Teoria do calor

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Na história da ciência, a teoria do calor ou teoria mecânica do calor era uma teoria, introduzida predominantemente em 1824 pelo físico francês Sadi Carnot, que calor e trabalho mecânico são equivalente.[1] Isto é relacionado ao equivalente mecânico do calor. No século seguinte, com a introdução da segunda lei da termodinâmica em 1850 por Rudolf Clausius, esta teoria desenvolveu-se na ciência da termodinâmica. Em 1851, no seu "On the Dynamical Theory of Heat" (Sobre a Teoria Dinâmica do Calor), William Thomson esboçou a visão, baseada em recentes experimento tal como aqueles de James Joule, que “o calor não é uma substância, mas uma forma dinâmica de efeito mecânico, nós percebemos que há mais equivalência entre trabalho e calor, como entre causa e efeito.”[2]

Nos anos que se seguiram, a expressão "teoria dinâmica do calor" lentamente evoluiu na nova ciência da termodinâmica. Em 1876, por exemplo, o engenheiro civil estadunidense Richard Sears McCulloch, em seu Tratado sobre uma Teoria Mecânica do Calor, estabeleceu que: “a teoria mecânica do calor, algumas vezes chamada termodinâmica, é este ramo da ciência que trata dos fenômenos do calor como efeito de movimento e posição.”

Este termo foi usado no século XIX para descrever um número de leis, relações, e fenômenos experimentais em relação ao calor; tais como termometria, calorimetria, combustão, calor específico, e discussões como sobre a quantidade de calor liberada ou absorvida durante a expansão ou compressão de um gás, etc. Uma das mais famosas publicações, nesta direção, foi o livro Teoria do Calor (Theoru of Heat), do físico escocês James Clerk Maxwell, o qual apresentou ao mundo o conceito do demônio de Maxwell, entre outros.[3] Outro famoso artigo, precedindo este, é o artigo de 1850 On the Motive Power of Heat, and on the Laws which can be deduced from it for the Theory of Heat do físico e matemático germânico Rudolf Clausius no qual o conceito de entropia iniciou a tomar forma.[4]

O termo “teoria do calor”, sendo associado com qualquer movimento vibratório ou energia, foi geralmente usado em contraste à teoria calórica, a qual via o calor como um fluido ou um gás sem peso apto a mover-se para dentro e para fora de poros em sólidos e no espaço entre os átomos. Em um jornal de 1807 de Nicholson, como um exemplo, nós encontramos: “…é bem conhecido que Conde Rumford adere à velha teoria do calor sendo simplesmente o movimento vibratório de partículas em corpos.”

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Clausius, Rudolf. (1879). Mechanical Theory of Heat, 2nd Edition. London: Macmillan & Co.
  2. Thomson, William. (1951). “On the Dynamical Theory of Heat, com resultados numéricos deduzidos a partir da equivalência de Joule da Unidade Térmica, e observações de M. Regnault sobre o vapor.” Excertos. [§§1-14 & §§99-100], Transactions of the Royal Society of Edinburgh, March, 1851; e Philosophical Magazine IV. 1852, [de Mathematical and Physical Papers, vol. i, art. XLVIII, pp. 174]
  3. Maxwell, James, C. (1871). Theory of Heat. Dover Publications, Inc. ISBN 0-486-41735-2 
  4. Clausius, Ruldolf (1850). On the Motive Power of Heat, and on the Laws which can be deduced from it for the Theory of Heat. Poggendorff's Annalen der Physick, LXXIX (Dover Reprint). ISBN 0-486-59065-8 

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