Imunossupressão

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Imunossupressão é o ato de reduzir a atividade ou eficiência do sistema imunológico. Pode ser causada por uma doença imune ou, pelo contrário, ser intencional em um tratamento de uma doença autoimune ou usada para evitar rejeição de um transplante. Alguns mecanismos do sistema imunológico possuem efeito imunossupressor sobre outras células do sistema imunológico. A imunossupressão também pode ocorrer como reação indesejável de um medicamento ou terapia. [1]

Uso médico[editar | editar código-fonte]

Terapia imunossupressora[editar | editar código-fonte]

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Terapia imunossupressora é a supressão artificial da resposta imunológica, geralmente com a utilização de medicamentos, para que o corpo não rejeite, por exemplo, um novo órgão, através do seu sistema imune. Um desses medicamentos é a ciclosporina.

Este sistema imune é também responsável pela prevenção e tratamento das infecções às quais estamos expostos no dia a dia. Após qualquer tipo de transplante, a tendência natural do sistema imune é desencadear uma reação de defesa chamada de rejeição. Para que isso não ocorra, o mesmo deve ser mantido num nível reduzido de atividade (suprimido), o suficiente para não ocorrer rejeição do órgão transplantado, mas não o bastante para que permita a ocorrência de infecções por microorganismos oportunistas que vivem em nosso corpo ou no ambiente que nos cerca.


A imunossupressão deliberada pode ser feita para:

É feita através da utilização de medicamentos, mas pode envolver cirurgia, plasmaferese ou radiação.

Tipos de imunossupressores[editar | editar código-fonte]

Com o sistema imunológico praticamente desativado, o indivíduo imunossuprimido é vulnerável a infecções oportunistas. Existem vários subgrupos de imunosupressores[2]:

Combinar três desses grupos potencializa o efeito imunossupressor. Se usam três agentes para tratar a rejeição aguda de transplante: um glucocorticoide, globulina antitimócitos e muromonab-CD3.

Nomes comerciais[editar | editar código-fonte]

Os medicamentos geralmente usados em transplantes no Brasil são [3]:

Recomendações[editar | editar código-fonte]

Pessoas imunodeprimidas por qualquer motivo devem[4]:

  • Lavar bem as mãos com frequência. É especialmente importante antes de comer;
  • Evitar pessoas com doenças infecciosas;
  • Comer apenas alimentos bem lavados e bem cozidos. Carne mal-passada é especialmente perigosa.
  • Não tomar vacinas com agente atenuado, como gripe ou sarampo, elas só são úteis se o sistema imunológico é eficiente;
  • Evitar áreas populosas e ambientes fechados como shoppings e cinemas;
  • Evitar contato com animais. Você não tem que chutá-los para fora da casa, e pode até fazer carinho, apenas deve evitar mordida, arranhão, tocar fezes ou urina, pois eles podem transmitir doenças.
  • Não cuidar do jardim. Bactérias e fungos perigosos vivem no solo e nas plantas.
  • Não ignorar cortes ou arranhões. Limpe bem e coloque uma bandagem. Entre em contato com seu médico se você tiver quaisquer sinais de infecção.
  • Evitar beijos de língua e praticar apenas sexo seguro. Só preservativos podem não ser o suficiente para protegê-lo totalmente. Mesmo saliva pode expô-lo a diversos vírus e bactérias. Pergunte ao profissional de saúde sobre o que é seguro no seu caso.

História[editar | editar código-fonte]

A cortisona foi o primeiro imunossupressor identificado, mas sua ampla gama de efeitos colaterais limitou seu uso. A azatioprina, mais específica, foi identificada em 1959, mas a descoberta da ciclosporina em 1970 permitiu significante expansão dos procedimentos de transplante de rim entre doadores-receptores menos compatíveis. Este medicamento era bastante utilizado em transplantes de fígado, pulmão, pâncreas e coração. Atualmente o Tacrolimo em combinação com um glucocorticoide e uma globulina é a estratégia mais eficiente.

Referências