Terapia breve

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A Psicoterapia breve ou Terapia breve é um tratamento psicológico que tem como especificidade a ênfase no trabalho com um foco. A maioria dos autores trabalha com um limite de tempo, definido logo de início ou depois de algumas sessões.

Conceituação[editar | editar código-fonte]

Os diversos autores propõem maneiras diferentes de trabalhar, de acordo com suas experiências e modelos teóricos; assim sendo, a psicoterapia breve admite várias abordagens como a psicanalítica, a comportamental, a cognitiva, a psicodramática, por exemplo. Prestar menos ou mais atenção aos determinantes psíquicos atuais ou infantis, à história de vida familiar e pessoal, ao sintoma, ao comportamento, ao funcionamento consciente ou inconsciente, vai depender também da abordagem escolhida pelo terapeuta. Em cada abordagem, a psicoterapia breve respeita seus pressupostos teóricos; por exemplo, a psicoterapia breve psicanalítica respeita o vértice psicanalítico, enquanto a terapia comportamental segue os parâmetros discriminados por Skinner. Dependendo da abordagem, o psicoterapeuta será mais diretivo e intervencionista: na terapia comportamental o terapeuta intervém e direciona mais do que na psicanalítica, por exemplo. A terapia, mesmo sendo breve não é necessariamente superficial, porque não é o tempo, menor ou maior que define a profundidade de uma terapia, mas seus desígnios teóricos e técnicos. O termo ‘breve’, embora consagrado, não seria o melhor para caracterizar esta forma de psicoterapia porque, por convenção, o tempo máximo para uma psicoterapia breve é de um ano, o que não é pouco.

Diferentes abordagens[editar | editar código-fonte]

A abordagem psicoanalitica

respeita o vértice psicanalítico, ou seja, a investigação da transferência, a interpretação, a neutralidade e as associações livres. A resolução de sintomas não é o eixo principal da terapia, mas a busca da compreensão de sentidos. Seus autores de referência são: Malan, seguidor de Balint, na Inglaterra e Gilliéron na Suiça.

Na abordagem da terapia psicodinâmica, que tem Fiorini como bom exemplo, a teoria é de origem psicanalítica, mas o modo de trabalhar difere do vértice psicanalítico descrito acima, sendo mais diretivo e intervencionista.

A terapia cognitiva baseia-se na premissa da inter-relação entre cognição, emoção e pensamento no funcionamento do ser humano e salienta a importância do pensamento sobre o afeto, o comportamento, a biologia e o ambiente. O terapeuta desta abordagem trabalha com a ideia de que o processamento de informações, ou seja, o ato de atribuir significado a sentimentos, pessoas, fatos, forma a base do comportamento, influenciando a visão de futuro e da própria identidade.

A terapia comportamental trabalha com o pressuposto de que o comportamento responde a estímulos específicos. Um autor importante é Skinner. Conceitos como aprendizagem, condicionamento com reforço positivo (quando é incluído um estímulo ao ambiente) ou negativo (quando é retirado um estímulo aversivo do ambiente), dessensibilização progressiva, mudança de comportamento a partir do treinamento de comportamentos mais adaptados, compõem parte de seu corpo teórico. A busca da causas dos sintomas do paciente é analisado seu histórico de vida, sendo levado em consideração todas suas experiências no passado. Esta terapia é baseada em evidências, sendo sempre utilizado a análise funcional como busca da raiz do problema e possíveis intervenções são planejadas baseadas na análise individual.

A hipnoterapia, de Milton Erickson, utiliza a hipnose como ferramenta principal e seu trabalho é pontual e voltado para a resolução de sintomas.

Na abordagem da PNL – programação neurolinguística – o enfoque se volta para a ideia de que o modelo de linguagem que um indivíduo possui amplia ou reduz a compreensão do mundo exterior. Ao acreditar que a linguagem influencia a nós e aos outros, a PNL busca os padrões que, sem percebermos, utilizamos para nos relacionar com o mundo e conosco.

Autores importantes[editar | editar código-fonte]

Cognitiva-comportamental: Bandura, A.; Beck, A.; Skinner, B.; Lotufo, F.-- PNL: McDermott, I e Connor, J.; Grinder, J. e Bandler, R.-- Psicanálise e psicodinâmica: Braier, E.; Fiorini, H. J.; Hegenberg, M.; Lemgruber,V.; Lowenkron, T.; Simon, R.; Yoshida, P.; Gilliéron, E.; Malan, D.; Davanloo, H.; Sifneos, P.-- Psicodrama: Ferreira-Santos, E.

Referências Bibilográficas[editar | editar código-fonte]

Comportamental-cognitiva: BANDURA, A. 1979. Modificação do Comportamento. Rio de Janeiro: Interamericana.

BECK, A. T. & ALFORD, B. A. 2000. O poder integrador da terapia cognitiva. Porto Alegre: Artes Médicas.

Hipnose e PNL: McDermott, I e Connor, J. (1996) PNL e saúde. São Paulo: Summus.

Psicanalítica e egóica:

Hegenberg, M. (2004) Psicoterapia breve. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Gilliéron, E. (1998) Manual de psicoterapias breves. Lisboa: Climepsi Editores.

Kahtuni, H.C. (1996) Psicoterapia Breve Psicanalítica - Compreensão e cuidados da alma humana. São Paulo: Editora Escuta.

Yoshida, E.M.P. (1990) Psicoterapias dinâmicas breves e critérios diagnósticos. São Paulo: EPU.

Fiorini, H.J. (1973) Teoria e técnica de psicoterapias. Rio de Janeiro: Francisco Alves.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]