Teofania

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Teofania é um conceito de cunho teológico que significa "manifestação de Deus em algum lugar, coisa ou pessoa". Tem sua etimologia enraizada na língua grega: "theophaneia" ou "theophania". Esse termo é uma palavra composta por dois vocábulos, também gregos: "Theos" (Deus) e "phanei" (aparecer). É uma revelação ou manifestação sensível da glória de Deus, ou através de um anjo, algo surreal ou através de fenômenos impressionantes da natureza. Também é chamada de "aparição". Deus usa desse método para se insurgir a alguém em especial, para mostrar ou revelar fatos do presente ou do futuro. Muitos teólogos defendem que essas aparições foram protagonizadas pelo próprio Cristo, isto é, a 2ª Pesssoa da Trindade, uma vez que o espírito unigênito do Pai estava com Ele desde antes da criação da Terra e de tudo que nela há.

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Exemplo bíblico de aparente teofania: Gênesis 18:1-2 - Deus aparece a Abraão na forma de três homens. Não se trata de anjos pois eles não recebem adoração, e nesta passagem bíblica Abraão os adora inclinando-se à terra. Contudo, essa interpretação está equivocada. Vejamos o que dizem os versículos acima citados: "1. Depois apareceu-lhe o Senhor nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, no calor do dia 2. E levantou os seus olhos, e olhou, e eis três homens em pé junto a ele. E vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro e inclinou-se à terra," (Bíblia em português, versão ACF).

Pois bem. No entanto, esses três homens eram anjos, até porque, do contrário, Deus teria se dividido em três, o que acabaria indo em desencontro com sua própria natureza. Estaríamos admitindo, pois, que seriam as três pessoas da trindade em forma de homens? Parece algo bastante ilógico.

Tal suspeita se confirma quando analisamos os versículos 20 a 22 deste mesmo capítulo: "20. Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito, 21. Descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei. 22. Então viraram aqueles homens os rostos dali, e foram-se para Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante da face do Senhor.".

Essa é uma famosa passagem, tanto pela conversa que Abraão e Sara tem com esses três "homens" a respeito da profecia que o casal ainda teria um filho, mesmo ambos tendo idade bastante avançada (que seria Isaque), como também pela barganha que Abraão fez com Deus, pedindo-lhe que fossem poupados os poucos justos achados em Sodoma e Gomorra. Enfim, como se pode constatar, os "homens" foram embora, mas Abraão continuou conversando com o Senhor, isto é, estava em pé e diante da Sua face.

Não bastasse isso, o último verso ainda do capítulo 18 referenda essa teoria, sendo ele auto-explicativo: "33. E retirou-se o Senhor, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou-se ao seu lugar.". Logo, após pleitear que Deus não destruísse ambas as cidades caso achasse ao menos 10 justos a habitando é que o Senhor se retira. Assim, não existe teofania aqui, mas tão somente a aparição de anjos, que são seres criados pelo Senhor para servirem como seus mensageiros.

Exemplo certo desse instituto teológico se vê na citação da história contida no capítulo 3 do livro de Daniel, em que o Rei Nabucodonosor - inflamado pela notícia de que três judeus não adoraram a estátua que o monarca havia levantado, nem deram conta do som da trombeta que obrigava a todos se prostrarem - os enviou para a fornalha ardente. Esses homens eram Sadraque, Mesaque e Abednego (v. 12). Quando estavam diante do tal rei, foram por ele questionados por conta de tamanha rebeldia, tendo o Governante dito ao final: "Quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?" (v. 15), tendo eles dito que não necessitavam lhe responder (v. 16).

Assim, Nabucodonosor mandou seus homens mais fortes atarem os três e os jogarem na dita fornalha, a qual foi aquecida 7 vezes mais do que o normal por ordem do próprio rei e que de tão quente, matou os seus próprios soldados, quando dela se aproximaram, mas não antes de conseguirem jogar os três valentes hebreus dentro dela (vs. 19 a 23).

No entanto, o próprio Nabucodonosor se espantou ao ver que, na fornalha, havia um quarto homem, que protegeu os demais, que foram rapidamente soltos, haja vista que se foi reconhecido o poder e a glória do Deus Altíssimo em poupar seus servos (vs. 24 a 26), sendo esta uma passagem que a maioria dos teólogos que se debruçaram sobre o tema afirmam se tratar da 2a pessoa da Trindade, ou seja, Jesus, o Cristo.