa e Pé de Serra, fazem parte da Depressão Sertaneja.

No tocante às rochas, há uma predominância de Arenitos extremamente porosos, constituindo, destarte, a formação de um extenso lençol freático e de Latossolos, os quais são bastante férteis para o cultivo de agricultura. Outrossim, é importante destacar uma espessa camada de rochas pré-cambrianas, localizada logo abaixo dos Arenitos. O clima é o Semi-árido. Entretanto, o aspecto serrano deixa as temperaturas amenas ao longo de todo o ano (clima característico de Brejos de Altitude), podendo atingir 14°C nos meses de Junho, Julho e Agosto. A umidade relativa média anual é de 61%, assentadas sobre uma quantidade média de 2.400 horas de insolação por ano (CPRM, 2005). As precipitações pluviométricas médias anuais são de 659,9 mm, segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA, 2004). Tais chuvas concentram-se, sobretudo, no primeiro semestre do ano. Sobre a vegetação, há a presença escassa de Caatinga Hiperxerófila, contando com árvores de porte arbóreo (alto). Isso ocorre, pois, grande parte do município é coberto por árvores frutíferas que, naturalmente, tomaram o lugar da vegetação nativa. Tenente Laurentino Cruz é abastecido com água proveniente da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, a partir do sistema adutor Serra de Santana. Além desse sistema, alguns pequenos açudes compõem a paisagem hidrográfica.

A área rural é composta por 24 comunidades: Chorão, Curicaca, Chã da Curicaca, Corcundo, Lanchinha, Cinco Cantos, Tanques Preto, Riachão, José Antônio, Umbuzeiro, Boa Vista, Lagoa, Muniz, Canafístula, Cinzelândia, Monte Alegre, Baixa do Mateus, Patacoroa (comunidade mais distante da cidade - 18 km), Capim Assu (única comunidade desabitada), Pé de Serra, Miguel da Rocha, Dizimeiro, Serra do Dizimeiro e Patrício (Cabeço). Além das referidas comunidades, há 04 (quatro) assentamentos rurais: São Sebastião, Chã da Curicaca (fronteira com Santana do Matos), João da Cruz (limite com o município de Florânia) e Nossa Senhora das Vitórias (dividido com Florânia). A cidade, por sua vez, subdivide-se em 02 (dois) bairros oficiais: Centro e Frutilândia, tendo a Avenida Francisco Amaral como principal eixo urbano.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Rio Grande do Norte». Embrapa. 2000. Consultado em 21 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2011 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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